segunda-feira, 7 de março de 2005

Fórmula 1 - GP da Austrália (06/03/2005, 0:00)

A temporada 2005 começou bem, com pole e vitória de Fisichella. O fuso horário da Austrália facilitou tremendamente a tarefa de acompanhar as transmissões do treino de sábado (que passou aqui as 23h30min de sexta) e da corrida (meia-noite de sábado para domingo). O novo sistema de classificação teve êxito nesta 1.ª corrida, pois obrigou às McLaren largar no meio do grid, e Schumacher na última fila, uma vez que choveu no meio do 1.º treino, favorecendo o Fisichella que recém completara a melhor volta, em pista seca. Foi legal também ver o Villeneuve largando em 4.º.

Na largada o destaque foi o Coulthard que, irreconhecível dos tempos da McLaren, passou para 3.º na freada da curva, passando o Webber. Villeneuve se deu mal e caiu bastante. Rubinho fez uma bela corrida, como de costume, e acho que será o maior beneficiado com as alterações no regulamento (racionamento no uso de pneus e motores). Mas não dá pra, na 1.ª corrida, fazer que nem o Galvão Bueno, que passou a transmissão inteira dizendo: "Olha que esse é o ano do Rubinho! Tô dizendo que esse é o ano do Rubinho!". Se for, melhor; mas, se não for, normal. Acho desprezível essa de ficar "esquentando" o cara, criando expectativas falsas no público. Afinal, todos conhecemos o Rubinho e sabemos que se TUDO der certo, ele corresponde.
Aliás, acho que já é hora da Globo se utilizar nas transmissões da dupla do SporTV, Sérgio Maurício e Lito Cavalcanti. Os dois são entrosados, fazem comentários curtos, e conhecem bastante automobilismo em todas as categorias (eles ficam longe do "achismo" dos narradores, todos, da Globo e do Reginaldo Leme). Quando sai fumaça de trás de um carro, eles não dizem, simplesmente, "tá saindo fumaça do carro do fulano"; dizem algo do tipo "estourou o câmbio/motor do fulano" ou então que "fulano teve problemas no diferencial".
Foi bom ver a Renault andando de forma competitiva, assim como a Red Bull, que parece que vai ser constante presença na zona de pontuação. Espero que a McLaren (carro mais legal, com os chifres), com Montoya e Raikkonen, mostrem mais competitividade, assim como a Williams.

1. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 57 1h24m17.336
2. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 57 5.553
3. FERNANDO ALONSO Spain Renault 57 6.712
4. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 57 16.131
5. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 57 16.908
6. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 57 35.033
7. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 57 38.997
8. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 57 39.633

terça-feira, 1 de fevereiro de 2005

Top 10 lugares para comprar cds (em Porto Alegre)

1) PORTO ALEGRE CDS - Galeria Chaves, térreo. Na verdade, a época de ouro dessa loja já passou. Há uns 2 anos, quando situava-se no 2.º andar da mesma galeria, contava com o maior balaio de todos os tempos - tudo por 10 pila. Foi lá que eu completei minha coleção de cds do Black Sabbath (os da década de 80 e 90). Sem contar muitos outros cds memoráveis: Europe - Final Countdown. Fora do balaio, nas paredes, também havia cds fantásticos por preços bons, tipo o Deep Purple King Biscuit Flower Hour (duplo e importado) por 35 pila, ou Dokken Under Lock and Key (importado) por 18 pila. Como toda boa loja, os donos também fazem permuta de cds: foi lá que eu alcancei Yes Yesshows e Relayer, um bootleg do Malmsteen da turnê Fire & Ice. Entretanto, desde que passou para o térreo da galeria, o balaio não tem mais o mesmo vigor, e aquela uniformidade de preço (10 pila) não existe mais. Não por acaso, nunca mais comprei cds por lá.

2) STONED DISCOS - Rua Marechal Floriano. Atualmente conta com o melhor balaio de Porto Alegre (10 pila), onde há 3 meses fiz minha mais recente aquisição: Houses of the Holy do Led. Fora do balaio, os preços são salgados como sempre foram - é a típica loja onde não dá para comprar cds no impulso, tem que pesquisar antes (e não precisa andar muito...). Fiz muitas trocas, numa das quais, na Páscoa de 1994, eu consegui o Alive! do Kiss.

3) BOCA DO DISCO - Rua Marechal Floriano. Foi com o Getúlio que eu fiz os piores negócios com cds. Permutas ruinosas, de vinis e cds. Há mais de 10 anos ficava na na Rua José do Patrocínio, perto do Cine Capitólio. O "Boca" sempre contou com muitos cds bons, e quem visitar regularmente poderá encontrá-los por bons preços (Deep Purple, Dokken, entre outros) no balaio. Atualmente a loja se encontra onde nos meus tempos de colégio era uma locadora de cds memorável (o Giulia deve lembrar perfeitamente...).

