sexta-feira, 31 de outubro de 2003

Novas aquisições - KISS ALIVE IV (com a orquestra)

- Desde 2.º feira última (28/10), tenho ouvido direto o novo do KISS (Alive IV, com a Orquestra Sinfônica de Melbourne). Já tinha ouvido, “por alto”, os mp3, e constatado um som decente das guitarras. A formação é a original, com exceção de Tommy Thayer que toma o lugar de Ace Frehley. E Tommy faz o papel de Ace com perfeição (ainda falta ver o DVD pra conferir a performance no palco) – os solos são basicamente iguais aos do Alive I. Realmente, fiquei admirado com alguns licks reproduzidos fielmente, especialmente no final do solo de ROCK AND ROLL ALL NITE, entre outros bons momentos. A única diferença é que Ace tem um pouco mais de “intimidade” com a Les Paul – às vezes Tommy parece um pouco atrasado nos bends, mas isso não compromete o resultado.

Ao que me parece, na mixagem as guitarras ficaram na mesma altura – Paul, no lado esquerdo, e Tommy, no lado direito, sendo que nenhum sobrepõe-se ao outro, na maior parte do tempo. É legal de ouvir DEUCE E PSYCHO CIRCUS onde dá pra perceber onde cada um toca diferente as mesmas partes. O som das guitarras tá bem ardido – alto e com boa distorção. Não é heavy como o Alive III, nem rockinho como o Alive! Ficou muito legal a parte de Paul em STRUTTER.

O que seria o aspecto negativo do disco – a bateria de Peter Criss – acaba não atrapalhando tanto. O instrumento ficou bem baixo na mixagem; e já é conhecida a falta de condições físicas do baterista pra acompanhar os demais. Contudo, se Peter fracassa em algumas faixas (DEUCE começa com Paul afuzel – quando a batera entra, a música claramente perde o pique inicial; FOREVER também é outra que ele se limita a acompanhar a levada), em outras demonstrou que funciona bem (KING OF THE NIGH-TIME WORLD, e outras). O disco seria perfeito com outro timbre de bateria (a caixa é irritante) e com o Eric Singer.

E a orquestra? Achei que a orquestra desempenha o papel ideal nessas ocasiões: a de ACOMPANHAR as músicas. Diferentemente do cd do Metallica com a orquestra, em que esta, às vezes, parece estar tocando outra música, no Alive IV há somente um reforço, que muitas vezes é imperceptível.

Por outro lado, é notório que o repertório do KISS não se presta muito para essas orquestrações – fica bizarro uma orquestra acompanhando músicas eminentemente rockers, tipo KING OF THE NIGHT-TIME WORLD, SHOUT IT OUT LOUD, entre outras. FOREVER também não souberam aproveitar adequadamente – inclusive, mudaram o jeito de tocá-la (o ideal teria sido Forever no acústico e EVERYTIME I LOOK AT YOU, nesse Alive IV). Também não ficou legal a reprise de músicas do acústico – GOIN´ BLIND e SURE KNOW SOMETHING. Deviam ter aproveitado a orquestra pra tocar outras músicas obscuras – alguma outra do solo do Gene, ou alguma do solo do Paul (TONIGHT YOU BELONG TO ME, TAKE ME AWAY/TOGETHER AS ONE são as que me ocorrem). De qualquer sorte, pelo menos teve GREAT EXPECTATIONS. BETH também serviu, mas às vezes a orquestra pareceu meio travada (especialmente nas partes “Beth what can I do”).

Ainda sobre o repertório, achei que faltaram I LOVE IT LOUD e HEAVENS ON FIRE.
Em que pese tudo isso, curti bastante o cd, e o MVP dessa formação é o noviço Tommy Thayer, que já compôs músicas pro KISS (Carnival of Souls). Vamos ver se ainda rola algum cd com músicas inéditas – absolutamente imprevisível.

quinta-feira, 30 de outubro de 2003

Discoteca Básica

- pra quem curte resenhas de discos, achei um blog (Discoteca Básica) muito bem escrito. O cara pega um disco e faz um belo detalhamento, fazendo uma contextualização com a época e geralmente investigando os efeitos produzidos após o seu lançamento.

Como são muitas resenhas, li apenas algumas, que, desde já, recomendo: Secos & Molhados, Pantera, Metallica, RPM, System of a Down entre muitos outros, nacionais e importados. Vou ler agora a resenha do Yes album...

quinta-feira, 16 de outubro de 2003

Ensaio BURNIN´ BOAT - We jam at night

- às 19:30, e contou comigo, Bruce e Dioberto. Cláudio acabou não podendo. Meu equipamento está, de fato, plenamente recuperado - o ampli tá bom, o problema era só a bateria do Jackhammer. Alternei afinações normal e drop-D. Na verdade, o ensaio serviu mais pra desenferrujar - fizemos, basicamente, jams em cima de músicas conhecidas, além de algumas composições próprias que estão em estágio intermediário (sem letra, ou com partes ainda a serem definidas).

