quinta-feira, 8 de setembro de 2005

Shows XXI - Whitesnake - Judas Priest (06/09/2005 - Gigantinho - 21:00)


Dirigimo-nos, eu e Christian, ao Gigantinho perto das 20:00. Na chegada já tivemos o primeiro momento engraçado da noite, que foi no estacionamento, onde o Christian mostrou o crachá de funcionário e imediatamente os guardadores passaram a gritar histericamente uns para os outros "Esse é funcionário! Deixa passar! É funcionário!".

Na fila, logo localizamos a Raquel (com os acréscimos posteriores de Vanessa, Fernando e outros) e ficamos batendo papo - que foi curto, pois em seguida já entramos no Gigantinho e nos posicionamos à direita do palco, nas arquibancadas, lá em cima.

Fernando Noronha fez uma pequena apresentação solo, com as luzes do ginásio acesas. Após uns 5 minutos de pentatônicas, o blueseiro fez o que eu achava que ele tinha que ter feito desde o início: puxou um Hendrix (Voodoo Chile), e foi muito aplaudido. E o cover não ficou só no riff - Noronha arranhou um vocal, que ficou meia-boca, mas valeu pela bravura.

Finalmente, chegada a hora do Whitesnake, a apresentação iniciou com BURN. Coverdale estava em plena forma física, mas a forma vocal deixou a desejar em alguns momentos. Mesmo assim, Coverdale mandou muito, com aquele jeito poser tradicional. Reb Beach - de quem eu esperava melhor performance - fez o vocal da parte do Glenn Hughes, e foi o responsável por backing vocals muito impressionantes durante a noite. Não demorou muito para percebermos que o guitarrista MVP da noite seria o Doug Aldrich. O cara lembra muito Randy Rhoads ou Zakk Wylde (dependendo do ponto de vista) e dominou completamente as partes de guitarra. A todo o momento eu e Christian falávamos "esse alemão é f...!". É do tipo de cara que faz as coisas parecerem extremamente simples; deu vontade de tirar todas as músicas do Whitesnake.

Depois do solo de teclado de BURN, eles emendaram STORMBRINGER até o refrão, voltando então para o último verso de BURN. BAD BOYS foi sensacional, especialmente por causa de Doug Aldrich. Da arquibancada vimos que a galera na pista agitou bastante batendo palmas e erguendo o punho direito no ritmo das músicas. Foi realmente empolgante, sobretudo em músicas como LOVE AIN´T NO STRANGER, na qual Coverdale cantou perfeitamente.

SLOW AND EASY teve Aldrich com uma Telecaster e slide. Música perfeita para interação com a galera. GIVE ME ALL YOUR LOVE também causou comoção. Cabe destacar, também, a performance empolgante de Tommy Aldridge, que é o baterista mais performático que eu já vi (só perde para Mikkey Dee - Ian Paice não conta, pois este é de outro patamar). No solo de bateria, após alguns rolos e batidas tradicionais, Aldridge jogou as baquetas para o público e continuou o solo com as mãos, batendo com toda a força.

Teve um instrumental com solos de Aldrich e Beach, mas eu não identifiquei se era alguma música ou se era apenas alguns riffs de jam. O show teve ainda CRYING IN THE RAIN (que eu não esperava). IS THIS LOVE foi cantada pelo ginásio inteiro. Coverdale foi perfeito. HERE I GO AGAIN, provavelmente, foi a melhor música da noite. O show encerrou-se com STILL OF THE NIGHT, com uma versão matadora. Aquela parada no meio, que eu geralmente passo fast forward no cd, ficou muito legal ao vivo, notadamente pela atuação do MVP Aldrich.

O show foi curto mesmo. Faltaram, no mínimo, FOOL FOR YOUR LOVING (a minha favorita), SLIDE IT IN e alguma outra da fase Steve Vai, como NOW YOU´RE GONE ou DEEPER THE LOVE. Agora, dos caras que tocaram no Deep Purple, falta em ver Blackmore, Glenn Hughes e Joe Lynn Turner.

Vimos, então, o palco do Judas Priest sendo montado, que ficou muito maior que o do Whitesnake, com degraus e dois corredores suspensos, um de cada lado do palco. Antes da banda entrar no palco, nos posicionamos na pista à direita do palco, bem perto de onde ficaria KK Downing. Em seguida o sistema de som anunciou THE HELLION, que seguiu com ELETRIC EYE com a banda no palco. Rob Halford surgiu somente no início dos versos, num pedestal acima da bateria. Foi a visão mais sinistra que eu já vi em shows, pois o vocalista passou a música inteira cantando parado, segurando o microfone com as duas mãos, e de olhos fechados. Parecia bem demoníaco. METAL GODS seguiu, e o vocalista permaneceu robótico. Halford ganhou a noite pelos agudos altíssimos que alcançou. Realmente, o cara está cantando muito. Em RIDING ON THE WIND o vocalista se soltou mais, caminhando pelo palco. Sobre Halford cabe dizer ainda que ele sabe como ninguém interagir com a galera, sempre elogiando a agitação e o barulho do público com sinais de ok e alguns "C´mon!" fora do microfone (em uma música pudemos ouvir a voz do cara, mesmo sem o microfone).