4) LIVRARIA SARAIVA - Shopping Praia de Belas. É o melhor lugar para comprar lançamentos, pois os preços, em regra, são razoáveis.

5) MADSOUND - Av. Venâncio Aires. É uma locadora vizinha, que existe desde 1993. Desde os primeiros tempos, o dono teve a iniciativa de vender os cds que não eram muito alugados ou de alguns que não eram bem vendidos. As promoções regulares de vender qualquer cd da parede por 10 pila são fantásticas.

6) MADHOUSE - Galeria na Rua Duque de Caxias. Há alguns anos não existe mais. Sempre contou com lançamentos de todas as bandas que apareciam na Rock Brigade e Top Rock, mas os preços nunca foram convidativos. Foi lá que eu alcancei, no verão de 1996, o Images and Words, depois de chegar da praia enjoado de tanto ouvir axé, pagode e quejandos. Um ou dois anos antes de encerrar as atividades, torraram alguns cds por 10, 15 e 20 pila (foi aí que eu consegui o Tormato do Yes).

7) GRAMMY/CLASSIC ROCK - Galeria Chaves, 3.º andar. Preferia quando ficava na Rua Fernando Machado, quase em frente ao Zaffari. Foi lá que no meu aniversário de 1994 eu comprei o Destroyer do Kiss, importado (não havia sido lançado versão nacional), por 25 pila (na época em que 25 dólares era 25 reais, e dava pra encarar). Por outro lado, quando a grana era curta e a curiosidade, grande, utilizei-me das gravações em K7 de alguns cds, tipo Alive II, Ace Frehley, Trouble Walkin, entre outros. Nos balaios (que não são mais os mesmos...) consegui de barbada aquele duplo ao vivo do Satriani (Time Machine).

8) MEGAFORCE - Galeria na Av. Independência. Sempre contou com cds caríssimos. Melhorou quando começaram a vender cdr, com as capas em xerox colorido. É a loja que eu gostava de ir para ver as capas dos lançamentos, quando essa coisa de internet ainda não era "isso que tá aí".

9) BANANA RECORDS - Shoppings Iguatemi e Praia de Belas. É a loja que só dá para comprar quando tem promoções, como há exatamente um ano atrás (Korn, Incubus, etc). Mas em 1998/1999 dava pra comprar cds excelentes por preço baixo, como o Divine Wings do Symphony X, o Magic do Axel Rudi Pell e o primeiro do Malmsteen. Nessa época tinha um atendedor realmente especialista em heavy melódico (ele tentou uma vez, sem sucesso, me empurrar um dos Keeper... do Helloween).

10) TOCA DO DISCO - Rua Garibaldi. Já não tem mais o fôlego de anos atrás. Melhor época foi entre 1998 e 2001, onde encontrávamos belos cds como Drama do Yes.


terça-feira, 18 de janeiro de 2005

A Lenda do Tesouro Perdido

- vi ontem, 19h10min, no Arteplex, com o grande Daniel. Honestamente, receava que o filme fosse uma porcaria... e o começo da película parecia confirmar esse pré-conceito. Mas as coisas melhoraram consideravalmente depois que o personagem do Cage saiu da Biblioteca do Congresso com a Declaração da Independência, pois a partir daí a ação não parou mais até o final. Naturalmente, a história toda é inverossímel, mas isso nunca foi razão suficiente para um filme ser ruim.

Em tempo: o trailer do Episódio III, aparentemente, dá conta de que será de longe o mais empolgante da nova trilogia.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2004

Melhores de 2004

- categorias do "Reader´s Poll" da revista Guitar World.

Most Valuable Player: Dave Mustaine
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Steve Vai
Biggest Disappointment: RIP Dimebag Darrel
Worst Band: são muitas...

