terça-feira, 24 de agosto de 2010
Ensaio URSO #5 (Complexo Master, 23.08.2010)
Faltando um mês para o show de estreia, reunimo-nos para o ensaio #5, acompanhados pela Sr. Maquenzi, Liege. Desta vez não havia ninguém tocando no estúdio antes de nós, então instalei meu equipamento já na chegada. Utilizei, mais uma vez, o timbre Soldano com Fuzz, só que com resultados variados de médio para ruim pela equalização que fui mudando no decorrer. Sem demora, passamos o set list duas vezes: "Conselhos", "All Black", "Malzbier", "Sem Prejuízo" e "Imigrante". Praticamos a parte do meio quebrada desta última, e as duas execuções dela na íntegra saíram redondas. A instâncias do Brenno, tocamos "Sem Prejuízo" mais uma ou outra vez, de maneira que todas estão praticamente dominadas. Ao final, tocamos "Saí Nadando no Riacho Ipiranga", fizemos uma boa jam com parte do riff "Ferramenta" (para o Brenno assimilar as notas, o que se revelou um belo exercício dada a afinação do baixo, que diferentemente das guitarras não é dropped-C), e ainda rolou uma jam com riffs meus, todos com a 6.ª corda (C) solta. Próximo encontro é na quinta da semana que vem, e adotamos o Master pela facilidade de agendar horários, o que para o Valmor tem especial sabor pelo sempre elogiado timbre da bateria.
sábado, 21 de agosto de 2010
Ensaio URSO #4 (Complexo Master, 19.08.2010)
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| URSO - ensaio #4 (19.08.2010 - Complexo Master) |
domingo, 8 de agosto de 2010
Ensaio The Osmar Band - "Neununddreissig" (05.08.2010)
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| 39.º ensaio The Osmar Band (05.08.2010) |
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ensaio URSO - Parte III (Complexo Master, 29.07.2010)
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| Ensaio #3 - URSO (29.07.2010) |
Ensaio The Osmar Band - "Achtunddreissig" 27.07.2010
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| 38.º ensaio The Osmar Band (27.07.2010) |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Ensaio The Osmar Band - "Siebenunddreissig" 13.07.2010
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| 37.º ensaio The Osmar Band - 13.07.2010 |
sábado, 24 de julho de 2010
Ensaio URSO - Parte II (24.07.2010, Music Box)
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| Ensaio n.º 2 - URSO (24.07.2010) |
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CDs do Kiss - Parte XXXVI - "Gods of Thunder" (1993)
Em termos de bootlegs do Kiss, a época da turnê do "Animalize" é uma das mais frutíferas. Já tive vários em casa (todos foram trocados por outros discos do Kiss nas bocas do disco), e mais recentemente (a partir de meados dos anos 2000) resolvi retê-los, toda vez que tivesse a oportunidade (evidentemente que com os programas de compartilhamento de arquivos essa situação foi amenizada). Já sabia que no acervo da Espaço Vídeo havia alguns bootlegs do Kiss, de maneira que corri rápido pra lá quando soube que eles estavam liquidando à moda "locação sem devolução". Fiz uma resenha mais ou menos nessa época, conforme segue:
Bruce Kulick ingressou efetivamente na banda para a turnê europeia do disco "Animalize", em 1984, ocupando a vaga de Mark St. John (RIP), e é notável como a substituição pouco se fez notar ou sentir, pois a banda parece tão bem ensaiada como se Kulick fosse o guitarrista solo há anos. É exatamente dessa época o bootleg "Gods of Thunder", que traz parte do show de 11.10.1984 em Ipswich, com excelente qualidade de som (soundboard), aparentemente transmitido por rádio FM na oportunidade. Particularmente, entendo que caberia um "Alive III" para registrar essa época, conquanto admita que as músicas estão com andamento bem mais rápido devido à levada forte de Eric Carr. O bootleg em questão é valioso por conter uma das poucas versões ao vivo de "I´ve Had Enough": é a minha favorita de "Animalize" e não entendo a razão pela qual essa música foi abandonada dos set lists, apesar de que "Under the Gun" é muito boa também. As 10 faixas coincidentemente estão bem distribuídas, pois há as antigas ("Detroit Rock City", "Cold Gin" e "Strutter"), as recentes ("Fits Like a Glove", "Heavens on Fire", "Under the Gun", "I´ve Had Enough") e as últimas da fase mascarada ("I Still Love You", "I Love It Loud", "Creatures of the Night").
