sexta-feira, 12 de outubro de 2012

URSO - Ensaio # 57 (10.10.2012, Music Box)

Tive duas semanas competitivas no final de setembro e início de outubro, e as agendas apertadas nos afastaram nesse período. Saudades de URSO. Encontramo-nos na iminência de dois shows no mesmo fim-de-semana. Em 19.10.2012, sexta-feira, tocaremos no Dhomba abrindo para o Tributo ao Kyuss, e em 21.10.2012, domingo, tocaremos no Opinião, na lendária Noite Senhor F. Para o ensaio levei a Fender All Black, com a qual tocarei nos shows, e o afinador, CAE wah, Colossus, Mudhoney II (não utilizado), Flanger, Delay, Hardwire Valve Distortion. Utilizei o Marshall Valvestate com o overdrive 1, ganho, médio, baixo no 5 ou 6 e agudo no 6 ou 7. O Valmor elaborou dois set lists, e tocamos em sequência. O primeiro, do show no Dhomba, toquei com o Colossus (tirei um pouco do ganho e do volume, mas ainda rolou uns apitos) agregado à distorção do ampli. Ficou muito legal em "Conselhos", "Vem te rindo", "Eu não morri" e "Bussaco". O segundo, do show no Opinião, utilizei o Valve Distortion com a distorção ampli. O timbre ficou mais agudo, mas a distorção é aberta e muito legal (sem apitos). Difícil decidir entre os dois. Uma jam rendeu música nova: "O sentimento não se termina".

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

URSO - Ensaio # 56 (19.09.2012, Music Box)

Os horários não encaixaram semana passada (na qual teve aniversário do Brenno), então deixamos o ensaio # 56 para a véspera do feriado farroupilha, e para o dia do aniversário do Andrio (e do Lauro Quadros), um dia depois dos 42 anos da ida de Hendrix para "Valleys of Neptune". As novidades recaíram sobre o Valve Distortion da Digitech Hardwire, e o afinador da mesma companhia. Levei a All Black e pluguei no Fender Deluxe Reverb 112 da sala sinistra. O Andrio optou pelo Marshall Valvestate e se valeu de uma EQ radical: no decorrer do ensaio ele deixou grave e médio no 0 e agudo no 10. Eu deixei grave no 3, médio no 7 e agudo no 10. Utilizei bastante o Colossus no início, agregando por vezes o Mudhoney II. Mas foi a partir de "O Homem do Bussaco" que encontrei um bom casamento com o Valve Distortion e o Colossus (rolou uns feedbacks legais no riff principal). Mais além dei uma refinada nos botões do Colossus (menos ganho, menos médio), e no final, na repetição das primeiras músicas, me vali como distorção principal, e to achando que vai prevalecer isso mesmo, o Valve Distortion com o Colossus (este é ótimo para solos, se eu solasse).

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

URSO - Ensaio # 55 (03.09.2012, Music Box)

Concentrados, tocamos todas as músicas que vimos ensaiando nesse 55.º encontro. Levei a Gold Top, no Marshall Valvestate, e testando nessa configuração o Colossus (depois do octave) e o Mudhoney II (que ficou depois do delay). Utilizei o Colossus praticamente o tempo todo e achei que o timbre não ficou tão legal quanto da vez anterior com a Fender All Black.

Shows XXXVIII - Quarto Sensorial (Centro Cultural MEME, 01.09.2012)

Show de rock bom é o do Quarto Sensorial: cedo, pontual e muito afudê. Perdemos a oportunidade de vê-los numa noite fria e chuvosa de inverno no Paraphernalia; as coisas estavam mais favoráveis agora para o show no Centro Cultural MEME, que vem a ser na Cidade Baixa, tri fácil de acessar. Encontrei o Valmor pouco antes do show, e na hora do show fomos encaminhados para o palco. Combinamos que eu levaria o H4n para registrar o áudio, e fiquei segurando o equipamento o tempo todo para evitar os barulhos do chão ou de algo em que o gravador ficasse apoiado (os microfones são sensíveis e captam tudo). Os caras do Quarto Sensorial mandaram um set list diferente do outro show que eu tinha visto (no Insano, em 2011). Carlos, Martin e Bruno começaram com uma nova, e depois partiram para outras já conhecidas. Todas as músicas têm momentos marcantes, e foi providencial gravar o show (o Valmor dividiu o mp3 e nomeou as faixas). Favoritas são "Baile no Manicômio" (segundo os caras, foi a primeira música composta no primeiro ensaio - espécie de "Os Conselhos que Vos Deixo" da URSO), "Bruce Lee's Flying Kick", "Voo Livre Pt 1 e 2" e "Samba Cafeinado". A última música foi outra apresentada como nova (da semana passada ou anterior) e foi muito boa: "Inverno na Praia". Reparei que o Carlos utiliza o mesmo ampli que eu (o Fender Frontman 212r), com EQ favorecendo bastante agudos e médios (baixo reduzido), no canal limpo (o que é só para os caras valentes), e um belo arsenal de pedais (Boss distortion, EHX Pulsar, Boss Delay, um wah, dentre outros). Em uma hora de boa música já estávamos nos encaminhando. Bela noite.