TOUCH OF EVIL foi bem legal, com Halford "interpretando" a letra da música. JUDAS IS RISING foi a primeira do disco novo e foi uma paulada na orelha. REVOLUTION seguiu, e foi tão ruim como a versão de estúdio (é realmente uma música dispensável). Halford, então, anunciou uma música do British Steel, que não era outra senão BREAKING THE LAW ("Break the what?"). Legal que no início da música, com o riff característico, Halford palhetou a guitarra de Downing, que palhetou a guitarra de Glen Tipton, que palhetou o baixo de Ian Hill.

DIAMONDS AND RUST teve violões e foi legal, como sempre. Halford também interpretou essa música. A ordem das músicas eu não lembro exatamente, pois a essas alturas eu já estava bem cansado, sem voz e sem ouvido, mas teve duas músicas do disco novo (HELLRIDER, uma verdadeira paulada, e DEAL WITH THE DEVIL) e duas surpresas: I´M A ROCKER e TURBO LOVER. Em seguida dois clássicos: BEYOND THE REALMS OF DEATH (no qual Halford se poupou nos gritos do refrão) e VICTIM OF CHANGES (pela primeira vez achei legal aquela introdução com as duas guitarras).

Para minha total surpresa, os caras tocaram uma das minhas favoritas: EXCITER. Nesta o vocalista começou a declinar nas partes mais agudas, e seguramente foi a que teve a sua performance mais fraca. Mas a música ainda valeu. PAINKILLER foi anunciada e causou comoção. Scott Travis, que permaneceu apático o show inteiro, reproduziu aquela introdução de bateria sem maior esforço. O solo de Tipton ficou meio embolado no início, mas deu para reconhecer as partes principais, notadamente os bends. Halford também aqui teve de segurar alguns agudos.

No bis, Halford voltou a bordo de uma Harley Davidson (que eu honestamente não esperava que aparecesse) para HELL BENT FOR LEATHER. Após LIVING AFTER MIDNIGHT, começamos a nos movimentar para perto de alguma saída do ginásio. Mas o show ainda não havia encerrado, pois YOU´VE GOT ANOTHER THING COMIN´ (o trocadilho é inevitável). Nessa música Halford deu uma bitoca na bochecha de Tipton, que riu e permaneceu olhando pra galera aparentando tranqüilidade. Nós rimos bastante. O legal foi ver que os caras ainda têm fôlego e disposição para um show de 2 horas com som no volume 10. No entanto, entendemos que o set list foi um pouco excessivo, com sobra de umas 5 ou 6 músicas. O show encerrou-se definitivamente às 1h10min. Na saída, ainda deu tempo de encontrar de passagem o Sávio da Hibria, e também Bruce e Luciano, com quem bati um rápido bate-papo (aparentemente os caras chegaram com o show do Whitesnake já iniciado, e ficaram nas cadeiras especiais sem ônus).

Para 15/10 já estão anunciando um festival com Scorpions, Testament, Nightwish, Shaman, e outras bandas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Fórmula 1 - GP da Itália (15.ª etapa, 04/09/2005, 9:00)

Com o campeonato praticamente decidido em favor de Alonso, restam a torcida pelo final dos insucessos de Raikkonen - de modo que a disputa siga até, pelo menos, o GP do Brasil - , e as especulações para a próxima temporada. Diz-se que a Red Bull poderá adquirir a Minardi, tornando-se proprietária de 2 equipes: uma oficial, a RBR, com Coulthard e Klien, e outra de aspirantes, com, v.g., Liuzzi e Scott Speed.

O treino eu não vi. Raikkonen marcou o melhor tempo, mas perdeu 10 posições por ter trocado de motor. Montoya largou na pole. A corrida eu vi pouco - só da largada até os primeiros pits. Raikkonen manteve-se em 11.º, apostando na conquista de posições após os pits stops. Teria dado certo a estratégia, pois o finlandês correu para fazer um único pit, mas foi obrigado a parar nos boxes para trocar um pneu deteriorado. Nas últimas voltas o finlandês diminuiu significativamente a diferença para Fisichella, e só não teve chance de brigar pela 3.ª posição devido a uma rodada. O mesmo problema de pneu assolou Montoya ao final da corrida, mas para este não fazia sentido abdicar da vitória (que cairia no colo de Alonso) e ir para os boxes faltando menos de 10 voltas. Dessa vez o pneu resistiu, e Montoya venceu de ponta a ponta.

