sábado, 8 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - FRANÇA 1X0 PORTUGAL (05/07/2006, 16h, München, semifinal)

Pois a França, que começou a Copa sob desconfiança geral (afinal, quase caiu fora na primeira fase, sem marcar gols, pela segunda Copa seguida), superou Portugal de Felipão com um gol de pênalti (para muitos inexistente sobre Henry) convertido por Zidane (que para mim é candidato a craque da Copa).

Torcemos muito por Felipão, mas o jogo que queríamos como final ficou para a decisão do 3.º e 4.º lugares.

PORTUGAL: Ricardo; Miguel (Paulo Ferreira), Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente; Costinha (Helder Postiga), Maniche, Deco e Figo; Pauleta e Cristiano Ronaldo. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

FRANÇA: Barthez; Sagnol, Thurram, Gallas e Abidal; Makelele, Vieira, Ribery (Govou), Zidane e Malouda (Wiltord); Henry (Saha). Técnico: Raymond Domenech.

Arbitro: Jorge Larrionda (Uruguai), Walter Rial e Pablo Fandino (ambos do Uruguai)
Cartões amarelos: Ricardo Carvalho (Portugal) e Saha (França)
Gol: Zidane, aos 32 do minuto do primeiro tempo

Copa do Mundo 2006 - ALEMANHA 0X2 ITÁLIA (04/07/2006, 16h, Dortmund, semifinal)

Esta seminfinal conta com um clássico de Copa: os donos da casa, que faziam boa campanha, enfrentariam os italianos que, após um começo sem insipração, têm mostrado um futebol competitivo. Tudo indicava um jogo equilibrado; mas a Itália conta com melhor preparo físico e jogadores mais talentosos.

Assim, a Itália dominou as ações no tempo normal, mas não conseguiram transformar essa superioridade em gols. Os alemães, por seu lado, perderam chances incríveis, especialmente com Schneider no 1.º tempo (chute de fora da área, por sobre o gol) e Podolski no final do jogo. Claramente faltou pernas para a Alemanha - seus jogadores erraram muitos contra-ataques em jogadas bobas (pisando na bola, errando passes, etc).

Do lado da Alemanha, Borowski saiu jogando - no lugar de Schweinsteiger, que caiu de produção durante a Copa - e não foi bem; Ballack é um jogador diferenciado na Alemanha, mas não conseguiu ser decisivo como em 2002 (não marcou um gol sequer, apesar de ter tentado muito nos chutes de longa distância); Schneider agradou no apoio; e Klose se mostrou um excelente atacante: faz gols e assistências para os gols dos outros. A Itália contou com atuações muito boas do zagueiro Cannavaro, dos volantes Gattuso e Pirlo, do lateral Zambrotta. O goleiro Buffon sofreu apenas um gol até agora - e foi um gol contra, no jogo contra os EUA.

Naturalmente o jogo se encaminhou para a prorrogação. De início, a Itália chutou duas vezes na trave. Parecia que o jogo se resolveria nos pênaltis, até que Grosso acertou um chute com efeito, no bico da grande área pelo lado direito, sem chances para Lehmann. Restavam poucos minutos, mas a Alemanha não costuma desistir. Só que num contra-ataque, Del Piero saiu em velocidade e não foi alcançado pelo zagueiro alemão; na saída de Lehmann, Del Piero chutou fora do alcance do goleiro e encerrou a partida.

Foi uma pena, mas foi merecido.

ALEMANHA: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Kehl, Ballack, Schneider (Odonkor) e Borowski (Schweinsteiger); Klose (Neuville) e Podolski. Técnico: Jürgen Klinsmann.

ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Materazzi , Cannavaro e Grosso; Perrotta (Del Piero), Gattuso, Pirlo e Camoranesi (Iaquinta); Totti e Luca Toni (Gilardino). Técnico: Marcelo Lippi.

Local: Westfalenstadion, em Dortmund (Alemanha)
Árbitros: Benito Archundia (México), José Ramirez e Héctor Vergara, ambos do México
Cartões amarelos: Borowski, Metzelder (Alemanha), Camoranesi (Itália)
Gols: Grosso, aos 13 e Del Piero, aos 16minutos do segundo tempo da prorrogação

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Fórmula 1 – GP do EUA (10.ª etapa, 02/07/2006, 14h)

A Ferrari dominou amplamente o fim-de-semana em Indianápolis; Schumacher e Massa fizeram os melhores tempos. Fisichella alinhou em 3.º e Rubinho em 4.º, na frente de Alonso.

Massa tracionou melhor na largada e fez a primeira curva em 1.º lugar, seguido de Schumacher. Não demorou e as emoções da corrida ficaram sobrestadas pela entrada do carro-madrinha após um acidente na primeira curva que provocou o abandono de Montoya, Raikkonen, Heidfeld (que capotou 4 vezes), Weber, Speed, Klien e Montagny.

Fisichella e Alonso proporcionaram um duelo interessante nas primeiras voltas. Na primeira parada nos boxes, Schumacher, como era previsto, assumiu a ponta. Trulli fez uma corrida consistente - largou dos boxes, com tanque cheio, e parou só uma vez para reabastecimento, finalizando em 4.º.

