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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Grêmio 1x2 Corinthians (Brasileirão 2010, 2.ª rodada, Estádio Olímpico, 16.05.2010, 16h)

Grêmio 1x2 Corinthians - 2.ª rodada Brasileirão 2010, 16.05.2010
No início do Brasileirão com fórmula por pontos corridos, quando os primeiros campeões eram conhecidos com várias rodadas de antecedência, parecia coerente e oportuno para os times que participam de outras competições mais curtas simultaneamente (Libertadores, Copa do Brasil e Copa Sulamericana) jogarem as rodadas iniciais do Brasileirão com time de reservas, poupando os titulares para os jogos decisivos das competições em formato mata-mata. Ocorre que esse entendimento começou a ser questionado quando recentes campeonatos nacionais foram decididos por um ou dois pontos, então veio aquela noção tipo “se tivéssemos escalados os titulares na 1.ª ou 2.ª rodada e vencido aquele jogo fácil que perdemos com os reservas, poderíamos ser campeões”. Além disso, observou-se que os clubes europeus também disputam simultaneamente competições importantes (Champions league e os campeonatos nacionais), não se observando com tanta intensidade a preservação dos titulares (p. ex., Robben e Ribbery do Bayern München jogam todos os jogos e restaram campeões da Bundesliga 2010 e finalistas da Champions League). Isso, contudo, ainda não foi suficiente para alterar as coisas no Grêmio, e assim se decidiu que a Copa do Brasil 2010 seria privilegiada em desfavor das rodadas iniciais do Brasileirão 2010.

O Grêmio iniciou sua campanha no Brasileirão 2010 contra o Atlético-GO, em Goiânia. Entraram em campo meia dúzia de titulares, e o resultado foi um 0x0. Provavelmente venceríamos esse jogo fora de casa, se se tivesse contado com Jonas, Borges e Douglas, principalmente. Esse trio foi poupado para o primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil 2010 contra o Santos. Esse jogo, disputado em 12.05.2010, no Estádio Olímpico, às 21h50min de uma quarta-feira, foi considerado como um jogo histórico e dentre os melhores dos últimos tempos. Afinal, o Grêmio enfrentava o famigerado Santos de Dorival Jr, Neymar, Robinho e Ganso. Sabia-se que haveria gols de ambos os lados. O que não se sabia era que o Grêmio sairia para o intervalo da partida perdendo por 2x0. Além disso, Jonas desperdiçou uma penalidade. E todas as outras inúmeras conclusões do ataque gremista foram rechaçadas pelo goleiro santista, que parecia estar em noite iluminada. No entanto, assim como ocorrera em jogos recentes (contra o Inter, Fluminense) o Grêmio de Silas voltou para o 2.º tempo com outro ânimo. Além do ânimo veio o bom futebol. E assim o Grêmio empilhou gols em cima do Santos, virando do 0x2 para um 4x2 eletrizante. Borges marcou três gols e Jonas fez um golaço de fora da área. Robinho diminuiu a alegria geral ao fazer o 4x3. Na quarta-feira seguinte, 19.05.2010, se realizará o jogo decisivo, na Vila Belmiro. O Grêmio tem apenas a vantagem do empate; já o Santos pode vencer por qualquer placar até o 4x3; se der 4x3 para o Santos tem disputa por pênaltis, e derrota por placar superior a este a classificação é gremista. Como se sabe, o regulamento da Copa do Brasil privilegia os gols marcados fora de casa como critério de desempate em resultados iguais.

Após uma partida tão marcante, o Grêmio voltou ao Estádio Olímpico para enfrentar o Corinthians pela 2.º rodada do Brasileirão 2010. O “timão” de Mano Menezes não contaria com Ronaldo Fenômeno, preservado por “dores musculares”. Veio Roberto Carlos, além dos já conhecidos William e Alessandro. Tcheco ficou no banco de reservas. Silas resolveu escalar o time misto novamente. Só que dessa vez as escolhas foram mal feitas e o Grêmio não atacou, não jogou, e perdeu.

Aos 5min o Corinthians já fazia 1x0. Alguém disse que o Grêmio já deveria sair perdendo para que os jogadores começassem a fazer algo em campo. Nessa partida, porém, nem com a derrota parcial os jogadores puderam fazer alguma coisa. Bergson, escalado no ataque, teve sua oportunidade para jogar 90min e não correspondeu. Mas outros também fracassaram como Douglas, Rochemback, Leandro, Fernando, Bruno Collaço, etc. Até Victor, outrora, muralha intransponível, vem falhando seguidamente na bola aérea e na comunicação com os zagueiros. Fala-se que o cara sentiu demasiadamente a não convocação para a Seleção Brasileira de Dunga para a Copa do Mundo da África do Sul. Fato é que Victor não vem demonstrando a segurança que nos acostumamos em 2008/2009. E me parece que isso vem desde o jogo do Gauchão que o cara brigou em campo com um adversário, mostrando um destempero inédito.