Rubinho passou Schumacher na largada e andou sempre a frente do alemão, mas uma parada não prevista, para trocar pneu que estava esvaziando, comprometeu a atuação do brasileiro.

A corrida foi excelente para outro brasileiro, Antônio Pizzonia, que pôde competir devido a desistência de Heidfeld (que sentiu dores de cabeça após batida no treino de sexta). Apesar de ter feito apenas o 16.º melhor tempo, Pizzonia correu brilhantemente e chegou em 7.º, marcando os 2 pontos da Williams em Monza. Tal atuação garantiu sua participação no GP da Bélgica, no próximo fim de semana, no qual fará aniversário.

Massa largou atrás de Villeneuve, mas ainda assim chegou a frente do canadense.


Em tempo: dia 27/08 fotografei no Praia de Belas o Williams FW26 que permaneceu exposto alguns dias naquela área perto do supermercado. O carro é enorme e muito impressionante.




ITALIAN GRAND PRIX RESULTS - SEPTEMBER 4, 2005 - 53 LAPS
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIRE TIME/RETIRE
1. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 53 1h14m28.659
2. FERNANDO ALONSO Spain Renault 53 2.479
3. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 53 17.975
4. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 53 22.775
5. JARNO TRULLI Italy Toyota 53 33.786
6. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 53 43.975
7. ANTONIO PIZZONIA Brazil Williams-BMW 53 44.643
8. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 53 1m03.635
9. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 53 1m15.413
10. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 53 1m36.070
11. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 52 1 Lap
12. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 52 1 Lap
13. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 52 1 Lap
14. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 52 1 Lap
15. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 52 1 Lap
16. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 52 1 Lap
17. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 51 2 Laps
18. ROBERT DOORNBOS Netherlands Minardi-Cosworth 51 2 Laps
19. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 51 2 Laps
20. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 50 3 Laps
FASTEST LAP: Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 51 1:21.504

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 103
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 76
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 55
4. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 50
5. JARNO TRULLI Italy Toyota 43
6. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 41
7. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 35
8. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 31
9. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 28
10. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 24
JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 24
12. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 21
13. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 8
14. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
17. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 5
19. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. ANTONIO PIZZONIA Brazil Williams-BMW 2
23. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1
TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 1

sábado, 27 de agosto de 2005

Shows XX - Stratovarius (25/08/2005 - Bar Opinião)

O Stratovarius teve duas oportunidades para tocar no Rio Grande do Sul, há alguns anos, em Caxias do Sul e em Porto Alegre. Em ambas os shows foram cancelados na véspera, sob alegações de gripes dos músicos (Kotipelto). Dessa forma, quando vi no Whiplash que a banda finlandesa tocaria no Opinião em 25/08 eu duvidei até o último momento, sobretudo pelo fato de não ter visto cartaz algum anunciando o show. Foi só no dia do evento, lendo a ZH, que obtive a confirmação.

Acertei detalhes da ida com o Christian no decorrer do dia (comprei os ingressos na Zeppelin). Chegamos pouco antes das 22:00 e de cara já encontramos o famigerado e onipresente Jorge. O bate-papo foi breve, pois o Jorge (que trabalha no Opinião agora - e presenciou a passagem de som do baterista Jörg Michael pela tarde) avisou que a banda seria pontual. Foi o tempo de entrar no bar e se posicionar na parte de cima (eu fiquei atrás da cabine de iluminação, ao lado do Richard Powell - outra figurinha fácil nos shows).

Em seguida, as luzes se apagaram e os telões passaram a mostrar imagens filmadas pelos próprios músicos desde o aeroporto Salgado Filho até o Millenium Flat (do lado do Praia de Belas). Muito legais as filmagens de Porto que os caras fizeram - a vista da piscina da cobertura do Millenium é o ouro. Durante essas imagens tocou uma música erudita facilmente reconhecível, mas que não sei o nome, nem o compositor.

MANIAC DANCE, do último disco, abriu o show. Belo riff. De cara deu para perceber que Kotipelto encontra-se no auge, cantando a plenos pulmões, e interagindo com o público (inevitáveis "Porto Alegrrree", "tudou boem", "bataam paalmas"). A banda veio com a formação quase-clássica - o baixista, Lauri Porra é novo. O sobrenome do músico foi bastante explorado por Kotipelto pelo significado em português, o que rendeu coros da galera ("Porra, Porra", "Olêee, Olê, Olê, Oláaaa... Porraaa, Porraaa"). Divertidos momentos.