domingo, 2 de setembro de 2012

URSO - Ensaio # 54 (30.08.2012, Music Box)

De volta ao horário habitual, deu tempo para a chegada dos novos reforços para o timbre: T-Rex Mudhoney II Dual Distortion e o Mojo Hand Colossus fuzz. O Valmor logo se identificou com o Mudhoney II, mas eu queria mesmo era ouvir o Colossus. Levei a confiável Fender All Black (Andrio com a lendária Squier Strato branca), pluguei no Marshall Valvestate do estúdio, fizemos uma jam com um riff da hora, e partimos para "Vem te rindo". Reparei que o Colossus tem um som mais fechado - afinal, é fuzz - mas tem definição; já o Mudhoney tem peso e altura, mas não é tão heavy, mesmo no ajuste mais extremo. Os dois pedais deixei com o volume quase no máximo, e o Colossus encontrei um bom ajuste com médio 14h, ganho 16h, tom 15h; já o Mudhoney deixei o canal um com o boost ativado, tom 15 a 16h, ganho 17h, o outro canal ficou como sendo o limpo, apesar do ganho no máximo e o tom neutro, e fez toda a diferença a chave do boost (deixei no normal). Nessas condições, comecei a identificar para qual função cada um serviria, e desde logo queria utilizar o Colossus para "O Homem do Bussaco" e "Eu não morri" (pra "A Morte, o Bem e o Malzbier Livre" também, mas essa não deu pra tocar nesse ensaio). O fundamental, por ora, é que dá pra ligar o Colossus e o Mudhoney II no canal "limpo", e o aumento de volume é considerável, coisa que o Andrio sempre conseguiu com a lendária latinha, e que sempre quis alcançar. Serve para os momentos críticos de músicas como "All Black" e até "Os conselhos que vos deixo". O ensaio contou com as melhores versões para algumas músicas, dentre elas "Bussaco", "Eu não morri" e sobretudo "Almoço no Filhote" (repetida ao final a pedido do Brenno).





quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Shows XXXVII - Dream Theater Pepsi on Stage, 24.08.2012)

Há dois anos o Dream Theater se apresentou em Porto Alegre na mesma data da apresentação do Guns'n'Roses. Naquela oportunidade os caras estavam divulgando o "Black Clouds and Silver Linigs" e o baterista era o fundador Mike Portnoy. Depois do fim dessa turnê, a banda se afastou dos palcos, e está bem documentada a saída do baterista e o ingresso do Mike Mangini após uma audição tipo concurso entre bateristas. Com Mangini a banda gravou "A Dramatic Turn of Events", que se não é um disco espetacular, é um disco defensável. Porto Alegre foi novamente incluída na rota da turnê dos caras e antes de comprar o ingresso estava com uma sensação de ir ao show por dever de ofício, sobretudo pelo set list que os caras começaram a tocar na turnê europeia e depois na americana (sem músicas com letras do Portnoy). Mas rever Dream Theater e Mike Mangini (já tinha visto o cara acompanhando o Steve Vai no show no Salão de Atos da UFRGS em 1997).

Esse show foi o melhor de todos os que eu já assisti em termos de acesso e acomodação. Estava marcado para 21h30min, e sai de casa pouco depois das 20h. Peguei o estacionamento do lado de lá do Pepsi on Stage (onde geralmente fico - mas mudou, estava menor, quase perdi a vaga, vantagem, porém, na saída mais rápida), e fui para o final da enorme fila. Diferentemente dos últimos shows que acompanhei, neste a fila andou muito rápido e não deu 5min e já estava no Pepsi on Stage. Em seguida encontrei o Vinícius Moller, que estava particularmente (e justificadamente) orgulhoso de ter gravado as bases de teclados para a atração de abertura; não demorou para o guitarrista e o baixista da Scelerata subirem ao palco, e aí me despedi do Vinícius e fui me acomodar para ver o show. Achei um belo lugar centralizado do qual não sai mais até o último "thank you, good night" da atração principal. Os caras da Scelerata desempenharam alguns sons instrumentais e depois executaram um medley de clássicos do rock (Queen, Pink Floyd, Kansas, etc).

