quinta-feira, 12 de agosto de 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - Na hora a gente acerta

- Foi das 0h às 2h, da madrugada de 11 para 12/08, no estúdio Hurricane (Av. Pernambuco, 1900). Na verdade, o início atrasou uns bons 15 minutos, pois a banda do dono do estúdio estava ocupando o espaço, com um death metal surpreendentemente bom (riffs muito inspirados e inspiradores).

Desta feita, contamos com o retorno do Cláudio. Novamente eu me utilizei da Digitech + Jackhammer, mas não achei bom o timbre (muito saturado).

As músicas próprias rolaram tranqüilamente. Cláudio estava em forma, e a execução não apresentou dificuldades. Tivemos contratempos com os covers, especialmente na hora dos solos, pois estamos deixando espaço para o Vinícius (tecladista) fazê-los. Pelo menos, aparentemente, AS I AM vai rolar bem, pois o Cláudio tirou os riffs, e praticamos bastante no ensaio. A Cris vai cantar essa.

terça-feira, 10 de agosto de 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT - Cafezes (aka cafezinho)

- Às 14:00, no estúdio Hurricane, na Av. Pernambuco, perto do Bruce. A sala era bem escura - só tinha uma lâmpada - mas tinha bons equipamentos e boa acústica. Desta feita, usei o ampli que tinha lá no canal limpo - reativei a Digitech (utilizei 2 efeitos que eu gostava bastante quando entrei na banda, em 1998), com a distorção do Jackhammer - o timbre ficou mais abelhudo, mas eu curti.

A boa notícia é que Cláudio se fará presente no show de quinta-feira. Tudo indica que amanhã ele se juntará aos outros 4 (eu, Bruce, Luciano, Luis Carlos) para um único ensaio.

Iniciamos o ensaio sem o Luciano - tocamos as 4 nossas, com bom aproveitamento. Fiz só alguns solos - NOISE GARDEN e BLACK DRESSING SOUL. Com o Cláudio, posso me concentrar nos riffs e nas bases, que é a função que eu pretendo me seguir. As músicas estão muito boas - o Luis Carlos (aka Lukee) está se saindo muito bem, acompanhando com desenvoltura todas as músicas, e arriscando até os sonhados backing vocals (BLACK DRESSING SOUL e BURN). O Luciano modificou um pouco os vocais em NOISE GARDEN (na 1.ª vez), com resultados bem expressivos.

Acredito que o set list esteja formado nesta ordem: ACE´S HIGH (mais curta, com um solo apenas), NOISE GARDEN (sem a introdução aquela), BLACK DRESSING SOUL, HIDDEN w/AS I AM, PERFECT STRANGERS, BURN e HUNTING HIGH AND LOW.

Não nos permitimos jams neste ensaio; só rolou a música egípcia (RAMSES).
As afinações são drop-D nas 4 nossas, e normal nos covers.

Ao que tudo indica, repetiremos a participação especial do tecladista fenômeno Vinícius, nos 3 covers.

domingo, 8 de agosto de 2004

Ensaio Burnin´ Boat - Improvisando

- foi neste sábado, 14:00, no Estúdio Cidade Baixa (pertíssimo da minha casa). Preparatório para o show de 12/08 (próxima quinta!). Por uma série de razões alheias a nossa vontade, a formação da banda estará completamente descaracterizada: o Luís Carlos será o baixista, e eu o único guitarrista. O repertório será curto e pesado.

O Estúdio Cidade Baixa ficou grande para nós quatro (estou acostumado a tocar com alguém batendo na minha guitar, tanto em shows como em outros estúdios). Eu, particularmente, estava destreinado, de modo que a minha atuação ficou bastante comprometida, especialmente nos solos - que eu já julgava não precisar mais fazê-los. Pois vou ter que reaprender licks e tudo mais, a fim de fazer o menos feio possível. Toquei direto no ampli do estúdio.

O repertório não foge muito do que vimos tocando: ACE´S HIGH, NOISE GARDEN, BLACK DRESSING SOUL e HIDDEN. Nesta última, acertamos tocar parte de AS I AM do Dream Theater. Quanto a covers: PERFECT STRANGERS, BURN e HUNTING HIGH AND LOW. Acredito que esse repertório ultrapassa além do aceitável o limite de 35 minutos estipulados para a nossa apresentação. No próximo ensaio, melhor entrosados, poderemos ajeitar as coisas.