Por outro lado, percebi claramente que Timo Tolkki lembra muito o mágico (ilusionista) gaúcho Kronnos (de quem eu fui colega em algumas cadeiras na PUCRS). O guitarrista utilizou-se apenas de duas caixas de ampli, e impressionou por raramente olhar para a guitarra durante as músicas. O cara, que sempre foi gordo, estava enorme. Jens Johansson, que ficou à esquerda no palco, tocou com o teclado Yamaha virado para o público (como Sherinian fizera no show do Malmsteen). Jörg Michael tem um jeito estranho de tocar - só movimenta os braços para cima e para baixo, com a cabeça voltada para frente. Passou o show inteiro jogando as baquetas para o público, para os roadies, para Tolkki (que, de costas, jogava-as para o público). Porra impressionou pela magreza (tipo os caras do Hellacopters) e pelo baixo Fender, fazendo com que lembrasse Glenn Hughes no California Jam'74.

O set-list seguiu com SPEED OF LIGHT, KISS OF JUDAS e LEGIONS, dando a impressão de que o álbum Visions seria passado em revista. Tolkki, por alguma razão, executou os solos mecanicamente, apenas palhetando rapidamente as notas. Em alguns momentos pareceu travado. Inexplicavelmente, em duas dessas músicas, Tolkki trocou de guitarra após alguns segundos depois da música ter começado. O show prometia, e Kotipelto anunciou uma música do álbum Fourth Dimension: TWILIGHT SYMPHONY, que não é das minhas favoritas (me agradaria mais DISTANT SKIES). Os músicos, então, abandonaram o palco deixando Porra para o seu solo de baixo. O cara fez umas boas improvisações com escalas rápidas, e surpreendeu tocando clássicos da bossa nova. Muito aplaudido, o baixista emendou um trecho massa de slap. Sem competição, foi o músico mais aclamado pela galera.

O violão (preso a um pedestal) ingressou no palco e a banda tocou LAND OF ICE AND SNOW, do último disco. A péssima música serviu para acalmar os ânimos; bizarro foi o baterista voltar ao palco atrasado para a parte com guitarras distorcidas da música. UNITED foi precedida de um vídeo no telão, naquele esquema de introduzir mensagens anti-guerra ("tantos milhões de dólares são gastos em guerra", "X milhões de pessoas morreram por causa das guerras", "we are all in the same BOAT"). A música tem aquela levada copiadíssima de HEAVEN AND HELL (por causa do baixo e bateria), mas conta com um riff bem legal por cima. A música, no entanto, perde o pique e fica longa demais depois dos "ô-ô-ô", de modo que foi brilhante a colocação de AGAINST THE WIND em seguida. Esta conta com um pre-chorus dos mais legais que eu já ouvi, com troca de frases entre Tolkki e Kotipelto. O guitarrista fez backing vocals muito bons em boa parte das músicas.

Seguiu-se, então, a música mais "progressive" (segundo Kotipelto) do set-list: a dispensável SEASON OF CHANGE. COMING HOME (outra do Visions, e que guarda muita semelhança com GLORY OF THE BRAVE do 1.º disco do Hammerfall) foi a seguinte, e ficou legal até. A partir daqui não lembro a ordem correta das músicas, mas seguramente foram tocadas DESTINY (que começa legal, mas é longa demais e cansa), FATHER TIME (matadora, riff nas mesmas posições de BURN), WILL THE SUN RISE?, HUNTING HIGH AND LOW (muito empolgante), FOREVER (melhor momento acústico - a música é perfeita), e BLACK DIAMOND que finalizou o set brilhantemente. Senti falta de músicas do Dreamspace (SHATTERED e REIGN OF TERROR, notadamente), do Destiny (NO TURNING BACK, por exemplo) e dos dois Elements (EAGLEHEART e SOUL OF A VAGABOND poderiam ter rolado, entre outras). Muitos momentos ociosos foram proporcionados pelo uso do violão, e essas músicas poderiam ter sido excluídas em prejuízo algum.

Valeu a pena pelo fato de ver os caras após meses de notícias no Whiplash sobre o péssimo estado de saúde (física e mental) de Tolkki, e das entrevistas e especulações sobre o fim da banda, e do retorno com outra formação (o que, felizmente, acabou não se concretizando). Sabiamente, os músicos voltaram e se prepararam para gravar um DVD ao vivo logo, pois não se sabe se a formação durará para outro disco de estúdio e outras turnês.

Lamentável foi eu não ter levado a máquina fotográfica. Em que pese o aviso do verso do ingresso (no sentido da impossibilidade de entrar com máquinas), pude ver muita gente tirando fotos o show inteiro (inclusive o Jorge tirou de sua posição estratégica, de dentro da cabine de iluminação - vou ver se consigo que ele me mande algumas). Próximo show: Judas Priest e Whitesnake.