United Grand Prix Results - 2 July 2006 - 73 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT TIRE LAPS TIME/RETIRE
1. Michael Schumacher Germany Ferrari 73 1h34m35.199
2. Felipe Massa Brazil Ferrari 73 7.984
3. Giancarlo Fisichella Italy Renault 73 16.595
4. Jarno Trulli Italy Toyota 73 23.604
5. Fernando Alonso Spain Renault 73 28.410
6. Rubens Barrichello Brazil Honda 73 36.516
7. David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 72 1 Lap
8. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 72 1 Lap
9. Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 72 1 Lap
R Ralf Schumacher Germany Toyota 62 Engine
R Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 37 Retired
R Jacques Villeneuve Canada Sauber-BMW 23 Engine
R Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 9 Damage
R Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 6 Accident
R Jenson Button Britain Honda 3 Damage
R Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 0 Accident
R Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 0 Accident
R Juan Pablo Montoya Colombia McLaren-Mercedes 0 Accident
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 0 Accident
R Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 0 Accident
R Christian Klien Austria Red Bull-Ferrari 0 Accident
R Franck Montagny France Super Aguri-Honda 0 Accident
FASTEST LAP: Michael Schumacher Germany Ferrari 56 1:12.719

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 88
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 69
3. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 43
4. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 39
5. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 36
6. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 26
7. JENSON BUTTON Britain Honda 16
RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 16
9. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 12
10. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Ferrari 10
11. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 8
JARNO TRULLI Italy Toyota 8
13. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 7
14. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 6
15. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 4
16. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
VITANTONIO LIUZZI Italy Toro Rosso-Cosworth 1

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. RENAULT 131
2. FERRARI 105
3. MCLAREN-MERCEDES 65
4. HONDA 32
5. SAUBER-BMW 19
6. TOYOTA 16
7. RED BULL-FERRARI 11
8. WILLIAMS-COSWORTH 10
9. TORO ROSSO 1

sábado, 1 de julho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Brasil 0x1 França (1.º/07/2006, sábado, 16h, Frankfurt, jogo V, quartas-de-final)


Robinho se lesionou nos treinos e teve sua participação na Copa ameaçada. A França, por seu lado, redescobriu o bom futebol após a vitória sobre a Espanha. Parreira resolveu atender às reclamações do país inteiro e colocou Juninho Pernambucano no lugar de Adriano, desfazendo o quadrado mágico e colocando Ronaldinho Gaúcho no ataque. Emerson, machucado, deu lugar a Gilberto Silva.

Os primeiros 10min foram dominados pelo Brasil. Parecia que o time tinha acertado a melhor maneira de jogar. Mas incrivelmente os brasileiros pararam em campo - só a França jogou. Parreira se recusou a fazer marcação especial em Zidane - pois o veterano craque francês se aproveitou muito bem disso; esteve sempre livre para receber, avançar, e passar com categoria. Zidane foi o melhor em campo.

Ronaldinho Gaúcho, por seu lado, sempre foi bem marcado. O melhor do mundo jogou muito pouco. Juninho Pernambucano não jogou nada. Cafu teve atuação ridícula e foi substituído muito tarde, só depois dos 30min do 2.º tempo por Cicinho, que entrou com muito mais vontade. Só Juan e Lúcio jogaram bem; os dois zagueiros se livraram da bobagem de serem os zagueiros que mais tempo jogaram sem cometer faltas, e levaram cartões amarelos (afinal, zagueiro tem que defender, e para defender com eficiência, às vezes, é necessário fazer faltas). Dida fez o que pôde. Kaká afundou. Robinho deu ânimo novo mas foi outro que entrou tarde. O Brasil só deu um chute para o gol de Barthez aos 45min do 2.º tempo, com Ronaldo.

O gol francês foi marcado no início do 2.º tempo, após um lançamento longo originário de cobrança de falta por Zidane - Henry, sem marcação (Roberto Carlos não acompanhou), completou para o gol.

A apatia dos jogadores e do técnico brasileiros foi irritante. Na entrevista coletiva ao final do jogo, Parreira confessou que não havia se preparado para a derrota - na verdade, parece que Parreira não se preparou para a Copa. A seleção não treinava, badalava. Em Weggis os treinos foram abertos e a tietagem, explícita. Argentina e França, pelo contrário, se fecharam nos treinamentos secretos até para a imprensa. Os amistosos preparatórios foram exibições burocráticas contra equipes inexpressivas; ao contrário das seleções européias, que enfrentaram equipes também classificadas. Durante a Copa, Parreira optou por não fazer treinos táticos, sob entendimento de que não havia "segredo" e que os fundamentos táticos já estavam na cabeça dos jogadores há mais de um ano.

Pois realmente nem Parreira nem os jogadores estavam preparados para o hexa, não estavam preparados para enfrentar seleções tradicionais como a própria França, ou para buscar um resultado.

A Copa prossegue na seminfinal com Alemanha x Itália e Portugal (Felipão) x França.

