O GP da Austrália foi sensacional. O final do treino classificatório, no qual Button fez o melhor tempo, foi marcado pela narração de Galvão Bueno da acoplagem da Soyuz com o cap. Marcos Pontes, o "astronauta brasileiro".
No final da volta de apresentação, Montoya roda e alinha em último. Faltando poucos segundos para a largada, Fisichella levanta os braços e os pilotos são obrigados a fazer nova volta de apresentação. Na largada, Button mantém a ponta, mas em seguida é ultrapassado por Alonso; Montoya e Raikkonen fazem um duelo sensacional - a primeira volta teve aquela sensação de que a qualquer momento poderia haver algum acidente com os líderes ou no meio do pelotão. Pois Massa proporcinou a entrada do carro-madrinha, a fim de retirar seu carro que ficou pelo caminho após ser prensado por uma Red Bull e uma Toro Rosso.
Rubinho que já havia decepcionado na classificação (alinhou em 16.º ou 17.º), prejudicado que foi por Ide na sua volta lançada, no final da primeira parte do treino, passou quase metade da corrida atrás da outra Super Aguri, de Sato. Mesmo assim, o brasileiro chegou em 7.º e marcou seus 2 primeiros pontos na temporada, beneficiado que foi pela quebra do motor do seu companheiro de equipe.
Schumacher beliscou a grama várias vezes na tentativa de andar rápido; até que saiu da pista e bateu no muro na curva que dá para a reta dos boxes.
Raikkonen não ameaçou Alonso, que ganhou novamente e desponta na liderança do campeonato. Ralfinho fez uma bela corrida e dessa vez foi premiado com o pódio.
O Momento Lucky Strike do fim-de-semana foi uma volta do Ide no treino classificatório na qual rodou quatro vezes.
Australian Grand Prix Results - 2 April 2006 - 57 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT TIRE LAPS TIME/RETIRE
1. Fernando Alonso Spain Renault 57 1h34m27.870
2. Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 57 1.829
3. Ralf Schumacher Germany Toyota 57 24.824
4. Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 57 31.032
5. Giancarlo Fisichella Italy Renault 57 38.421
6. Jacques Villeneuve Canada Sauber-BMW 57 49.554
7. Rubens Barrichello Brazil Honda 57 51.904
8. David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 57 53.983
9. Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 57 1m18.817*
10. Jenson Button Britain Honda 56 1 Lap, Engine
11. Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 56 1 Lap
12. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 55 2 Laps
13 Yuji Ide Japan Super Aguri-Honda 54 3 Laps
R Juan Pablo Montoya Colombia McLaren-Mercedes 46 Electronics
R Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 39 Mechanical
R Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 37 Accident
R Michael Schumacher Germany Ferrari 32 Accident
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 23 Mechanical
R Christian Klien Austria Red Bull-Ferrari 4 Accident
R Jarno Trulli Italy Toyota 0 Suspension
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 0 Damage
R Felipe Massa Brazil Ferrari 0 Accident
* Scott Speed penalized 25 seconds after the race for passing Coulthard under yellow.
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 57 1:26.045
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 28
2. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 14
KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 14
4. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 11
JENSON BUTTON Britain Honda 11
6. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 9
7. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 7
8. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 5
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 5
10. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 4
11. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 3
12. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 2
RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 2
14. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Ferrari 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. RENAULT 42
2. MCLAREN-MERCEDES 23
3. FERRARI 15
4. HONDA 13
5. SAUBER-BMW 10
6. TOYOTA 7
7. WILLIAMS-COSWORTH 5
8. RED BULL-FERRARI 2
domingo, 9 de abril de 2006
terça-feira, 21 de março de 2006
Fórmula 1 – GP da Malásia (2.ª etapa, 19/03/2006, 4h)
Após perder a oportunidade no GP do Barein, desta feita eu acompanhei pela primeira vez um dos treinos livres, às 0h de quinta para sexta-feira. Ao contrário do que poderia parecer, é produtivo assistir aos treinos livres, notadamente pela chance de acompanhar os pilotos de testes (Wurz e Davidson num duelo interessante; Kubica, Mondini e outros), e ver alguns pilotos titulares "descontraindo" (como Schumacher se encondendo da câmera atrás de um mecânico).
O treino que definiu o grid foi às 3h de sexta para sábado. Fisichella surpreendeu e marcou a melhor volta, seguido de Button, o fenomenal Rosberg, Webber, Montoya, Raikkonen e Alonso. A dupla de brasileiros ficou para o fim do grid: Massa trocou duas vezes de motor no fim-de-semana, andou quase o equivalente a um GP nos treinos livres, e largou em penúltimo; Rubinho se posicionou uma posição à frente, também devido a uma troca e motor. Ralfinho é quem fechou o grid.
As previsões de chuva não se confirmaram. Fisichella largou bem e se manteve na ponta, seguido de Button e de Alonso que passou todo mundo por fora. Não demorou e ainda na 1.ª volta, Raikkonen abandonou devido a um toque de Klien que quebrou sua suspensão traseira. Rosberg, algumas voltas depois, também se retirou devido à quebra inesperada do motor Cosworth.
Os brasileiros confiaram em estratégia idêntica: apenas uma parada no meio da corrida. Massa se deu bem; conseguiu que Schumacher voltasse atrás de si, e não foi obrigado a dar passagem ao alemão (nas últimas 15 voltas, a TV mostrou mais a dupla da Ferrari do que o italiano da Renault, na expectativa de flagrante da troca de posições orquestrada dos boxes; Jean Todt também apareceu bastante nesse momento, e o Galvão insistiu em dizer que os 2 instrumentos na sua mão, com os primeiros nomes dos pilotos, eram cronômetros - foi o Gilberto quem elucidou, com propriedade, que na verdade, se tratava apenas dos dispositivos que acionavam os rádios ora de Felipe, ora de Michael).
Rubinho, por sua vez, foi penalizado com um stop-and-go de 10s por ter excedido o limite de velocidade no seu pit, o que acabou por arruinar a sua performance.
A corrida contou com várias ultrapassagens nas posições intermediárias. Além disso, restou totalmente superada aquela época de predomínio de apenas uma equipe, quando os seus dois pilotos davam uma volta em cima do terceiro colocado.
Ao final, Fisichella e Alonso fizeram a primeira dobradinha, desde o ano passado. Fica para a próxima corrida, na Austrália (o horário da transmissão é o melhor), saber até quando dura a sorte de Fisichella e a má-sorte de Raikkonen, Rubinho, Honda e McLaren.
Malaysian Grand Prix Results - 19 March 2006 - 56 Laps
1. Giancarlo Fisichella Italy Renault 56 1h30m40.529
2. Fernando Alonso Spain Renault 56 4.585
3. Jenson Button Britain Honda 56 9.631
4. Juan Pablo Montoya Colombia McLaren-Mercedes 56 39.351
5. Felipe Massa Brazil Ferrari 56 43.254
6. Michael Schumacher Germany Ferrari 56 43.854
7. Jacques Villeneuve Canada Sauber-BMW 56 1m20.461
8. Ralf Schumacher Germany Toyota 56 1m21.288
9. Jarno Trulli Italy Toyota 55 1 Lap
10. Rubens Barrichello Brazil Honda 55 1 Lap
11. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 54 2 Laps
12. Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 54 2 Laps
13. Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 54 2 Laps
14. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 53 3 Laps
R Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 48 Engine
R Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 41 Clutch
R Yuji Ide Japan Super Aguri-Honda 33 Mechanical
R Christian Klien Austria Red Bull-Ferrari 26 Hydraulics
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 15 Hydraulics
R David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 11 Hydraulics
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 6 Engine
R Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 0 Accident
FASTEST LAP: Fernando Alonso Spain Renault 45 1:34.803
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 18
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 11
JENSON BUTTON Britain Honda 11
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 10
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 9
6. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 6
7. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 4
8. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 3
9. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 2
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 2
11. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
RALF SCHUMACHER Germany Toyota 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. RENAULT 28
2. MCLAREN-MERCEDES 15
FERRARI 15
4. HONDA 11
5. WILLIAMS-COSWORTH 5
6. SAUBER-BMW 2
7. RED BULL-FERRARI 1
TOYOTA 1
O treino que definiu o grid foi às 3h de sexta para sábado. Fisichella surpreendeu e marcou a melhor volta, seguido de Button, o fenomenal Rosberg, Webber, Montoya, Raikkonen e Alonso. A dupla de brasileiros ficou para o fim do grid: Massa trocou duas vezes de motor no fim-de-semana, andou quase o equivalente a um GP nos treinos livres, e largou em penúltimo; Rubinho se posicionou uma posição à frente, também devido a uma troca e motor. Ralfinho é quem fechou o grid.
As previsões de chuva não se confirmaram. Fisichella largou bem e se manteve na ponta, seguido de Button e de Alonso que passou todo mundo por fora. Não demorou e ainda na 1.ª volta, Raikkonen abandonou devido a um toque de Klien que quebrou sua suspensão traseira. Rosberg, algumas voltas depois, também se retirou devido à quebra inesperada do motor Cosworth.
Os brasileiros confiaram em estratégia idêntica: apenas uma parada no meio da corrida. Massa se deu bem; conseguiu que Schumacher voltasse atrás de si, e não foi obrigado a dar passagem ao alemão (nas últimas 15 voltas, a TV mostrou mais a dupla da Ferrari do que o italiano da Renault, na expectativa de flagrante da troca de posições orquestrada dos boxes; Jean Todt também apareceu bastante nesse momento, e o Galvão insistiu em dizer que os 2 instrumentos na sua mão, com os primeiros nomes dos pilotos, eram cronômetros - foi o Gilberto quem elucidou, com propriedade, que na verdade, se tratava apenas dos dispositivos que acionavam os rádios ora de Felipe, ora de Michael).
Rubinho, por sua vez, foi penalizado com um stop-and-go de 10s por ter excedido o limite de velocidade no seu pit, o que acabou por arruinar a sua performance.
A corrida contou com várias ultrapassagens nas posições intermediárias. Além disso, restou totalmente superada aquela época de predomínio de apenas uma equipe, quando os seus dois pilotos davam uma volta em cima do terceiro colocado.
Ao final, Fisichella e Alonso fizeram a primeira dobradinha, desde o ano passado. Fica para a próxima corrida, na Austrália (o horário da transmissão é o melhor), saber até quando dura a sorte de Fisichella e a má-sorte de Raikkonen, Rubinho, Honda e McLaren.
Malaysian Grand Prix Results - 19 March 2006 - 56 Laps
1. Giancarlo Fisichella Italy Renault 56 1h30m40.529
2. Fernando Alonso Spain Renault 56 4.585
3. Jenson Button Britain Honda 56 9.631
4. Juan Pablo Montoya Colombia McLaren-Mercedes 56 39.351
5. Felipe Massa Brazil Ferrari 56 43.254
6. Michael Schumacher Germany Ferrari 56 43.854
7. Jacques Villeneuve Canada Sauber-BMW 56 1m20.461
8. Ralf Schumacher Germany Toyota 56 1m21.288
9. Jarno Trulli Italy Toyota 55 1 Lap
10. Rubens Barrichello Brazil Honda 55 1 Lap
11. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 54 2 Laps
12. Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 54 2 Laps
13. Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 54 2 Laps
14. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 53 3 Laps
R Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 48 Engine
R Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 41 Clutch
R Yuji Ide Japan Super Aguri-Honda 33 Mechanical
R Christian Klien Austria Red Bull-Ferrari 26 Hydraulics
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 15 Hydraulics
R David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 11 Hydraulics
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 6 Engine
R Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 0 Accident
FASTEST LAP: Fernando Alonso Spain Renault 45 1:34.803
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 18
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 11
JENSON BUTTON Britain Honda 11
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 10
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 9
6. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 6
7. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 4
8. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 3
9. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 2
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 2
11. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
RALF SCHUMACHER Germany Toyota 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. RENAULT 28
2. MCLAREN-MERCEDES 15
FERRARI 15
4. HONDA 11
5. WILLIAMS-COSWORTH 5
6. SAUBER-BMW 2
7. RED BULL-FERRARI 1
TOYOTA 1
sexta-feira, 17 de março de 2006
Fórmula 1 – GP do Barein (1.ª etapa, 12/03/2006, 8h30min)
A temporada de 2006 começa com muitas alterações. Novas equipes, novos pilotos e novas regras. Os motores agora são V8 (só a Toro Rosso é equipada com motor V10 limitado). Honda é o novo nome da BAR, e a sua dupla é Rubinho/Button. Super Aguri é a segunda equipe da Honda, e nas primeiras etapas correrá como Arrows de 2002 – a dupla é Sato/Ide. A RBR comprou a Minardi e montou com ela o seu segundo time, a Toro Rosso – Liuzzi/Speed. Eddie Jordan vendeu sua equipe para a Midland, que agora corre sob o nome de MF1 com Albers/Monteiro. Rosberg tomou o lugar de Pizzonia e superou Nelsinho Piquet na briga pela 2.ª vaga da Williams. Mclaren manteve os pilotos, mas a pintura espelhada garantiu o carro entre os mais bonitos da história da categoria. A Ferrari correrá com Schumacher/Massa. A BMW assumiu a Sauber, mudou a cor do carro para branco, e correrá com Heidfeld/Villeneuve. A Renault manteve-se inalterada relativamente a 2005, assim como a RBR.
Sobre o novo sistema de classificação, transcrevo o que consta do site Globo.com : “A regra do novo treino de formação do grid da F-1 diz que vale o tempo da última parte do treinamento, que tem dez minutos e conta com apenas dez pilotos. Os outros doze são eliminados nas duas sessões anteriores, ambas de 15 minutos. O formato também motivou outra atitude curiosa dos pilotos na última parte do treino. Como os carros devem ir para os últimos 20 minutos de treinamento com o mesmo combustível que irão largar no domingo, mas podem reabastecer no fim da atividade, os pilotos ficaram literalmente gastando combustível nos primeiros dez minutos. Só depois, com o tanque vazio, eles buscaram realmente uma volta rápida”.
O treino foi às 8h de sábado, mas não consegui ficar acordado até a última parte, na qual são definidos os 10 primeiros do grid. De qualquer maneira, Schumacher surpreendeu e marcou a pole, seguido de perto por Massa e, após, Button, Alonso, Montoya, Rubinho, Weber, Klien, Fisichella, Heidfeld. O finlandês da Mclaren repetiu os insucessos nos treinos de 2005 e teve a suspensão quebrada logo na sua primeira volta rápida; ficou sem tempo e vai largar em último. Galvão já protagonizou o primeiro momento “são trinta anos de experiência” ao confundir um dos carros da MF1 com uma Mclaren: “olha ai, amigo, agora a Mclaren tá assim, com vermelho na frente e atrás... (em seguida aparece a legenda do carro com o piloto da MF1) ah, essa é a MF1, mas a Mclaren tá bem parecida”.
Com essa nova regra, curiosamente, os pilotos com os melhores tempos podem ficar para trás, como foi o caso de Villeneuve, Rosberg e Coulthard, que vão largar em 11.º, 12.º e 13.º, mas fizeram melhor tempo que o Weber, que largará em 7.º. Como os pilotos têm pouco tempo para dar as suas voltas, todos acabam na pista ao mesmo tempo, o que dá a impressão de estarem disputando a própria corrida, com ultrapassagens e tudo.
Na largada, Massa, aparentemente, partiu melhor que Schumacher, mas premido por Alonso, optou por defender a 2.ª posição e ceder espaço para o alemão na primeira curva. Não demorou e o espanhol superou o brasileiro, que voltas depois, errou a freada no final da reta dos boxes e rodou, quase colhendo o Renault. Massa antecipou o pit-stop para trocar pneus e acabou tendo sua corrida comprometida por uma falha na pistola que tira as porcas da roda.