Fórmula 1 - GP da Turquia (14.ª etapa, 21/08/2005, 9:00)

A Turquia recebeu neste fim-de-semana a Fórmula 1 pela primeira vez. Em Instambul constuiu-se mais um circuito projetado pelo alemão Hermann Tilke (o mesmo que criou o do Bahrein, Malásia, o novo traçado de Hockenheim). Dessa vez o alemão acertou em cheio, pois o circuito, além de muito bonito, tem um traçado que permite ultrapassagens, e mistura características de outras pistas consagradas, como Suzuka, Interlagos e Spa, tendo sido aprovado unanimemente por pilotos, imprensa e público.

Já não é mais novidade que, no próximo ano, Massa correrá pela Ferrari, e Rubinho, pela BAR. Especula-se sobre uma troca de posições entre Raikkonen e Schumacher. BMW adquiriu a Sauber, e dará o nome à equipe do suíço Peter Sauber a partir do ano que vem (e pretende a aquisição de Nick Heidfeld). A Williams abrirá mão de cumprir o contrato com a BMW até o final, tendo acertado com a Cosworth o fornecimento de motores para 2006.

O treino foi às 7h da manhã - não tive a menor condição de acompanhá-lo (só algumas voltas). Raikkonen marcou a pole, confirmando a superioridade da McLaren nesta altura do campeonato. Fisichella surpreendeu e ficou em 2.º, seguido por Alonso. Montoya rodou na última curva da sua volta de classificação, e perdeu a chance de tomar a pole. Massa fez um baita treino, classificando-se em 8.º.

Na largada, os Renault foram para cima de Raikkonen, que ainda conseguiu ficar em 2.º, atrás do Físico. Mas logo adiante, ainda na primeira volta, o finlandês assumiu a ponta e abriu distância. Massa envolveu-se em acidente na largada e a sua corrida durou apenas alguns metros (o que confirma a fama de secador do Galvão, que, antes da largada, prometia que "o Massa vai fazer a melhor corrida da sua vida").

A primeira volta foi empolgante, mas depois as coisas se acalmaram. Fisichella deixou Alonso passar e ambos correram pelos pontos - não pela vitória.

A corrida se encaminhava para o final quando Montoya, então em 2.º, aproximou-se de Tiago Monteiro para superá-lo em mais uma volta. Na freada da curva, o português não conteve sua Jordan, colidindo com a traseira de Montoya, que perdeu tempo e sujou os pneus. Alonso aproximou-se, mas não o suficiente para pressionar o colombiano. Mas algum tempo depois, Montoya saiu reto na área de escape de uma curva e cedeu a 2.ª posição para Alonso, que conseguiu contabilizar mais 2 pontos de graça.

Button, Trulli e os 2 RBR (Coulthard e Klien) andaram muito bem e conseguiram pontuar. Schumacher envolveu-se em acidente com Weber, entrou aos boxes para trocar o bico, mas perdeu algumas voltas. Retornou, ainda, à pista a fim de ultrapassar Massa e os pilotos da Williams na classificação final do grande prêmio, a fim de não ser dos primeiros a sair para a volta de classificação da próxima corrida. Após, abandonou. Os Williams tiveram uma prova estranha, pois os 2 carros tiveram o pneu traseiro direito furado por duas vezes! Ambos acabaram abandonando. O australiano, diga-se, teve tempo de efetuar belíssima ultrapassagem sobre Ralfinho (se não me engano) no começo da prova.

Com os resultados, Alonso mantém-se firme na liderança do campeonato por mais, no mínimo, três provas. Mas é inegável a superioridade técnica da McLaren, que marca os melhores tempos nos treinos e, mesmo assim, faz o 1.º pit stop algumas voltas após os concorrentes.

1. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 58 1h24m34.454
2. FERNANDO ALONSO Spain Renault 58 18.609
3. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 58 19.635
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 58 37.973
5. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 58 39.304
6. JARNO TRULLI Italy Toyota 58 55.420
7. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 58 1m09.296
8. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 58 1m11.622
9. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 58 1m49.987
10. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 57 1 Lap
11. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 57 1 Lap
12. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 57 1 Lap
13. ROBERT DOORNBOS Netherlands Minardi-Cosworth 55 3 Laps
14. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 55 3 Laps
15. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 55 3 Laps

R CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 48 Retired
R MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 32 Retired
R NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 29 Retired
R FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 28 Engine
R MARK WEBBER Australia Williams-BMW 20 Retired
FASTEST LAP: Montoya Colombia McLaren-Mercedes 39 1:24.770

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 95
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 71
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 55
4. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 40
5. JARNO TRULLI Italy Toyota 39
6. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 35
7. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 32
8. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 31
9. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 28
10. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 24
11. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 23
12. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 21
13. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 8
14. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
17. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 5
19. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1
TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 1

segunda-feira, 1 de agosto de 2005

Fórmula 1 - GP da Hungria (13.ª etapa, 31/07/2005, 9:00)

Desta vez, acompanhei a corrida em Xangri-Lá. Esse GP em Hungaroring marcou o fim de um mês onde se teve o maior número de corridas: 4.