BRASIL: Dida, Cafu (Cicinho), Juan, Lúcio e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé Roberto, Kaká (Robinho) e Juninho Pernambucano (Adriano); Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Técnico: Carlos Alberto Parreira

FRANÇA: Barthez, Abidal, Thuram, Gallas e Sagnol; Makelele, Vieira, Malouda (Wiltord) e Zidane; Ribery (Govou) e Thierry Henry (Saha). Técnico: Raymond Domenec

Árbitro: Luis Medina Cantalejo (Espanha)
Cartões amarelos: Cafu, Juan, Ronaldo (Brasil); Sagnol e Saha (França)
Gol: Thierry Henry, aos 10 minutos do segundo tempo.

Copa do Mundo 2006 - Alemanha (Quartas-de-final)

ALEMANHA (4)1X1(2) ARGENTINA (Berlin, 30/06/2006, 12h, sexta-feira)

Podia ser a final da Copa. A Alemanha vem fazendo uma campanha respeitável, superando a desconfiança da imprensa e dos próprios alemães no início da Copa. A vitória tranqüila sobre a Suécia deixou a Alemanha em condições de igualdade em relação à Argentina, que apresentou o melhor futebol na 1.ª fase, mas teve dificuldade para superar o México nas oitavas-de-final.

Eu não podia perder esse jogo - voltei para casa na hora do almoço. O começo foi promissor: logo na primeira falta da Alemanha, os argentinos se enfureceram e não aceitavam as desculpas dos alemães. Mas o jogo acalmou, com o predomínio de jogadas no meio-campo.

No início do 2º tempo, Riquelme se dirigiu lentamente ao canto para a cobrança de escanteio. A bola saiu na medida para Ayala, que sofreu no ar a carga de Klose mas conseguiu cabecear para o gol argentino.

A Argentina tinha maior posse de bola, criava mais jogadas e a classificação parecia garantida. Só que Pekerman mexeu mal no time, tirando Riquelme para o ingresso de um marcador (Cambiasso), e Crespo para a entrada de Julio Cruz. Tevez, Maxi Rodriguez e Lucho Gonzalez jogaram muito pouco. Klinsmann, por sua vez, resolveu arriscar e colocou Odonkor no lugar do volante Schneider, e Borowski no lugar do improdutivo Schweinsteiger.

Em um lance bobo, Abbondanzieri chocou-se com um atacante alemão; foi atendido, retardou bastante o jogo (parecia a autêntica cera argentina), mas, alguns minutos depois, o goleiro teve de ser substituído por Franco.

Odonkor roubou uma bola no meio-campo e saiu em disparada ao ataque; a bola foi para o lado direito, alguém centrou para o meio da área, houve o desvio de cabeça, e Klose, numa falha de marcação da Argentina, completou para o gol. É a tal da coisa: mesmo com jogadores de qualidade inferior, mesmo não jogando lá muito bem, os alemães têm o espírito de não desistir nunca (na Bundesliga não são raros os gols nos descontos).

A prorrogação só acompanhei à noite, já sabendo o resultado. O resultado se manteve, e a decisão foi para os pênaltis. A transmissão mostrou Oliver Kahn dando força a Lehman, e Cleber Machado lembrou que o goleiro do Arsenal havia defendido um pênalti cobrado por Riquelme na semifinal da Copa dos Campeões contra o Villareal.

Os alemães cobraram os pênaltis com excelência; Franco não teve a menor chance. Ayala, que fez uma bela Copa, chutou fraco e Lehmann, que pulou certo em todas as cobranças argentinas, agarrou e não soltou a bola.

Cambiasso partiu para a cobrança e Lehmann pulou classificando a Alemanha para pegar o vencedor de Inglaterra x Portugal.

ALEMANHA: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Frings, Ballack, Schneider (Odonkor) e Schweinsteiger (Borowski); Klose (Neuville) e Podolski. Técnico: Juergen Klinsmann.

ARGENTINA: Abbondanzieri (Franco); Coloccini, Ayala, Heinze e Sorín; Mascherano, Lucho González, Riquelme (Cambiasso) e Maxi Rodriguez; Crespo (Cruz) e Tevez. Técnico: José Pekerman

Arbitragem: Lubos Michel, auxiliado por Roman Slysko e Martin Balko, trio da Eslováquia.
Cartões amarelos: Podolski (A), Sorin (Ar), Mascherano (Ar), Maxi Rodríguez (Ar), Odonkor (A) e Friedrich (A).
Gols: Ayala (Ar) aos três minutos do segundo tempo; Klose (A) aos 35 minutos do segundo tempo.
Pênaltis: Neuville (A), Ballack (A), Podolski (A) e Borowski (A); Cruz (Ar) e Maxi Rodríguez (Ar).
Erraram: Ayala (Ar) e Cambiasso (Ar).

ITÁLIA 3X0 UCRÂNIA (Hamburg, 30/06/2006, 16h, sexta-feira)

A Itália sobrou em campo e aplicou 3x0 nos ucranianos. Agora é clássico: Alemanha x Itália.

ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Barzagli, Cannavaro e Grosso; Perrotta, Gattuso (Zaccardo), Pirlo (Barone) e Camoranesi (Oddo); Totti e Luca Toni. Técnico: Marcelo Lippi.