Alonso superou Schumacher na velha tática das voltas rápidas antes das paradas nos boxes, consagrada pelo alemão. O espanhol não afinou na saída do seu pit, e permaneceu em primeiro até o final.
O GP contou com atuações brilhantes do estreante Rosberg (superou Klien no final da prova), Button (várias boas ultrapassagens, inclusive sobre Rubinho) e Raikkonen, que largou em último e chegou em terceiro.
Rubinho se deu mal pois ficou sem a terceira marcha a maior parte da corrida. Ide proporcionou o “momento Lucky Strike” ao “atropelar” um mecânico num dos seus pits; após o replay, a TV mostrou o carro do japonês deixado de lado, pois os mecânicos se posicionaram para o pit de Sato.
Schumacher e Ferrari surpreenderam com a pole, a performance, e o segundo lugar. Felizmente, Alonso quebrou a tradição do Bahrain, segundo a qual quem larga em primeiro chega em primeiro.
BAHRAIN GRAND PRIX RESULTS - 12 MARCH 2006 - 57 LAPS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 57 1h29m46.205
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 57 1.2
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 57 19.3
4. JENSON BUTTON Britain Honda 57 19.9
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 57 37.0
6. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 57 41.9
7. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 57 1m03.0
8. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 57 1m06.7
9. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 57 1m09.9
10. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Ferrari 57 1m15.5
11. VITANTONIO LIUZZI Italy Toro Rosso-Cosworth 57 1m25.9
12. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 56 1 Lap
13. SCOTT SPEED United States Toro Rosso-Cosworth 56 1 Lap
14. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 56 1 Lap
15. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 56 1 Lap
16. JARNO TRULLI Italy Toyota 56 1 Lap
17. TIAGO MONTEIRO Portugal MF1-Toyota 55 2 Laps
18. TAKUMA SATO Japan Super Aguri-Honda 53 4 Laps
R YUJI IDE Japan Super Aguri-Honda 39 Mechanical
R JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 29 Engine
R GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 21 Electronics
R CHRISTIJAN ALBERS Netherlands MF1-Toyota 0 Driveshaft
FASTEST LAP: NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 42 1:32.408
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 10
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 8
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 6
4. JENSON BUTTON Britain Honda 5
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 4
6. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 3
7. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 2
8. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. RENAULT 10
MCLAREN-MERCEDES 10
3. FERRARI 8
4. HONDA 5
WILLIAMS-COSWORTH 5
6. RED BULL-FERRARI 1
Sobre o novo sistema de classificação, transcrevo o que consta do site Globo.com : “A regra do novo treino de formação do grid da F-1 diz que vale o tempo da última parte do treinamento, que tem dez minutos e conta com apenas dez pilotos. Os outros doze são eliminados nas duas sessões anteriores, ambas de 15 minutos. O formato também motivou outra atitude curiosa dos pilotos na última parte do treino. Como os carros devem ir para os últimos 20 minutos de treinamento com o mesmo combustível que irão largar no domingo, mas podem reabastecer no fim da atividade, os pilotos ficaram literalmente gastando combustível nos primeiros dez minutos. Só depois, com o tanque vazio, eles buscaram realmente uma volta rápida”.
O treino foi às 8h de sábado, mas não consegui ficar acordado até a última parte, na qual são definidos os 10 primeiros do grid. De qualquer maneira, Schumacher surpreendeu e marcou a pole, seguido de perto por Massa e, após, Button, Alonso, Montoya, Rubinho, Weber, Klien, Fisichella, Heidfeld. O finlandês da Mclaren repetiu os insucessos nos treinos de 2005 e teve a suspensão quebrada logo na sua primeira volta rápida; ficou sem tempo e vai largar em último. Galvão já protagonizou o primeiro momento “são trinta anos de experiência” ao confundir um dos carros da MF1 com uma Mclaren: “olha ai, amigo, agora a Mclaren tá assim, com vermelho na frente e atrás... (em seguida aparece a legenda do carro com o piloto da MF1) ah, essa é a MF1, mas a Mclaren tá bem parecida”.
Com essa nova regra, curiosamente, os pilotos com os melhores tempos podem ficar para trás, como foi o caso de Villeneuve, Rosberg e Coulthard, que vão largar em 11.º, 12.º e 13.º, mas fizeram melhor tempo que o Weber, que largará em 7.º. Como os pilotos têm pouco tempo para dar as suas voltas, todos acabam na pista ao mesmo tempo, o que dá a impressão de estarem disputando a própria corrida, com ultrapassagens e tudo.
Na largada, Massa, aparentemente, partiu melhor que Schumacher, mas premido por Alonso, optou por defender a 2.ª posição e ceder espaço para o alemão na primeira curva. Não demorou e o espanhol superou o brasileiro, que voltas depois, errou a freada no final da reta dos boxes e rodou, quase colhendo o Renault. Massa antecipou o pit-stop para trocar pneus e acabou tendo sua corrida comprometida por uma falha na pistola que tira as porcas da roda.
Alonso superou Schumacher na velha tática das voltas rápidas antes das paradas nos boxes, consagrada pelo alemão. O espanhol não afinou na saída do seu pit, e permaneceu em primeiro até o final.
O GP contou com atuações brilhantes do estreante Rosberg (superou Klien no final da prova), Button (várias boas ultrapassagens, inclusive sobre Rubinho) e Raikkonen, que largou em último e chegou em terceiro.
Rubinho se deu mal pois ficou sem a terceira marcha a maior parte da corrida. Ide proporcionou o “momento Lucky Strike” ao “atropelar” um mecânico num dos seus pits; após o replay, a TV mostrou o carro do japonês deixado de lado, pois os mecânicos se posicionaram para o pit de Sato.
Schumacher e Ferrari surpreenderam com a pole, a performance, e o segundo lugar. Felizmente, Alonso quebrou a tradição do Bahrain, segundo a qual quem larga em primeiro chega em primeiro.
BAHRAIN GRAND PRIX RESULTS - 12 MARCH 2006 - 57 LAPS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 57 1h29m46.205
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 57 1.2
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 57 19.3
4. JENSON BUTTON Britain Honda 57 19.9
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 57 37.0
6. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 57 41.9
7. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 57 1m03.0
8. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 57 1m06.7
9. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 57 1m09.9
10. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Ferrari 57 1m15.5
11. VITANTONIO LIUZZI Italy Toro Rosso-Cosworth 57 1m25.9
12. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 56 1 Lap
13. SCOTT SPEED United States Toro Rosso-Cosworth 56 1 Lap
14. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 56 1 Lap
15. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 56 1 Lap
16. JARNO TRULLI Italy Toyota 56 1 Lap
17. TIAGO MONTEIRO Portugal MF1-Toyota 55 2 Laps
18. TAKUMA SATO Japan Super Aguri-Honda 53 4 Laps
R YUJI IDE Japan Super Aguri-Honda 39 Mechanical
R JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 29 Engine
R GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 21 Electronics
R CHRISTIJAN ALBERS Netherlands MF1-Toyota 0 Driveshaft
FASTEST LAP: NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 42 1:32.408
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 10
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 8
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 6
4. JENSON BUTTON Britain Honda 5
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 4
6. MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 3
7. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 2
8. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
1. RENAULT 10
MCLAREN-MERCEDES 10
3. FERRARI 8
4. HONDA 5
WILLIAMS-COSWORTH 5
6. RED BULL-FERRARI 1
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Discografia Erga Omnes (JOE SATRIANI)
Há uns dez anos atrás eu firmei a convicção de que os três melhores guitarristas de todos os tempos são Eddie Van Halen, John Petrucci e Joe Satriani, pois julguei que dos três eu não poderia eleger só um que fosse o melhor, dado que cada um tem um estilo peculiar e uma abordagem inconfundível do instrumento. Hoje em dia, esse entendimento anda abalado (Petrucci, para mim, perdeu as qualidades que o diferenciavam dos demais guitarristas do "metal progressivo"; Satriani perdeu o fôlego de antigamente nas composições; Eddie Van Halen enlouqueceu, e a vantagem dele sobre os outros é que fez apenas um disco ruim na carreira - aquele com Gary Cherone nos vocais - e, se é para continuar fazendo discos ruins, o melhor mesmo é ficar em casa no ostracismo e viver das glórias do passado).
Desde sempre eu conhecia de nome o Joe Satriani, e sabia que se tratava de um guitarrista brilhante, com discos instrumentais. Em 1991 eu mais ou menos aceitava a idéia de que discos de guitarra instrumentais eram chatos de ouvir. Mas ao ver aquele famoso clip do Michael Jackson para a música BLACK OR WHITE, eu achei o instrumental de guitarra que eu estava procurando; com efeito, no longo início do vídeo, no qual aparece Macaulay Culkin pulando no quarto ouvindo o som a todo o volume, a música que toca é um instrumental de guitarra muito legal, com uma levada acelerada e um teminha sobre uma base com riff (ao que parece, esse trecho foi gravado originalmente por Slash). A partir daí, fui alugando cds de guitarristas para encontrar esse som. Não foi fácil acostumar o ouvido com essas músicas sem vocal, mas a partir de determinado instante, passei a ouvir tais composições com naturalidade.
SURFING WITH THE ALIEN (1987) é o disco clássico de Satch, cujas faixas, muitas delas, são amplamente conhecidas, geralmente sem que se saiba que são do guitarrista (Satriani é a alegria dos editores de som dos programas esportivos da TV). A mais conhecida delas, sem dúvida, é ALWAYS WITH ME, ALWAYS WITH YOU, que foi utilizada em um comercial de TV dos cigarros Free ("Uma questão de bom senso") no começo dos anos 90. Não por acaso, trata-se de uma música perfeita, uma balada muito bem composta e interpretada. Tem um belo tema e uma parte do solo, mais ao final, em tapping na 2.ª corda que é bem melódico. Outro destaque do álbum é a faixa-título, que é basicamente o tipo de música que eu estava procurando, com uma levada rápida, do tipo ideal para servir de trilha-sonora de viagem de carro. No final da música, Satch toca um lick acionando a alavanca junto com as notas, e serviu de inspiração para um trecho "conhecido" do meu solo na música NOISE GARDEN do primeiro CD da Burnin´ Boat. Falando na BB, vale lembrar que tocamos em alguns ensaios uma boa porção da música CRUSHING DAY, que é das melhores do disco (só não lembro se chegamos a tocar isso em show); como é legal aquele início só com a guitarra no power chord C5. Outras clássicas são ICE 9 (ficou muito legal ao vivo no Live in San Francisco), CIRCLES (seguido eu ouço essa como trilha-sonora de reportagens de TV), SATCH BOOGIE (não é das minhas favoritas, mas reconheço que é destruidora - aquela parada no meio da música para os tappings é dispensável). Acredito que o CD que eu tenho foi adquirido na Renner de algum Shopping da Capital.
Nesse disco, Satriani já apresenta suas marcas registradas: (a) elevada consciência melódica, que proporciona temas simples e marcantes, o que o diferencia de Steve Vai, igualmente dotado de grande capacidade musical, mas que adota um estilo com composições não tão fáceis de assimilar (eu diria até que algumas vezes é IMPOSSÍVEL de assimilar, ou seja, algumas músicas são realmente muito chatas); (b) técnica perfeita, com palhetadas mais econômicas; Satriani recorre aos tappings, hammer-nos, pull-offs, legatos e sweep-picking arpejos muito mais seguidamente do que palhetadas vigorosas que notabilizaram Steve Morse e, mais recentemente, John Petrucci; (c) uso preciso de harmônicos artificiais com alavanca, os populares "gritinhos", introduzidos por Van Halen, mas levados a sério por Satriani.
FLYING IN A BLUE DREAM (1989) foi um disco difícil de conseguir. Jamais o encontrei em versão nacional, e o importado era muito caro (somente adquiri aproveitando uma promoção na MadHouse, em época que já não ouvia Satriani com tanta freqüência). Nesta álbum, Satriani inaugura-se como vocalista, sendo que se percebe a intenção rock´n´roll e blues no estilo de cantar. Dessas músicas cantadas, a única que é realmente boa é o rockão pesado BIG BAD MOON, que tem um belo riff, bons solos (até com harmônica, a popular gaitinha de boca), e o vocal em registro baixo (que é o que melhor o guitarrista conseguiu fazer, e vem fazendo ultimamente). O disco tem ainda um punhado de canções de pouco mais de um minuto, que parecem mais vinhetas nas quais o guitarrista emprega tappings com as duas mãos. Mas músicas boas mesmo o álbum só tem três: a faixa-título, BACK DO SHALA-BALL e ONE BIG RUSH - as duas últimas têm aquela pegada "trilha-sonora-de-viagem-pela-Freeway", e são o tipo de música que Satch faz de melhor: músicas aceleradas, com um tema pegajoso e bem melódico. Outro destaque é THE MYSTICAL POTATOE GROOVE HEAD THING, na qual o guitarrista emprega uns arpejos com legato muito impressionantes.
THE EXTREMIST (1992) é um baita CD, adquirido por 12´90 numa promoção duma loja da Gal. Chaves no verão de 1996. Antes disso eu já havia ouvido o CD pela MadSound (recentemente desativada), e gravado em fita (foi a trilha-sonora de uma madrugada que eu passei na fila para encaminhar a documentação para tirar a carteira de motorista, na época em que isso era necessário). A melhor música do CD é possivelmente a melhor da carreira do guitarrista: SUMMER SONG (durante alguns anos tocou como prefixo musical do Vídeo Show). Trata-se de outra música perfeita do guitarrista, com um tema memorável, e belos licks com pentatônicas. Outra das minhas favoritas é MOTORCYCLE DRIVER, que para minha surpresa não é tocada nos shows. O tema é tocado em oitavas, e o baterista (Greg Bissonette) é responsável pelo Momento Lucky Strke da composição, numa pausa muito bem colocada na volta do riff após o solo. O disco tem uma balada muito bonita – RUBINA´S BLUE SKY HAPPINESS – e um clássico que só agora, depois do G3 Live in Tokyo, eu me dei conta: WAR, uma música pesada e muito legal.
Foi muito difícil ouvir JOE SATRIANI (1995). Satch dispensou os seus acompanhantes habituais (Stu Hamm, Jeff Campitelli, os irmãos Bissonette, entre outros), e apostou em músicos com formação jazzística agregados pelo produtor do álbum, para gravar o disco mais obscuro da sua carreira (sem contar o péssimo Not of this Earth). A audição do álbum, realmente, não é pacífica. A obsessão que Steve Vai demonstra em seguir os passos de Frank Zappa é comparável com a de Satriani em se apresentar como um guitarrista de blues. COOL #9, no entanto, torna-se memorável pela sessão acrobática de slides seguida por um legato descendente (numa pausa da banda) absolutamente imprevisível. Mas é o tipo de truque que impressiona menos os ouvidos, e sim os olhos. LUMINOUS FLESH GIANTS eleva um pouco o ânimo blues do disco, que, afinal é blues no estilo da música e no espírito das composições. LOOK MY WAY é a faixa com vocal (com efeitos), e é hilária na sua pegada anos 30 – gostei do título e tudo mais. KILLER BEE BOP é o último destaque: cuida-se de um jazz absolutamente fora de controle; parece que todos os músicos estão solando ao mesmo tempo, especialmente a bateria. O riff é repleto de hammer-ons e pull-offs rapidíssimos, bastante difíceis de recriar.