Schumacher surpreendeu a todos marcando o melhor tempo no treino, aproximando-se de superar o recorde de poles de Ayrton Senna. Montoya ficou em 2.º, seguido de Trulli, Raikkonen, Ralfinho, Alonso e Rubinho.

Na largada, Schumacher com o carro levíssimo manteve a ponta, seguido de Montoya e Raikkonen. Klien bateu rodas com Villeneuve e capotou espetacularmente. Alonso teve o bico batido por Ralfinho; no meio de uma reta veloz, o bico se desprendeu do carro e ficou no caminho dos que vinham atrás. Coulthard não conseguiu desviar e acertou em cheio a peça do espanhol, quebrando a suspensão dianteira direita. As RBR, portanto, saíram antes de finalizada a primeira volta. Rubinho foi outro que levou um toque e teve de ir para os boxes em seguida. Devido as repetições da largada, a TV perdeu o momento em que Raikkonen assumiu a 2.ª posição, mantendo-se 1s atrás de Schumacher. Estranhamente a Renault de Alonso não largou bem.

A corrida seguiu sem muitas emoções. Após os primeiros pits, Montoya assumiu a ponta, com Schumacher e Raikkonen. Até que o finlandês tomou uma atitude que antigamente era dada ao alemão: fez o 2.º pit em 5s, abastecendo pouco e voltando à pista na frente de Schumacher, de onde não saiu mais. Montoya teve problemas de câmbio e ficou pelo caminho. Massa teve problemas, ficou algumas voltas nos boxes, mas voltou, contando com o abandono de outros pilotos a fim de não ficar entre os primeiros a fazer a volta de classificação para o grid do GP da Malásia. Ralfinho foi bem, terminando em 3.º (primeiro pódio na Toyota). Finalmente as duas Williams voltaram a pontuar. E Sato marcou seu primeiro ponto na temporada.

A principal notícia do fim-de-semana foi dada no sábado pela equipe da Globo, dando como certa a ida do Rubinho para a BAR no ano que vem. Com isso, estaria praticamente garantida a ida de Massa para o 2.º carro da Ferrari. A temporada 2006 promete muito mais emoções, pelas trocas de pilotos e motores (BMW comprou a Sauber, e a Williams ainda está definindo com qual motor correrá ano que vem - possivelmente a Cosworth; remotamente a Honda).

1. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 70 1h37m25.552
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 70 35.581
3. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 70 36.129
4. JARNO TRULLI Italy Toyota 70 54.221
5. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 70 58.832
6. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 70 1m08.375
7. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 69 1 Lap
8. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 69 1 Lap
9. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 69 1 Lap
10. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 69 1 Lap
11. FERNANDO ALONSO Spain Renault 69 1 Lap
12. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 69 3 Laps
13. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 68 4 Laps
14. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 67 7 Laps
R CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 59 Hydraulics
R JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 56 Spark Coil
R JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 41 Driveshaft
R ROBERT DOORNBOS Netherlands Minardi-Cosworth 26 Hydraulics
R DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 0 Accident
R CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 0 Accident

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 87
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 61
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 55
4. JARNO TRULLI Italy Toyota 36
5. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 34
6. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 32
7. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 31
8. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 30
9. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 28
10. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 24
11. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 19
DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 19
13. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 8
14. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
17. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
18. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1
TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 1

quarta-feira, 27 de julho de 2005

Discoteca Erga Omnes (julho 2005 I)

Iron Maiden - Live at Donnington

Trata-se de um dos melhores cds ao vivo que eu já escutei. Curiosamente, levei todo esse tempo para adquiri-lo (promoção nas Americanas da Andradas); antes, só mediante locação e gravação de k7 (nos anos 90) ou mp3.

1992 foi o ano da melhor turnê da banda, pois os músicos estavam na melhor forma, especialmente Bruce Dickinson. E isso só me faz lamentar o fato de que quando o Iron tocou no Gigantinho, naquela época gloriosa, eu ainda era garoto-juca.

De qualquer maneira, o som é excelente, pouco diferindo dos também essenciais A Real Live One e A Real Dead One. Pessoalmente, prefiro todos esses ao Live After Death.

Live at Donnington tem a vantagem de reproduzir na íntegra um show histórico, com o repertório matador; praticamente todas as minhas favoritas estão no set list, notadamente: BE QUICK OR BE DEAD, FEAR OF THE DARK, 2 MINUTES TO MIDNIGHT, AFRAID TO SHOOT STRANGERS, THE NUMBER OF THE BEAST, WRATHCHILD, HALLOWED BE THY NAME, HEAVEN CAN WAIT dentre outras.