No 2.º tempo, o Corinthians sacramentou a vitória com um gol bobo, daqueles que tentamos tirar com o olho: a bola cruzou a área, passando por Victor e por todos os zagueiros, e Souza fez o 2x0.

Coisa que não entendo é porque Maylson e Mithyuê não são as primeiras opções nesse time misto. Sobretudo depois que Maylson entrou no jogo e 2min depois fez o gol de honra, num chutaço cruzado na grande área; mesmo jogando uns 20min por jogo, Maylson é o terceiro artilheiro gremista da temporada, com 10 gols, atrás de Jonas (19) e Borges (16).

Aparentemente toda essa péssima atuação está justificada pelo esforço reunido para o jogo da próxima quarta-feira, 19.05.2010, contra o Santos pela Copa do Brasil 2010.

GRÊMIO: Victor, Joílson, Mário Fernandes (Fernando), Rafael Marques e Bruno Collaço; Willian Magrão, Fábio Rochemback, Douglas (Jonas) e Hugo (Maylson); Leandro e Bergson. Técnico: Silas

CORINTHIANS Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Jucilei; Jorge Henrique (Danilo), Souza (Paulinho) e Dentinho (Iarley). Técnico: Mano Menezes

Gols: Ralf, aos cinco minutos do primeiro tempo; Souza, aos 19, e Maylson, aos 29 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Jorge Henrique, Dentinho (Corinthians); Douglas, Leandro, Willian Magrão (Grêmio). Árbitro: Elmo Alves Cunha Resende (GO). Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Recapitulando 2008 - Jogos do Grêmio

Nos destaques estão as resenhas (com fotos e vídeos) dos jogos que meu pai e eu assistimos da campanha gremista de 2008.

Data Hora Mandante Visitante
19/01 18h30 Grêmio 3 X 0 15 Novembro
23/01 21h45 Sapucaiense 1 X 1 Grêmio
26/01 18h30 Grêmio 1 X 0 Santa Cruz
02/02 16h00 Caxias 2 X 2 Grêmio
09/02 16h00 Grêmio 2 X 0 Novo Hamburgo
13/02 21h45 Jaciara - MT 0 X 1 Grêmio
17/02 16h00 Ulbra 0 X 1 Grêmio
21/02 21h45 Grêmio 2 X 1 Esportivo
24/02 16h00 Esportivo 1 X 2 Grêmio
27/02 20h30 Grêmio 6 X 0 Jaciara/MT
01/03 16h00 Grêmio 4 X 0 Ulbra
09/03 16h00 Novo Hamburgo 0 X 1 Grêmio
13/03 21h45 Grêmio 0 X 0 Caxias
16/03 16h00 Santa Cruz 2 X 3 Grêmio
20/03 17h00 Grêmio 2 X 0 Sapucaiense
26/03 21h45 15 Novembro 1 X 4 Grêmio
29/03 16h00 Juventude 1 X 2 Grêmio
02/04 21h50 Atlético GO 2 X 1 Grêmio
06/04 16h00 Grêmio 2 X 3 Juventude
09/04 21h45 Grêmio 2 X 1 Atlético GO
26/04 15h30 SC Ivoti 0 X 3 Grêmio
01/05 15h30 Ypiranga 0 X 3 Grêmio
03/05 15h30 Avaí 0 X 0 Grêmio
10/05 18h10 São Paulo 0 X 1 Grêmio
18/05 16h00 Grêmio 0 X 0 C.R.Flamengo
24/05 18h10 Grêmio 2 X 0 Náutico
31/05 18h20 Vasco 2 X 1 Grêmio
08/06 16h00 Grêmio 2 X 1 Fluminense
14/06 18h20 Goiás 0 X 3 Grêmio
22/06 18h10 Grêmio 3 X 0 Atlético PR
29/06 18h10 Grêmio 1 X 1 Internacional
06/07 18h10 Botafogo 2 X 0 Grêmio
09/07 21h45 Santos 1 X 1 Grêmio
13/07 18h10 Grêmio 2 X 1 Portuguesa
16/07 19h30 Sport 2 X 2 Grêmio
19/07 18h20 Grêmio 1 X 0 Cruzeiro
24/07 20h30 Figueirense 1 X 7 Grêmio
27/07 16h00 Grêmio 1 X 1 Palmeiras
31/07 20h30 Coritiba 0 X 1 Grêmio
03/08 16h00 Grêmio 2 X 0 Vitória
06/08 19h30 Grêmio 1 X 0 Ipatinga
09/08 18h20 Atlético MG 0 X 4 Grêmio
13/08 22h00 Internacional 1 X 1 Grêmio
17/08 16h00 Grêmio 1 X 0 São Paulo
21/08 20h30 Flamengo 2 X 1 Grêmio
24/08 18h10 Náutico 1 X 1 Grêmio
28/08 19h20 Grêmio 2 X 2 Internacional
31/08 16h00 Grêmio 2 X 1 Vasco
06/09 18h20 Fluminense 0 X 0 Grêmio
13/09 18h20 Grêmio 1 X 2 Goiás
21/09 16h00 Atlético PR 0 X 0 Grêmio
28/09 18h10 Internacional 4 X 1 Grêmio
04/10 16h00 Grêmio 2 X 1 Botafogo
08/10 22h00 Grêmio 2 X 0 Santos
19/10 18h10 Portuguesa 2 X 0 Grêmio
23/10 20h30 Grêmio 1 X 0 Sport
29/10 21h50 Cruzeiro 3 X 0 Grêmio
02/11 19h10 Grêmio 1 X 1 Figueirense
09/11 17h00 Palmeiras 0 X 1 Grêmio
16/11 19h10 Grêmio 2 X 1 Coritiba
23/11 17h00 Vitória 4 X 2 Grêmio
30/11 17h00 Ipatinga 1 X 4 Grêmio
07/12 17h00 Grêmio 2 X 0 Atlético MG