A atuação do Luís Carlos, diferentemente da minha, foi bastante inspirada. Logicamente, enfrentamos algumas dificuldades com as músicas próprias, uma vez que o baixista recém está se familiarizando com as mesmas. Ainda assim, tocamos todas do começo ao fim, de modo que só se fazem necessários pequenos ajustes.

HIDDEN foi a que se prestou a maiores improvisações - justamente a que o Luís Carlos não tinha nenhuma referência de tablatura ou cifra. Achei interessante esse fato, pois assim HIDDEN é uma música que cada baixista que já passou pela banda tocou de um jeito diferente (cada qual imprimindo suas próprias influências e - por que não - o seu feeling).

Em tempo: ao final, depois de tocarmos 2 vezes cada música do show, fizemos uma jam muito boa; rolou, essencialmente, Metallica: SEEK AND DESTROY (dos tempos da Ruligans), tentativa de CREEPING DEATH, e uma bela versão de FOR WHOM THE BELL TOLLS (o Bruce finalmente acompanhou certinho boa parte das viradas do Lars). Outro destaque foi SYMPHONY OF DESTRUCTION (nunca havia tocado com um baixista que a soubesse inteira).

sexta-feira, 6 de agosto de 2004

Site com resenhas de shows do Dr. Sin

- finalmente as resenhas que postei neste blog serviram para algo positivo. Agora aquelas que fiz dos dois shows do Dr. Sin (e um do Tritone) em Porto Alegre também se encontram em um belo site dedicado ao Dr. Sin, mantido pelo Marlon (seção "Matérias"). Pretendo, com o tempo, contribuir com resenhas dos cds da banda. Avante Dr. Sin!

terça-feira, 3 de agosto de 2004

Os discos do KISS - parte VI (Crazy Nights)

- disputando com Asylum e Hot in the Shade o posto de pior disco do Kiss, Crazy Nights sofre com os excessos tão caros aos anos 80. A produção de Ron Nevison (bem sucedido com outras bandas, como Ozzy Osbourne e Heart) neutralizou totalmente as guitarras (a mixagem é péssima e o timbre indefinido - sem contar que, na época, Bruce Kulick possuia um timbre horrível nos solos), assim como adotou (dispensáveis) teclados em quase todas as faixas, provavelmente para torná-lo ainda mais radiofônico. A minha convicção é de que se trata de um disco com boas músicas, que teria sido um clássico nas mãos do Bob Rock (seria tão bom quanto Slippery When Wet).

Em 1987, quando Crazy Nights foi lançado, a banda encontrava-se dividida como nunca entre o batalhador e compositor incansável Paul, e o aspirante a ator de Hollywood Gene. As contribuições deste para o álbum são muito pouco inspiradas, refletindo uma falta de interesse pela banda. Por seu lado, Paul insiste em compor hinos do hard rock, simples, mas sem jamais deixar de adicionar alguns elementos de requinte.

CRAZY CRAZY NIGHTS já denuncia toda a intenção do disco. É um hino anos 80 de Paul, com refrão pegajoso e contagiante, e letra ufanista. Ganhou um vídeo na MTV bem colorido e grandioso.

I´LL FIGHT HELL TO HOLD YOU é uma música obscura, mas muito boa. Tem vários riffs, é bem construída, e não previsível. Acho espetacular a parte que precede o refrão, com a Eric Carr dobrando as guitarras. No solo de Bruce, o riff da base é sensacional, mas quase inaudível. O refrão é cantado em registro altíssimo. Provavelmente é a que se daria melhor numa versão atualizada.

BANG BANG YOU é outra do Paul, datadíssima. Ainda assim eu gosto bastante, especialmente o pre-chorus "and we go one, two, three, four/when midnight come I´ll be at your door". Não é por nada que a música foi composta por Paul e Desmond Child. Funciona muito bem ao vivo.

NO NO NO é do Gene, e começa com Eric e Bruce tentando reproduzir a introdução de HOT FOR TEACHER do Van Halen, com a batera correndo e a guitar solando (tappings e tudo mais). O bumbo duplo de Eric fica totalmente submerso na mixagem, um desperdício. Aqui, quem gravou o baixo foi o próprio Gene, e isso fica claro pelo timbre do instrumento, bem diferente do que os das outras faixas (especialmente, é óbvio, as composições de Paul).