CRYSTAL PLANET (1998) eu adquiri em 1998, no lançamento, no mesmo dia em que comprei FACING THE ANIMAL do Malmsteen. Marca o início do envolvimento do guitarrista com a música eletrônica, embora de forma ainda tímida, e o retorno ao tipo de composições da época de SURFING WITH THE ALIEN. Não há músicas cantadas. A abertura é uma paulada: UP IN THE SKY é uma das minhas favoritas, com aquele riff de abertura com harmônicos naturais, seguida de um daqueles temas legais. HOUSE FULL OF BULLETS é o blues obrigatório e tradicional, no formato I-IV-V. A faixa-título também é muito legal, e fica excelente ao vivo. LOVE THING, por sua vez, é uma pálida tentativa de recriar ALWAYS WITH ME ALWAYS WITH YOU. Outros destaques são CEREMONY e A TRAIN OF ANGELS. TIME não é uma música boa, e estranhamente foi eleita para abrir o show em Porto Alegre, bem como o CD LIVE IN SAN FRANCISCO.
Satriani lançou, ainda, mais três discos de estúdio: ENGINES OF CREATION (2000), absolutamente desprezível por ser um disco de guitarras com música eletrônica, e por ser incapaz de agradar aos fãs de guitarras e aos de música eletrônica; STRANGE BEAUTIFUL MUSIC(2002), conta com algumas músicas com riffs em guitarra de sete cordas (MIND STORM e SEVEN STRINGS), e uns poucos destaques, nos quais o guitarrista adotou melodias em escalas que emitem sonoridades orientais (ORIENTAL MELODY, BELLY DANCER); IS THERE LOVE IN SPACE? (2004) segue essa última tendência, com algumas músicas boas como GNAAHH e UP IN FLAMES. LIFESTYLE marca o retorno do vocal e é muito ruim, naquele manjado estilo I-IV-V. IF I COULD FLY tem uma levada de violão muito legal – a música é comprida, mas bastante radiofônica. Seja como for, esses três discos não são indispensáveis em comparação com os precedentes, de modo que esse fato, aliado ao preço exorbitante exigido pelas lojas, tornam proibitiva a aquisição dos CDs.
Os CDs ao vivo são bons, incluindo os lançados com o G3. TIME MACHINE (1993) é duplo e eu adquiri de barbada na Grammy & Classic Rock da Gal. Chaves. O primeiro CD conta com músicas de estúdio, e o destaque negativo fica por conta da despicienda WOODSTOCK JAM (certa vez, o Diego referiu que essa era a pior da carreira de Satriani, absolutamente impossível de ouvir até o final dos seus 16 - ! – minutos). SPEED OF LIGHT e CRAZY começam muito bem, mas perdem o foco no desenrolar do tempo. O segundo CD sim é que é ao vivo, e é uma boa oportunidade para o guitarrista demonstrar que os seus truques não são truques de estúdio: o cara consegue reproduzir ao vivo todos os riffs e licks das versões de estúdio. O repertório conta com algumas das faixas que até hoje fazem parte do set-list, como SATCH BOOGIE, SUMMER SONG, ALWAYS WITH ME (...), FLYIN IN A BLUE DREAM, SURFING WITH THE ALIEN, THE CRUSH OF LOVE, BIG BAD MOON.
LIVE IN SAN FRANCISCO (2001) foi lançado mais recentemente, e é composto essencialmente pelas mesmas músicas apresentadas no show em Porto Alegre em 2001. A turnê da época era a do ENGINES OF CREATION, de modo que foi legal ouvir duas músicas daquele disco que ficaram excelentes em versão rock (com o acompanhamento de uma banda de verdade – Campitelli e Hamm): DEVIL´S SLIDE e BORG SEX. das minhas favoritas, ficaram brilhantes ICE 9, CRYSTAL PLANET e ONE BIG RUSH. Por sorte, o solo de baixo de Stu Hamm foi deixado na íntegra. Até hoje desconheço o motivo das vaias do público de San Francisco ao baixista – desde o início até o final, e mesmo no solo, ouve-se aquele “uuuuuuuu”. O solo de baixo, como eu ia dizendo, é uma preciosidade: o cara passeia por LOVE THING (do próprio Satch), Beethoven, música country, com o two-hands em dia.
Dos guitarristas que seguem orientação instrumental, segue sendo o meu favorito.
Desde sempre eu conhecia de nome o Joe Satriani, e sabia que se tratava de um guitarrista brilhante, com discos instrumentais. Em 1991 eu mais ou menos aceitava a idéia de que discos de guitarra instrumentais eram chatos de ouvir. Mas ao ver aquele famoso clip do Michael Jackson para a música BLACK OR WHITE, eu achei o instrumental de guitarra que eu estava procurando; com efeito, no longo início do vídeo, no qual aparece Macaulay Culkin pulando no quarto ouvindo o som a todo o volume, a música que toca é um instrumental de guitarra muito legal, com uma levada acelerada e um teminha sobre uma base com riff (ao que parece, esse trecho foi gravado originalmente por Slash). A partir daí, fui alugando cds de guitarristas para encontrar esse som. Não foi fácil acostumar o ouvido com essas músicas sem vocal, mas a partir de determinado instante, passei a ouvir tais composições com naturalidade.
SURFING WITH THE ALIEN (1987) é o disco clássico de Satch, cujas faixas, muitas delas, são amplamente conhecidas, geralmente sem que se saiba que são do guitarrista (Satriani é a alegria dos editores de som dos programas esportivos da TV). A mais conhecida delas, sem dúvida, é ALWAYS WITH ME, ALWAYS WITH YOU, que foi utilizada em um comercial de TV dos cigarros Free ("Uma questão de bom senso") no começo dos anos 90. Não por acaso, trata-se de uma música perfeita, uma balada muito bem composta e interpretada. Tem um belo tema e uma parte do solo, mais ao final, em tapping na 2.ª corda que é bem melódico. Outro destaque do álbum é a faixa-título, que é basicamente o tipo de música que eu estava procurando, com uma levada rápida, do tipo ideal para servir de trilha-sonora de viagem de carro. No final da música, Satch toca um lick acionando a alavanca junto com as notas, e serviu de inspiração para um trecho "conhecido" do meu solo na música NOISE GARDEN do primeiro CD da Burnin´ Boat. Falando na BB, vale lembrar que tocamos em alguns ensaios uma boa porção da música CRUSHING DAY, que é das melhores do disco (só não lembro se chegamos a tocar isso em show); como é legal aquele início só com a guitarra no power chord C5. Outras clássicas são ICE 9 (ficou muito legal ao vivo no Live in San Francisco), CIRCLES (seguido eu ouço essa como trilha-sonora de reportagens de TV), SATCH BOOGIE (não é das minhas favoritas, mas reconheço que é destruidora - aquela parada no meio da música para os tappings é dispensável). Acredito que o CD que eu tenho foi adquirido na Renner de algum Shopping da Capital.Nesse disco, Satriani já apresenta suas marcas registradas: (a) elevada consciência melódica, que proporciona temas simples e marcantes, o que o diferencia de Steve Vai, igualmente dotado de grande capacidade musical, mas que adota um estilo com composições não tão fáceis de assimilar (eu diria até que algumas vezes é IMPOSSÍVEL de assimilar, ou seja, algumas músicas são realmente muito chatas); (b) técnica perfeita, com palhetadas mais econômicas; Satriani recorre aos tappings, hammer-nos, pull-offs, legatos e sweep-picking arpejos muito mais seguidamente do que palhetadas vigorosas que notabilizaram Steve Morse e, mais recentemente, John Petrucci; (c) uso preciso de harmônicos artificiais com alavanca, os populares "gritinhos", introduzidos por Van Halen, mas levados a sério por Satriani.
FLYING IN A BLUE DREAM (1989) foi um disco difícil de conseguir. Jamais o encontrei em versão nacional, e o importado era muito caro (somente adquiri aproveitando uma promoção na MadHouse, em época que já não ouvia Satriani com tanta freqüência). Nesta álbum, Satriani inaugura-se como vocalista, sendo que se percebe a intenção rock´n´roll e blues no estilo de cantar. Dessas músicas cantadas, a única que é realmente boa é o rockão pesado BIG BAD MOON, que tem um belo riff, bons solos (até com harmônica, a popular gaitinha de boca), e o vocal em registro baixo (que é o que melhor o guitarrista conseguiu fazer, e vem fazendo ultimamente). O disco tem ainda um punhado de canções de pouco mais de um minuto, que parecem mais vinhetas nas quais o guitarrista emprega tappings com as duas mãos. Mas músicas boas mesmo o álbum só tem três: a faixa-título, BACK DO SHALA-BALL e ONE BIG RUSH - as duas últimas têm aquela pegada "trilha-sonora-de-viagem-pela-Freeway", e são o tipo de música que Satch faz de melhor: músicas aceleradas, com um tema pegajoso e bem melódico. Outro destaque é THE MYSTICAL POTATOE GROOVE HEAD THING, na qual o guitarrista emprega uns arpejos com legato muito impressionantes.
THE EXTREMIST (1992) é um baita CD, adquirido por 12´90 numa promoção duma loja da Gal. Chaves no verão de 1996. Antes disso eu já havia ouvido o CD pela MadSound (recentemente desativada), e gravado em fita (foi a trilha-sonora de uma madrugada que eu passei na fila para encaminhar a documentação para tirar a carteira de motorista, na época em que isso era necessário). A melhor música do CD é possivelmente a melhor da carreira do guitarrista: SUMMER SONG (durante alguns anos tocou como prefixo musical do Vídeo Show). Trata-se de outra música perfeita do guitarrista, com um tema memorável, e belos licks com pentatônicas. Outra das minhas favoritas é MOTORCYCLE DRIVER, que para minha surpresa não é tocada nos shows. O tema é tocado em oitavas, e o baterista (Greg Bissonette) é responsável pelo Momento Lucky Strke da composição, numa pausa muito bem colocada na volta do riff após o solo. O disco tem uma balada muito bonita – RUBINA´S BLUE SKY HAPPINESS – e um clássico que só agora, depois do G3 Live in Tokyo, eu me dei conta: WAR, uma música pesada e muito legal.
Foi muito difícil ouvir JOE SATRIANI (1995). Satch dispensou os seus acompanhantes habituais (Stu Hamm, Jeff Campitelli, os irmãos Bissonette, entre outros), e apostou em músicos com formação jazzística agregados pelo produtor do álbum, para gravar o disco mais obscuro da sua carreira (sem contar o péssimo Not of this Earth). A audição do álbum, realmente, não é pacífica. A obsessão que Steve Vai demonstra em seguir os passos de Frank Zappa é comparável com a de Satriani em se apresentar como um guitarrista de blues. COOL #9, no entanto, torna-se memorável pela sessão acrobática de slides seguida por um legato descendente (numa pausa da banda) absolutamente imprevisível. Mas é o tipo de truque que impressiona menos os ouvidos, e sim os olhos. LUMINOUS FLESH GIANTS eleva um pouco o ânimo blues do disco, que, afinal é blues no estilo da música e no espírito das composições. LOOK MY WAY é a faixa com vocal (com efeitos), e é hilária na sua pegada anos 30 – gostei do título e tudo mais. KILLER BEE BOP é o último destaque: cuida-se de um jazz absolutamente fora de controle; parece que todos os músicos estão solando ao mesmo tempo, especialmente a bateria. O riff é repleto de hammer-ons e pull-offs rapidíssimos, bastante difíceis de recriar.
CRYSTAL PLANET (1998) eu adquiri em 1998, no lançamento, no mesmo dia em que comprei FACING THE ANIMAL do Malmsteen. Marca o início do envolvimento do guitarrista com a música eletrônica, embora de forma ainda tímida, e o retorno ao tipo de composições da época de SURFING WITH THE ALIEN. Não há músicas cantadas. A abertura é uma paulada: UP IN THE SKY é uma das minhas favoritas, com aquele riff de abertura com harmônicos naturais, seguida de um daqueles temas legais. HOUSE FULL OF BULLETS é o blues obrigatório e tradicional, no formato I-IV-V. A faixa-título também é muito legal, e fica excelente ao vivo. LOVE THING, por sua vez, é uma pálida tentativa de recriar ALWAYS WITH ME ALWAYS WITH YOU. Outros destaques são CEREMONY e A TRAIN OF ANGELS. TIME não é uma música boa, e estranhamente foi eleita para abrir o show em Porto Alegre, bem como o CD LIVE IN SAN FRANCISCO.Satriani lançou, ainda, mais três discos de estúdio: ENGINES OF CREATION (2000), absolutamente desprezível por ser um disco de guitarras com música eletrônica, e por ser incapaz de agradar aos fãs de guitarras e aos de música eletrônica; STRANGE BEAUTIFUL MUSIC(2002), conta com algumas músicas com riffs em guitarra de sete cordas (MIND STORM e SEVEN STRINGS), e uns poucos destaques, nos quais o guitarrista adotou melodias em escalas que emitem sonoridades orientais (ORIENTAL MELODY, BELLY DANCER); IS THERE LOVE IN SPACE? (2004) segue essa última tendência, com algumas músicas boas como GNAAHH e UP IN FLAMES. LIFESTYLE marca o retorno do vocal e é muito ruim, naquele manjado estilo I-IV-V. IF I COULD FLY tem uma levada de violão muito legal – a música é comprida, mas bastante radiofônica. Seja como for, esses três discos não são indispensáveis em comparação com os precedentes, de modo que esse fato, aliado ao preço exorbitante exigido pelas lojas, tornam proibitiva a aquisição dos CDs.
Os CDs ao vivo são bons, incluindo os lançados com o G3. TIME MACHINE (1993) é duplo e eu adquiri de barbada na Grammy & Classic Rock da Gal. Chaves. O primeiro CD conta com músicas de estúdio, e o destaque negativo fica por conta da despicienda WOODSTOCK JAM (certa vez, o Diego referiu que essa era a pior da carreira de Satriani, absolutamente impossível de ouvir até o final dos seus 16 - ! – minutos). SPEED OF LIGHT e CRAZY começam muito bem, mas perdem o foco no desenrolar do tempo. O segundo CD sim é que é ao vivo, e é uma boa oportunidade para o guitarrista demonstrar que os seus truques não são truques de estúdio: o cara consegue reproduzir ao vivo todos os riffs e licks das versões de estúdio. O repertório conta com algumas das faixas que até hoje fazem parte do set-list, como SATCH BOOGIE, SUMMER SONG, ALWAYS WITH ME (...), FLYIN IN A BLUE DREAM, SURFING WITH THE ALIEN, THE CRUSH OF LOVE, BIG BAD MOON.
LIVE IN SAN FRANCISCO (2001) foi lançado mais recentemente, e é composto essencialmente pelas mesmas músicas apresentadas no show em Porto Alegre em 2001. A turnê da época era a do ENGINES OF CREATION, de modo que foi legal ouvir duas músicas daquele disco que ficaram excelentes em versão rock (com o acompanhamento de uma banda de verdade – Campitelli e Hamm): DEVIL´S SLIDE e BORG SEX. das minhas favoritas, ficaram brilhantes ICE 9, CRYSTAL PLANET e ONE BIG RUSH. Por sorte, o solo de baixo de Stu Hamm foi deixado na íntegra. Até hoje desconheço o motivo das vaias do público de San Francisco ao baixista – desde o início até o final, e mesmo no solo, ouve-se aquele “uuuuuuuu”. O solo de baixo, como eu ia dizendo, é uma preciosidade: o cara passeia por LOVE THING (do próprio Satch), Beethoven, música country, com o two-hands em dia.Dos guitarristas que seguem orientação instrumental, segue sendo o meu favorito.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Ensaio Burnin´ Boat (Despedida do Cláudio)
No Groove (aquele estúdio da Benjamin Constant, que agora tem outro nome, segundo o Bruce), às 19:00. Após mais de um ano sem ensaios (desde novembro de 2004), a Burnin´ Boat se reuniu para promover a despedida do melhor guitarrista da história da banda: Cláudio Thorell está indo para a Finlândia, a fim de fazer um estágio por 1 ano. Foi uma bela idéia a do Bruce de reunir os dispersos membros da BB e fazer um ensaio de reencontro e despedida. Eu, Cláudio e Dioberto viemos munidos de máquinas para registrar o evento.