BEST GUITAR ALBUMS OF 2004
Rock: Europe - Start From the Dark
Punk/Alternative: n/a
Metal: Megadeth - The System Has Failed

HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: Jimi Hendrix
Best Album: Pink Floyd - Dark Side of the Moon

Melhor DVD: G3 Live in Denver (YJM, Satriani, Vai)
Melhor Show: Dr. Sin no Opinião (e Burnin´ Boat na Croco)
Banda nacional: Dr. Sin

quinta-feira, 23 de dezembro de 2004

Os Incríveis

Fui ver lá no Arteplex com o grande Daniel, na terça às 21:30. Belíssimo filme. Recentemente vi em vídeo o Starsky & Hutch, que superou minhas expectativas (ponto alto é a Carmen Electra) e Cães de Aluguel. Próximos a serem vistos são THX 1138, Rookie (com Clint) e Falcões da Noite (Stallone).

domingo, 19 de dezembro de 2004

Para não esquecer

Arrependo-me de só duas coisas em relação a esse blog relativamente ao ano de 2004: não ter comentado corrida-a-corrida a temporada de Fórmula 1, e não ter comentado os jogos do Grêmio que eu vi no Olímpico (abaixo eu marquei com *). Não que esses comentários tragam algo de prazeroso (pelo contrário), mas serviriam de registros de fatos e impressões que se apagam com o tempo. E eu gosto de retrospectivas; de ler o que foi escrito no passado e comparar com o presente. De qualquer maneira, este post serve exclusivamente para ser lido daqui a um ano, em dezembro de 2005.

Tavarelli, Márcio, Gallato, Andrey; Tiago Prado, Baloy, Fábio Bilica, Claudiomiro, Alex Xavier, Renato, Capone, Renato, Marcelo Magalhães; Michel, Michel Bastos, Lucianinho, George, Douglas, Cristiano, Marciano; Arilson, Bruno, Cleber, Cocito, Élton, Émerson, Leanderson, Leonardo Inácio, Yan, Luciano Santos, Bruno Coutinho, Deives Thiago; Christian, Cláudio Pitbull, Fábio Pinto, Guto, Marcelinho, Roberto Santos, Rico, Ratinho.

21 de Abril de 2004
Grêmio 0 X 0 Flamengo

24 de Abril de 2004
Juventude 1 X 1 Grêmio

28 de Abril de 2004
Grêmio 4 X 0 Corinthians

01 de Maio de 2004
Goiás 4 X 0 Grêmio

08 de Maio de 2004
Vasco 1 X 1 Grêmio

16 de Maio de 2004
Grêmio 2 X 2 Botafogo

22 de Maio de 2004
Paysandu 1 X 3 Grêmio

30 de Maio de 2004
Grêmio 1 X 2 São Caetano

12 de Junho de 2004
São Paulo 3 X 2 Grêmio

19 de Junho de 2004
Grêmio 1 X 1 Coritiba

26 de Junho de 2004
Criciúma 1 X 2 Grêmio

03 de Julho de 2004
Fluminense 2 X 0 Grêmio

06 de Julho de 2004
Grêmio 2 X 2 Figueirense *

10 de Julho de 2004
Internacional 2 X 0 Grêmio

13 de Julho de 2004
Grêmio 2 X 3 Cruzeiro *

17 de Julho de 2004
Palmeiras 2 X 0 Grêmio

20 de Julho de 2004
Grêmio 4 X 0 Paraná *

24 de Julho de 2004
Ponte Preta 1 X 0 Grêmio

28 de Julho de 2004
Grêmio 4 X 0 Vitória *

31 de Julho de 2004
Atlético-PR 0 X 0 Grêmio

04 de Agosto de 2004
Grêmio 3 X 1 Santos *

07 de Agosto de 2004
Atlético-MG 3 X 0 Grêmio

11 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 1 Guarani *

14 de Agosto de 2004
Flamengo 3 X 0 Grêmio

18 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 3 Juventude *

21 de Agosto de 2004
Corinthians 1 X 1 Grêmio

28 de Agosto de 2004
Grêmio 1 X 1 Goiás *

02 de Setembro de 2004
Grêmio 1 X 2 Vasco *

09 de Setembro de 2004
Botafogo 2 X 1 Grêmio

12 de Setembro de 2004
Grêmio 1 X 1 Paysandu *

18 de Setembro de 2004
São Caetano 2 X 0 Grêmio

25 de Setembro de 2004
Grêmio 2 X 1 São Paulo *

28 de Setembro de 2004
Coritiba 2 X 1 Grêmio

02 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 0 Criciúma *

06 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 3 Fluminense *

16 de Outubro de 2004
Figueirense 2 X 0 Grêmio

23 de Outubro de 2004
Grêmio 1 X 3 Internacional

26 de Outubro de 2004
Cruzeiro 2 X 0 Grêmio

30 de Outubro de 2004
Grêmio 2 X 3 Palmeiras

06 de Novembro de 2004
Paraná 1 X 0 Grêmio

13 de Novembro de 2004
Grêmio 6 X 1 Ponte Preta

20 de Novembro de 2004
Vitória 2 X 0 Grêmio

28 de Novembro de 2004
Grêmio 3 X 3 Atlético-PR

05 de Dezembro de 2004
Santos 5 X 1 Grêmio

11 de Dezembro de 2004
Grêmio 0 X 1 Atlético-MG

19 de Dezembro de 2004
Guarani 2 X 0 Grêmio

quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Ensaio Burnin´ Boat (Hard Work at Home)