Assim, começamos com WAR PIGS, emendada no final com HEAVEN AND HELL. Como eu tenho ouvido Black Sabbath direto, teve ainda THE SHINING, TV CRIMES, CHILDREN OF THE SEA. Algumas o Dioberto não aconpanhou: DANGER ZONE, ANCIENT WARRIOR, GLORY RIDE, HARD LIFE TO LOVE. Tem outras ainda, mas não lembro tudo agora (vamos ver se o Bruce passa pra mp3 esse e os últimos 2 ou 3 ensaios).

Das músicas BB, rolou mais acertos em SLUTS OF JUSTICE (tocamos algumas vezes em drop-D - que o Bruce preferiu; mas ainda acho que essa fica melhor com afinação normal). A música tá saindo boa. Fizemos jams em cima do riff Ramses (em drop-D, ficou bala), que eu tô tentando reativar. SHARK ATTACK não podia faltar, e ficou bom com afinação normal. No final do ensaio, tocamos SLEEPING SHOTS, na sua milésima versão, mas agora mais entrosado (eu & Bruce), acertando todas as entradas (e o Bruce ainda arriscou uns rolos e coisas diferentes nas passagens de uma parte para outra da música).

EM TEMPO: em SHARK ATTACK fizemos inovações interessantes. O Bruce tava se fresquiando com a levada quebrada da música BANANAS do Deep Purple, que acabamos incorporando nos versos e em parte do riff principal de SHARK ATTACK. Ficou uma bala, dando novo ânimo de peso pra música.

Top 5 - Sabbath sem Ozzy e sem Dio

- ninguém duvida que a formação clássica do Sabbath é aquela com Ozzy. A formação com o Dio, por outro lado, não deixa de ser "clássica", de tão bem que funcionou. Natural, portanto, que as demais formações tenham ficado "eclipsadas", esquecidas. E, geralmente, nessas fases "underrated", é que reside muito material bom a ser descoberto, e o Sabbath não é exceção. Esses últimos dias tenho ouvido bastante Sabbath anos 80, o que me motivou a reativar o Top 5. Aí vai:

1) The Hand That Rocks the Cradle (Cross Purposes)
2) The Shining (Eternal Idol - mas a melhor versão é aquela com o Ray Gillen, no bootleg Ray Gillen Years)
3) Headless Cross (Headless Cross)
4) Valhalla (TYR)
5) No Stranger to Love/In For the Kill/Danger Zone (Seventh Star)

E ainda ficou de fora um monte: Forbidden, Get a Grip e Can´t Get Close Enough (Forbidden), Crown of Thorns e I Witness (Cross Purposes), Devil & Daughter (Headless Cross), Trashed (Born Again), e até o Eternal Idol inteiro.

Da fase Dio, a melhor é TV Crimes (Dehumanizer).

E da fase Ozzy, a melhor é Under the Sun (Volume 4).

terça-feira, 7 de outubro de 2003

Top 5 - live albuns

- eu tenho total preferência por discos ao vivo: em regra, as músicas são interpretadas com muito energia (às vezes, as músicas acabam sendo tocadas até mais rápido), e os instrumentos ficam mais destacados (afasta quaisquer truques de estúdio utilizados na versão de estúdio).

1) Kiss - Alive III (pra mim, esse é o melhor de todos - perfeito em todos os aspectos)
2) Deep Purple - Made in Japan e Made in Europe
3) Jean Michel Jarre - Les concerts in Chine
4) Iron Maiden - A REal Live ONe e A Real DEad ONe
5) AC/DC - Live (essa foi a primeira banda efetivamente pesada que eu curti, e durante muito tempo eu ouvi esse cd diariamente)

Teria ainda o Glenn Hughes "Burning Japan Live", que conta com boas músicas e o vocalista em excelente forma (além da banda que acompanha, que é 3/5 do Europe - que tá voltando esse ano!).

Ainda resta outras bandas nos presentearem com cds (ou dvds) decentes de suas apresentações ao vivo, v.g., Metallica, Megadeth, Dream Theater (talvez o melhor seja o Live at the Marquee - mas conta com poucas músicas), Mercyful Fate.

segunda-feira, 6 de outubro de 2003

Memórias de shows

- lá no HARDRADIO saiu a seguinte nota sobre essa semana na história (tipo túnel do tempo), sobre um fato que nos afetou diretamente (especialmente quem, como eu, esteve no show), e que ocorreu a exatamente dois anos (nem parece que faz tanto tempo...).

2001: at a gig in Porte Allegre, Brazil, after being booed for playing 'Star Spangled Banner', YNGWIE MALMSTEEN returns to the stage for his encore and performs the song for a second time, finishing off by telling the crowd, "God Bless America, and f**k YOU ALL".