UCRÂNIA: Shovkovsky; Rusol, Svidersky (Vorobey) e Nesmachny; Gusev, Tymoshchyuk, Shelayev, Kalinichenko e Gusin; Shevchenko e Milevskyi (Belik). Técnico: Oleg Blokhin.

Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica), Assistentes: Peter Hermans e Walter Vromans (ambos da Bélgica)
Cartões amarelos: Svidersky, Kalinichenko, Milevskyi (Ucrânia)
Gols: Zambrotta, aos cinco minutos do primeiro tempo, Luca Toni, aos 13 e aos 23 minutos do segundo tempo

PORTUGAL (3)0X0(1) INGLATERRA (Gelsenkirchen, 1.º/07/2006, 12h, sábado)

Inteiramente jogada no meio-campo, a partida só podia acabar no 0x0. Felipão comandou o time da lateral o tempo todo, mas os portugueses, descalfados de Deco e Costinha (expulsos no jogo contra a Holanda), não oferecem muitas opções ao treinador. Se Pauleta não jogou nada, o que dizer de Simão ou Postiga (que entrou no lugar de Figo, cansado). O lateral-direito Miguel é outro que tem pouco futebol.

Rooney foi expulso por jogada desleal e empurrão em Cristiano Ronaldo, tudo na frente do juiz. Beckham deixou o campo no início do 2.º tempo, sentindo lesão no joelho. Hargreaves foi o destaque dos ingleses. Cristiano Ronaldo resolveu aparecer só no final do jogo - o cara é bom, mas tem que assumir a sua condição de craque para decidir os jogos.

O jogo se encaminhou naturalmente para os pênaltis, e as estrelas de Felipão e do goleiro Ricardo brilharam mais uma vez. Ricardo já havia defendido pênaltis na Eurocopa, ajudando a levar Portugal à final contra a Grécia. E Felipão, como se sabe, barrou o consagrado Vitor Baia, bancando a convocação de Ricardo. Pois o goleiro, após Simão converter o primeiro gol, defendeu a primeira cobrança dos ingleses (Lampard).

Para preservar a emoção e o nervosismo, Hugo Viana chutou no poste e jogou para fora a vantagem. Hargreaves fez 1x1, mas Petit, incrivelmente, jogou para fora. A classificação parecia perdida, mas Ricardo atacou a cobrança de Gerrard e Carragher. Cristiano Ronaldo foi o responsável pela última cobrança e, com categoria, não decepcionou. Agora Portugal se prepara para o confronto contra o vencedor de Brasil x França.

PORTUGAL: Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Petit, Maniche, Figo (Helder Postiga) e Tiago (Hugo Viana); Cristiano Ronaldo e Pauleta (Simão). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

INGLATERRA: Robinson; Neville, Ferdinand, Terry e Ashley Cole; Hargreaves, Beckham (Lennon depois Carragher), Gerrard e Lampard; Joe Cole (Crouch) e Rooney. Técnico: Sven-Goran Eriksson.

Árbitros: Horacio Elizondo (Argentina),Dario Garcia e Rodolfo Otero (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Terry (Ing), Petit (Por), Ricardo Carvalho (Por) e Hargreaves (Ing)
Gols (pênaltis):
INGLATERRA: Hargreaves. Erraram Lampard, Gerrard e Carragher
PORTUGAL: Simão, Helder Postiga e Cristiano Ronaldo. Erraram Hugo Viana e Petit

Copa do Mundo - Brasil 3x0 Gana (27/06/2006, 3.ª feira, 12h, Dortmund, jogo IV, oitavas-de-final)

Cafu, Roberto Carlos, Emerson e Adriano, mesmo com atuações melhores dos seus reservas, voltaram para o jogo das oitavas-de-final contra Gana, que desbancou a República Checa.

O jogo, que poderia ser complicado, foi tranqüilo para o Brasil. Logo aos cinco minutos, Ronaldo se tornou o maior artilheiro em Copas do Mundo ao marcar o seu 15.º. Adriano fez o seu no final da 1.ª etapa.

Gana fez muitas faltas e ganhou vários cartões amarelos. Emerson e Kaká se contundiram - Ricardinho entrou bem; deixou Juan livre no final do jogo, com um passe de calcanhar.

Aos 39min, Zé Roberto aproveitou vacilo da defesa e saiu em disparada para marcar o 3.º gol. Dida salvou um gol incrível com os pés, num cabeceio originário de cobrança de escanteio. Juan e Lúcio mantiveram a regularidade; Kaká apareceu muito pouco; Ronaldinho Gaúcho jogou pouco; Ronaldo se movimentou mais e marcou gol.

Os atacantes de Gana criaram chances, mas não tiveram competência nenhuma para marcar gols. A impressão era a de que se a próxima adversária, França, tivesse as mesmas chances, seus atacantes não seriam tão benevolentes.

BRASIL: Dida; Cafu, Lúcio, Juan e Roberto Carlos; Emerson (Gilberto Silva), Zé Roberto, Ronaldinho e Kaká (Ricardinho); Ronaldo e Adriano (Juninho Pernambucano). Técnico: Carlos Alberto Parreira.