Típica música do Gene na época é HELL OR HIGH WATER. E isso é o tanto quanto basta para que eu me faça entender. Uma das poucas de Gene que foi reproduzida ao vivo (em raros shows).

MY WAY: outra naquele estilo contagiante de Paul. No refrão, o registro da voz é muito alto - é quase inacreditável como ele consegue atingir com naturalidade um tom tão alto. Se fosse o Bon Jovi, com produção do Bob Rock, seria um clássico (como o seria o disco inteiro nessas condições).

WHEN YOUR WALLS COME DOWN é uma das piores músicas da banda. Aqui Paul se deixou levar por uma excessiva empolgação, e o clima festivo é risível (o pre-chorus naquele estilo pergunta e resposta diz tudo).

REASON TO LIVE é uma balada belíssima, como em regra são as baladas de Paul. Toda ela é bem construída, uma parte leva à outra com naturalidade. O solo de Bruce Kulick é o melhor do disco (ele costuma caprichar nas lentas). Não é por nada que é mais uma música da dupla Paul e Desmond Child.
GOOD GIRL GONE BAD surpreende - não é ruim, em se tratando de Gene nos anos 80. Tem uma parte no meio que ficou muito boa - a música fica "suspensa", Gene canta sobre alguns acordes, com a bateria apenas "esperando" o retorno da música.
TURN ON THE NIGHT é outro hit de Paul. A música inteira é boa, e o solo de Bruce, correto.
THIEF IN THE NIGHT, curiosamente, é uma música do Gene que remonta à época do Creatures of the Night. Uma demo dessa música, com Eric Carr, Paul e Gene foi utilizada no primeiro disco da cantora Wendy O. Williams (WOW, 1984), e difere pouco da versão de Crazy Nights. Seria uma baita música se tivesse sido gravada para o Creatures, com aquele som inigualável de bateria, e peso nas guitarras.

quinta-feira, 22 de julho de 2004

Megadeth "The System Has Failed"

- há algumas semanas, o Whiplash deu conta de uma declaração atribuída a Kerry King do Slayer, no seguinte sentido: "Dave Mustaine é um ditador". Tanto isso não é novidade nenhuma, como é a mais pura verdade. E digo mais: é bom que continue assim. Mustaine escreve quase todas as letras e compõe quase todas as músicas do Megadeth. As piores músicas e os piores álbuns da banda saíram quando Mustaine resolveu dar ouvidos às idéias dos outros (Risk, v.g., que não é um disco ruim... mas não é Megadeth).
Depois de encerrar as atividades musicais, após destruir os nervos do braço em um acidente pouco esclarecido, Mustaine e banda voltam com um disco matador. BLACKNAIL THE UNIVERSE abre no melhor estilo do "So Far, So Good, So What", já antecipando que aquela sucessão infernal de riffs enfurecidos está de volta. Acho que o primeiro solo é do Chris Poland, e o que vem sem seguida é do Mustaine.
DIE DEAD ENOUGH tem um refrão bom e pegajoso, e a música segue a tendência do último disco ("The World Needs a Hero"). No meio do solo (que eu acredito seja do Poland, com uma stratocaster), o Mustaine muda levemente o riff, fazendo coincidir a 6.ª corda solta com o bumbo duplo da bateria (é um recurso que sempre funciona, e fica melhor ainda quando utilizado na hora certa). Algumas partes da música, e o jeito de cantar, me lembraram o King Diamond em carreira solo (não os agudos, por óbvio, mas quando KD canta em timbre "normal").
KICK THE CHAIR é, indiscutivelmente, a melhor música do disco. É uma verdadeira paulada, que começa com um belo riff (a bateria espancando) e segue com outro inacreditável (que serve, posteriormente, de refrão). Como se não bastasse, o riff dos versos é daqueles que só o Mustaine consegue compor, e depois tocar e cantar ao mesmo tempo. A letra é uma daquelas críticas contundentes do músico, desta vez direcionada ao sistema judiciário norte-americano. O melhor solo é o que encerra a música.
THE SCORPION começa bem - mas o resto é bastante fraco. Não costuma funcionar a técnica de cantar os versos exatamente em cima dos acordes. O pre-chorus tem um lance interessante, pois ao invés de ser cantado, tem um solo (não identifiquei o guitarrista).
TEARS IN A VIAL começa com um belo riff hard rock. Mas quem brilha é o baterista Vinnie Colaiuta, com um belo acompanhamento. Aqui estão os melhores solos, especialmente um lá pelo meio, do Poland com uma stratocaster. Quando parece que a música acabou, começa de novo em ritmo bem acelerado - é o tipo de recurso que engrandece sobremaneira a composição.
I KNOW JACK é uma vinheta (menos de um minuto), bem legal, que introduz a faixa seguinte. BACK IN THE DAY tem um riff bastante simples na corda solta, e me lembrou imediatamente uma música do disco "Powerslave" do Iron Maiden (FLASH OF THE BLADE). Mas não fica nisso: lá pelas tantas o andamento muda, fica mais cadenciado, lembrando até as cavalgadas do Iron. Mas essas referências são sutis, e a música é boa.