Desde novembro de 2004 que não tocava na guitarra, de modo que a afinação do instrumento utilizada na época (todas as cordas um tom abaixo), foi mantida. Cláudio, que chegou aproximadamente 30 minutos atrasado, enfrentou dificuldades com essa afinação, pois não conseguiu fazer funcionar a sua pedaleira. Essa questão da afinação gerou um impasse que durou alguns minutos: que música dá pra tocar com 2 guitarras com afinação diferente? O próprio Cláudio deu um jeito na situação e tirou uma mola da guitarra e afinou tudo um tom abaixo – decisão que acarretou a quebra da 1.ª corda.
Eu toquei direto no ampli Fender Deluxe que tinha lá, com a sua própria distorção, e consegui um belo timbre, tanto para as bases como para os solos. Um bom timbre faz toda a difernça em termos de performance (o exemplo maior foi o show na Croco - melhor timbre, melhor show da história da banda). Cláudio, por seu turno, tocou no ampli Meteoro, e acredito que tenha se utilizado do seu valoroso Sansamp para a distorção.
Sem o Cláudio, tocamos (eu, Nilton, Bruce e Luciano) algumas músicas para aquecimento: PERFECT STRANGERS (estranhamos bastante com a afinação mais pesada), ACE´S HIGH, SPECTREMAN e BLACK DRESSING SOUL. Cláudio chegou e, após o impasse da afinação, tocamos BURN (começou bem estranho, mas terminou legal), MAN ON THE SILVER MOUNTAIN, trecho de STARSTRUCK, CRAZY TRAIN (essa é da época do Lukee; Nilton acompanhou no embalo), NOISE GARDEN (ficou bem legal; finalmente eu admito que se trata de uma das melhores da BB; fiz o solo). Já estávamos aquecidos quando chamei HIGHWAY STAR (consegui desempenhar decentemente naquela parte rápida e clássica do solo de Blackmore).
O Bruce sugeriu de galinhagem e eu puxei BOATS ARE BURNING, que ficou sensacional. Após, tocamos HEARTBREAKIN´, que proporcionou o Momento Lucky Strike do ensaio quando, antes do segundo refrão, involuntariamente, todos pararam de tocar achando que eu tocaria a parte do riff que liga a ponte para o refrão; mas eu também parei de tocar, de modo que ficou uma pausa fantástica, e todos voltaram direto no refrão. Rimos muito (eu, particularmente, ri até o final do refrão). A última música foi MISTREATED, faltando uns 2 minutos pro final do ensaio, mas rolou inteira, (sem interpolar ROCK ME BABY).
Luciano e Dioberto se revezaram nos vocais, mas não lembro quem cantou o quê – o primeiro cantou praticamente todas as músicas, e Dioberto cantou em dueto outras tantas. Luciano, ainda, levou a fita k7 que registrou o ensaio (com exceção da parte inicial do ensaio em que só nós 4 tocamos). Cláudio demonstrou o virtuosismo habitual, especialmente nas alavancadas em NOISE GARDEN. Nilton foi preciso como sempre (legal saber que o cara agora está contando suas piadas e histórias inverossímeis na VT de NH - arrumou o melhor empregador da área do Direito).
Carla, a namorada do Dioberto, foi responsável pela maioria das minhas fotos, assim como filmou boa parte do vídeo de ACE´S HIGH (ficou sensacional). Valeu Carla. Cláudio, por sua vez, tirou fotos durante as músicas (!).O ensaio superou as expectativas; as performances foram muito boas, sobretudo em se considerando que não nos víamos há mais de um ano (não lembro do último ensaio com o Nílton e/ou Dioberto - só consultando este blog). A brincadeira, no final, ("brincando, brincando a lingüiça vai entrando" como diria o filósofo Nilton) era que o próximo ensaio seria quando o Cláudio voltasse da Finlândia. Boa viagem!
domingo, 22 de janeiro de 2006
Discografia (Yngwie Malmsteen) - Parte II: Final (revista e ampliada)
Não lembro exatamente da ordem na qual fui conhecendo (e adquirindo alguns d)os discos do Malmsteen. Em 1998, com os preços dos CDs importados muito convidativos, pude adquirir o 2.º álbum do guitarrista, naquela loja de CDs do Iguatemi que não tem mais (teve vários nomes, sendo o mais marcante Zeppelin). MARCHING OUT, definitivamente, é um CD brilhante e um dos meus favoritos de todos os tempos.. Mais uma vez contando com Soto nos vocais, todas as músicas do álbum são excelentes. I´LL SEE THE LIGHT TONIGHT é uma baita música, com belo riff, versos, refrão, interlúdio, e solo. O disco tem também uma música obscura que eu adoro, que é ON THE RUN AGAIN (com riff bem hard rock). ANGUISH AND FEAR tem título legal, e a música, como sempre, corresponde. Das mais emocionantes são DON´T LET IT END (introdução ouro no violão nylon, e vocal emocionante de Soto) e o clássico I AM A VIKING (gosto dos versos e do vocal do Soto). As demais são músicas diretas e muito boas: CAUGHT IN THE MIDDLE, SOLDIER WITHOUT FAITH, DISCIPLES OF HELL (versos legais e vocal massa de Soto).
O primeiro da carreira do sueco, RISING FORCE, eu adquiri na Banana do Iguatemi, em 1998/99, juntamente com o 1.º do Hammerfall (um dos melhores da minha coleção) e o mais recente, na época, do Axel Rudi Pell. Na loja tinha um vendedor conhecedor de metal, que ficou tentando me empurrar um dos Keeper of the Seven Keys (do Helloween, se é que é preciso dizer de quem se trata).Trata-se de um verdadeiro clássico (muito embora não seja dos meus prediletos) e quase integralmente instrumental. A performance de FAR BEYOND THE SUN é absolutamente empolgante (dizer que o cara não tem feeling é um absurdo, após ouvir os vibratos, bends, e, principalmente, a "pegada" do sueco nessa faixa. Uma pena que as versões ao vivo são todas pífias). O fenomenal vocalista Jeff Scott Soto marca presença em NOW YOUR SHIPS ARE BURNED e AS ABOVE SO BELOW. Dentre as instrumentais, EVIL EYE é uma das melhores, com as suas várias partes. FAREWELL é um dedilhado no violão de nylon, com menos de 1 min, que reprisa a introdução de BLACK STAR, e é a única música do Malmsteen que eu consigo tocar inteira. É uma bela peça, muito bem composta, sem nenhuma nota rápida.
TRILOGY eu não tenho na minha coleção (é da coleção do Tiago), mas posso dizer que (a) é o primeiro com Mark Boals nos vocais; (b) contém o clássico YOU DON´T REMEMBER I´LL NEVER FORGET (bons versos, bom refrão, belo riff de teclado; ao vivo é uma música extremamente empolgante); (c) contém a boa LIAR, rápida (gosto dos versos) e com letra autobiográfica (mas não cacete como as mais recentes); (d) e contém o clássico instrumental TRILOGY SUITE OP. 5 (os primeiros 3 minutos são sensacionais).
ODISSEY foi das minhas últimas aquisições, mediante trocas na Porto Alegre CDs (na época em que ainda se localizava no 2.º andar da Gal. Chaves). Trata-se do disco com o famigerado Joe Lynn Turner nos vocais e em todas as letras e, segundo a lenda, foi lançado após um monumental acidente automobilístico do guitarrista. A primeira música, RISING FORCE, eu já conhecia a versão ao vivo do CD LIVE; contém a melhor seção de arpejos da carreira do guitarrista. Não esqueço da primeira vez que ouvi esse trecho; a música, em si, já é boa, mas aquela seqüência me derrubou. O álbum traz a radiofônica HEAVEN TONIGHT (as radiofônicas do Malmsteen tem sempre o mesmo estilo). Outras legais são BITE THE BULLET, RIOT IN THE DUNGEONS, KRAKATAU e FASTER THAN THE SPEED OF LIGHT - todas com bons riffs e pesadas.
ECLIPSE foi lançado após LIVE IN LENINGRAD (que não tenho na minha coleção; esse é da coleção da recentemente fechada MadSound). Acho que ECLIPSE foi adquirido na Multisom, com preço de nacional (não sei se foi erro na etiquetagem). De qualquer maneira, trata-se de uma tremenda porcaria; é um disco mal gravado, mal cantado (Goran Edman), mal composto. Naturalmente que existem bons momentos: BEDROOM EYES (não é das minhas favoritas, mas é fácil de tocar e fica bem ao vivo), SEE YOU IN HELL (o riff foi aproveitado em uma canção do ATTACK). A instrumental faixa-título é muito boa.
FACING THE ANIMAL eu comprei na época do lançamento (no mesmo dia em que comprei o bom Crystal Planet do Satriani), em 1998, e é outra bomba. Marcou a volta do guitarrista para uma grande gravadora, mas nos trouxe uma série de músicas fracas, escritas para agradar os ouvidos “da galera” – notadamente o público norte-americano, que abandonou o guitarrista no começo da década de 90. O vocal rouco de Mats Leven não me agradou. Mas, como sempre, boas músicas se fazem presente: BRAVEHEART (bela mudança no final, com um riff muito bom, bela presença de Cozy Powell), MY RESSURRECTION (é uma boa música, admito), POISON IN MY VEINS (bom riff e bom bumbo duplo do bom Cozy Powell), ANOTHER TIME (radiofônica e poser pra caramba, mas bem legal). Da turnê desse disco saiu um disco e um vídeo gravados no Brasil, com um punhado de boas músicas.
Antes de FACING THE ANIMAL, Yngwie lançou um disco de covers, INSPIRATION, que eu adquiri na Banana do Praia de Belas em 1996/97, por uns 30 pila (importado). O disco conta com um best of de músicos convidados: Jeff Scott Soto, Jens Johansson, David Rosenthal, Mark Boals, Joe Lynn Turner. Malmsteen não se conteve e homenageou várias vezes seu ídolo Ritche Blackmore: nada menos que MISTREATED (não ficou muito legal), CHILD IN TIME (idem), DEMONS EYE (ficou massa), PICTURES OF HOME (ficou boa), GATES OF BABYLON (ficou boa) foram gravadas. Sobrou espaço para uma inspiradíssima versão para CARRY ON MY WAYWARD SON, que valeu o disco. Também ficaram legais ANTHEM e IN THE DEAD OF NIGHT.
Sobre ALCHEMY eu já falei em outro post, pois se trata de um dos discos que só eu considero como essencial. Adquiri na Megaforce, e recentemente comprei na Saraiva o relançamento com capa diferente, por uns 11´90. É um álbum para ouvir com carinho, e continuo achando fantásticas LEONARDO, STAND, BLITZKRIEG, WIELD MY SWORD, LEGION OF THE DAMNED, DEAMON DANCE, entre outras.
A minha versão de WAR TO END ALL WARS (com os bônus japoneses) eu também adquiri na Megaforce. Assim como o anterior, conta com Boals nos vocais; mas as composições aqui não são tão fortes. Gosto da primeira música, PROPHET OF DOOM, mas tenho que reconhecer que nesse disco a produção a cargo do próprio guitarrista é lamentável: o som da guitarra quase arruina as músicas, sem contar que o cara coloca o volume da guitarra lá em cima, em prejuízo dos vocais (isso fica evidente nessa PROPHET OF DOOM, na qual Yngwie não pára de solar, mesmo a música já tendo voltado para o refrão). Esse é o último disco no qual o sueco foi capaz de compor um clássico: no caso, CRUCIFY. Com afinação dropped-D, o riff é uma cavalice, literalmente. Essa música é realmente uma paulada e muito boa. Outros destaques são BAD REPUTATION, THE WIZARD, MASQUERADE e TAROT (essa tem um riff legal de teclado, e é arrastada, no estilo YJM). Tanto ALCHEMY quanto esse WAR TO END ALL WARS contaram com o talentoso baterista John Macaluso. (Em 2007 adquiri por um bom preço na Saraiva esse belo cd, sem os bônus da versão japonesa)Na turnê desse disco, Malmsteen contou com Jorn Lande nos vocais em alguns shows, mas uma severa briga apartou a brilhante formação da turnê: Lande, Macaluso e Olausson saíram para formar a Ark. Só que dessa vez o sueco se superou: chamou Doogie White (ex-Rainbow no Stranger in us All) e Derek Sherinian. Após os ataques de 11 de setembro, Malmsteen e essa banda se apresentaram no Opinião (em show memorável e controvertido cuja resenha consta desse blog).
O guitarrista gravou, então, com essa formação, um disco que prometia muito, mas que acabou se revelando um álbum totalmente comum. ATTACK! é fraco e desperdiça os talentos de White e Sherinian (notadamente esse último, que, pela participação em Attack! ganhou uma parceria de Malmsteen em seu disco solo - BLACK UTOPIA -, numa faixa brilhante, muito melhor do que Attack inteiro).
E Malmsteen realmente vem se empenhando em gravar CDs muito abaixo da crítica - aliás, todos os CDs do guitarrista são criticados após o lançamento, mas, dos lançamentos mais recentes (anos 90), só ATTACK! e UNLEASH THE FURY são realmente despiciendos. Este último ainda conta com Doogie White, mas as composições são tão ruins quanto as do primeiro. Aparentemente, Yngwie perdeu a mão para compor boas músicas. Seja como for, ainda há espaço para bons riffs como em CRACKING THE WHIP. (Adquiri esse disco em 2007 na Saraiva por um preço bem acessível).
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Discoteca Erga Omnes (Yngwie Malmsteen) - Parte I
Logo que eu comecei a me interessar mais detidamente sobre música (música com guitarras), no começo dos anos 90, tomei conhecimento de um dos guitarristas mais controvertidos: Yngwie J. Malmsteen. As opiniões sobre o cara são do tipo amor-e-ódio, sendo que poucos são realmente indiferentes ao sueco. Cuida-se de um guitarrista que popularizou um estilo diferente de tocar guitarra; Yngwie não inventou o hard rock neoclássico, ou seja lá o que se pode chamar um estilo no qual a guitarra assume o papel do violino da música erudita, mas tornou popular o que guitarristas como Ritche Blackmore e Uli Jon Roth já faziam, com a palhetada já empregada por Al Di Meola e John McLaughlin. Muitos seguiram e copiaram esse estilo, sendo que os anos 80 se notabilizaram pela quantidade enorme de guitarristas excepcionais, especialmente no hard rock (praticamente toda banda contava com um guitarrista que estraçalhava notas do instrumento); num cenário acirrado assim, virtuosismo se tornou lugar comum, e é lícito dizer que tal tendência foi um dos fatores que determinou a reviravolta dos anos 90, nos quais o popular era justamente a pouca (ou falta) de habilidade com o instrumento, e a simplicidade das canções e letras (vide o caso das bandas grunge).
No meu caso, seja como for, não acompanhei a ascensão e o declínio dos guitarristas virtuosos, até porque pouco me interessava - como jamais me interessou - o que estava na moda em termos musicais. Para o bem ou para o mal, formei meu gosto musical por conta própria, empiricamente, ouvindo CDs alugados “só-para-conhecer” (e eventualmente gostar) e lendo revistas (Top Rock, Rock Brigade), sem contar as trocas de idéias com o pessoal do colégio (e no Sévigné havia uma turma altamente afinada com o bom hard rock/heavy metal, como o Gugu, Diego, Jorge, Dige, Cristiano, dentre outros).