GANA: Kingson; Pantsil, Mensah, Shilla e Pappoe; Draman, Muntari, Eric Addo (Boateng) e Appiah; Amoah (Tachie-Mensah) e Asamoah Gyan. Técnico: Ratomir Dujkovic

Arbitragem: Lubos Michel, auxiliado por Roman Slysko e Martin Balko, trio da Eslováquia.
Gols: Ronaldo (B), aos cinco minutos, e Adriano (B) aos 46 minutos do primeiro tempo e Zé Roberto (B) aos 39 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Adriano e Juan (Brasil); Asamoah Gyan, Eric Addo, Pantsil, Apiá e Muntari (Gana).
Cartão vermelho: Asamoah Gyan (Gana).

Copa do Mundo 2006 - Alemanha (Oitavas-de-final II)

ITÁLIA 1X0 AUSTRÁLIA (Kaiserslautern, 12h, 26/06/2006, 2.ª feira)

Os italianos venceram com um gol de pênalti, mal assinalado pelo juiz, aos 49min do 2.º tempo.

ITÁLIA: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Materazzi e Grosso; Gattuso, Perrotta, Pirlo e Del Piero (Totti); Toni (Barzaglia) e Gilardino (Iaquinta). Técnico: Marcelo Lippi.

AUSTRÁLIA: Schwarzer, Neill, Moore e Chipperfield; Wilkshire, Grella, Bresciano, Sterjovski (Aloisi) e Culina; Cahill e Viduka. Técnico: Guus Hiddink

Arbitragem: Luís Medina Cantalejo, auxiliado por Victoriano Giraldez Carrasco e Pedro Medina Hernandez, trio da Espanha.
Cartões amarelos: Grosso (I), Grella (A), Cahill (A), Wilkshire (A), Gattuso (I) e Zambrotta (I).
Cartão vermelho: Materazzi (I).
Gols: Totti (I) aos 49 minutos do segundo tempo.

SUÍÇA 0X0 UCRÂNIA (Köln, 16h, 26/06/2006, 2.ª feira)

No pior jogo da Copa, a Ucrânia venceu nos pênaltis a Suíça, que não sofreu nenhum gol tempo regulamentar dos seus 4 jogos. Os ucranianos pegam a Itália nas quartas-de-final.

SUÍÇA: Zuberbühler; Degen, Djourou (Grichting), Müller e Magnin; Barnetta, Yakin (Streller), Vogel e Wicky; Cabañas e Frei (Lustrinelli). Técnico: Köbi Khun

UCRÂNIA: Shovkovskyi; Vashchuk, Tymoschuk, Nesmachnyi e Gusin; Shelayev, Gusev, Kalinichenko (Rotan) e Vorobey (Rebrov); Shevchenko e Voronin (Milevskiy). Técnico: Oleg Blokhin.

Árbitro: Benito Archundia (México)
Cartões amarelos: Barnetta (Suíça)
Gols nas penalidades: Milevskiy, Rebrov, Gusev (Ucrânia)

ESPANHA 1X3 FRANÇA (Hannover, 16h, 27/06/2006, 3.ª feira)

Os espanhóis saíram na frente mas a França se impõs e venceu por 3x1.

ESPANHA: Casillas; Sergio Ramos, Ibañez, Puyol e Pernía; Fabregas, Xabi Alonso e Xavi (Marcos Senna); Raul (Luis Garcia), Fernando Torres e David Villa (Joaquin). Técnico: Luis Aragonés.

FRANÇA: Barthez; Sagnol, Gallas, Thuram e Abidal; Vieira, Makelele, Ribéry e Zidane; Malouda (Govou) e Henry (Wiltord). Técnico: Raymond Domenech.

Arbitragem: Roberto Rossetti, auxiliado por Cristiano Copelli e Alessandro Stagnoli (trio da Itália).
Cartões amarelos: Vieira, Ribéry e Zidane (F); Puyol (E).
Gols: Villa, para a Espanha, aos 27 do primeiro tempo; Ribery, aos 42 do primeiro, Vieira, aos 38 do segundo, e Zidane, aos 47 da etapa final, todos para a França.

domingo, 25 de junho de 2006

Copa do Mundo 2006 - Alemanha (Oitavas-de-final I)

ALEMANHA 2x0 SUÉCIA (München, 12h, 24/06/2006)

No exato instante em que saí do Pedrini para chegar em casa, após uma a la (5) minuta, Podolski marcou o primeiro gol do jogo, que aparentava ser difícil, mas que foi uma grande barbada. O 2.º gol foi uma bela jogada na qual Klose atraiu a marcação e passou para Podolski, livre, chutar na entrada da área. Klose, aliás, não é o Jardel que se pensava - o cara consegue jogar com os pés e até fazer alguns dribles. Ballack foi bastante competente nos passes e chutou bastante de fora da área - todos os arremates foram defendidos pelo bom goleiro Isaksson. Carlos Simon apitou com competência. Oliver Kahn, goleiro reserva nesta Copa, foi mostrado a todo momento impassível, mesmo com toda a euforia dos alemães com a atuação brilhante dos seus companheiros.