O Dream Theater subiu ao palco quase pontualmente. A abertura teve um som legal, com um vídeo com caricaturas dos cinco integrantes. Calhou com a primeira música, "Bridges in the Sky", das melhores do disco novo e que teve refrão cantado pela galera. A minha expectativa é de que seguissem com "6:00" e "The Dark Eternal Night" (duas das minhas favoritas do DT), mas emendaram "These Walls", que conquanto não seja uma música ruim, indicava que o set list era o alternativo. Assim, rolou a dispensável (para esse show) "Build Me Up, Break Me Down", para enfim tocarem "Caught in a Web".

Dediquei-me a filmar as músicas favoritas e a fotografar a banda nas demais. Com "This is the Life" reparei que o set list foi encomendado de maneira a incorporar umas músicas mais sossegadas entre uma e outra porrada. Achei apropriado, sobretudo se o set tem mais de duas horas. A debulhação absurda (e meio cacete) de "Lost Not Forgotten" foi executada sem reparos, e é realmente impressionante o efeito visual do Petrucci e do Myung (e o Ruddes e o Mangini) tocarem essa introdução com com muitas notas em uníssono. A banda tem a reputação de fazer longos aquecimentos preparatórios ao show, e não por acaso os músicos são capazes de reproduzir qualquer música do repertório sem erros. Achei que James Labrie está mandando muito bem, e é válido que os caras registrem logo shows para registro em CD/DVD/BRD ao vivo (foram gravados os dois shows no Luna Park em Buenos Aires, poucos dias antes desse show no Pepsi).

Há muito que acho dispensável solo de bateria, mas no caso do Mangini sabia que não seria tempo desperdiçado. O novato estava satisfeito, tranquilo e a vontade, tanto quanto a banda com relação a ele. Mangini não levanta da bateria em nenhum momento, nem fica chamando a galera com os braços. Ele só toca e faz caretas. E toca muito. Grande momento, particularmente falando, foi quando tocaram "A Fortune in Lies", que fica excepcional ao vivo. A banda parecia relaxada. Tanto que deram espaço para "Wait for Sleep" (apenas com Ruddes e Labrie no palco, ficou bem legal). Mais uma das lentas - "Far from Heaven".

Outra do disco novo, e mais uma boa "Outcry". Os efeitos visuais e luzes no palco começaram a se destacar. Solo de Ruddes ao piano, e veio "Surrounded". O single do disco novo "On the Backs of Angels", e então uma grande surpresa que foi a de curtir pra valer duas partes do "Six Degrees of Inner Turbulence"; não curtia muito essa grande faixa do disco homônimo de 2002, mas o fato é que "War Inside My Head" e "The Test That Stumped Them All" ficaram muito legais, sobretudo essa última, e em especial nas partes em que a batera vai "crescendo" (primeiro só na caixa, depois a cada passagem vai agregando complexidade).

Solo de Petrucci e a banda executou uma das favoritas da galera, e que decididamente não é uma das que eu curto; todos cantaram "The Spirit Carries On". Finalizaram o set regular com "Breaking All Illusions". Sabia que os caras voltariam para a saideira, e esperava "Metropolis Pt. 1", pois na outra vez que tiveram em Porto Alegre eles tocaram "Pull Me Under". Sem Portnoy para lembrar esse pormenor, a banda tocou mesmo "Pull Me Under", o que não foi nada mal e me proporcionou cantar a plenos pulmões, na medida do possível, e no maior arreto, o refrão: "Puuuuuull me under, puuuull me under, puull me under I'm not afraid".

Dream Theater, Pepsi on Stage, deu tudo certo e foi massa. Diz-se que Slayer e Mastodon estão para vir no mesmo local. Aí...

sábado, 25 de agosto de 2012

URSO - Ensaio # 53 (21.08.2012, Music Box)

Semana competitiva e tive que pedir um horário inusitado para o ensaio dessa semana. Ocupamos a sala alternativa, e achei que seria uma boa quando vi os amplis Fender. Deixei o Blues JR para o Andrio e fui no Deluxe 112 plus. Aí que entendi o que significa um ampli ter ou não "headroom". No caso, esse ampli não tem, o som não preencheu a sala (tanto quanto os amplis da outra sala, os stacks), apesar de alto (no volume 3!). Usei a distorção do ampli (como venho usando nos shows a do Frontman 212r), e o Jackhammer como boost. O ampli que ficou com o Andrio não estava bom, e o som dele não ficou com a costumeira clareza e altura. Enfim, ficamos na sala bizarra, então várias coisas diferentes aconteceram.

domingo, 19 de agosto de 2012

URSO - Ensaio # 52 (17.08.2012, Music Box)

