quarta-feira, 26 de novembro de 2003

Rosa Tattooada - "Hard Rock Deluxe"

"Quero ouvir você dizer que sim" - faz mais ou menos um mês que ouvi no rádio essa música muito bala, num estilo absolutamente esquecido hoje em dia: hard rock. E meu espanto foi ainda maior porque cantada em português. Curti na hora, e atualmente a considero a música mais afudê que eu ouvi esse ano.

Para quem não identificou ainda, trata-se da música UM MILHÃO DE FLORES da ROSA TATTOOADA, mais representativa banda de hard rock do RS, que está lançando cd novo - Hard Rock Deluxe (que título bala!).

Tenho ouvido esse cd desde domingo e, honestamente, estava esperando MAIS hard rock. Mas, enfim... o hard rock dessa UM MILHÃO DE FLORES é ouro: totalmente anos 80, lembrou muito Whitesnake com John Sykes, com um bom riff que acompanha os versos. A letra - que eu não costumo dar muita bola - é muito boa também.

Jacques Maciel canta, toca guitar/violão e compõe todas as músicas, e faz tudo isso com competência. É consciente do alcance da sua voz - canta muito bem, e afinado - dentro dos seus limites (sem ser monótono, e também sem exagerar nos trejeitos poser). Beat Barea é o melhor baterista do RS, mas este cd não contém seus registros mais inspirados.

As outras 11 músicas são boas. O cd tem mais 3 riffs simples e bem legais, e os destaques são COMO ROSAS NO JANTAR, DÓLAR NA CALCINHA e PAZ 9MM (que a música mais elaborada), além de TUDO O QUE EU QUERO É TOCAR GUITARRA e ENIGMA (boa letra, que abre o disco). Há ainda um tributo às "polenteiras" (GAROTA - MENINA LOUCA DO INTERIOR), bem farofeira. Ouvindo atentamente, é perceptível as influências da banda, como KISS (especialmente na fase ROCK AND ROLL OVER), e Bon Jovi. As outras músicas, tipo VÁ EM FRENTE e SIM E NÃO, seguem um hard rock farofa, sem muitas guitarras.

Em quase todas as composições, as guitarras são acompanhadas de violões, revelando o potencial para um cd acústico. A produção, em geral, é bem adequada, a não ser em algumas ocasiões em que um instrumento de apoio acaba tendo mais destaque na hora dos solos ou nos fade out (violão ou teclados).

No final, é um bom cd, que vale totalmente o preço só por causa de UM MILHÃO DE FLORES. As outras músicas são agradáveis, e o disco inteiro se presta para ser tocado em rádio. Mas devo dizer que ficaria mais satisfeito se houvesse MAIS hard rock com guitarras - vou tentar escutar o cd anterior, CARBURADOR.

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

Top 5 JOE SATRIANI

- é um dos meus top 3 guitarristas de todos os tempos, e fazia bastante tempo que não ouvia nada dele com a devida atenção. Nessas últimas semanas resgatei os cd´s dele que eu tenho por aqui (todos, com exceção do 1.º e dos 2 mais recentes).

1) Summer Song
2) Motorcycle Driver
3) Up in the Sky
4) One Big Rush
5) Surfing with the Alien

sexta-feira, 7 de novembro de 2003

Matrix Revolutions

– fui no dia da estréia mundial, 4.ª feira, com o grande Daniel, lá no Bourbon “Cântri”, 21:30. E vou me filiar aos que entendem ser este filme longo demais, e, sobretudo, decepcionante. Na verdade, o que eu acho ruim na saga toda é essa história da cidade Zion, e a guerra contra as máquinas. Tivesse a trama ficado centrada no Neo, suas dúvidas, inquietações e ansiedades, o filme seria muito melhor (embora, talvez, não rendesse continuações). Acompanhar toda aquela batalha da cidade vs. máquinas foi uma tarefa enfadonha, e durante a exibição, nos momentos de calmaria, eu ouvi vários bocejos nas proximidades do meu assento. Ademais, pensando bem, após o fim do filme, todos (ou quase todos) os diálogos são inúteis, especialmente os travados com “A” Oráculo, que limita-se a dissimular respostas, esvaziando-as em termos vagos e inúteis mesmo (“O que eu devo fazer? Onde devo ir?” – “Você sabe a resposta...”). Talvez (e muito provavelmente) eu só vá gostar mais do filme quando começar a ler os livros e artigos que andam escrevendo por aí. Gozado que nenhum personagem predomina na projeção deste terceiro filme – não fossem os 2 primeiros, poderíamos achar que Morpheus é tão coadjuvante quanto o general aquele da Zion (aquele que curte um monte a guerra, e acha que todos os outros são babacas).

Em que pese tudo isso, acho que é uma trilogia obrigatória de ser vista, uma vez que não se trata apenas de um filme com duas continuações. Matrix trouxe consigo uma cultura nova, bem como é um daqueles filmes que marcam época no cinema e no entretenimento, em termos de filmagem, técnicas, e efeitos especiais, além da história – que no primeiro filme realmente pareceu inovadora. Não vou comparar com as grandes produções dos anos 70 e 80, mas Matrix é daqueles filmes que serão lembrados, e do tipo que as próximas gerações gostariam de ter nascido a tempo de vê-lo na época do lançamento.

quinta-feira, 6 de novembro de 2003

Ainda o KISS Alive IV

- continuo ouvindo (quando dá tempo de ouvir alguma coisa), e percebi que faltou ainda algumas coisas a serem ditas.

A primeira é quanto ao vocal do Tommy Thayer, que parece muito bom, vide o "Come on everybody shout it now" em SHOUT IT OUT LOUD.

A segunda é as alterações na letra de GREAT EXPECTATIONS, feitas por Gene, onde ele inlcui Paul e Peter nos versos : "You watch Paul playin´guitar/you see what his fingers can do"; "And you watch Pete beatin´ his drums/you see what his hands can do".

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