sábado, 8 de novembro de 2008

Livro - "A América aos nossos pés"

Depois de ver a série de DVDs "NBA Dynasty" sobre os títulos do Chicago Bulls e do Los Angeles Lakers, senti falta de DVDs e livros que documentassem os momentos mais marcantes do Grêmio. Isso começou a ser resolvido com os DVDs e livro sobre a Batalha dos Aflitos, mas sempre achei uma omissão imperdoável a falta de registros sobre os títulos mais expressivos e significativos como os títulos do Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial. Quando vi para vender o livro do Eduardo "Peninha" Bueno e seu irmão sobre o título da Libertadores de 1983, que recém completou 25 anos, nem esperei pela Feira do Livro, pois o preço já era baixo, menos de vinte reais.

O livro tem formato de bolso e a cronologia da narrativa é a que considero a ideal, i. é, jogo-a-jogo. O estilo do autor é o de sempre, exagerado ao extremo, mas totalmente adequado para esse tipo de literatura. Tirantes alguns pontos de vista com os quais discordo totalmente, o livro é muito bom, pois além das resenhas sobre os jogos, há ainda algumas linhas (poucas é verdade) sobre os aspectos secundários (mas importantes) que acompanharam a conquista histórica, como a fraca campanha no Brasileirão 1983, e é legal ver como as coisas mais ou menos se repetem (p. ex., Valdir Espinosa e o Pres. Fábio Koff foram bastante criticados pela desclassificação do Brasileirão pela Ferroviária de Araraquara, por 3x1 em pleno Estádio Olímpico, na véspera do primeiro jogo contra o América de Cali).

Ponto alto do livro é a narrativa do memorável confronto (pois de jogo não se tratou) entre Grêmio e Estudiantes, em La Plata. Eu já tinha visto os gols e cenas sobre as expulsões, mas o cara sugeriu (e eu acatei) olhar os vídeos disponíveis no youtube, e, de fato, é impressionante, vale a pena conferir.

Outras revelações legais são a organização do time, por Koff e Espinosa, no início da temporada de 1983, e a contratação de Mazarópi para a 2.ª fase da competição.

Para o meu gosto, o livro deveria ter o dobro de páginas e tamanho regular, mas isso provavelmente encareceria o produto e inviabilizaria a comercialização (p. ex., fiquei interessado no livro de René Simões sobre a volta do Coritiba à Série A, mas custa R$ 60,00, e aí ficou difícil - é só para fã-náticos mesmo). Li em aproximadamente 2 horas.