Fim de férias e aproveitei mais um ensaio para experimentos com timbre. Levei a Gold Top, e no início me vali da distorção do JCM900 com o Fuzz e o Jackhammer. A partir de "O Homem do Bussaco" deixei no canal limpo e utilizei o Turbo Pro Co que o Andrio tinha (é do Theo). Nessa última configuração o timbre ficou bem marcante (alto, claro, ardido) e deu pra ouvir todas as notas, o que é meio perturbador sobretudo nos erros. Notei que o flanger, depois do pedal, e o ampli no canal limpo, ficou mais forte, e percebi isso em trechos de "Tia Julia" (na qual pela primeira vez toquei sem distorção na parte propriamente limpa). Iniciamos o ensaio com o riff de "Bombtrack" do Rage Against the Machine. Tocamos "Vem te rindo", "Sai nadando no Riacho Ipiranga", "Partiu (a Ponte)", "Sem Prejuízo" (com dub), "Eu não morri", "Bussaco", "Buffet Aquilo", "A Morte, o Bem e o Malzbier Livre", "Tia Julia e o Escrevinhador", "Os Conselhos que Vos Deixo", "Almoço no Filhote" (bad delay), "All Black", "Imigrante" (com desastre). Finalizamos com uma jam dinâmica, iniciada pelo Valmor com Brenno num padrão de uma nota na caixa e no baixo, que depois seguiu com uma bela levada; no final ficou "meio Rush, meio Led, meio jogo do Osso", conforme o Valmor, então "Jogo do Osso".

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

URSO - Ensaio # 51 (09.08.2012, Music Box)

Seguindo os experimentos com timbres, levei a Gold Top e pluguei no Marshall JCM900 com EQ flat. Tive que dar pouco mais de gás no bass do Jackhammer, e o timbre ficou puxando mais pro agudo, mas bastante claro e presente (na gravação ficou melhor do que na hora do ensaio). O Andrio passou um aperto com o Golzinho, então em trio fizemos uma jam com pegada Tool que chamamos de "Aperto na Borges". Em seguida rolou uma jam meio Cantrell ("AIC na Borges"). Para praticar, tocamos "Vem te rindo", o trecho novo dub de "Sem Prejuízo", e "Bussaco". Desencanei do Muff Overdrive e passei a utilizar o Jackhammer e eventualmente o Ibanez Fuzz. Com o Andrio fomos de "Sem Prejuízo" (com a parte dub), "Partiu (a Ponte)", "Sai Nadando no Riacho Ipiranga", "Buffet Aquilo" e jam, "Os Conselhos que Vos Deixo" (na qual o Andrio tocou o tema do Bruce Lee nos versos), "Almoço no Filhote" (delay acelerado), "O Homem do Bussaco" (e jam Bussaquinho), e finalizando com "Tia Julia e o Escrivinhador" e jam.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

URSO - Ensaio # 50 (02.08.2012, Music Box)

Da minha parte, o ensaio #50 foi dedicado a experimentos com timbres. Levei a BFG, e deixei em casa apenas o Muff Overdrive. Nas primeiras músicas (uma jam D-F-G), "Vem te Rindo", "Sai Nadando no Riacho Ipiranga" e "Partiu (a Ponte)" utilizei o Jackhammer, e notei que o melhor ajuste é tirar o ganho (9h), tirar o grave (9h ou menos), um pouco de gás no agudo (1h ou 2h), e deixar os botões de countour e tal no flat (12h). Esse pedal não apita e deu gás na distorção do ampli (Marshall Valvestate). Na sequência, mudei para o booster, e com ele tocamos "Sem Prejuízo" (com dub na parte do meu tema), "A Morte, o Bem e o Malzbier Livre", "Os Conselhos que Vos Deixo" (aqui a sacada foi ficar só com a distorção do ampli nos versos, e botar o booster apenas no refrão e no solo), e "All Black". Finalmente, experimentei o que sairia com o Fuzz da Ibanez; é um pedal que apita muito, então tem que botar o volume baixo, e não pilhar muito a distorção. No decorrer percebi que o tone também deveria ser mais agudo. Com ele mandei a introdução de "Eu não morri", e depois "O Homem do Bussaco" (que ficou uma cavalice, sobretudo com o oitavador), e a partir daí sabíamos que estávamos em forma pois tudo estava soando muito bem. Aumentei o volume do ampli durante "Almoço no Filhote", e depois "Tia Julia e o Escrivinhador", "Buffet Aquilo" (uma das melhores versões) e final de show com "Imigrante". Mais testes para as próximas vezes (PODxt no preamp, JCM900 com os pedais, etc, além de trasmissões, inclusive utilizando o H4n no micro).

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