SOMETHING I´M NOT tem um início clássico em se tratando de Megadeth: riff & vocal; depois entra a banda. Destaque para o timbre do baixo, que confere um peso extra às guitarras. Em determinado momento do solo há uma clara reprodução do início do solo de Yngwie Malmsteen em RISING FORCE.
TRUTH BE TOLD é a mais fraca do disco; o dedilhado e a bateria em slow motion arruinaram a faixa. Mas as coisas melhoram sensivelmente a partir do solo (3min) até o final, com o clássico duelo entre os guitarristas. Daí em diante a música fica realmente muito boa.
OF MICE AND MAN é simples, e muito boa. Aqui fica claro que Mustaine é uma exceção - não perdeu nada da voz com o passar dos anos (é a mesma desde "Rust in Piece"), ao contrário de outro vocalista/guitarrista de uma grande banda de metal, cuja voz definha a cada disco.
 
SHADOW OF DEATH é outra vinheta, no estilo de DAWN PATROL. Retrata um campo de batalha. A voz de Mustaine foi modificada, lembrando a do atual governador do estado da Califórnia. Termina com um teminha bacana.
 
MY KINGDOM COME é emendada ao final da anterior, e os primeiros segundos são ocupados tão somente por uma nota insistente, com um timbre muito ouro, criando uma tensão perfeita. Quando muda o riff e entra o solo, lembrou imediatamente o King Diamond em carreira solo (do riff ao jeito que a bateria entra, bem como a forma como pára e volta ao riff anterior). A música é muito boa, mas acaba abruptamente.
 
"The System Has Failed" é o melhor Megadeth desde "Countdown...".

sexta-feira, 9 de julho de 2004

UM ANO

de ERGA OMNES. Quem diria!

Agradeço a todos os (poucos) amigos que comentam e/ou visitam esporadicamente este espaço. Thank you all!

School of Rock

- é o mais divertido filme que eu vi nos últimos tempos, e não consigo
lembrar de outro sobre rock que seja melhor. As citações e as referências
são perfeitas, especialmente os riffs que o Jack Black "ensina" ao
guitarrista-mirim quando está formando a banda - IRON MAN, SMOKE ON THE
WATER, HIGHWAY TO HELL. Tem ainda o tecladista-mirim usando a capa do Rick
Wakeman (e isso numa época em que o lugar-comum é detonar impiedosamente os
grandes representantes do rock progressivo dos anos 70).

Por tudo isso, aí vai a letra da música que é tocada por Jack Black e a
School of Rock no final do filme, enquanto aparecem os créditos (melhor
momento disparado).


AC/DC - It`s A Long Way To The Top

Ridin` down the highway
Goin` to a show
Stop in all the by-ways
Playin` rock `n` roll

Gettin` robbed
Gettin` stoned
Gettin` beat up
Broken boned
Gettin` had
Gettin` took
I tell you folks
It`s harder than it looks

It`s a long way to the top
If you wanna rock `n` roll

If you think it`s easy doin` one night stands
Try playin` in a rock roll band

Hotel, motel
Make you wanna cry
Lady do the hard sell
Know the reason why

Gettin` old
Gettin` grey
Gettin` ripped off
Under-paid
Gettin` sold
Second hand
That`s how it goes
Playin` in a band

It`s a long way to the top
If you wanna rock `n` roll

If you wanna be a star of stage and screen
Look out it`s rough and mean

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