quarta-feira, 7 de julho de 2010
CDs do Kiss – Parte XXXV - "Live in Japan 88"
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| Kiss "Live in Japan'88" |
O padrão do Kiss nos anos 1980 foi o de lançar um disco com faixas inéditas e promovê-lo com uma turnê caseira (EUA e Canadá) que não ultrapassa meia dúzia de meses. Em 1984 a banda voltou a visitar a Europa, face a boa acolhida do “Animalize” e seu single “Heavens on Fire”. Em 1985 veio o “Asylum”, concomitantemente a oficialização de Bruce Kulick, e um pequeno recesso para o retorno, em 1987, com o “Crazy Nights”. Este contou com a produção de Ron Nevison (guitarras polidas e teclados) e músicas feitas para arena (“Crazy Crazy Nights”, “Turn on the Night”, “Bang Bang You”, “Reason to Live”). Após a turnê tradicional, foi agendada uma turnê em solo japonês, que serviria como retorno após mais de uma década sem shows por lá. Os caras se reuniram para ensaiar um repertório com algumas alterações em comparação com o da turnê do “Crazy Nights” e fizeram shows espetaculares em meados de 1988.
Em 1994 ouvi um bootleg com registro de parte de um destes shows: trata-se do segundo volume do CD duplo “Dr. Love´s House”. O som não era muito bom, mas o repertório, fantástico: com “War Machine”, solo de Eric Carr, etc. Acredito, inclusive, que o solo de bateria de Carr é o melhor que já ouvi, e no youtube existem vídeos com a performance. Lá por 1997/1998 encontrei numa loja de CDs do Praia de Belas, no balaio, um bootleg contendo quase toda a apresentação do Kiss em Tóquio: “Live in Japan'88”.
Diferentemente de tantos outros bootlegs, aqui a qualidade de som é muito boa, direto da mesa de áudio. Além disso, a banda estava muito bem ensaiada e as performances de todos estava em alto nível, de maneira que bem podia ter sido lançado como um “Alive III” (lembrando que não contamos com nenhum “Alive” com Eric Carr, apesar dos tantos anos que ele serviu à banda).
O repertório contou com faixas antigas (“Love Gun”, “Cold Gin”, “Calling Dr. Love”, “Black Diamond”, “Shout It Out Loud”, “Strutter”, “Rock and Roll All Nite” e “Detroit Rock City”) e mais recentes (“Bang Bang You”, “Fits Like A Glove”, “Crazy Crazy Nights”, “No, No, No”, “Reason to Live”, “Heavens on Fire”, “War Machine”, “I Love it Loud”, “Lick It Up”), além de recuperar um clássico: “I Was Made For Lovin You”. A execução das músicas, como padrão da época, era bem acelerado (reparar em “Love Gun” e “Detroit Rock City”), então temos versões únicas e matadoras para “Lick It Up”e “Shout It Out Loud”, destacando-se os vocais de Paul Stanley (o cara estava no auge da fase “cantar tão alto a ponto dos olhos saírem da órbita”).
O tempo todo Paul e Gene Simmons interagem com a plateia, inclusive com frases em japonês (muito aplaudidas essas tentativas de comunicação na língua materna dos anfitriões). Praticamente todas as faixas são anunciadas previamente, e acho marcantes esses momentos: “I think is time for us to call the doctor... not just any doctor... a doctor for this! We need... DR. LOVE!” (introdução para “Calling Dr. Love”), “We´re goin´ to do a song now... this is a ballad... everybody loves a ballad... comes off... “Crazy Nights”... This song is called... ooooh (diz algo em japonês)... this song is called “Reason (pausa curta) to live” (introdução para “Reason to Live”).
Nesse CD não constam “War Machine” e o solo de bateria de Eric Carr, nem “No, No, No” e o solo de guitarra de Bruce Kulick (acompanhado em alguns momentos por Carr, numa referência à introdução de “Hot for Teacher” do Van Halen). Por outro lado, o solo de Gene Simmons (com participação de Carr) antecede “I Love it Loud”, na qual há uma desafinada de Gene na parte em que se exige o canto do público.