Resta aguardar DVD´s sobre as históricas conquistas de 25 anos (inclusive com a íntegra dos jogos, como os da NBA), bem como livros (bem que o Espinosa podia escrever um).

terça-feira, 29 de julho de 2008

25 anos - Grêmio campeão da Copa Libertadores de 1983

Em 1983 eu já era gremista, e desde que me conheço o Grêmio é campeão da Libertadores e do Mundial. Lembro de ir com o meu pai ao Estádio Olímpico, dos principais jogadores (Mazarópi, Renato, Tarciso, De Leon, Baideck, Paulo Roberto, China, etc), da chegada do time campeão do mundo no caminhão dos bombeiros (vimos os jogadores passarem com a taça na João Pessoa, quase esquina com a Venâncio), e tudo mais. E faz uns 15 anos que queria, por tudo, ver a íntegra do jogo final da Libertadores e do Mundial de 83; há pelo menos uns 10 anos firmei a convicção de que isso renderia um vídeo; e desde que vi a caixa de DVD´s do Chicago Bulls, dinastia NBA, com um DVD dedicado para um compacto do campeonato, de um lado, e de outro a íntegra de um dos jogos dos play-offs, que me pergunto por que não é lançado um DVD com a íntegra da final da Libertadores e do Mundial de 1983. Isso venderia por si só, e minha convicção ficou sedimentada depois do DVD sobre a Batalha nos Aflitos.

Não houve anúncio algum, e dessa forma foi por pura sorte que no domingo, pouco depois do meio-dia, mudei de canal e vi que no 36 tava passando a final da Libertadores de 1983, pois no dia seguinte, segunda-feira, 28.07.2008, completaria 25 anos desse título gremista. Por sorte, também, estava a mão com o gravador, e perdi apenas os primeiros 5min30s do jogo. Antes de sair de casa, vi o 1.º gol, de Caio, aos 9min. Deixei gravando e vi tudo à noite. E vi que o Grêmio atacou como nunca até fazer o gol, e depois até os 15min, geralmente pelo lado direito (embora o gol gremista tenha partido de um cruzamento pelo lado esquerdo). O Peñarol, como se sabe, era o atual campeão mundial e lutava pelo bi da Libertadores. Então os uruguaios não demoraram para equilibrar o jogo, e a partir dos 30min exercer domínio. E no final do 1.º tempo, o time de Valdir Espinosa estava bem recuado, errando passes, e sofrendo a pressão do Peñarol (é incrível como isso, hoje em dia, não é surpresa). Apesar de tudo, nenhuma conclusão chegou com perigo ao gol do Mazarópi. Mas bem sabemos que isso não quer dizer nada; o adversário pressiona e uma hora vai fazer o gol.

E o 2.º tempo começou do mesmo jeito que terminou o 1.º, i. é, com a bola no pé dos uruguaios. O jogo, para ser franco, foi muito ruim, mas muito disputado. E na época não tinha essa de fair play. Os uruguaios batiam afu: o Tita arrancou pela direita, tentando puxar um contra-ataque, e um uruguaio deu uma rasteira chutando as pernas do Tita por trás. Falta é evidente que foi marcada, pois esse lance é falta hoje e era falta em 1983. Mas nada de cartão amarelo. Lance normal de jogo. Então dá-lhe cotovelada pelo alto - e por baixo uma bica na canela.

Na metade do 2.º tempo, o Peñarol conseguiu ficar um tempão no ataque: cobrança de lateral, escanteio, chutes, rebotes, e a bola não saia do campo do Grêmio. Falta pelo lado esquerdo, Venâncio Ramos cobrou com delicadeza impressionante, alçando a bola na área como se fosse com a mão, e Morena, artilheiro uruguaio, fez o gol de empate. Minutos depois Mazarópi salvou e, no rebote, De León tirou em cima da linha. O comentarista, então, comentou: "O Renato não está mostrando bom futebol. Ele é um jogador essencial, e está na hora de ele aparecer para dar a vitória ao Grêmio". Uma vez que no primeiro jogo, em Montevidéu, o placar foi 1x1, se o jogo no Olímpico terminasse 1x1, haveria um terceiro jogo, em Buenos Aires, em 02.08.1983.

Mesmo antes do gol de empate, César já havia entrado em campo no lugar de Caio (que entrou em campo meio no sacrifício, pois não havia se recuperado totalmente de lesão muscular). O seu ingresso representava maior qualidade no toque de bola. Então, aos 32min, Renato recebeu a bola quase na marca de escanteio do lado direito de ataque gremista (na frente das gerais/camarotes). Cercado por uns três defensores uruguaios, ele deu umas embaixadas e deu um chutão com toda a força em direção à área. A jogada toda foi muito rápida, pois tão logo a bola caiu, encontrou a cabeça de César que empurrou com tudo para o gol. O gol da vitória e do título.

A partir daí não teve mais jogo. Chutão, empurra-empurra, expulsão do Renato, o Peñarol, na verdade, não tinha mais forças para reagir. Os dois times, o Grêmio de Valdir Espinosa e da gurizada gremista (apenas Mazarópi e Tarciso tinham mais de 30 anos - respectivamente, 30 e 32), e o Peñarol, atual campeão mundial, eram times muito bons e equivalentes. E nessas condições, vence o time que faz mais gols (!).