Foi no Hurricane, terça, 7/12/2004, das 22h às 0h. Cláudio ainda está entretido com provas e outras atividades. Repetimos a afinação com um tom abaixo, que será mantida pelos próximos tempos. Antes do ensaio, ajeitei as molas que prendem o Floyd Rose, de modo a nivelar a altura da ponte - ficou bem melhor fazer os bends a partir da 12.ª casa (que não foram possíveis no ensaio passado). Mesmo plugando novamente a Digitech + Jackmammer no Marshall de lá, o timbre ficou muito bom (contrariamente ao timbre pífio da semana passada). Com o timbre e o Floyd ajudando, me encorajei a solar (mesmo toscamente) algumas músicas.

O ensaio demorou 20 minutos para começar. Para aquecimento, eu e o Bruce tocamos uma balada estilo Opeth, que está em fase rudimentar. Já com o Luciano, tocamos ACE´S HIGH (nesta eu "viajei", e, para espanto generalizado, cortei o segundo verso com um solo). PEACE SELLS (duas vezes) não ficou boa, e estou duvidando se vale mesmo a pena todo o empenho e esforço para agregá-la ao repertório. Só o Luke toca essa música decentemente. O Bruce puxou, então, RECKONING DAY.

HEAL MY SOUL provou que o timbre estava mesmo bom, e o riff ficou matador. Tocamos, ainda, BLACK DRESSING SOUL. Depois, enfileiramos vários riffs próprios e músicas do Ignitin´ que estavam no ostracismo: OBLIVIOUS, trecho de SHARK ATTACK, SLUTS OF JUSTICE (inteira, ficou muito boa - sem vocal), um riff antigo na 6.ª corda solta, com palhetada bem rápida (ficou bem legal), BOATS ARE BURNING, OVER THE MOON, COLD WIND. Todos os riffs ficaram bons - e até revitalizados - com a afinação nova. Destaque para OVER THE MOON (acho que fazia uns 3 ou 4 anos que não era tocada) e HEARTBREAKIN´ (desde já voto para incorporá-la no set list).

Do Kiss, tocamos DEUCE e LOVE GUN. Quase ao final, rolou a galinhagem de trocar os instrumentos. Assumi o baixo, o Bruce, a guitarra, e o Luke, a batera. Tentei imprimir uns riffs, mas a jam não funcionou. Apareceu, então, o Sebastian (dono do estúdio), propondo a reprise da jam Dokken. Tocamos KISS OF DEATH (tive problemas no som - cabo ou pedaleiras ou ampli) e BREAKING THE CHAINS.

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Discoteca Erga Omnes (dezembro)

1) Return to Forever - Romantic Warrior
2) Mahavishnu Orchestra - Inner Mounting Flame

Os dois álbuns têm vários pontos em comum: 1) instrumentais; 2) jazz-rock, fusion; 3) lançados nos anos 70. São fantásticos, mas reconheço que é preciso desenvolver um pouco de "estômago" para digeri-los. Não é uma audição fácil, ainda mais porque o som é datado (por causa dos teclados de Chick Corea e de alguns riffs funk de baixo de Stanley Clarke, no RTF; devido ao violino de Jerry Goodman, no MO). Mas isso, decididamente, é o de menos. O essencial, creio, não são propriamente as músicas: o que faz esses discos altamente influentes é a exibição dos músicos virtuosos e suas recíprocas interações (a nominata é assombrosa - RTF: Chick Corea, Al DiMeola - com 19 anos - , Stanley Clarke e Lenny White; MO: John McLaughlin, Jerry Goodman, Jan Hammer, Rick Laird e Billy Cobham).

Há algumas composições particularmente notáveis: MEDIEVAL OVERTURE (tem um trecho, no começo, que toca na Rádio Gaúcha, acho que no programa do Nando Gross, todos os dias, antes da Voz do Brasil) e SORCERESS - pelo lado do Return to Forever; MEETING OF THE SPIRITS e AWAKENING, no disco do Mahavishnu). Na música DUEL OF THE JESTER AND THE TYRANT, do Romantic Warrior, Al DiMeola toca um lick que é uma corrida furiosa, muito similar ao que John Petrucci utilizou no final do solo de AS I AM.