Esse bootleg fica muito bom especialmente a partir da metade do set list, quando são executadas as músicas antigas, sendo certo que as versões para “Lick it Up”, “Shout It Out Loud” e “Black Diamond” são grandes momentos da apresentação.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
CDs do Kiss - Parte XXXIV - "Sonic Boom" (2009)
Há pouco menos de 10 anos, Paul Stanley declarou que não seriam mais lançados discos de inéditas do Kiss. O cara estava decepcionado com (a) a baixa receptividade de “Psycho Circus” e (b) o fato de que os fãs sempre querem ouvir as antigas da fase mascarada, (c) a desunião da banda para a composição de novo material, e o recurso a compositores externos. Para Paul, não importaria o quanto fosse boa uma música como “Psycho Circus”, pois os fãs sempre diriam, “essa é ok, mas toca ‘Love Gun’ agora”. Nessas condições, de que adiantaria investir dinheiro e esforços numa tarefa inútil?
Evidentemente que os fãs de Kiss estão acostumados com a máxima “nada é sagrado e perpétuo”. É óbvio que, sob determinadas condições, quaisquer decisões em relação ao Kiss podem ser revistas. Encarei com naturalidade, então, o surgimento das primeiras notícias de que o Kiss havia retornado ao estúdio para gravar um novo disco de inéditas.
Os fatores que viabilizaram esse retorno foram, em apertada síntese, os seguintes: (a) o lançamento de um disco solo de Paul Stanley (“Live to Win”), no qual o cara foi o responsável por todas as decisões, e se sentiu confortável, confiante e, acima de tudo, apto para o desempenho dessa tarefa; isso teve como consequência (b) a imposição de condições para um novo disco do Kiss, como a não intrusão de terceiros (todas as músicas seriam compostas pelos integrantes da banda), e a outorga de plenos poderes a Paul para produzir o disco e tomar todas as decisões a respeito (sem ter que dar importância para palpites alheios, muitas vezes motivados por questões diversas da artística).
Antes, porém, a banda resolveu selecionar um repertório com as mais conhecidas e regravou esse material com a formação atual, só que tentando reproduzir o “espírito” das gravações originais. Aparentemente, a banda poderia capitalizar com essas novas versões empregando-as em comerciais ou coisas do tipo. O resultado foi lançado inicialmente apenas no Japão, mas a banda resolveu incluí-lo no pacote do que viria a ser o CD bônus do “Sonic Boom”.
Quanto ao material efetivamente novo, Paul decidiu que as gravações se fariam como nos velhos tempos, com todos tocando ao vivo, sem manipulações digitais, tentando ser o mais orgânico possível. As contribuições foram de Paul, Gene e Tommy, que assumiu a tarefa de Bruce Kulick na composição de riffs e estruturação das músicas. Foram atribuídas faixas para todos cantarem, o que não acontecia desde “Dynasty” de 1979.
Previamente ao lançamento, foram muitas as manifestações de Gene dando conta de que o novo disco seria um clássico do tipo “Rock and Roll Over”, com 10 faixas diretas e roqueiras, sem baladas e sem viagens, e sem músicas pra encher linquiça (em bom português, as sem as “fillers”). A expectativa era a de satisfazer todos os fãs da época dos anos 1970.
Entretanto, não escapou a ninguém o fato de que, na verdade, o disco não tem tanto de “Rock and Roll Over” (a não ser a arte da capa, que é praticamente igual, visto que foi promovida pelo mesmo desenhista) quanto Gene queria fazer crer. Bem vistas as coisas, é possível identificar riffs e partes que não soariam mal em discos como “Lick It Up” e “Asylum”. Evidentemente que predomina o clima anos 1970, sobretudo se considerarmos que praticamente todas as faixas são baseadas nos mesmos acordes (observada a afinação padrão do Kiss, qual seja, meio tom abaixo): A, G, D, C, E e F.
Indiscutivelmente a melhor faixa é a de abertura, “Modern Day Delilah”. Pode-se dizer que é a única que tem um riff de guitarra, utilizando a 6.ª corda solta. É uma composição típica de Paul, com riff principal, acordes nos versos (como em “I´ve Had Enough”, “Exciter”, “The Oath”), ponte e refrão. Tommy tem a oportunidade de executar um solo de guitarra com a sua assinatura; apesar do cara se valer (com excesso até) dos licks de Ace Frehley, há um lick com uns bends de meio tom, tom e tom e meio que me parecem ser uma marca pessoal.