No começo dos anos 90, era difícil encontrar CDs do sueco que não fossem importados, e mesmo estes eram indisponíveis para venda, ou então, o eram por preços exorbitantes. Para minha surpresa, uma locadora de CDs na Mal. Floriano, perto do Sévigné, disponibilizou o Seventh Sign para locação; era o lançamento do guitarrista na época. Imediatamente eu aluguei o CD, ouvi rapidamente, mas não me entusiasmei (só o nome do cara era muito legal).
Alguns anos depois, tornei-me sócio da CD Express, no antigo endereço na Av. Independência. A loja era grandiosa, tinha um espaço enorme para venda de CDs importados (por preços bem mais salgados que os normalmente praticados), e também um bom acervo de CDs para locação. Lá encontrei MAGNUM OPUS, SEVENTH SIGN, FIRE & ICE e ECLIPSE, sendo que apenas esse último eu não gostei.
MAGNUM OPUS (1995) começa do jeito que eu gosto que um disco comece: por uma música rápida, boa e com um nome muito legal - VENGEANCE. É realmente uma música perfeita. Na discografia de YJM, as melhores músicas têm nomes marcantes, do tipo que já dá para antecipar se a música será boa ou não pelo título da composição. Outras das minhas favoritas neste álbum são NO LOVE LOST, FIRE IN THE SKY (o duelinho do começo é matador), TIME WILL TELL (altamente inspiradora para músicas "egípcias") e VOODOO. A banda de apoio do sueco era brilhante (praticamente a mesma do SEVENTH SIGN), sendo que o destaque é o vocalista e compositor de algumas letras do disco Michael Vescera, em grande forma. Os dois discos com Vescera eu considero como os da melhor fase tanto de YJM como do próprio Vescera. Além deste, outro que manda muito no CD é o batera Shaane Gaalas. Trata-se, enfim, de um disco recompensador, pois na primeira audição eu já curti grande parte das músicas. Adquiri o CD em uma troca numa das lojas que ficam sob o viaduto da Av. Borges de Medeiros.
SEVENTH SIGN (1994) foi lançado antes de Magnum Opus, e abre com uma das melhores músicas do guitarrista: NEVER DIE, simplesmente destruidora no "solo de introdução", riff, versos, refrão, sessões de arpejos e solo (os bends na casa 21 são marca registrada - devidamente homenageada por Edu Ardanuy nos solos de FIRE e TIME AFTER TIME do Dr. Sin - e são sensacionais). Outros destaques são CRASH AND BURN, PYRAMID OF CHEOPS, SEVENTH SIGN, BAD BLOOD e HAIRTRIGGER. O baterista, neste disco, é Mike Terrana, muito conhecido na cena de heavy metal, e que também tocou com Axel Rudi Pell. Não lembro exatamente onde adquiri este CD, mas sei que é uma edição nacional e não custou muito caro.

FIRE & ICE (1992) foi o último lançamento do guitarrista por uma grande gravadora, em 1992. Na gravação do disco, Malmsteen cercou-se de músicos suecos desconhecidos, dentre os quais o vocalista, Goram Edman, que não é dos meus favoritos, mas cujo desempenho tornou-se aceitável pela qualidade de algumas músicas como FOREVER IS A LONG TIME e NO MERCY – não por acaso, as minhas prediletas. O clima poser marcou presença na faixa TEASER, totalmente hard farofa. O álbum inicia com uma instrumental imponente - PERPETUAL. Embora não sejam memoráveis, outras músicas são muito aceitáveis como ALL I WANT IS EVERYTHING, DRAGONFLY, I´M MY OWN ENEMY. Consegui esse CD, não lançado no Brasil, em alguma barbada na Classic & Rock da Gal. Chaves ou naquela da Toca do Disco.
No meu caso, seja como for, não acompanhei a ascensão e o declínio dos guitarristas virtuosos, até porque pouco me interessava - como jamais me interessou - o que estava na moda em termos musicais. Para o bem ou para o mal, formei meu gosto musical por conta própria, empiricamente, ouvindo CDs alugados “só-para-conhecer” (e eventualmente gostar) e lendo revistas (Top Rock, Rock Brigade), sem contar as trocas de idéias com o pessoal do colégio (e no Sévigné havia uma turma altamente afinada com o bom hard rock/heavy metal, como o Gugu, Diego, Jorge, Dige, Cristiano, dentre outros).
No começo dos anos 90, era difícil encontrar CDs do sueco que não fossem importados, e mesmo estes eram indisponíveis para venda, ou então, o eram por preços exorbitantes. Para minha surpresa, uma locadora de CDs na Mal. Floriano, perto do Sévigné, disponibilizou o Seventh Sign para locação; era o lançamento do guitarrista na época. Imediatamente eu aluguei o CD, ouvi rapidamente, mas não me entusiasmei (só o nome do cara era muito legal).
Alguns anos depois, tornei-me sócio da CD Express, no antigo endereço na Av. Independência. A loja era grandiosa, tinha um espaço enorme para venda de CDs importados (por preços bem mais salgados que os normalmente praticados), e também um bom acervo de CDs para locação. Lá encontrei MAGNUM OPUS, SEVENTH SIGN, FIRE & ICE e ECLIPSE, sendo que apenas esse último eu não gostei.
MAGNUM OPUS (1995) começa do jeito que eu gosto que um disco comece: por uma música rápida, boa e com um nome muito legal - VENGEANCE. É realmente uma música perfeita. Na discografia de YJM, as melhores músicas têm nomes marcantes, do tipo que já dá para antecipar se a música será boa ou não pelo título da composição. Outras das minhas favoritas neste álbum são NO LOVE LOST, FIRE IN THE SKY (o duelinho do começo é matador), TIME WILL TELL (altamente inspiradora para músicas "egípcias") e VOODOO. A banda de apoio do sueco era brilhante (praticamente a mesma do SEVENTH SIGN), sendo que o destaque é o vocalista e compositor de algumas letras do disco Michael Vescera, em grande forma. Os dois discos com Vescera eu considero como os da melhor fase tanto de YJM como do próprio Vescera. Além deste, outro que manda muito no CD é o batera Shaane Gaalas. Trata-se, enfim, de um disco recompensador, pois na primeira audição eu já curti grande parte das músicas. Adquiri o CD em uma troca numa das lojas que ficam sob o viaduto da Av. Borges de Medeiros.
SEVENTH SIGN (1994) foi lançado antes de Magnum Opus, e abre com uma das melhores músicas do guitarrista: NEVER DIE, simplesmente destruidora no "solo de introdução", riff, versos, refrão, sessões de arpejos e solo (os bends na casa 21 são marca registrada - devidamente homenageada por Edu Ardanuy nos solos de FIRE e TIME AFTER TIME do Dr. Sin - e são sensacionais). Outros destaques são CRASH AND BURN, PYRAMID OF CHEOPS, SEVENTH SIGN, BAD BLOOD e HAIRTRIGGER. O baterista, neste disco, é Mike Terrana, muito conhecido na cena de heavy metal, e que também tocou com Axel Rudi Pell. Não lembro exatamente onde adquiri este CD, mas sei que é uma edição nacional e não custou muito caro.
FIRE & ICE (1992) foi o último lançamento do guitarrista por uma grande gravadora, em 1992. Na gravação do disco, Malmsteen cercou-se de músicos suecos desconhecidos, dentre os quais o vocalista, Goram Edman, que não é dos meus favoritos, mas cujo desempenho tornou-se aceitável pela qualidade de algumas músicas como FOREVER IS A LONG TIME e NO MERCY – não por acaso, as minhas prediletas. O clima poser marcou presença na faixa TEASER, totalmente hard farofa. O álbum inicia com uma instrumental imponente - PERPETUAL. Embora não sejam memoráveis, outras músicas são muito aceitáveis como ALL I WANT IS EVERYTHING, DRAGONFLY, I´M MY OWN ENEMY. Consegui esse CD, não lançado no Brasil, em alguma barbada na Classic & Rock da Gal. Chaves ou naquela da Toca do Disco.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2005
Melhores de 2005 - categorias do "Reader´s Poll" da revista Guitar World.
Most Valuable Player: Steve Vai
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Steve Vai
Biggest Disappointment: Dream Theater "Octavarium"
Worst Band: são muitas...
BEST GUITAR ALBUMS OF 2005
Rock: n/a
Punk/Alternative: n/a
Metal: n/a
HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: Steve Vai
Best Album: Deep Purple "Machine Head"
Melhor DVD: G3 Live in Tokyo (Petrucci, Satriani, Vai)
Melhor Show: Whitesnake no Gigantinho
Banda nacional: n/a
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Steve Vai
Biggest Disappointment: Dream Theater "Octavarium"
Worst Band: são muitas...
BEST GUITAR ALBUMS OF 2005
Rock: n/a
Punk/Alternative: n/a
Metal: n/a
HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: Steve Vai
Best Album: Deep Purple "Machine Head"
Melhor DVD: G3 Live in Tokyo (Petrucci, Satriani, Vai)
Melhor Show: Whitesnake no Gigantinho
Banda nacional: n/a
domingo, 25 de dezembro de 2005
DVD - G3 Live in Tokyo Satriani/Vai/Petrucci
Advertido pelo Bruce, nesse fim-de-semana de Natal fui atrás de um dos poucos lançamentos que me chamaram a atenção este ano: o DVD do G3 Live in Tokyo, com Satch, Vai e Petrucci. Em alguns aspectos esse registro é diferente dos anteriores com Satch, Vai e Johnson e Satch, Vai e YJM, a serem destacadas oportunamente. A performance solo de Petrucci foi representada por apenas 2 composições de seu álbum solo. Desde logo, o que chama a atenção é a presença de Mike Portnoy, pois ao que me consta, não foi ele o baterista que tocou no Suspended Animation. De qualquer maneira, DAMAGE CONTROL é uma música muito mais interessante do que GLASGOW KISS. Além de ficar devendo bastante na questão performance de palco, Petrucci demonstrou que está no ápice do caminho que vem desenvolvendo ultimamente, que é o de mostrar-se como o maior palhetador de guitarra que se tem notícia. O inconveniente dessa história é que, ao contrário do que poderia parecer, essa palhetada "fritada" que marcou Train of Thought do Dream Theater não é nem um pouco fluida. É do tipo: "Ah, lá vem ele com a fritada". Os outros guitarristas - Satch, Vai e até Malmsteen - possuem igualmente uma palhetada bem rápida e vigorosa, mas não tão cacete quanto a de Petrucci. Foi-se o tempo do Petrucci de Images & Words, Awake, A Change of Seasons, no qual eu tinha extrema dificuldade de eleger o melhor solo de guitarra, simplesmente pelo fato de que eu não sabia quais as músicas que ele solava (solos de teclado de Moore eram muito mais freqüentes).
Vai, como de costume, proporciona a melhor apresentação, não importa se as músicas são boas ou não, são conhecidas ou não. THE AUDIENCE IS LISTENING é conhecida e arrebenta. O cara espanca a alavanca e pisa com toda força o wah-wah. O jeito que ele toca é realmente empolgante. O músico é acompanhado, mais uma vez, por Tony Macalpine, Billy Sheehan e Dave Weiner (Jeremy Colsen é o batera). No meio de AUDIENCE..., Vai fica atrás de Sheehan e toca o baixo, enquanto o baixista toca a guitarra. BUILDING THE CHURCH tem um início que eu não pude deixar de remeter ao solo de JUDGEMENT DAY do Van Halen, com tapping de duas mãos.
Das 3 faixas solo de Satch, 2 são do álbum mais recente Is There Love in Space?: UP IN FLAMES e SEARCHING. A melhor, com toda certeza, é WAR do excelente disco THE EXTREMIST. O baixista da banda de apoio, desta vez, foi Matt Bissonette.
Na jam com os 3 guitarristas é que ocorreram as maiores diferenças em relação às edições anteriores do G3: logo na 1.ª música, FOXEY LADY, a banda de apoio, que geralmente é composta pelos músicos do Satriani, desta feita contou com Portnoy na batera. Satch cantou essa, daquele jeito que ele vem imprimindo, com o vocal mais baixo possível. Em todos os duelos entre os guitarristas, quem se sai melhor é Vai.
Acredito que nessa edição, as músicas da jam foram escolhidas por Satriani. LA GRANGE contou com 2 baixistas (Sheehan e Bissonette), batera de Jeff Campiteli e vocal de Sheehan. É indisfarçável, sobretudo na performance dos guitarristas, que Eddie Van Halen se inspirou nessa música para compor o clássico HOT FOR TEACHER. A última da jam, e a mais esperada, foi SMOKE ON THE WATER, interpretada brilhantemente por Bissonette nos vocais. Ainda aqui houve 2 baixistas. No bônus do DVD há filmagens da passagem de som, e mostra os caras se acertando para tocar os versos de SMOKE... (aquela passagem de G para F e para G de volta, no último compasso, é traiçoeira para quem não costuma ouvir a música).
Ainda acho o G3 com Malmsteen o melhor, mas com essa seqüência de lançamentos resta aguardar pelo G3 com o Paul Gilbert (que é o cara ideal para entrar no clima de galinhagem das jams) e o G3 com Eddie Van Halen (que é o único guitarrista vivo com aptidão para superar Vai e Satriani).
terça-feira, 1 de novembro de 2005
Discoteca Erga Omnes (Iron Maiden)
Iron Maiden é um caso particular de banda que todo mundo gosta (pelo menos era assim no início dos anos 90). Ainda hoje é muito fácil encontrar alguém na rua com uma camiseta do Iron - geralmente encontra-se até mais de uma pessoa. É fácil, também, encontrar-se o tipo realmente fanático pela banda inglesa, que tem todos os CDs e adora tudo o que os caras fazem. E não é por acaso, uma vez que a banda surgiu no início dos anos 80, naquela onda de bandas britânicas de heavy metal, e caracterizou-se por um som pesado mas com demonstrações de qualidade de todos os músicos. Conquanto liderada, de início, por um vocalista limitado mas com carisma no palco (Paul Di´anno), a banda tinha uma dupla boa de guitarristas (Dave Murray e Dennis Stratton, este substituído em seguida por Adrian Smith, e este, por sua vez, uma década depois, por Janick Gers), que solavam muito e compunham bons riffs, e um baixista e letrista (Steve Harris) com uma pegada muito peculiar, que favoreceu a notabilização da banda pelo estilo eqüino de algumas composições (RUN TO THE HILLS é o melhor exemplo, com aquela levada de cavalaria). O Iron é o tipo de banda impossível de buscar "inspiração", sob pena de tornar uma composição imediatamente classificável como "plágio" ou "cópia".
Só fui tomar contato com o som da banda após a aquisição de aparelho de CD no dia dos namorados de 1993. Na época os CDs eram muito baratos, e eu me permiti comprar no antigo Renner do Iguatemi (ficava na frente da Multisom do lado da Paquetá) um disco do Iron para conhecer (na mesma oportunidade, e com a mesma finalidade, eu também levei um do Metallica; no caso foi o Master of Puppets, amplamente recomendado pelo Diego e pelo Gugu).
A banda sempre teve todos os discos lançados no Brasil, o que não era comum, de modo que a escolha de um disco para adquirir era difícil para quem não conhecia nada dos caras. O "critério" foi o quantitativo: escolhi o CD que tinha o maior número de músicas, no caso o Fear of the Dark (12 faixas). Por coincidência era o mais recente lançamento de estúdio da banda, que havia se apresentado no Gigantinho em 1992 para promovê-lo.
FEAR OF THE DARK (1992)
Demorei um pouco para digerir o disco, pois eu estava mais acostumado com o som direto e com os riffs abertos do AC/DC, mas de cara gostei da 1.ª música - BE QUICK OR BE DEAD - que é o meu estilo de música: rápida e com um bom riff de início (as guitarras remetem às músicas mais rápidas do Rainbow, tipo KILL THE KING). Geralmente a primeira música dos álbuns de estúdio do Iron são rápidas e boas, e servem para abrir os shows da turnê respectiva.