Em cada banda, há um músico que sobressai perante os demais: é o caso de Chick Corea e de John McLaughlin. Sobre este último, pode-se dizer que improvisa bastante nos solos (bastante intensos e "sujos", até com alguns "erros", que podem ser considerados como "excesso de entusiasmo"), e também pode ser considerado, por isso (e sem exagero), um Jimi Hendrix do rock progressivo.

Para o meu gosto, particular relevo tem os bateristas nesses discos (Lenny White e Billy Cobham). Os dois ocupam lugar de menor destaque a maior parte do tempo, mas exatamente por isso, ficam livres para improvisar levadas e rolos altamente inquietantes. O começo de AWAKENING, do Mahavishnu, é brutal. Certo é o all.music quando, ao referir-se a um desses bateristas (mas podia referir-se aos dois), diz que se apresenta "extremamente ocupado" com as baquetas e os tambores. É exatamente essa a imagem que eu faço desses bateristas, como se tivessem no meio de um ataque epilético, por assim dizer, durante as gravações.

Em MAJESTIC DANCE, do Return..., Al DiMeola já apresenta aquele famoso "staccato" no violão, que influenciou todos os guitarristas seguidores do estilo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Ensaio BURNIN´ BOAT (Greatest misses)

Foi na terça, 30/11/2004, das 22h às 0h, no Hurricane. Todos menos o Cláudio. Conectei todo meu equipamento (Digitech + Jackhammer) no Marshall que tem lá, e alcancei, provavelmente, o PIOR timbre de guitarra de todos os tempos. Não por acaso, toquei muito mal e assassinei várias músicas (especialmente - mas não exclusivamente - nos solos). De minha parte, isso acabou sendo decisivo para não tocarmos na Fábrica, em 11/12, pois estaríamos desfalcados do Cláudio, e a minha guitar é insuficiente para um show decente.

Mas isso tudo não impediu que esse ensaio se tornasse "o mais divertido e legal" de todos os tempos. No início, ainda reservamos alguma seriedade, tocando as nossas ACE´S HIGH, HIDDEN, NOISE GARDEN. Mais adiante tocamos HEAL MY SOUL e BLACK DRESSING SOUL (sem o solo; cortamos da parte lenta direto pro final).

Mas em seguida fomos emendando um cover no outro, muitos dos quais jamais haviam sido tocados pela banda, ou pelo menos até o final. Foi o caso de HOLY WARS (Megadeth), em que lembramos de praticamente todos os riffs e fomos com hombridade até o final. PEACE SELLS (Megadeth) foi executada sem vocais (o Luke cantou o refrão). Essa que estava sendo cogitada para o repertório acho que não prestou... talvez mais prática e o Cláudio nos solos a música possa ficar revigorada.

Será muito difícil lembrar todas as músicas, mas vamos lá: DEUCE (Kiss), LICK IT UP (Kiss), LOVE GUN (Kiss), RECKONING DAY (Megadeth), KILL THE KING (Megadeth), SYMPHONY OF DESTRUCTION (Megadeth), RISING FORCE (Malmsteen - obviamente, tocamos até o solo), I´LL SEE THE LIGHT TONIGHT (Malmsteen - da mesma forma, até o solo), UNTIL IT SLEEPS (Metallica), TEARS ARE FALLING (uma das minhas favoritas do Kiss; tocamos até o solo - o Bruce cantou), LET´S PUT THE X IN SEX (Kiss, cantada pelo Bruce), LOVE AIN´T NO STRANGER (Whitesnake, cantada por Bruce e Luciano). BREAKING THE CHAINS (Dokken) foi entoada por Luke, e pode acabar sendo incorporada ao repertório.

Teve até uma versão para LIE (Dream Theater) cantada pelo Bruce. Este cantou, ainda, LOVE IS NOT A FAIRYTALE (uma das melhores baladas, e que ficou muito emocionante).

O Momento Lucky Strike da noite ficou por conta do uruguaio dono do estúdio. Quase ao final, ele se juntou a nós e pediu para cantar BREAKING THE CHAINS e I´LL SEE THE LIGHT TONIGHT. O cara mandou bem. Qual estúdio tem um dono que se emociona com as músicas e pede para participar da galinhagem e cantar algumas delas? O horário já havia acabado, nem tínhamos mais idéia de que músicas tocar, mas ele sempre dizia "mais uma".

Finalizamos, apropriadamente, com ROCK AND ROLL ALL NITE (Kiss).

Em tempo: aparentemente, conforme o Bruce, a máquina fotográfica que eu havia perdido no show da BB no Arsenal está com o Nílton. Espero que o filme esteja intocado, pois tinha fotos de ensaios e do show referido.

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