“Never Enough” tem um refrão com uma parada tipo “Never enough, never enough) que me lembrou muito o refrão de “Slide It In” do Whitesnake. “Stand” tem refrão grandioso, para ser cantado em arenas, e a letra é do tipo ufanista. “Danger Us” é boa (apesar da “sacada genial” do título) e “Say Yeah” não me parece tão boa para ser a segunda faixa eleita para ser executada nos shows.
Sabe-se que Gene coleciona títulos de possíveis músicas e se vale de anotações pessoais para eleger algumas que renderiam uma letra e uma música. Assim, sabemos que “Russian Roulette” é um título candidato a virar música desde 1978, pelo menos. Finalmente ganhou vida em “Sonic Boom”, com uma letra sem novidades para o padrão de Gene. O início engana, mas quando entra o riff dos versos percebemos que estamos no familiar terreno dos acordes A, D e G. Outra desse tipo é “Nobody´s Perfect” que virou “Yes I Know (Nobody´s Perfect)”, ficando claro que Gene juntou na mesma música dois refrões: o primeiro é “Nobody´s Perfect” e o outro é “Yes I Know”, que encerra a música. “Hot and Cold” tem direito a cow bell e um refrão legal que Gene sabe fazer bem (interação entre vocal principal e vocais de apoio). Tentando dar mais peso é “I´m An Animal”.
Paul compôs a faixa que foi atribuída a Eric Singer. Sabe-se que o baterista é um cantor competente, apesar da voz não muito forte, e o cara mandou bem em “All For the Glory”. O mesmo se pode dizer de Tommy Thayer, que se saiu excelente em “When Lightning Strikes” (tem uma parte que acho que deve ser difícil de cantar, no verso “I´m alive (...)”, pois o tom sobe e exige um pouco mais de voz). Porém, Tommy copia uns licks de Ace (“Parasite”) e o solo fica com cara de “já ouvi isso em outro lugar e com mais propriedade”.
Junto com o CD veio um disco bônus, conforme já antecipei, com regravações de algumas das principais músicas da banda. Poderia se dizer que corresponde a um set list. Em qualquer caso, essas versões novas não superam as originais, sobretudo nos casos de “Forever” e “I Love It Loud”.
Um 3.º disco compõe, ainda, o pacote: trata-se de um DVD contendo 6 músicas gravadas na Argentina, em 05.04.2009 (no festival Quilmes Rock).
Esse álbum não foi lançado no Brasil, e nos EUA parece que é vendido com exclusividade em uma cadeia nacional de lojas. Se lá o preço é mais barato que um CD simples, aqui foi vendido com preço de disco duplo importado. Só encontrei na Cultura (não pesquisei nas lojas do Centro).
Evidentemente que os fãs de Kiss estão acostumados com a máxima “nada é sagrado e perpétuo”. É óbvio que, sob determinadas condições, quaisquer decisões em relação ao Kiss podem ser revistas. Encarei com naturalidade, então, o surgimento das primeiras notícias de que o Kiss havia retornado ao estúdio para gravar um novo disco de inéditas.
Os fatores que viabilizaram esse retorno foram, em apertada síntese, os seguintes: (a) o lançamento de um disco solo de Paul Stanley (“Live to Win”), no qual o cara foi o responsável por todas as decisões, e se sentiu confortável, confiante e, acima de tudo, apto para o desempenho dessa tarefa; isso teve como consequência (b) a imposição de condições para um novo disco do Kiss, como a não intrusão de terceiros (todas as músicas seriam compostas pelos integrantes da banda), e a outorga de plenos poderes a Paul para produzir o disco e tomar todas as decisões a respeito (sem ter que dar importância para palpites alheios, muitas vezes motivados por questões diversas da artística).
Antes, porém, a banda resolveu selecionar um repertório com as mais conhecidas e regravou esse material com a formação atual, só que tentando reproduzir o “espírito” das gravações originais. Aparentemente, a banda poderia capitalizar com essas novas versões empregando-as em comerciais ou coisas do tipo. O resultado foi lançado inicialmente apenas no Japão, mas a banda resolveu incluí-lo no pacote do que viria a ser o CD bônus do “Sonic Boom”.
Quanto ao material efetivamente novo, Paul decidiu que as gravações se fariam como nos velhos tempos, com todos tocando ao vivo, sem manipulações digitais, tentando ser o mais orgânico possível. As contribuições foram de Paul, Gene e Tommy, que assumiu a tarefa de Bruce Kulick na composição de riffs e estruturação das músicas. Foram atribuídas faixas para todos cantarem, o que não acontecia desde “Dynasty” de 1979.