O álbum conta com algumas músicas com apelo radiofônico como FROM HERE TO ETERNITY e, especialmente, WASTING LOVE. Por essa razão, muitos fanáticos desprezam o CD, considerado "comercial". São duas boas músicas, na verdade, mas eu não costumo ouvi-las - geralmente eu passo fast forward para a próxima faixa. Outras que passam batido, conquanto tenham bons momentos - seja um bom riff ou um bom refrão - são FEAR IS THE KEY, THE APPARITION e THE FUGITIVE.
Tem duas músicas que na época eu não dei muita bola, já que não faziam parte do repertório dos shows, mas que agora eu curto muito: CHAINS OF MISERY (baita refrão, bom riff hard rock - gosto muito da parte do Dave Murray no pre-chorus) e JUDAS BE MY GUIDE (excelente música hard rock dos anos 80, com um belo riff principal - que é o mesmo do refrão).
AFRAID TO SHOOT STRANGERS e FEAR OF THE DARK, com aqueles duetos melódicos fantásticos de guitarra, são músicas especiais, e essa impressão ficou fortalecida com as versões ao vivo do A Real Dead One. A primeira inicia com uma bela melodia sobre um "dedilhado", cujo padrão foi utilizado em outras músicas dos discos posteriores (esse dedilhado, na verdade, é apenas as - 3 - notas do power chord tocadas isoladamente, sem maior sofisticação). Aquele dueto, sobre o qual Dickinson canta o título da faixa, é fenomenal. FEAR OF THE DARK, a música, é uma das melhores músicas da banda, praticamente um épico devido à quantidade de riffs e andamentos - começa calmamente, com um "dedilhado" nos power chords D-C-Bb-F-G, e um teminha que reproduz a melodia da voz. Segue, então, uma correria pauleira, e após os versos. No meio tem 1 dueto grande de guitarra, com 2 teminhas, um após o outro - ambos fantásticos. Poucas bandas conseguem fazer com tanta desenvoltura a passagem de andamentos rápidos para lentos; essa é uma das virtudes do Iron.
A versão do álbum que eu tenho não é mais aquela adquirida na forma acima noticiada (troquei na Stoned); posteriormente comprei aquele relançamento com CD bônus, com faixas muito boas ao vivo (da turnê do No Prayer for the Dying) e outros covers e músicas de galinhagem (Roll Over Vic Vella).
A REAL LIVE ONE (1993)
A Real Live One, já referido, eu tomei contato logo em seguida (metade de 1993), mediante locação na famigerada Madsound. Lembro que curti CAN I PLAY WITH MADNESS, além das já conhecidas do Fear of the Dark. A última música, que eu achava que era a de encerramento do show (era a de encerramento do disco de estúdio), era a faixa título do Fear of the Dark, e parecia perfeita para tal finalidade. Mal sabia que essa era apenas a metade do show (só com o Live at Donnington é que pude conhecer um show do Iron na integralidade).
Outra impressão que eu tenho até hoje é a de que as versões ao vivo daquela época são muito superiores às versões de estúdio. As músicas ficam mais rápidas e com "mais energia", adicionado ao fato de que Bruce Dickinson estava em plena forma cantando como nunca, e cada guitarra ficava em um lado do fone de ouvido, de modo que se podia perceber claramente a diferença de estilo entre Gers e Murray.
A REAL DEAD ONE (1993)
Algum tempo depois eu adquiri nas Americanas do Praia de Belas o A Real Dead One, por um preço muito convidativo (por um bom tempo as Americanas foram excelentes fornecedoras de CDs "de relevo" por preços acessíveis). O disco tem a mesma qualidade de som e performance, e conta com os clássicos da banda até a época do Live After Death. THE NUMBER OF THE BEAST, THE TROOPER, 2 MINUTES TO MIDNIGHT, RUN TO THE HILLS e HALLOWED BE THY NAME contam com versões empolgantes. Não há que se desprezar, ainda, algumas músicas que não faziam parte do repertório de todos os shows como PROWLER (bela versão, bem emocionante), TRANSYLVANIA e WHERE EAGLES DARE. SANCTUARY é uma música que não faz parte de nenhum álbum de estúdio, e a qual eu nunca gostei - honestamente, não sei porque integrou o repertório de tantas turnês, até a do Brave New World (ver o CD Rock in Rio).
Seja como for, quando eu quero ouvir CDs ao vivo do Iron eu ouço A Real Live One e A Real Dead One (recentemente foram relançados em CD duplo sob o título A Real Live Dead One).
Como sói acontecer, a partir de então resolvi ir atrás de TODOS os discos da banda; assim, fui alugando um por um numa locadora da Rua Mal. Floriano, que ficava onde agora se encontra a Boca do Disco do Getúlio (lembro que eu sempre ia com o Giulia e o Marcus Vinícius, e que eles me acompanhavam não só por ser caminho para as paradas de ônibus, mas também pelo fato da atendedora da locadora na época ser muito bonita - foi frustrante quando o dono comunicou que ela não trabalhava mais lá por ter se casado...). De todos aqueles CDs o mais marcante foi Powerslave, alugado no verão (janeiro) de 1994; alguns discos parecem ter sido feitos em épocas específicas do ano, ou pelo menos parecem representar perfeitamente determinada estação; no caso, dois discos eu acho que se afinam com o verão: o próprio Powerslave e Hot in the Shade do Kiss.
POWERSLAVE (1984)
Dois clássicos abrem Powerslave: ACES HIGH e 2 MINUTES TO MIDNIGHT. A primeira trata de temas muito caros a Steve Harris (aviação e guerra), e tem vários riffs - é uma música bem orquestrada. A segunda é um verdadeiro clássico, provavelmente uma das melhores músicas do gênero. Começa com um riff de guitarra simples mas genial, e tem várias partes diferentes - tem até uma sessão instrumental entre os solos de Smith e Murray. A Burnin´ Boat tocou essa música em muitos ensaios e em alguns shows.
O disco conta ainda com uma música instrumental muito boa - LOSFER WORDS - e outras músicas obscuras, mas com qualidade como THE DUELLISTS e FLASH OF THE BLADE. Outros dois clássicos da banda são reservados para o final: a faixa-título, com muitas partes, andamentos (rápido e lento) e, sobretudo, riffs (o que serve de apoio para os versos, o do pre-chorus, o que serve de base para os solos - muito empolgante). Tem um dedilhado no meio que é base para um solo no meio da música, que é perfeito, e é acompanhado por uma linha de baixo que é praticamente outro solo. Enfim, uma profusão de sons - todos os músicos, nessa parte da música, executam tarefas bem distintas que se somam e se harmonizam para criar um momento de extrema criatividade. Essa música foi executada no primeiro show da Burnin´ Boat, no Teatro de Elis em 2000, e causou comoção nessa parte.
RIME OF THE ANCIENT MARINER é a primeira composição com mais de 10 minutos dos discos de estúdio do Iron. Junto com THE SIGN OF THE CROSS, do The X Factor, é o mais prog que a banda consegue chegar. Da mesma forma que POWERSLAVE, a música, RIME tem várias partes distintas, e uma letra muito longa. Um riff muito legal aparece lá pelas tantas, e é acompanhado por Bruce Dickinson a la BLACK DOG - os versos são cantados nas pausas do riff. No meio tem uma parte sonolenta em que o baixo executa arpejos e surge uma narração de um poema de Samuel Taylor Coleridge . Segue-se, então, uma daquelas retomadas empolgantes que o Iron costuma fazer após esses momentos mais sossegados.
LIVE AFTER DEATH (1985)
Da turnê de POWERSLAVE foi gravado um show nos EUA que deu origem ao CD LIVE AFTER DEATH, que eu já tive em 3 oportunidades 3 versões diferentes: a original, com CD single; uma do primeiro relançamento, com CD bônus contendo faixas não incluídas no LP; e um segundo relançamento com outro CD bônus contendo outras
faixas da mesma época, diferentes das do CD anterior. Os dois primeiros eu inclui em negociações nas lojas que trocam CDs (Stoned e uma no viaduto da Av. Borges). O outro eu ainda tenho - adquiri na Multisom exclusivamente pelo fato de que o preço era de CD simples, em que pese o fato de se tratar de CD duplo.
Por aí já se vê que LIVE AFTER DEATH não é nem de perto um dos meus favoritos. E não é para menos, em que pesem opinião da maioria dos fãs da banda, que entendem este como o melhor CD ao vivo da banda: Bruce Dickinson, na época, tinha uma voz muito ruim comparada com a que ele teve nos anos 90 até hoje; o som das guitarras era muito ruim, sem nem um pouco da "energia" que se ouve nos discos A REAL LIVE ONE, A REAL DEAD ONE e LIVE AT DONNINGTON; os backing vocals de Adrian Smith, por vezes, soam desafinados. O repertório é bom, conquanto tenha algumas faixas que eu não costumo ouvir como REVELATIONS, SANCTUARY e RUNNING FREE. Cumpre salientar, todavia, a excelente versão de FLIGHT OF ICARUS, mesmo com Dickinson se destruindo para alcançar as notas certas.
SOMEWHERE IN TIME (1986)

SOMEWHERE IN TIME eu conheci ao alugar na Madsound em um fim-de-semana de 1996; após ouvir as primeiras três músicas adquiri a convicção de que era um baita disco, e comprei aquele do primeiro relançamento com um CD bônus (com músicas tipo REACH OUT, JUANITA entre outras). CAUGHT SOMEWHERE IN TIME é um clássico do Maiden, com toda a dramaticidade que se costumava empregar nesse tipo de composição - início pomposo, com um teminha, outro teminha a toda velocidade, entre outros eventos.
WASTED YEARS é uma bela música de hard rock dos anos 80, composta por Smith. A seguinte é SEA OF MADNESS, e nesta o destaque é o baixo. Os riffs de Murray e Smith ficam prejudicados pelo som das guitarras, empastelados por sintetizadores. Esses recursos artificiais são geralmente maléficos nesse estilo de música, que a torna imediatamente datada. O disco inteiro é recheado dessas guitarras sintetizadas e marcou o início da utilização de teclados nos álbuns de estúdio do Iron.
Como destaque sobram HEAVEN CAN WAIT, uma das minhas favoritas, especialmente naquela parte "Taaaaaaake my hand, I´ll lead you to the promise land". Até o "ô-ô-ôo", que geralmente soa forçado em determinadas músicas, serviu bem até na versão de estúdio; STRANGER IN A STRANGE LAND não é uma composição típica da banda, pelo andamento e pela ausência de duetos de guitarra (os teminhas). Tem um estilo hard rock, com um bom refrão.
SEVENTH SON OF A SEVENTH SON (1988)

SEVENTH SON OF A SEVENTH SON é dos discos que me despertam menor interesse, muito embora nele estejam registrados pelo menos 3 músicas boas: o clássico THE EVIL THAT MEN DO (que não é das minhas favoritas; eu diria que é uma das que eu menos curto, de tão banalizada pelas bandas cover e pelo próprio Iron - até a Burnin´ Boat já tocou essa ao vivo), a outra clássica CAN I PLAY WITH MADNESS (gosto daquele teclado no refrão, poser pra caramba), e THE CLAIRVOYANT (gosto dos teminhas). INFINITE DREAMS é o tipo de música que o Iron já fez e continua fazendo - a banda se ressente de alguma repetição quanto a dedilhados e progressão de acordes (C-D-E e suas variações, incluindo, por vezes, B ou G). Ouvi muito pouco esse disco em relação aos outros da coleção - prefiro o CD bônus, que tem algumas versões ao vivo muito boas de KILLERS e THE PRISONER, bem como uma versão atualizada de CHARLOTTE THE HARLOT.
Os discos mais antigos do Iron, pessoalmente, despertam pouca curiosidade. Todos são excelentes - o mais importante deles é The Number of the Beast - , mas são de escasso interesse, talvez pelo próprio fato de serem muito bem acolhidos por público e crítica (dá-se o mesmo com os primeiros álbuns do Black Sabbath com o Ozzy - do 1.º até o Sabbath Bloody Sabbath - de valor musical e histórico indiscutível, mas que eu já ouvi o suficiente; prefiro os controvertidos discos dos anos 80). O caso mais notável é o de Peace of Mind, que tem músicas do tipo THE TROOPER e FLIGHT OF ICARUS, mas que jamais me comoveu a ponto de adquiri-lo em loja - bastou-me a locação na antiga locadora da Rua Mal. Floriano.
Dessa época (antes de Powerslave), algumas músicas são fantásticas como PHANTOM OF THE OPERA (inacreditável que os caras não incluam essa no set list dos shows - a única música dessa época que ainda é interpretada é WRATHCHILD, e isso ocorre em todas as turnês, inexplicavelmente). HALLOWED BE THY NAME é outra das favoritas, e tem uma letra magnífica. Em regra eu não dou a mínima para as letras, mas nesse caso é imperioso reconhecer que tem belos versos, e a história narrada é praticamente teatral. Outra com letra de destaque é THE TROOPER, e também vale lembrar RUN TO THE HILLS.
THE X FACTOR (1995)

Mesmo o fato de recairem as músicas, em regra, sobre os mesmos acordes (power chords) C-D-E, o Iron conseguiu por muito tempo compor de maneira a tornar interessantes as músicas, com alguns riffs de efeito moral e teminhas bem sacados. Com o tempo (depois do Fear of the Dark) essa capacidade foi se dissipando e hoje é preciso alguma boa vontade para encarar determinadas faixas dos discos mais recentes. Dentre estes o melhor é The X Factor.
Após a saída de Bruce Dickinson, no início dos anos 90, a banda fez uma espécie de vestibular para a escolha do novo vocalista. Hoje em dia se sabe que muitos dos melhores vocalistas do gênero se prestaram para fazer audições e enviar material a ser analisado por Harris e Cia, dentre os quais DC Cooper, Doogie White e até o André Matos. No final das contas, de forma surpreendente, os caras optaram por um vocalista já conhecido (deles) de turnês passadas na Inglaterra, que se apresentava com a desconhecida Wolfbane: trata-se de Blaze Bailey. A escolha dividiu os fãs, e a maioria dos que eu conheço torceu o nariz para a escolha. De Bruce a Blaze os estilos são completamente diferentes - o último é mais contido pois sua voz não tem nada do alcance do primeiro. Mas esse não foi o maior problema; a questão tornou-se delicada pelo fato de que Dickinson, além de excelente vocalista, é um perfeito frontman, extremamente carismático. Não é alguém fácil de ser substituído. Blaze, por sua vez, tem alcance limitado e carisma praticamente nulo - nem se fale na sua pífia performance de palco.
Em 95, então no colégio, eu fui o primeiro a ouvir The X Factor (locação na Madsound). O som do disco causou estranheza, uma "sensação de quarto escuro", provavelmente devido à capa, ao encarte e à primeira faixa do álbum, que inicia com um sinistro canto gregoriano. Lembro que ninguém gostou da novidade. Com o tempo eu acabei gostando de THE SIGN OF THE CROSS, MAN ON THE EDGE ("Falling dooown"), FORTUNES OF WAR. A primeira é um épico ao estilo da banda, com bons riffs, um baita refrão, e uma parte instrumental bem qualificada. Gosto muito dessa música, que felizmente ganhou uma versão com 3 guitarristas e na voz de Bruce Dickinson no álbum Rock in Rio. MAN ON THE EDGE é outra das minhas favoritas, com um estilo bem Rainbow. Geralmente eu não gosto de refrões limitados ao título da faixa, ou algum outro verso, cantado repetidamente (v.g., BLOOD BROTHERS), mas nesse caso entendo que funcionou adequadamente.