ALEMANHA: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schneider, Frings (Kehl), Ballack e Schweinsteiger (Borowski); Klose e Podolski (Neuville). Técnico: Jürgen Klinsmann.

SUÉCIA: Isaksson; Alexandersson, Mellberg, Lucic e Edman; Linderoth, Kallstrom (Hansson), Jonson (Wilhelmsson) e Ljungberg; Ibrahimovic (Allback) e Larsson. Técnico: Lars Lagerback.

Local: Stadion München, em Munique.
Arbitragem: Carlos Eugênio Simon, auxiliado por Aristeu Tavares e Ednilson Corona (trio brasileiro). Cartões amarelos: Frings (A); Lucic, Jonson e Allback (S). Expulsão: Lucic (S).
Gols: Podolski (A), aos 4 e aos 12 do primeiro tempo.

ARGENTINA 1(1) X (0)1 México (Leipzig, 16h, 24/06/2006)

Após a campanha da 1.ª fase, a Argentina se credenciou como uma das principais favoritas; mas o jogo com o México foi fraco. Por sorte Rafa Marques deixou os mexicanos em vantagem logo no início do jogo, mas os argentinos empataram em seguida com Crespo (ou contra do zagueiro, o lance foi competitivo). Daí em diante o jogo se arrastou, sendo que o México foi superior no 1.º tempo e a Argentina no 2.º. Na prorrogação Maxi Rodriguez marcou um golaço e fez prevalecer a lógica. Saviola jogou mal; Heinze não parece ser um zagueiro muito seguro; Scaloni, que jogou no lugar de Burdisso, machucado, é ruim; e os argentinos pegam os alemães nas quartas-de-final.

ARGENTINA: Abbondanzieri; Scaloni, Ayala, Heinze e Sorín; Maxi Rodríguez, Mascherano, Cambiasso (Aimar) e Riquelme; Saviola (Messi) e Crespo (Tevez). Técnico: José Pekerman

MÉXICO: Sánchez; Méndez, Rafa Márquez, Osório e Salcido; Pardo (Torrado), Morales (Zinha), Castro, Guardado (Pineda), Fonseca e Borgetti. Técnico: Ricardo Lavolpe

Arbitragem: Massimo Busacca, auxiliado por Francesco Buragina e Matthias Arnet, trio da Suíça.
Gols: Rafael Márquez (M) aos 6 minutos do primeiro tempo; Crespo (A) aos 10 minutos do primeiro tempo; e Maxi Rodríguez (A) aos 8 minutos do primeiro tempo da prorrogação.
Cartões amarelos: Heinze e Sorín (Argentina); Fonseca, Torrado, Castro e Rafa Márquez (México).

INGLATERRA 1x0 EQUADOR (Stuttgart, 10h, 25/06/2006)

Beckham marcou um belo gol de falta, e a Inglaterra venceu o Equador, que não causou maiores transtornos com seus ataques pouco efetivos.

INGLATERRA: Robinson; Carrick, Ferdinand, Terry e Ashley Cole; Hargreaves, Gerrard (Downing) , Beckham (Lennon) e Lampard; Joe Cole (Carragher) e Rooney. Técnico: Sven-Goran Eriksson

EQUADOR: Mora; De La Cruz, Ivan Hurtado, Espinoza e Reasco; Méndez, Castillo, Edwin Tenório (Lara) e Valencia; Carlos Tenório (Kaviedes) e Agustín Delgado. Técnico: Luiz Fernando Suárez

Árbitro: Frank de Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans (Bélgica) e Walter Vromans (Bélgica)
Cartões amarelos: Terry, Carragher e Robinson (Inglaterra). Valencia, Carlos Tenório e De La Cruz (Equador).
GOL: INGLATERRA: Beckham, aos 15 do segundo tempo.

PORTUGAL 1x0 HOLANDA (Nürmberg, 16h, 25/06/2006)

O melhor e mais disputado jogo até agora. Inexplicavelmente, Van Nistelrooy foi barrado por Van Basten. Logo no início, Cristiano Ronaldo sofreu falta violenta de Van Bommel e foi substituído por Simão Sabrosa. Mas antes de sair, o jovem atacante passou para Pauleta, na entrada da área, que serviu para Maniche marcar o gol da vitória do time de Felipão. A partir daí, muitos cartões amarelos, empurrões, discussões e expulsões. Costinha, amador, foi expulso após dois cartões amarelos bobos. Deco foi outro que pediu para ir mais cedo para o chuveiro (acabou não indo - ficou batendo papo com um holandês que joga no Barcelona). Felipão foi muito mostrado na transmissão e o técnico realmente foi decisivo na campanha de Portugal. Agora os portugueses encaram a Inglaterra na próxima fase.

PORTUGAL: Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Figo (Tiago) e Deco; Cristiano Ronaldo (Simão Sabrosa) e Pauleta (Petit). Técnico: Luiz Felipe Scolari.