Previamente ao lançamento, foram muitas as manifestações de Gene dando conta de que o novo disco seria um clássico do tipo “Rock and Roll Over”, com 10 faixas diretas e roqueiras, sem baladas e sem viagens, e sem músicas pra encher linquiça (em bom português, as sem as “fillers”). A expectativa era a de satisfazer todos os fãs da época dos anos 1970.
Entretanto, não escapou a ninguém o fato de que, na verdade, o disco não tem tanto de “Rock and Roll Over” (a não ser a arte da capa, que é praticamente igual, visto que foi promovida pelo mesmo desenhista) quanto Gene queria fazer crer. Bem vistas as coisas, é possível identificar riffs e partes que não soariam mal em discos como “Lick It Up” e “Asylum”. Evidentemente que predomina o clima anos 1970, sobretudo se considerarmos que praticamente todas as faixas são baseadas nos mesmos acordes (observada a afinação padrão do Kiss, qual seja, meio tom abaixo): A, G, D, C, E e F.
Indiscutivelmente a melhor faixa é a de abertura, “Modern Day Delilah”. Pode-se dizer que é a única que tem um riff de guitarra, utilizando a 6.ª corda solta. É uma composição típica de Paul, com riff principal, acordes nos versos (como em “I´ve Had Enough”, “Exciter”, “The Oath”), ponte e refrão. Tommy tem a oportunidade de executar um solo de guitarra com a sua assinatura; apesar do cara se valer (com excesso até) dos licks de Ace Frehley, há um lick com uns bends de meio tom, tom e tom e meio que me parecem ser uma marca pessoal.
“Never Enough” tem um refrão com uma parada tipo “Never enough, never enough) que me lembrou muito o refrão de “Slide It In” do Whitesnake. “Stand” tem refrão grandioso, para ser cantado em arenas, e a letra é do tipo ufanista. “Danger Us” é boa (apesar da “sacada genial” do título) e “Say Yeah” não me parece tão boa para ser a segunda faixa eleita para ser executada nos shows.
Sabe-se que Gene coleciona títulos de possíveis músicas e se vale de anotações pessoais para eleger algumas que renderiam uma letra e uma música. Assim, sabemos que “Russian Roulette” é um título candidato a virar música desde 1978, pelo menos. Finalmente ganhou vida em “Sonic Boom”, com uma letra sem novidades para o padrão de Gene. O início engana, mas quando entra o riff dos versos percebemos que estamos no familiar terreno dos acordes A, D e G. Outra desse tipo é “Nobody´s Perfect” que virou “Yes I Know (Nobody´s Perfect)”, ficando claro que Gene juntou na mesma música dois refrões: o primeiro é “Nobody´s Perfect” e o outro é “Yes I Know”, que encerra a música. “Hot and Cold” tem direito a cow bell e um refrão legal que Gene sabe fazer bem (interação entre vocal principal e vocais de apoio). Tentando dar mais peso é “I´m An Animal”.
Paul compôs a faixa que foi atribuída a Eric Singer. Sabe-se que o baterista é um cantor competente, apesar da voz não muito forte, e o cara mandou bem em “All For the Glory”. O mesmo se pode dizer de Tommy Thayer, que se saiu excelente em “When Lightning Strikes” (tem uma parte que acho que deve ser difícil de cantar, no verso “I´m alive (...)”, pois o tom sobe e exige um pouco mais de voz). Porém, Tommy copia uns licks de Ace (“Parasite”) e o solo fica com cara de “já ouvi isso em outro lugar e com mais propriedade”.
Junto com o CD veio um disco bônus, conforme já antecipei, com regravações de algumas das principais músicas da banda. Poderia se dizer que corresponde a um set list. Em qualquer caso, essas versões novas não superam as originais, sobretudo nos casos de “Forever” e “I Love It Loud”.
Um 3.º disco compõe, ainda, o pacote: trata-se de um DVD contendo 6 músicas gravadas na Argentina, em 05.04.2009 (no festival Quilmes Rock).
Esse álbum não foi lançado no Brasil, e nos EUA parece que é vendido com exclusividade em uma cadeia nacional de lojas. Se lá o preço é mais barato que um CD simples, aqui foi vendido com preço de disco duplo importado. Só encontrei na Cultura (não pesquisei nas lojas do Centro).
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