Do time gremista, vi que Paulo Roberto era um lateral muito bom no apoio e raçudo na defesa. O cara tinha 20 anos, fazia muito bem os cruzamentos pelo lado direito, e na marcação era implacável. De León já era consagrado campeão e titular da Seleção Uruguaia. O zagueiro sabia bem como se ganhava uma Libertadores, e deixou muito claro isso durante o jogo, conduzindo a bola com tranqüilidade, divindindo duro com seus compatriotas, e fazendo pressão na arbitragem. Baideck, muito elogiado pela reportagem durante a transmissão do jogo, tinha pouco mais de 20 anos e tirou todas. Casemiro parecia nervoso no início, e talvez não por acaso o titular no mundial tenha sido o Paulo César Magalhães. China era o volante propriamente dito, marcador e repassador da bola, uma espécie de Eduardo Costa. Osvaldo apareceu muito pouco no jogo. Mas era muito bom de bola. O camisa 10 era o Tita, que centralizava as jogadas e atuava como uma espécie de Tcheco melhorado. Dos 10 aos 15min do 2.º tempo, o Grêmio jogou com 10 em campo porque Tita estava sendo socorrido após um choque em jogada pelo alto na área do Peñarol. Emocionante que a torcida gritava pela volta do craque, e no placar eletrônico do Estádio Olímpico apareceram frases "Volta logo Tita! Força Tita! Estamos com você Tita!". E o cara voltou a campo, e nos últimos minutos do jogo ele tinha sangue escorrendo pelo rosto (na época, além de não se falar em fair play, não havia a recomendação para retirar o cara sangrando de campo; ficava sangrando durante o jogo até o final). E é bem conhecida a história que envolveu a comemoração incomum do Tita após o gol de César. O ataque gremista teve de lugar contra a defesa dos uruguaios, então todos tiveram dificuldades. Mas os caras eram bons, e aproveitaram os descuidos para fazer os dois gols da vitória. Renato, realmente, não fez boa partida. O cara, de fato, era um autêntico ponta-direita, de modo que todas as suas jogadas eram iguais: bola pela direita, ele corria com ela até a linha de fundo e avançava em direção à área. Em regra os uruguaios faziam falta. Essa jogada, afinal, restou imortalizada no primeiro gol do jogo contra o Hamburgo pela final do Mundial 1983. E, nesse jogo no Estádio Olímpico, contra o Peñarol, se Renato não teve uma boa noite, pelo menos fez o que se espera de um craque: uma jogada genial, que decide o jogo. O cara podia ter partido para o drible e perdido a bola; podia ter cavado um escanteio, ou uma falta. Mas ele resolveu levantar aquela bola na área, pois alguém se colocaria lá para tentar o gol. E a bola encontrou a cabeça do César.

Parece que vai rolar um DVD comemorativo dos 25 anos dessa Libertadores, com depoimentos dos jogadores, dirigentes, técnico, jornalistas. Entendo que esses depoimentos são dispensáveis, pois ficam datados. Melhor mesmo é a íntegra do jogo. Por sorte, consegui gravar a tempo (apesar de ter faltado 5 minutos e meio). Agora aguardo dezembro que seja transmitida a final do Mundial de 1983, de preferência com anúncio prévio.

GRÊMIO: Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato, Caio (César) e Tarciso. Técnico: Valdir Espinosa.

PEÑAROL: Fernandes; Montelongo, Olivera, Gutiérrez e Diogo; Bossio, Saralegui e Salazar; Ramos, Morena e Silva (Peirano). Técnico: Hugo Bagnulo

Copa Libertadores da América - final - 28/07/1983.
Local: Estádio Olímpico, Porto Alegre (RS).
Arbitragem: Édson Perez, Carlos Montalván e Henrique Labo (trio do Peru).
Gols: Caio (G), aos 10 minutos do primeiro tempo, Morena (P) aos 25 minutos do segundo tempo e César (G) aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Paulo Roberto, Tita e Renato (G) Oliveira, Saralegui e Morena (P).
Cartões vermelhos: Renato (G) e Ramos (P) aos 42' do 2°T.

Meu pai guardou por muitos anos os jornais do dia seguinte ao título, bem como as edições da revista Placar, mas essas relíquias foram perdidas. Então me permito transcrever a avaliação dos jogadores, que constou dessa notícia:

Ficha do jogo

GRÊMIO

Mazaropi; Paulo Roberto, Baidek, De León e Casemiro; China, Osvaldo e Tita; Renato; Caio (César) e Tarciso

PEÑAROL

Fernandez; Montelongo, Olivera, Gutierrez e Diogo, Bossio, Saralegui, Salazar, Ramos e Morena, Silva (Peirano)

Arbitragem: Edson Perez, auxiliado por Carlos Montalvan e Henrique Labo, do Peru.

Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre

Gols: Caio (G), aos 10 minutos do primeiro tempo, Morena (P), aos 25 minutos do segundo tempo e César, aos 32 minutos do segundo tempo

Avaliação dos jogadores

GRÊMIO

Mazaropi — Muito seguro nas intervenções, especialmente nos momentos de maior pressão do Penharol, quando saiu muito bem nos pés de Peirano. Nota 9.

Paulo Roberto — Muito mais tranqüilo do que no jogo de Montevidéu, só teve alguns problemas no segundo tempo com Venâncio Ramos, mas esteve seguro, inclusive no apoio. Nota 8.

Baidek — Um pouco nervoso apenas no início do jogo. Depois, marcou Morena com boa antecipação e cometendo as faltas necessárias. Nota 9.

De León — Fez tudo em campo: marcou bem, não falhou nunca, eficiente nas bolas altas e rasteiras. Nota 10.

Casemiro — Velocidade e atenção para evitar qualquer lance perigoso na defesa do Grêmio. Deu um lançamento preciso para Osvaldo cruzar no primeiro gol. Nota 9.

China — Perfeito sob todos os pontos de vista, tanto na marcação direta como na cobertura. Soube o momento certo do chutão para a frente e do toque para o companheiro. Nota 9.

Osvaldo — Combateu como nunca no meio campo, sem evitar o choque, chutando para a frente quando necessário e fazendo boas triangulações no setor. Cruzou a bola no primeiro gol. Nota 8.

Tita — Finalmente teve a grande atuação na Libertadores que estava devendo à torcida do Grêmio. Prendeu a bola nos momentos de maior pressão do Peñarol, laçou e tabelou. Nota 9.

Renato — Muito discreto no primeiro tempo, submetendo-se novamente à marcação de Diogo. Mas decidiu o jogo e o título, cruzando uma bola incrível para César marcar. Nota 8.

Caio — Apesar do físico nada privilegiado pela natureza, brigou com os zagueiros do Penharol, encarou a marcação e fez o gol que abriu o caminho para o título. Nota 8.

Tarciso — Desta vez não pode ser acusado de evitar o choque, pois foi o que mais fez em campo, preocupando os zagueiros com sua velocidade e recuando para marcar. Nota 8.

César — Jogou 27 minutos e se igualou a Caio — na coragem e na marcação do gol. Só que o seu valeu o título inédito para o Grêmio. Nota 9.

PEÑAROL

Fernandes — Perfeito nas saídas de gol e nas bolas altas. Sem culpa nos gols. Nota 8.

Montelongo — Passou trabalho com Tarciso no primeiro tempo. Pouco importunado no segundo. Nota 7.

Olivera — O líder do time. Por cima só dá ele, inclusive na área adversária. Nota 8.

Gutierrez — O mais fraco da defesa. Indeciso em vários lances. Nota 5

Diogo — Não tomou conhecimento de Renato e no primeiro tempo procurou o apoio. Nota 8

Bossio — Bem no bloqueio e na cobertura aos laterais. Nota 7

Saralegui — Bom jogador, mas apela muito para a violência. Nota 7

Salazar — O articulador das jogadas do Peñarol. Cresceu a partir da metade do segundo tempo e com ele o time. Nota 8

Sulva — Não levou vantagem sobre Casemiro. Acabou substituído por Peirano que pouco acrescentou. Para Silva nota 5

Morena — Preocupação constante para a zaga do Grêmio, na única conclusão marcou o gol uruguaio. Até por isso nota 7

Venâncio Ramos — Habilidoso, driblador, o melhor do Peñarol. Nota 9

Arbitragem

O Peruano Edison Perez soube controlar com energia um jogo excessivamente nervoso, como são todas as decisões, não permitindo que os uruguaios, liderados por Olivera, interferissem no seu trabalho. Acertou nas expulsões de Renato e Venâncio Ramos, no final da partida. Tecnicamente teve falhas mínimas. Foi bem assessorado pelos bandeiras Henrique Labo e Carlos Montalvam. Nota 9

sábado, 3 de junho de 2006

Grêmio 1x0 Santos (Brasileirão, 9.ª rodada, Estádio Olímpico, 31/05/2006, 21h45min)

Seguindo nas suas partidas fora de casa, o Grêmio pegou o debilitado Palmeiras (que ocupa a zona do rebaixamento há várias rodadas) com técnico novo - Tite substituiu Leão. Pois o tricolor cometeu o crime no Parque Antártica e venceu por 1x0, gol de Hugo. Maidana foi expulso ainda no primeiro tempo.