Muitas das letras de The X Factor tratam de guerra, geralmente associada à dor e perda. É um tema recorrente, sobretudo nas letras de Steve Harris. FORTUNES OF WAR é uma boa música, bem interpretada por Bailey, e com alguns trechos bem imponentes, surpreendentemente com um violão acústico. O refrão tem aquela repetição do título da música, mas finaliza com um verso rimando, o que quebra a monotonia ("Fortunes of War; fortunes of war; fortunes of war; no pain anymore"). É o tipo de coisa que os caras deveriam fazer sempre, pra evitar refrões enjoados tipo BLOOD BROTHERS e BRAVE NEW WORLD. Outra com o mesmo estilo, e bem legal, é THE AFTERMATH.

Da turnê de lançamento saíram alguns bootlegs, dentre os quais se destaca The Eternal Flame, nos quais o repertório invariavelmente incluíam HEAVEN CAN WAIT, WRATHCHILD, THE EVIL THAT MEN DO, IRON MAIDEN, AFRAID TO SHOOT STRANGERS e THE TROOPER junto com FORTUNES OF WAR, THE AFTERMATH, SIGN OF THE CROSS, LORD OF THE FLIES e MAN ON THE EDGE. Algumas das clássicas do Iron, mas que exigiam alcance muito alto do vocalista, foram excluídas. Claramente se percebia que Bailey não dava conta em determinadas ocasiões.
VIRTUAL XI (1998)

O disco seguinte, Virtual XI, eu ouvi um pouco na época do lançamento (aluguei na Madsound), e agora mais recentemente. Nunca fui fã desse disco, e mesmo algumas músicas me causavam irritação. Só mais recentemente é que percebi que se trata de um bom álbum, com uma boa música de abertura (FUTUREAL) e alguns bons momentos em LIGHTNING STRIKES TWICE (mesmo com parte do refrão - aquele "Strikes twice!" - algo bizarro de ouvir). Jamais gostei de THE CLANSMAN, com aquele início com bends iguais aos de INFINITE DREAMS e "dedilhado" nos power chords exaustivamente repetidos em outras músicas. Entretanto, ouvindo o CD com isenção de ânimo (humm), já admito que a música é boa e que aquela parte "Fredooooom" não é despicienda.
Após o lançamento de Virtual XI, e uma turnê melancólica que se seguiu, promoveu-se uma reunião com Bruce Dickinson e Adrian Smith sendo agregados ao grupo, excluindo-se Blaze Bailey. Lembro que a expectativa era enorme, pois o som da banda parecia ideal para uma formação com 3 guitarras; neste caso as opções eram inúmeras: v.g., duas guitarras executariam um dueto, e a terceira, os acordes; ou 3 guitarras executariam um mesmo tema, mas em diferentes posições da escala (terça ou quinta); solos dos 3 guitarristas na mesma música.
BRAVE NEW WORLD (2001)
Por isso o lançamento de Brave New World foi cercado de um entusiasmo que eu jamais tinha visto, e nem se repetiu até hoje. O CD foi adquirido por praticamente todos os meus conhecidos na época, ou pelo menos todos os que estavam envolvidos nesse tipo de música. Não por acaso eu acabei inaugurando aquele esquema pré-venda da Saraiva, e o meu exemplar chegou quando eu menos esperava.
Após as primeiras audições, restou uma sensação de frustração com algumas composições. A banda resolveu apostar nas fórmulas consagradas dos discos anteriores, deixando pouco espaço para inovações. THE WICKER MAN é uma boa música de abertura, uma das melhores da carreira do Iron. Inicialmente eu achava aquele "ô-ô-ô-ôu" um pouco forçado, mas hoje em dia não vejo maiores problemas. O solo de Adrian Smith é bem legal. GHOST OF THE NAVIGATOR começa bem, tem bom riff e bons versos, mas não gosto muito do pre-chorus ("and I know, I know, I knoooow"), do chorus, e da parte que vem em seguida. Algumas música são realmente boas, como DREAM OF MIRRORS e THE NOMAD.
ROCK IN RIO (2003)
No final das contas, Brave New World não é o tipo de disco que dá vontade de ouvir por vários dias. Em janeiro de 2002, a banda se apresentou no Rock in Rio e gravou um CD ao vivo e um DVD. O repertório foi decepcionante, pois a ordem das músicas era facilmente adivinhável. E se tem uma coisa que eu diria que pode arruinar um show é um set list previsivel. A única surpresa ficou por conta da performance do Bruce Dickinson que cantou e correu muito o show inteiro.
Pessoalmente, a melhor música do show foi THE SIGN OF THE CROSS, que já era uma das minhas favoritas, e que ficou excelente na voz de Dickinson. O álbum demorou muitos meses para ser lançado, devido ao fato de que alguns canais terem sido danificados. Entendo que o problema não foi totalmente solucionado, pois algumas faixas têm a linha de baixo muito ruim, como em THE WICKER MAN.
Adquiri o CD nas Americanas, sem muita empolgação, mais em atenção ao fato de ser um disco ao vivo com 3 bons guitarristas. Entretanto, os problemas de áudio tornam o disco difícil de ourir - ainda prefiro os velhos A REAL LIVE ONE, A REAL DEAD ONE e LIVE AT DONNINGTON.
DANCE OF DEATH (2004)
Eu não esperava outro lançamento de inéditas do Iron tão cedo. Mas os caras sabem que o tempo está curto, e os próprios integrantes da banda admitem que é hora de aproveitar o máximo e capitalizar em cima de discos de estúdio, turnês e discos ao vivo. Entendo que é o melhor que eles têm a fazer mesmo, sobretudo em atenção ao fato de que a banda tem um público cativo e fanático, o que é garantia de sucesso dos lançamentos.
Ouvi pela primeira vez Dance of Death já desacreditado de que encontraria alguma novidade que motivasse a aquisição do CD. E de fato, na época achei o disco muito fraco, totalmente previsível - até postei um comentário na época, neste espaço.
Tomado de uma curiosidade súbita por esses CDs da banda, após o lançamento (inesperado, por mim) de Death on the Road, resolvi adquirir Dance of the Death na Saraiva. E não me arrependo - o disco abre com uma faixa que eu menosprezei de início, mas que é muito boa: WILDEST DREAMS. Outras músicas legais são THE JOURNEYMAN ("I know what I want, and say what I want"), NO MORE LIES, a própria faixa-título, e PASCHENDALE.
É evidente que as composições guardam aquele estilo consagrado pelo Iron, com progressões de acordes baseados no C-D-E ou Bb-D-D, subindo ou descendo para G ou F ocasionalmente.
Em Death on the Road podemos ver, finalmente, a voz de Dickinson perdendo a força. O cara continua mandando bem, mas em alguns momentos se percebe que o esforço do vocalista acaba prejudicando a clareza dos versos mais altos. É uma pena, mas esse fenômeno é inevitável e todos os vocalistas invariavelmente passam por ele (só Glenn Hughes mantém a forma, apesar da voz ter-se modificado em certa medida; Rob Halford é outro que preserva o alcance).
Definitivamente, o Iron é uma das bandas que eu iria assistir se viesse a Porto Alegre. É uma pena que ainda não vieram divulgar o Dance of Death ou o Death on the Road, sobretudo diante das visitas recentes do Judas Priest (turnê do Angel of Retribution), do Whitesnake, e do Stratovarius.
Só fui tomar contato com o som da banda após a aquisição de aparelho de CD no dia dos namorados de 1993. Na época os CDs eram muito baratos, e eu me permiti comprar no antigo Renner do Iguatemi (ficava na frente da Multisom do lado da Paquetá) um disco do Iron para conhecer (na mesma oportunidade, e com a mesma finalidade, eu também levei um do Metallica; no caso foi o Master of Puppets, amplamente recomendado pelo Diego e pelo Gugu).
A banda sempre teve todos os discos lançados no Brasil, o que não era comum, de modo que a escolha de um disco para adquirir era difícil para quem não conhecia nada dos caras. O "critério" foi o quantitativo: escolhi o CD que tinha o maior número de músicas, no caso o Fear of the Dark (12 faixas). Por coincidência era o mais recente lançamento de estúdio da banda, que havia se apresentado no Gigantinho em 1992 para promovê-lo.
FEAR OF THE DARK (1992)
Demorei um pouco para digerir o disco, pois eu estava mais acostumado com o som direto e com os riffs abertos do AC/DC, mas de cara gostei da 1.ª música - BE QUICK OR BE DEAD - que é o meu estilo de música: rápida e com um bom riff de início (as guitarras remetem às músicas mais rápidas do Rainbow, tipo KILL THE KING). Geralmente a primeira música dos álbuns de estúdio do Iron são rápidas e boas, e servem para abrir os shows da turnê respectiva. O álbum conta com algumas músicas com apelo radiofônico como FROM HERE TO ETERNITY e, especialmente, WASTING LOVE. Por essa razão, muitos fanáticos desprezam o CD, considerado "comercial". São duas boas músicas, na verdade, mas eu não costumo ouvi-las - geralmente eu passo fast forward para a próxima faixa. Outras que passam batido, conquanto tenham bons momentos - seja um bom riff ou um bom refrão - são FEAR IS THE KEY, THE APPARITION e THE FUGITIVE.
Tem duas músicas que na época eu não dei muita bola, já que não faziam parte do repertório dos shows, mas que agora eu curto muito: CHAINS OF MISERY (baita refrão, bom riff hard rock - gosto muito da parte do Dave Murray no pre-chorus) e JUDAS BE MY GUIDE (excelente música hard rock dos anos 80, com um belo riff principal - que é o mesmo do refrão).
AFRAID TO SHOOT STRANGERS e FEAR OF THE DARK, com aqueles duetos melódicos fantásticos de guitarra, são músicas especiais, e essa impressão ficou fortalecida com as versões ao vivo do A Real Dead One. A primeira inicia com uma bela melodia sobre um "dedilhado", cujo padrão foi utilizado em outras músicas dos discos posteriores (esse dedilhado, na verdade, é apenas as - 3 - notas do power chord tocadas isoladamente, sem maior sofisticação). Aquele dueto, sobre o qual Dickinson canta o título da faixa, é fenomenal. FEAR OF THE DARK, a música, é uma das melhores músicas da banda, praticamente um épico devido à quantidade de riffs e andamentos - começa calmamente, com um "dedilhado" nos power chords D-C-Bb-F-G, e um teminha que reproduz a melodia da voz. Segue, então, uma correria pauleira, e após os versos. No meio tem 1 dueto grande de guitarra, com 2 teminhas, um após o outro - ambos fantásticos. Poucas bandas conseguem fazer com tanta desenvoltura a passagem de andamentos rápidos para lentos; essa é uma das virtudes do Iron.
A versão do álbum que eu tenho não é mais aquela adquirida na forma acima noticiada (troquei na Stoned); posteriormente comprei aquele relançamento com CD bônus, com faixas muito boas ao vivo (da turnê do No Prayer for the Dying) e outros covers e músicas de galinhagem (Roll Over Vic Vella).
A REAL LIVE ONE (1993)
A Real Live One, já referido, eu tomei contato logo em seguida (metade de 1993), mediante locação na famigerada Madsound. Lembro que curti CAN I PLAY WITH MADNESS, além das já conhecidas do Fear of the Dark. A última música, que eu achava que era a de encerramento do show (era a de encerramento do disco de estúdio), era a faixa título do Fear of the Dark, e parecia perfeita para tal finalidade. Mal sabia que essa era apenas a metade do show (só com o Live at Donnington é que pude conhecer um show do Iron na integralidade). Outra impressão que eu tenho até hoje é a de que as versões ao vivo daquela época são muito superiores às versões de estúdio. As músicas ficam mais rápidas e com "mais energia", adicionado ao fato de que Bruce Dickinson estava em plena forma cantando como nunca, e cada guitarra ficava em um lado do fone de ouvido, de modo que se podia perceber claramente a diferença de estilo entre Gers e Murray.
A REAL DEAD ONE (1993)
Algum tempo depois eu adquiri nas Americanas do Praia de Belas o A Real Dead One, por um preço muito convidativo (por um bom tempo as Americanas foram excelentes fornecedoras de CDs "de relevo" por preços acessíveis). O disco tem a mesma qualidade de som e performance, e conta com os clássicos da banda até a época do Live After Death. THE NUMBER OF THE BEAST, THE TROOPER, 2 MINUTES TO MIDNIGHT, RUN TO THE HILLS e HALLOWED BE THY NAME contam com versões empolgantes. Não há que se desprezar, ainda, algumas músicas que não faziam parte do repertório de todos os shows como PROWLER (bela versão, bem emocionante), TRANSYLVANIA e WHERE EAGLES DARE. SANCTUARY é uma música que não faz parte de nenhum álbum de estúdio, e a qual eu nunca gostei - honestamente, não sei porque integrou o repertório de tantas turnês, até a do Brave New World (ver o CD Rock in Rio). Seja como for, quando eu quero ouvir CDs ao vivo do Iron eu ouço A Real Live One e A Real Dead One (recentemente foram relançados em CD duplo sob o título A Real Live Dead One).
Como sói acontecer, a partir de então resolvi ir atrás de TODOS os discos da banda; assim, fui alugando um por um numa locadora da Rua Mal. Floriano, que ficava onde agora se encontra a Boca do Disco do Getúlio (lembro que eu sempre ia com o Giulia e o Marcus Vinícius, e que eles me acompanhavam não só por ser caminho para as paradas de ônibus, mas também pelo fato da atendedora da locadora na época ser muito bonita - foi frustrante quando o dono comunicou que ela não trabalhava mais lá por ter se casado...). De todos aqueles CDs o mais marcante foi Powerslave, alugado no verão (janeiro) de 1994; alguns discos parecem ter sido feitos em épocas específicas do ano, ou pelo menos parecem representar perfeitamente determinada estação; no caso, dois discos eu acho que se afinam com o verão: o próprio Powerslave e Hot in the Shade do Kiss.
POWERSLAVE (1984)
Dois clássicos abrem Powerslave: ACES HIGH e 2 MINUTES TO MIDNIGHT. A primeira trata de temas muito caros a Steve Harris (aviação e guerra), e tem vários riffs - é uma música bem orquestrada. A segunda é um verdadeiro clássico, provavelmente uma das melhores músicas do gênero. Começa com um riff de guitarra simples mas genial, e tem várias partes diferentes - tem até uma sessão instrumental entre os solos de Smith e Murray. A Burnin´ Boat tocou essa música em muitos ensaios e em alguns shows. O disco conta ainda com uma música instrumental muito boa - LOSFER WORDS - e outras músicas obscuras, mas com qualidade como THE DUELLISTS e FLASH OF THE BLADE. Outros dois clássicos da banda são reservados para o final: a faixa-título, com muitas partes, andamentos (rápido e lento) e, sobretudo, riffs (o que serve de apoio para os versos, o do pre-chorus, o que serve de base para os solos - muito empolgante). Tem um dedilhado no meio que é base para um solo no meio da música, que é perfeito, e é acompanhado por uma linha de baixo que é praticamente outro solo. Enfim, uma profusão de sons - todos os músicos, nessa parte da música, executam tarefas bem distintas que se somam e se harmonizam para criar um momento de extrema criatividade. Essa música foi executada no primeiro show da Burnin´ Boat, no Teatro de Elis em 2000, e causou comoção nessa parte.
RIME OF THE ANCIENT MARINER é a primeira composição com mais de 10 minutos dos discos de estúdio do Iron. Junto com THE SIGN OF THE CROSS, do The X Factor, é o mais prog que a banda consegue chegar. Da mesma forma que POWERSLAVE, a música, RIME tem várias partes distintas, e uma letra muito longa. Um riff muito legal aparece lá pelas tantas, e é acompanhado por Bruce Dickinson a la BLACK DOG - os versos são cantados nas pausas do riff. No meio tem uma parte sonolenta em que o baixo executa arpejos e surge uma narração de um poema de Samuel Taylor Coleridge . Segue-se, então, uma daquelas retomadas empolgantes que o Iron costuma fazer após esses momentos mais sossegados.