Agora resta ser lançado um dvd com o vídeo do mesmo show.

AC/DC - The Razors Edge

Esse é um cd com o qual eu tenho ligações sentimentais, pois foi o primeiro cd de metal que eu realmente curti. Em março de 1993 o Diego (da Hibria) me emprestou uma fitinha com o cd gravado, e a partir dali eu não conseguia mais parar de ouvir as músicas da banda australiana. Pouco tempo depois eu comprei uma k7 com o Live, e aí virei fã de vez; sem contar ainda que o Fúria Metal, Clássicos MTV ou o Gás Total (não por acaso eram os programas apresentados pelo Gastão) volta e meia mostravam um clip do AC/DC.

THUNDERSTRUCK eu curti imediatamente. Aquele riff de abertura é destruidor e inesquecível. FIRE YOUR GUNS é a segunda do disco, e é do tipo de música que nunca pode faltar num cd: rápida - todo o disco tem de conter uma música bem acelerada, tipo uma BOATS ARE BURNING.

A terceira faixa é MONEYTALKS, um hit no estilo YOU SHOOK ME ALL NIGHT LONG. A música que dá o título ao cd é muito boa, sinistra e com um riff de ligados similar ao de THUNDERSTRUCK.

As outras músicas não têm o mesmo potencial, mas são boas do mesmo jeito, sempre com algum bom momento de destaque.

Fórmula 1 - GP da Alemanha (12.ª etapa, 24/07/2005, 9:00)

Monotonia tem sido a tônica dos últimos GPs. E Hockenhein não foi diferente. Raikkonen marcou a pole, seguido de Button, Alonso e Fisichella. Montoya errou na última curva da volta de classificação e largou em último.

A 1.ª volta foi sensacional. Raikkonen manteve a ponta, mas o destaque foi lá atrás: Massa saiu da 13.ª posição para a 7.ª (por causa disso foi apelidado pelos seus mecânicos de "animal"). Rubinho inventou mais uma vez: para ser diferente de Schumacher, correu com pneus duros (ao contrário do alemão, que foi à pista com pneus moles), confiando em maior durabilidade. Naturalmente, a estratégia deu errado, e o brasileiro andou com o carro instável a prova toda, tanto é que foi ultrapassado duas vezes por Klien.

Quando se avizinhava a metade da corrida, eis que o finlandês fica pelo meio do caminho. Pane hidráulica. Pelo visto, as quebras do McLaren de Raikkonen nas últimas três etapas são devidas ao ritmo alucinante que o piloto vem empregando para andar na frente. Com isso, Alonso ganhou a corrida de presente. Montoya foi o melhor, pois largou em último e chegou em 2.º. O campeonato parece definitivamente nas mãos do espanhol.

Por fim, cabe o registro da estréia do holandês Robert Doornbos na Minardi, com a retirada de Patrick Friesacher. E o estreante marcou presença, pois bateu grosseiramente em Villeneuve (este referiu que se sentia na Formula Ford), e ironicamente, fora o canadense o único piloto a cumprimentá-lo antes da prova.

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 67 1h26m28.599
2. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 67 22.569
3. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 67 24.422
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 67 50.587
5. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 67 51.690
6. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 67 52.242
7. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 67 52.700
8. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 67 56.570
9. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 67 1m09.818
10. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 66 1 Lap
11. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 66 1 Lap
12. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 66 1 Lap
13. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 65 2 Laps
14. JARNO TRULLI Italy Toyota 64 3 Laps
15. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 64 3 Laps
16. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 64 3 Laps
17. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 64 3 Laps
18. ROBERT DOORNBOS Netherlands Minardi-Cosworth 63 4 Laps
MARK WEBBER Australia Williams-BMW 55 12 Laps
R KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 35 Hydraulics

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 87
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 51
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 47
4. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 34
5. JARNO TRULLI Italy Toyota 31
RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 31
7. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 30
8. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 26
9. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 25
10. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 22
11. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 19
12. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 15
13. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 8
14. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
17. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
18. PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 4
CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Fórmula 1 - GP da Inlgaterra (11.ª etapa, 10/07/2005, 9:00)

Mais uma vez a McLaren se credenciava para dominar o fim-de-semana. Ocorre que Raikkonen, novamente, perdeu 10 posições no grid por causa de troca de motor - largou em 12.º. Alonso foi pole, com Button em 2.º e Montoya em 3.º. Na largada, o colombiano magistralmente pulou na ponta e de lá não saiu mais. O finlandês esbanjou competência, escalando o pelotão intermediário.