Chegamos com a bola já rolando (eu tive aula do pós), e ficamos à esquerda das sociais, acompanhando o ataque do Grêmio. O time vem em boa fase, e o Santos não causou maiores preocupações. O Santos é um dos líderes do campeonato e tem o Luxemburgo como técnico; mas Luxemburgo não costuma se dar bem contra o Grêmio.

Sandro confirmou as recentes boas atuações. Lucas também recuperou o seu futebol. Maidana se machucou em jogada no ataque e deu lugar a Nunes. Aos 34 min, Tcheco cobrou um escanteio na medida para Hugo cabecear para o gol. O passe de Tcheco foi excepcional, com muito mais qualidade do que os costumeiros do Marcelo Costa (que, aparentemente, não deverá mais jogar pelo Grêmio devido a um desacerto com os dirigentes do Nacional da Ilha da Madeira/Portugal).


No 2.º tempo (mudamos para o lado da direita das sociais), o Grêmio limitou-se a segurar o resultado; o Santos só fez pressão no final, mas vaiamos muito e os paulistas não chegaram a causar perigo, em que pese tenham feito um gol mal anulado (segundo as rádios) pelo árbitro (por outro lado, o Grêmio teve um pênalti a seu favor não assinalado pelo juiz, que teve uma péssima atuação).

Pudemos perceber claramente o Mano reclamar do posicionamento e da atitude do Ricardinho em campo. Não demorou e o atacante deu lugar ao contestado Herrera - a torcida vaiou Ricardinho e aplaudiu bastante o argentino (que eu acho bom jogador, apesar de perder gols - mas quem não os perde?).

GRÊMIO: Galatto; Alessandro, William, Maidana (Nunes) e Wellington; Lucas, Sandro, Tcheco, Hugo (Rudnei), Ramón e Ricardinho (Herrera). Técnico: Mano Menezes

SANTOS: Fábio Costa; Dênis, Luiz Alberto (André), Domingos, Ávalos e Kléber; Maldonado, Fabinho (Magnum), Wendel (Wellington Paulista); Rodrigo Tabata e Rodrigo Tiuí. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Árbitro: Paulo Henrique de Godoy Bezerra- SC, Auxiliares:Carlos Berkenbrock e Rosnei Hoffman Scherer- SC

segunda-feira, 21 de março de 2005

Grêmio 1x0 Caxias (Gauchão, Estádio Olímpico, 20/03/2005, 16:00)

Início da fase semifinal. Foi bom pegar o Caxias logo agora, pois no domingo passado, em Caxias do Sul, o Grêmio levou um vareio (3x0); em casa, neste domingo, teve a chance de mostrar que aquele jogo havia sido um acidente de percurso.

Sem poder contar com Marcus Vinícius (suspenso), De León improvisou Gustavo como volante e anunciou que o esquema seria 4-3-3, com o ataque Somália-Marcelinho-Márcio Oliveira. Essas modificações, que pareciam assustadoras, acabaram dando certo, com os méritos ao técnico gremista. A verdade é que Márcio Oliveira foi essencial, pois não atuou fixo como atacante (ponta-esquerda). Movimentou-se, conforme a bola estivesse com Marcelinho, com o Grêmio ou com o Caxias. Gustavo foi muito elogiado pelos comentaristas (Wianey na Gaúcha, e os do Bate Bola da TVCOM - melhor programa esportivo, disparado).

Tiago Prado teve atuação destacada no 1.º tempo. Márcio salvou nos últimos 10 minutos, quando o Caxias resolveu atacar; durante toda a partida, a equipe caxiense apenas viu o Grêmio jogar. Mesmo no 2.º tempo, quando o jogo ficou mais tempo no campo do Grêmio, o Caxias não levou perigo.



A vitória surgiu cedo, aos 18 min do 1.º tempo, com um golaço de falta cobrada por Márcio Oliveira. A arbitragem foi de lascar: o pior momento foi no final do 1.º tempo, quando o Grêmio tinha uma falta para cobrar no ataque, quase um escanteio. Gaciba marcou a falta, posicionou a barreira, e quando o jogador do Grêmio estava prestes a chutar, o árbitro encerrou o 1.º tempo. Como disse o Wianey, faltou, no mínimo, bom senso.