LIVE AFTER DEATH (1985)
Da turnê de POWERSLAVE foi gravado um show nos EUA que deu origem ao CD LIVE AFTER DEATH, que eu já tive em 3 oportunidades 3 versões diferentes: a original, com CD single; uma do primeiro relançamento, com CD bônus contendo faixas não incluídas no LP; e um segundo relançamento com outro CD bônus contendo outrasfaixas da mesma época, diferentes das do CD anterior. Os dois primeiros eu inclui em negociações nas lojas que trocam CDs (Stoned e uma no viaduto da Av. Borges). O outro eu ainda tenho - adquiri na Multisom exclusivamente pelo fato de que o preço era de CD simples, em que pese o fato de se tratar de CD duplo.
Por aí já se vê que LIVE AFTER DEATH não é nem de perto um dos meus favoritos. E não é para menos, em que pesem opinião da maioria dos fãs da banda, que entendem este como o melhor CD ao vivo da banda: Bruce Dickinson, na época, tinha uma voz muito ruim comparada com a que ele teve nos anos 90 até hoje; o som das guitarras era muito ruim, sem nem um pouco da "energia" que se ouve nos discos A REAL LIVE ONE, A REAL DEAD ONE e LIVE AT DONNINGTON; os backing vocals de Adrian Smith, por vezes, soam desafinados. O repertório é bom, conquanto tenha algumas faixas que eu não costumo ouvir como REVELATIONS, SANCTUARY e RUNNING FREE. Cumpre salientar, todavia, a excelente versão de FLIGHT OF ICARUS, mesmo com Dickinson se destruindo para alcançar as notas certas.
SOMEWHERE IN TIME (1986)

SOMEWHERE IN TIME eu conheci ao alugar na Madsound em um fim-de-semana de 1996; após ouvir as primeiras três músicas adquiri a convicção de que era um baita disco, e comprei aquele do primeiro relançamento com um CD bônus (com músicas tipo REACH OUT, JUANITA entre outras). CAUGHT SOMEWHERE IN TIME é um clássico do Maiden, com toda a dramaticidade que se costumava empregar nesse tipo de composição - início pomposo, com um teminha, outro teminha a toda velocidade, entre outros eventos.
WASTED YEARS é uma bela música de hard rock dos anos 80, composta por Smith. A seguinte é SEA OF MADNESS, e nesta o destaque é o baixo. Os riffs de Murray e Smith ficam prejudicados pelo som das guitarras, empastelados por sintetizadores. Esses recursos artificiais são geralmente maléficos nesse estilo de música, que a torna imediatamente datada. O disco inteiro é recheado dessas guitarras sintetizadas e marcou o início da utilização de teclados nos álbuns de estúdio do Iron.
Como destaque sobram HEAVEN CAN WAIT, uma das minhas favoritas, especialmente naquela parte "Taaaaaaake my hand, I´ll lead you to the promise land". Até o "ô-ô-ôo", que geralmente soa forçado em determinadas músicas, serviu bem até na versão de estúdio; STRANGER IN A STRANGE LAND não é uma composição típica da banda, pelo andamento e pela ausência de duetos de guitarra (os teminhas). Tem um estilo hard rock, com um bom refrão.
SEVENTH SON OF A SEVENTH SON (1988)

SEVENTH SON OF A SEVENTH SON é dos discos que me despertam menor interesse, muito embora nele estejam registrados pelo menos 3 músicas boas: o clássico THE EVIL THAT MEN DO (que não é das minhas favoritas; eu diria que é uma das que eu menos curto, de tão banalizada pelas bandas cover e pelo próprio Iron - até a Burnin´ Boat já tocou essa ao vivo), a outra clássica CAN I PLAY WITH MADNESS (gosto daquele teclado no refrão, poser pra caramba), e THE CLAIRVOYANT (gosto dos teminhas). INFINITE DREAMS é o tipo de música que o Iron já fez e continua fazendo - a banda se ressente de alguma repetição quanto a dedilhados e progressão de acordes (C-D-E e suas variações, incluindo, por vezes, B ou G). Ouvi muito pouco esse disco em relação aos outros da coleção - prefiro o CD bônus, que tem algumas versões ao vivo muito boas de KILLERS e THE PRISONER, bem como uma versão atualizada de CHARLOTTE THE HARLOT.
Os discos mais antigos do Iron, pessoalmente, despertam pouca curiosidade. Todos são excelentes - o mais importante deles é The Number of the Beast - , mas são de escasso interesse, talvez pelo próprio fato de serem muito bem acolhidos por público e crítica (dá-se o mesmo com os primeiros álbuns do Black Sabbath com o Ozzy - do 1.º até o Sabbath Bloody Sabbath - de valor musical e histórico indiscutível, mas que eu já ouvi o suficiente; prefiro os controvertidos discos dos anos 80). O caso mais notável é o de Peace of Mind, que tem músicas do tipo THE TROOPER e FLIGHT OF ICARUS, mas que jamais me comoveu a ponto de adquiri-lo em loja - bastou-me a locação na antiga locadora da Rua Mal. Floriano.
Dessa época (antes de Powerslave), algumas músicas são fantásticas como PHANTOM OF THE OPERA (inacreditável que os caras não incluam essa no set list dos shows - a única música dessa época que ainda é interpretada é WRATHCHILD, e isso ocorre em todas as turnês, inexplicavelmente). HALLOWED BE THY NAME é outra das favoritas, e tem uma letra magnífica. Em regra eu não dou a mínima para as letras, mas nesse caso é imperioso reconhecer que tem belos versos, e a história narrada é praticamente teatral. Outra com letra de destaque é THE TROOPER, e também vale lembrar RUN TO THE HILLS.
THE X FACTOR (1995)

Mesmo o fato de recairem as músicas, em regra, sobre os mesmos acordes (power chords) C-D-E, o Iron conseguiu por muito tempo compor de maneira a tornar interessantes as músicas, com alguns riffs de efeito moral e teminhas bem sacados. Com o tempo (depois do Fear of the Dark) essa capacidade foi se dissipando e hoje é preciso alguma boa vontade para encarar determinadas faixas dos discos mais recentes. Dentre estes o melhor é The X Factor.
Após a saída de Bruce Dickinson, no início dos anos 90, a banda fez uma espécie de vestibular para a escolha do novo vocalista. Hoje em dia se sabe que muitos dos melhores vocalistas do gênero se prestaram para fazer audições e enviar material a ser analisado por Harris e Cia, dentre os quais DC Cooper, Doogie White e até o André Matos. No final das contas, de forma surpreendente, os caras optaram por um vocalista já conhecido (deles) de turnês passadas na Inglaterra, que se apresentava com a desconhecida Wolfbane: trata-se de Blaze Bailey. A escolha dividiu os fãs, e a maioria dos que eu conheço torceu o nariz para a escolha. De Bruce a Blaze os estilos são completamente diferentes - o último é mais contido pois sua voz não tem nada do alcance do primeiro. Mas esse não foi o maior problema; a questão tornou-se delicada pelo fato de que Dickinson, além de excelente vocalista, é um perfeito frontman, extremamente carismático. Não é alguém fácil de ser substituído. Blaze, por sua vez, tem alcance limitado e carisma praticamente nulo - nem se fale na sua pífia performance de palco.
Em 95, então no colégio, eu fui o primeiro a ouvir The X Factor (locação na Madsound). O som do disco causou estranheza, uma "sensação de quarto escuro", provavelmente devido à capa, ao encarte e à primeira faixa do álbum, que inicia com um sinistro canto gregoriano. Lembro que ninguém gostou da novidade. Com o tempo eu acabei gostando de THE SIGN OF THE CROSS, MAN ON THE EDGE ("Falling dooown"), FORTUNES OF WAR. A primeira é um épico ao estilo da banda, com bons riffs, um baita refrão, e uma parte instrumental bem qualificada. Gosto muito dessa música, que felizmente ganhou uma versão com 3 guitarristas e na voz de Bruce Dickinson no álbum Rock in Rio. MAN ON THE EDGE é outra das minhas favoritas, com um estilo bem Rainbow. Geralmente eu não gosto de refrões limitados ao título da faixa, ou algum outro verso, cantado repetidamente (v.g., BLOOD BROTHERS), mas nesse caso entendo que funcionou adequadamente.
Muitas das letras de The X Factor tratam de guerra, geralmente associada à dor e perda. É um tema recorrente, sobretudo nas letras de Steve Harris. FORTUNES OF WAR é uma boa música, bem interpretada por Bailey, e com alguns trechos bem imponentes, surpreendentemente com um violão acústico. O refrão tem aquela repetição do título da música, mas finaliza com um verso rimando, o que quebra a monotonia ("Fortunes of War; fortunes of war; fortunes of war; no pain anymore"). É o tipo de coisa que os caras deveriam fazer sempre, pra evitar refrões enjoados tipo BLOOD BROTHERS e BRAVE NEW WORLD. Outra com o mesmo estilo, e bem legal, é THE AFTERMATH.

Da turnê de lançamento saíram alguns bootlegs, dentre os quais se destaca The Eternal Flame, nos quais o repertório invariavelmente incluíam HEAVEN CAN WAIT, WRATHCHILD, THE EVIL THAT MEN DO, IRON MAIDEN, AFRAID TO SHOOT STRANGERS e THE TROOPER junto com FORTUNES OF WAR, THE AFTERMATH, SIGN OF THE CROSS, LORD OF THE FLIES e MAN ON THE EDGE. Algumas das clássicas do Iron, mas que exigiam alcance muito alto do vocalista, foram excluídas. Claramente se percebia que Bailey não dava conta em determinadas ocasiões.
VIRTUAL XI (1998)

O disco seguinte, Virtual XI, eu ouvi um pouco na época do lançamento (aluguei na Madsound), e agora mais recentemente. Nunca fui fã desse disco, e mesmo algumas músicas me causavam irritação. Só mais recentemente é que percebi que se trata de um bom álbum, com uma boa música de abertura (FUTUREAL) e alguns bons momentos em LIGHTNING STRIKES TWICE (mesmo com parte do refrão - aquele "Strikes twice!" - algo bizarro de ouvir). Jamais gostei de THE CLANSMAN, com aquele início com bends iguais aos de INFINITE DREAMS e "dedilhado" nos power chords exaustivamente repetidos em outras músicas. Entretanto, ouvindo o CD com isenção de ânimo (humm), já admito que a música é boa e que aquela parte "Fredooooom" não é despicienda.
Após o lançamento de Virtual XI, e uma turnê melancólica que se seguiu, promoveu-se uma reunião com Bruce Dickinson e Adrian Smith sendo agregados ao grupo, excluindo-se Blaze Bailey. Lembro que a expectativa era enorme, pois o som da banda parecia ideal para uma formação com 3 guitarras; neste caso as opções eram inúmeras: v.g., duas guitarras executariam um dueto, e a terceira, os acordes; ou 3 guitarras executariam um mesmo tema, mas em diferentes posições da escala (terça ou quinta); solos dos 3 guitarristas na mesma música.
BRAVE NEW WORLD (2001)
Por isso o lançamento de Brave New World foi cercado de um entusiasmo que eu jamais tinha visto, e nem se repetiu até hoje. O CD foi adquirido por praticamente todos os meus conhecidos na época, ou pelo menos todos os que estavam envolvidos nesse tipo de música. Não por acaso eu acabei inaugurando aquele esquema pré-venda da Saraiva, e o meu exemplar chegou quando eu menos esperava.Após as primeiras audições, restou uma sensação de frustração com algumas composições. A banda resolveu apostar nas fórmulas consagradas dos discos anteriores, deixando pouco espaço para inovações. THE WICKER MAN é uma boa música de abertura, uma das melhores da carreira do Iron. Inicialmente eu achava aquele "ô-ô-ô-ôu" um pouco forçado, mas hoje em dia não vejo maiores problemas. O solo de Adrian Smith é bem legal. GHOST OF THE NAVIGATOR começa bem, tem bom riff e bons versos, mas não gosto muito do pre-chorus ("and I know, I know, I knoooow"), do chorus, e da parte que vem em seguida. Algumas música são realmente boas, como DREAM OF MIRRORS e THE NOMAD.
ROCK IN RIO (2003)
No final das contas, Brave New World não é o tipo de disco que dá vontade de ouvir por vários dias. Em janeiro de 2002, a banda se apresentou no Rock in Rio e gravou um CD ao vivo e um DVD. O repertório foi decepcionante, pois a ordem das músicas era facilmente adivinhável. E se tem uma coisa que eu diria que pode arruinar um show é um set list previsivel. A única surpresa ficou por conta da performance do Bruce Dickinson que cantou e correu muito o show inteiro. Pessoalmente, a melhor música do show foi THE SIGN OF THE CROSS, que já era uma das minhas favoritas, e que ficou excelente na voz de Dickinson. O álbum demorou muitos meses para ser lançado, devido ao fato de que alguns canais terem sido danificados. Entendo que o problema não foi totalmente solucionado, pois algumas faixas têm a linha de baixo muito ruim, como em THE WICKER MAN.
Adquiri o CD nas Americanas, sem muita empolgação, mais em atenção ao fato de ser um disco ao vivo com 3 bons guitarristas. Entretanto, os problemas de áudio tornam o disco difícil de ourir - ainda prefiro os velhos A REAL LIVE ONE, A REAL DEAD ONE e LIVE AT DONNINGTON.
DANCE OF DEATH (2004)
Eu não esperava outro lançamento de inéditas do Iron tão cedo. Mas os caras sabem que o tempo está curto, e os próprios integrantes da banda admitem que é hora de aproveitar o máximo e capitalizar em cima de discos de estúdio, turnês e discos ao vivo. Entendo que é o melhor que eles têm a fazer mesmo, sobretudo em atenção ao fato de que a banda tem um público cativo e fanático, o que é garantia de sucesso dos lançamentos.Ouvi pela primeira vez Dance of Death já desacreditado de que encontraria alguma novidade que motivasse a aquisição do CD. E de fato, na época achei o disco muito fraco, totalmente previsível - até postei um comentário na época, neste espaço.
Tomado de uma curiosidade súbita por esses CDs da banda, após o lançamento (inesperado, por mim) de Death on the Road, resolvi adquirir Dance of the Death na Saraiva. E não me arrependo - o disco abre com uma faixa que eu menosprezei de início, mas que é muito boa: WILDEST DREAMS. Outras músicas legais são THE JOURNEYMAN ("I know what I want, and say what I want"), NO MORE LIES, a própria faixa-título, e PASCHENDALE.
É evidente que as composições guardam aquele estilo consagrado pelo Iron, com progressões de acordes baseados no C-D-E ou Bb-D-D, subindo ou descendo para G ou F ocasionalmente.
Em Death on the Road podemos ver, finalmente, a voz de Dickinson perdendo a força. O cara continua mandando bem, mas em alguns momentos se percebe que o esforço do vocalista acaba prejudicando a clareza dos versos mais altos. É uma pena, mas esse fenômeno é inevitável e todos os vocalistas invariavelmente passam por ele (só Glenn Hughes mantém a forma, apesar da voz ter-se modificado em certa medida; Rob Halford é outro que preserva o alcance).
Definitivamente, o Iron é uma das bandas que eu iria assistir se viesse a Porto Alegre. É uma pena que ainda não vieram divulgar o Dance of Death ou o Death on the Road, sobretudo diante das visitas recentes do Judas Priest (turnê do Angel of Retribution), do Whitesnake, e do Stratovarius.
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