Notável o "ALLegre". O show foi no Opinião, e a música que eu mais "me abri" foi ALL NIGHT LONG (cover do Rainbow). O show começou com RISING FORCE, e contou ainda com metade do disco que estava sendo lançado na época (War to end all wars). Doogie White esteve magistral. Derek Sherinian esteve discreto (afinal, servia só de suporte pro YJM) aproveitou bem os poucos momentos em que o teclado se destacava. O batera (cujo nome não me ocorre agora) nos presenteou com um belíssimo solo de batera, onde ele tocou várias introduções clássicas como Painkiller (Judas Priest), Sacrifice (Motorhead), I Love it Loud (Kiss), entre outras. O baixista (que era argentino!?) não acompanhou a qualidade dos demais.

Sobre os fatos que tornaram esse show célebre - tanto o comportamento do YJM (de ficar repetindo provocativamente o hino norte-americano) e o comportamento do público (que vaiou severamente o músico - e ainda fez coro "Osama, Osama") foram lamentáveis. Não tem como dar razão pra nenhuma das duas partes - o público brasileiro, notoria e sabidamente, não é muito simpático com essas demonstrações de "americanismo" ufanista. Qualquer músico que tocasse o Star Spangled Banner seria vaiado. Mas, em contrapartida, vivíamos um momento histórico extremamente dramático, sobretudo para os EUA - o show se deu algumas semanas após os atentados ao WTC/Pentagono. Hendrix imortalizou a interpretação guitarrística desse hino em Woodstock (onde o momento histórico também era importante - Guerra do Vietnã), e entendo que YJM aproveitou a oportunidade para promover (além de uma citação ao Hendrix) um tributo aos mortos no atentado. Talvez tenha faltado um pouco de sensibilidade ao público, que enxergou naquele ato mais uma manifestação de "americanismo" (que, em regra, é detestável mesmo). Não se tratava de uma vaia "pró-Osama", como, ao que parece, os músicos entenderam. De toda maneira, o pior de tudo foi o YJM, a todo momento, ficar provocando o público, tocando as primeiras notas do hino.

sábado, 4 de outubro de 2003

A Liga Extraordinária

- fui ver ontem (sexta, 03/10), com o grande Daniel, no Iguatemi (desconto com cartão da PUCRS - que eu ainda conservo). Honestamente, não estava empolgado pra ver esse filme. Ando muito mais animado a conferir esse "Irreversível", com a Monica Bellucci - que promete ser chocante e tal. Mas, enfim, fui lá ver o Sir. Sean Connery e seu baita sotaque escocês (o cara força um monte nos "s" - fica meio desagradável). Peta Wilson manda bem, muito embora seu "talento" não tenha sido bem aproveitado. O legal do filme é a reunião de personagens (a liga, propriamente): Tom Sawyer, Dr. Jekyll/Hyde, Dorian Gray, Allan Quaterman, Nemo (e o Nautilus, que ficou muito legal) e tal. Fracasso total das cenas de luta - escuras e confusas. Sem contar os efeitos especiais mal feitos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2003

Ensaio BURNIN´ BOAT - Dupla de dois (ausência de Dioberto)

- perto das 20:00, no estúdio de sempre. Durante a tarde, tava tudo certo que a formação seria eu, Bruce e Dioberto - mas, na hora, só apareceram eu, Bruce e a Cris, que formou a platéia. Enfim... Não adianta se queixar dos ausentes. Restou-nos, então, fazer as tradicionais jams e tentativas de covers e tudo mais. Aparentemente, resolveu-se o "problema" com o ampli - ontem, no almoço, o Bruce havia sugerido checar a bateria do Jackhammer; e, realmente, com bateria nova no Jackhammer, o som fluiu perfeitamente. Beleza. Alternei afinações normal e drop-D, na minha guitar. Diferentemente dos últimos ensaios, o timbre dessa vez não ficou legal - talvez pelo fato de eu ter ficado com o ouvido grudado no ampli.

Do repertório próprio rolou SHARK ATTACK (que ainda não tem letra - ganhou uma nova variação na parte onde serviria um solo do Cláudio, ou não), JENNA´S REVENGE (aka Come out and play). Algumas jams decentes com riffs perdidos - Oblivious, Fistfull, Morsemania, Talismania. Quanto a covers, rolou PERFECT STRANGERS (teste com Drop-D), trecho de BURNING MY SOUL (Dream Theater), além de algumas músicas do álbum BACK IN BLACK (AC/DC), tipo HELL´S BELLS e WHAT DO YOU DO FOR MONEY, e outras do ST. ANGER (Metallica) - MY WORLD, DIRTY WINDOW, SOME KINDA MONSTER. No início do ensaio, a 1ª música foi KNOCKING AT YOUR BACK DOOR (Purple).

Antes do ensaio, aproveitei pra tirar fotos do terraço do estúdio - mas a vista é palha; não é muito iluminada a cidade naquela região. Funcionaria melhor se o edifício fosse mais alto. Mas, ao que parece, no final de tarde deve render belas fotos.

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