HOLANDA: Van der Sar; Boulahrouz, Mathijsen (Van der Vaart) Ooijer e Van Bronckhorst; Cocu (Hesselink), Van Bommel (Heitinga), Sneijder e Van Persie; Kuyt e Robben. Técnico: Marco Van Basten.

Gol: Maniche (P), aos 23 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Maniche, Costinha, Petit, Figo, Deco e Nuno Valente (P); Van Bommel, Boulahrouz, Van Bronckhorst, Sneijder e Van der Vaart (H).
Expulsões: Costinha e Deco (P); Boulahrouz e Van Bronckhorst (H).
Arbitragem: Valentín Ivanov, auxiliado por Nikolay Golubev e Evgueni Volnin (trio da Rússia).

Fórmula 1 – GP do Canadá (9.ª etapa, 25/06/2006, 14h)

No meio da Copa do Mundo (entre os jogos Inglaterra x Equador e Portugal x Holanda, válidos pelas oitavas de final), e no belo horário das 14h, Alonso largou na frente em Montreal. Fisichella queimou a largada, freou, perdeu a 2.ª posição para Raikkonen, mas foi penalizado com um drive through - justamente na corrida em que se disse que Briatore liberou os pilotos da Renault para brigarem pela vitória, o italiano mostrou mais uma vez que afina a voz nas horas decisivas.

As primeiras voltas foram intensas: Montoya passou Schumacher à força, e quando tentava superar Nico Rosberg, o alemão não abriu mão e levou a pior batendo no muro, o que determinou a entrada do carro-madrinha. Rubinho se deu mal e abandonou por problemas no motor.

Numa corrida em que todos os pilotos erraram (muito comuns as rodadas, saídas de pista, e beliscadas no "muro dos campeões"), Raikkonen impressionou pela série de eventos ruinosos que lhe acometeram: (1) no primeiro pit-stop, os mecânicos tiveram problemas para trocar o pneu traseiro direito, e isso o impediu de brigar pela liderança já que estava mais rápido que Alonso; (2) no segundo pit-stop, o motor do finlandês apagou; (3) na última volta, na curva do "grampo", de baixíssima velocidade, Raikkonen pisou na parte suja e perdeu tempo - Schumacher se aproveitou e sem esforço conseguiu a 2.ª colocação.

Massa fez apenas um pit-stop e chegou em 5.º (provavelmente chegaria na mesma posição se tivesse optado por 2 pits). Villeneuve fazia boa corrida em casa, mas, segundo Burti, foi prejudicado por um erro de Ralfinho que jogou sujeira na pista e colaborou decisivamente para a saída de pista do canadense e a batida no muro. O carro-madrinha entrou na pista pela última vez e Klien, mesmo alertado por rádio para partir para cima de Button na relargada, se tremeu e perdeu posições. Coulthard, por sua vez, pressionou e passou Button.

Canadian Grand Prix Results - 25 June 2006 - 70 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT TIRE LAPS TIME/RETIRE
1. Fernando Alonso Spain Renault 70 1h34m37.308
2. Michael Schumacher Germany Ferrari 70 2.111
3. Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 70 8.813
4. Giancarlo Fisichella Italy Renault 70 15.679
5. Felipe Massa Brazil Ferrari 70 25.172
6. Jarno Trulli Italy Toyota 69 1 Lap
7. Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 69 1 Lap
8. David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 69 1 Lap
9. Jenson Button Britain Honda 69 1 Lap
10. Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 69 1 Lap
11. Christian Klien Austria Red Bull-Ferrari 69 1 Lap
12. Mark Webber Australia Williams-Cosworth 69 1 Lap
13. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 68 2 Laps
14. Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 66 4 Laps
15. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 64 6 Laps
R Jacques Villeneuve Canada Sauber-BMW 58 Accident
R Ralf Schumacher Germany Toyota 58 Retired
R Juan Pablo Montoya Colombia McLaren-Mercedes 13 Accident
R Rubens Barrichello Brazil Honda 11 Engine
R Franck Montagny France Super Aguri-Honda 2 Engine
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 1 Accident
R Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 0 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 21 1:15.841

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 84
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 59
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 39
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 37
5. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 28
6. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 26
7. JENSON BUTTON Britain Honda 16
8. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 13
9. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 12
10. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 8
DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Ferrari 8
12. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 7
13. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 6
14. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 4
15. JARNO TRULLI Italy Toyota 3
16. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. RENAULT 121
2. FERRARI 87
3. MCLAREN-MERCEDES 65
4. HONDA 29
5. SAUBER-BMW 19
6. TOYOTA 11
7. WILLIAMS-COSWORTH 10
8. RED BULL-FERRARI 9

sábado, 24 de junho de 2006

Copa do Mundo - Brasil 4x1 Japão (22/06/2006, Dortmund, jogo III, 1.ª fase)

Alemanha, Inglaterra, Portugal, Argentina, Holanda e Itália garantiram vaga para as oitavas-de-final. A única surpresa foi a desclassificação da República Checa em favor de Gana - esta enfrentará o 1.º colocado do grupo do Brasil. Dos até agora classificados, apenas Argentina e Alemanha têm mostrado algum futebol capaz de almejar o título. Mas é sabido, por outro lado, que a Itália tradicionalmente cresce nas fases decisivas. E Portugal conta com o Felipão, que bateu o recorde com o o técnico com mais vitórias seguidas em Copa (10).