GRÊMIO: Márcio 1, Luiz Felipe 2, Alessandro Lopes 3, Tiago Prado 4, Marcinho 6, Nunes 5, Gustavo 8 (Élton), Bruno 9, Marcelinho 7 (Samuel), Márcio Oliveira 11 (Saraiva), Somália 10. Técnico: De León.
CAXIAS: Luiz Müller, Rogério (Camozzato), Samuel, Luciano, Cris, Wellington Monteiro, Ademir Sopa (Everton), Canhoto, Giovani (Eduardo), Fabrício, Guilherme. Técnico: Mano Menezes
Trio: Leonardo Gaciba, Marcos Ibañez, Luís Roberto Guaranha
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domingo, 19 de dezembro de 2004

Para não esquecer

Arrependo-me de só duas coisas em relação a esse blog relativamente ao ano de 2004: não ter comentado corrida-a-corrida a temporada de Fórmula 1, e não ter comentado os jogos do Grêmio que eu vi no Olímpico (abaixo eu marquei com *). Não que esses comentários tragam algo de prazeroso (pelo contrário), mas serviriam de registros de fatos e impressões que se apagam com o tempo. E eu gosto de retrospectivas; de ler o que foi escrito no passado e comparar com o presente. De qualquer maneira, este post serve exclusivamente para ser lido daqui a um ano, em dezembro de 2005.

Tavarelli, Márcio, Gallato, Andrey; Tiago Prado, Baloy, Fábio Bilica, Claudiomiro, Alex Xavier, Renato, Capone, Renato, Marcelo Magalhães; Michel, Michel Bastos, Lucianinho, George, Douglas, Cristiano, Marciano; Arilson, Bruno, Cleber, Cocito, Élton, Émerson, Leanderson, Leonardo Inácio, Yan, Luciano Santos, Bruno Coutinho, Deives Thiago; Christian, Cláudio Pitbull, Fábio Pinto, Guto, Marcelinho, Roberto Santos, Rico, Ratinho.

21 de Abril de 2004
Grêmio 0 X 0 Flamengo

24 de Abril de 2004
Juventude 1 X 1 Grêmio

28 de Abril de 2004
Grêmio 4 X 0 Corinthians

01 de Maio de 2004
Goiás 4 X 0 Grêmio

08 de Maio de 2004
Vasco 1 X 1 Grêmio

16 de Maio de 2004
Grêmio 2 X 2 Botafogo

22 de Maio de 2004
Paysandu 1 X 3 Grêmio

30 de Maio de 2004
Grêmio 1 X 2 São Caetano

12 de Junho de 2004
São Paulo 3 X 2 Grêmio

19 de Junho de 2004
Grêmio 1 X 1 Coritiba

26 de Junho de 2004
Criciúma 1 X 2 Grêmio

03 de Julho de 2004
Fluminense 2 X 0 Grêmio

06 de Julho de 2004
Grêmio 2 X 2 Figueirense *

10 de Julho de 2004
Internacional 2 X 0 Grêmio

13 de Julho de 2004
Grêmio 2 X 3 Cruzeiro *

17 de Julho de 2004
Palmeiras 2 X 0 Grêmio

20 de Julho de 2004
Grêmio 4 X 0 Paraná *

24 de Julho de 2004
Ponte Preta 1 X 0 Grêmio

28 de Julho de 2004
Grêmio 4 X 0 Vitória *

31 de Julho de 2004
Atlético-PR 0 X 0 Grêmio

04 de Agosto de 2004
Grêmio 3 X 1 Santos *

07 de Agosto de 2004
Atlético-MG 3 X 0 Grêmio

11 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 1 Guarani *

14 de Agosto de 2004
Flamengo 3 X 0 Grêmio

18 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 3 Juventude *

21 de Agosto de 2004
Corinthians 1 X 1 Grêmio

28 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 1 Goiás *

02 de Setembro de 2004
Grêmio 1 X 2 Vasco *

09 de Setembro de 2004
Botafogo 2 X 1 Grêmio

12 de Setembro de 2004
Grêmio 1 X 1 Paysandu *

18 de Setembro de 2004
São Caetano 2 X 0 Grêmio

25 de Setembro de 2004
Grêmio 2 X 1 São Paulo *

28 de Setembro de 2004
Coritiba 2 X 1 Grêmio

02 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 0 Criciúma *

06 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 3 Fluminense *

16 de Outubro de 2004
Figueirense 2 X 0 Grêmio

23 de Outubro de 2004
Grêmio 1 X 3 Internacional

26 de Outubro de 2004
Cruzeiro 2 X 0 Grêmio

30 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 3 Palmeiras

06 de Novembro de 2004
Paraná 1 X 0 Grêmio

13 de Novembro de 2004
Grêmio 6 X 1 Ponte Preta

20 de Novembro de 2004
Vitória 2 X 0 Grêmio

28 de Novembro de 2004
Grêmio 3 X 3 Atlético-PR

05 de Dezembro de 2004
Santos 5 X 1 Grêmio

11 de Dezembro de 2004
Grêmio 0 X 1 Atlético-MG

19 de Dezembro de 2004
Guarani 2 X 0 Grêmio

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