A corrida foi monótona, mesmo em sendo Silverstone, circuito sabidamente favorável a ultrapassagens. A verdade é que houve poucas trocas de posições, e desta vez Sato esteve contido. Rubinho resolveu copiar a estratégia de Schumacher na França (fazer pit stop rápido para ganhar posições), mas essas armações nunca dão certo com o brasileiro, pois este não dá conta de compensar na pista andando rápido em voltas sucessivas (por diversas razões). Massa apareceu apenas uma vez durante a transmissão.

Coube, então, a Montoya conter Alonso no campeonato. Fisichella repetiu o feito em Magny Cours - deixou morrer o motor no último pit stop, cedendo, desta feita, a 3.ª posição para Raikkonen.

1. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 60 1h24m29.588
2. FERNANDO ALONSO Spain Renault 60 2.739
3. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 60 14.436
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 60 17.914
5. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 60 40.264
6. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 60 1m15.322
7. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 60 1m16.567
8. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 60 1m19.212
9. JARNO TRULLI Italy Toyota 60 1m20.851
10. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 59 1 Lap
11. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 59 1 Lap
12. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 59 1 Lap
13. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 59 1 Lap
14. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 59 1 Lap
15. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 59 1 Lap
16. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 58 2 Laps
17. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 58 2 Laps
18. CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 57 3 Laps
19. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 56 4 Laps
R NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 10 Electrical

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 77
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 51
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 43
4. JARNO TRULLI Italy Toyota 31
RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 31
6. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 26
7. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 25
NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 25
9. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 23
10. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 22
11. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 17
12. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 9
13. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 7
14. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
17. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
18. PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 4
CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1

segunda-feira, 4 de julho de 2005

Fórmula 1 - GP da França (10.ª etapa, 03/07/2005, 9:00)

Depois do vexame em Indianápolis, tudo indicava um melhor fim-de-semana em Magny Cours. Mas o circuito francês não colabora, afinal não tem pontos de ultrapassagem. Pior ainda é o horário da transmissão: o treino de sábado, às 8:00, não consegui acompanhar; durante a corrida dormi após os 1.ºs pits (o final eu vi na reprise do SporTV).

Alonso dominou as ações, fazendo a pole e liderando de ponta-a-ponta, com folga impressionante. Raikkonen foi brilhante, pois largou em 13.º (penalizado que foi em 10 posições por trocar de motor na sexta-feira) e chegou em 2.º, com apenas 2 pits. Andou muito o finlandês. Finalmente a BAR marcou os seus primeiros pontos com Button. Sato proporcionou os melhores momentos, ao ultrapassar Rubinho - o brasileiro vacilou ao dar uma volta numa Minardi -, e ao sair da pista quando tentava superar uma Toyota.

A corrida foi realmente sonolenta - não há muito o que comentar. Os pneus, pelo menos, deram conta, uma vez que Magny Cours não os exige tanto (em que pese o desencontro de opiniões dos comentaristas da Globo e do SporTV, que ora falavam do piso abrasivo ora da pouca exigência dos pneus).

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 70 1h31m22.233
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 70 11.805
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 70 1m21.914
4. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 69 1 Lap
5. JARNO TRULLI Italy Toyota 69 1 Lap
6. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 69 1 Lap
7. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 69 1 Lap
8. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 69 1 Lap
9. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 69 1 Lap
10. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 69 1 Lap
11. TAKUMA SATO Japan BAR-Honda 69 1 Lap
12. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 68 2 Laps
13. TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 67 3 Laps
14. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 66 4 Laps
15. NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 66 4 Laps
R JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 47 Hydraulics
R CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 37 Accident
R PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 33 Tyre
R FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 30 Hydraulics
R CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 1 Fuel Pressure

1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 69
2. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 45
3. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 40
4. JARNO TRULLI Italy Toyota 31
5. RUBENS BARRICHELLO Brazil Ferrari 29
6. NICK HEIDFELD Germany Williams-BMW 25
7. MARK WEBBER Australia Williams-BMW 22
RALF SCHUMACHER Germany Toyota 22
9. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 20
10. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Cosworth 17
11. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 16
12. FELIPE MASSA Brazil Sauber-Petronas 7
13. ALEXANDER WURZ Austria McLaren-Mercedes 6
TIAGO MONTEIRO Portugal Jordan-Toyota 6
JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-Petronas 6
16. JENSON BUTTON Britain BAR-Honda 5
NARAIN KARTHIKEYAN India Jordan-Toyota 5
18. PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 4
CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Cosworth 4
CHRISTIJAN ALBERS Netherlands Minardi-Cosworth 4
21. PATRICK FRIESACHER Austria Minardi-Cosworth 3
22. VITANTONIO LIUZZI Italy Red Bull-Cosworth 1

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