Já classificado, Parreira optou, para o jogo com o Japão, por escalar cinco assim chamados reservas, seja para testar jogadores, seja para preservar quem já tinha um cartão amarelo. Assim, promoveu-se a entrada de Cicinho (Cafu), Gilberto (Roberto Carlos), Gilberto Silva (Emerson), Juninho Pernambucano (Zé Roberto), e Robinho (Adriano), sendo que a participação mais esperada era a de Juninho Pernambucano.

O Brasil iniciou bem a partida, trocando passes e concluindo algumas vezes, especialmente com Ronaldo, bastante acionado. Mas foi o Japão quem marcou primeiro, numa falha incrível da defesa brasileira que deixou os japoneses trocarem passes livremente. No final do primeiro tempo, Ronaldinho lança Cicinho pela direita, que cabeceia para o meio da área onde encontra Ronaldo Nazário que, de cabeça, completa para o gol. Foi bom ver o atacante inaugurando a Copa e se aproximando do recorde de Gerd Muller como maior artilheiro de todos os tempos em Copas.

O 2.º tempo foi tranqüilo: Juninho fez um belo gol de fora da área, Gilberto fez um belo gol em jogada individual pela esquerda e Ronaldo fechou a contagem com um chute forte.

Depois dos 30min, Parreira promoveu a estréia de Rogério Ceni e de Ricardinho. Uma pena que o goleiro nem tocou na bola, mas achei importante que o melhor goleiro do Brasil tenha entrado em campo.

O time que deveria prosseguir para enfrentar Gana é este: Dida, Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Emerson (Gilberto Silva), Zé Roberto, Juninho Pernambucano e Kaká; Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo.

Na sexta-feira, Espanha e Ucrânia, França e Suíça confirmaram suas vagas para os enfrentamentos das oitavas-de-final.

BRASIL: Dida (Rogério Ceni); Cicinho, Lúcio, Juan e Gilberto; Gilberto Silva, Juninho Pernambucano, Kaká (Zé Roberto) e Ronaldinho Gaúcho (Ricardinho); Ronaldo e Robinho. Técnico: Carlos Alberto Parreira

JAPÃO: Kawaguchi; Kaji, Nakazawa, Tsuboi e Alex Santos; Ogasawara (Koji Nakata), Inamoto, Nakata e Nakamura; Tamada e Maki (Takahara) (Oguro). Técnico: Zico

Dortmund (Alemanha) - Local: Westfalenstadion, em Dortmund (Alemanha)
Data: 22 de junho de 2006, quinta-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Eric Poulat (França)
Assistentes: Lionel Dagorne e Vincent Texier (ambos da França)
Cartões amarelos: Gilberto (Brasil). Kaji (Japão)
GOLS: BRASIL: Ronaldo, aos 46 do primeiro e aos 35 do segundo. Juninho, aos 8, e Gilberto, aos 13 do segundo tempo.
JAPÃO: Tamada, aos 33 do primeiro tempo


19/06/2006 10h Westfalenstadion – Dortmund G.G - SEG Togo 0x2 Suíça
19/06/2006 13h Estádio de Hamburgo G.H Arábia Saudita 0x4 Ucrânia
19/06/2006 16h Gottlieb-Daimler – Stuttgart G.H Espanha 3x1 Tunísia
20/06/2006 11h Olympiastadion – Berlim - TER G.A Equador 0x3 Alemanha
20/06/2006 11h Niedersachsenstadion – Hanover G.A Costa Rica 1x2 Polônia
20/06/2006 16h Köln – Colônia G.B Suécia 2x2 Inglaterra
20/06/2006 16h Fritz-Walter – Kaiserslautern G.B Paraguai 2x0 Trinidad e Tobago
21/06/2006 11h Arena AufSchalke – Gelsenkirchen G.D - QUA Portugal 2x1 México
21/06/2006 11h Zentralstadion – Leipzig G.D Irã 1x1 Angola
21/06/2006 16h Waldstadion – Frankfurt G.C Holanda 0x0 Argentina
21/06/2006 16h München G.C Costa do Marfim 3x2 Sérvia e Montenegro
22/06/2006 11h Estádio de Hamburgo G.E - QUI República Tcheca 0x2 Itália
22/06/2006 11h Franken-Stadion – Nuremberg G.E Gana 2x1 Estados Unidos
22/06/2006 16h Westfalenstadion – Dortmund G.F Japão 1x4 Brasil
22/06/2006 16h Gottlieb-Daimler – Stuttgart Croácia 2x2 Austrália
23/06/2006 11h Fritz-Walter – Kaiserslautern G.H - SEX Arábia Saudita 0x1 Espanha
23/06/2006 11h Olympiastadion – Berlim G.H Ucrânia 1x0 Tunísia
23/06/2006 16h Köln G.G Togo 0x2 França
23/06/2006 16h Niedersachsenstadion – Hanover G.G Suíça 2x0 Coréia do Sul

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