A Burnin´ Boat reiniciou - ainda timidamente - suas atividades nessa semana com uma sessão de gravações de guitarras na casa do Bruce.
Maiores detalhes sobre essa sessão no blog da Burnin´ Boat.
Depois desse dia resolvi dar uma ouvida - depois de muito tempo - no cd "Damnation" do OPETH. Impõe-se valorizar a inciativa dos caras, reconhecidamente uma banda de metal muito pesado, de gravar um disco inteiro com guitarras limpas, sem distorções; serve para demonstrar, afinal, que os caras são muito bons músicos. As composições são boas, mas a inspiração parece que vai diminuindo conforme as faixas vão avançando - a primeira música é muito boa, a segunda um pouco menos, e assim por diante. Inegavelmente é um disco inspirador, mas não é um clássico para toda a hora.
domingo, 18 de março de 2007
sexta-feira, 9 de março de 2007
Discoteca Erga Omnes - BRUCE DICKINSON
BALLS TO PICASSO (1994)
Quando Bruce Dickinson deixou o Iron Maiden em 1994, eu já estava familiarizado com discos como “FEAR OF THE DARK”, e lembro de quando a ZH publicou uma resenha do primeiro álbum solo lançado pelo vocalista nessa fase pós-Maiden, na qual se disse que “BALLS TO PICASSO” tinha pouco que diferenciasse do trabalho anteriormente desenvolvido na banda de Steve Harris. Ouvi o disco na época e dei muito pouca atenção, a não ser pelo fato de achar TEARS OF A DRAGON uma música “ok” – afinal, é inegável que se trata de uma balada com estilo radiofônico, além de que se me fosse dado escolher algo do vocalista para ouvir, eu iria de alguma coisa do “POWERSLAVE” ou do próprio “FEAR OF THE DARK”. No entanto, a Saraiva anda fazendo uma promoção legal de cds, de modo que pude recentemente tomar novo contato com o disco. Algumas músicas, desde ALIVE IN STUDIO A, eu já achava estupendas como 1000 POINTS OF LIGHT e SACRED COWBOYS, que têm bons riffs e bons refrões, que, geralmente, é o tanto quanto basta para se fazerem boas músicas. Mas se impõe reconhecer que se “BALLS TO PICASSO” representa alguma coisa como um disco no repertório de Bruce Dickinson, tal se deve grandemente por causa de TEARS OF A DRAGON, que, de fato, é uma baita música – simples, mas muito eficiente e poderosa. Talvez seja fazer pouco da música dizer que se trata de uma música “simples”, sobretudo porque começa com um dedilhado, incorpora algumas guitarras, ganha velocidade no expressivo solo, e tem uma parada tipo “reggae”, para depois voltar ao dedilhado e ao refrão. Mas a simplicidade se dá porque o terreno percorrido por Bruce nessa música é conhecido (não por acaso, o vocalista compôs a música sem a participação do valoroso Roy Z). Cumpre, ainda, destacar a excelente interpretação de Bruce, que ganha a música - o refrão é, como se diz hoje em dia, tudo de bom. Bem vistas as coisas, pois, TEARS OF A DRAGON é (a) um clássico da sua carreira solo; (b) muito melhor que a balada do Iron – WASTING LOVE; (c) e mesmo melhor que muitas coisas que o Iron compôs.
ACCIDENT OF BIRTH (1997)
Após o resultado mediano alcançado pelo lançamento seguinte – “SKUNKWORKS” – foi sem muito entusiasmo que eu aluguei na saudosa MadSound o cd “ACCIDENT OF BIRTH”, conquanto a (legal) capa do disco contivesse o traço de Derek Riggs, e à banda de apoio capitaneada pelo Roy Z se tenha feito ingressar o mítico guitarrista Adrian Smith (não estranho aos fãs de Iron Maiden). Mas foi só botar o cd pra rodar que fiquei positivamente surpreendido com as boas composições do álbum; a faixa de abertura – FREAK – é muito boa. De pronto se percebe que o som das guitarras está diferente, e aparentemente tal se deve à afinação dropped-D e a incorporação de cordas mais pesadas ao instrumento. Seja como for, sempre me pareceu difícil, na audição do disco, imaginar as notas e as posições dos riffs. STARCHILDREN também é uma boa faixa, com um refrão muito bem aproveitado pelo vocalista. TAKING THE QUEEN tem uma bela levada no violão, mas o clássico do disco é a música seguinte – DARKSIDE OF AQUARIUS -, que durante um bom tempo foi cogitada – e ensaiada parcialmente – para compor o repertório dos shows da Burnin´ Boat. A música é boa, e utiliza a afinação drop-D de maneira bastante interessante, sobretudo no riff que acompanha os solos. ROAD TO HELL não é das minhas favoritas – parece uma música fácil demais (o teminha de abertura não me emociona), e o refrão parece ser daqueles pré-fabricados. Segue-se uma balada com pianos e tudo mais – MAN OF SORROWS – do tipo que Bruce sabe cantar muito bem. A faixa-título é pesada e boa, com bom riff e me lembra um pouco o Iced Earth, sobretudo pelas guitarras harmonizadas durante o refrão. THE MAGICIAN é outro tipo de música que parece que os caras fizeram em 5 minutos – mas pelo menos está em drop-D. WELCOME TO THE PIT lembra, de certa maneira, o que o Kiss e o Bruce Kulick acabaram fazendo no disco “CARNIVAL OF SOULS”. THE GHOST OF CAINS, em que pese o teminha de abertura, tem um bom riff principal e, sobretudo, um refrão legal. Essas últimas músicas são todas bem razoáveis, mas nada marcantes. Até que chegam as duas últimas: OMEGA e ARC OF SPACE. A primeira tem uma levada tradicional de Roy Z no violão e ganha corpo com umas guitarras, mas é a performance de Bruce que faz valer a música. A segunda fica no violão, mas ganha um apoio no sempre bem cotado Mellotron. Bruce ganha mais uma vez no vocal, e o refrão, notavelmente, é bem emotivo (“In my heart I reach you...”). Aqui o solinho de violão é muito legal, também. Nesse disco, em todas as faixas, sobressai o trabalho competente e seguro do baterista David Ingraham. Não consigo visualizar até que ponto o disco seria diferente se não contasse com Adrian Smith – afinal a grande maioria das faixas foi composta por Dickinson e Z -, mas, no mínimo, as faixas ganharam mais credibilidade com a presença do guitarrista.
THE CHEMICAL WEDDING (1998)
Do próximo disco – “THE CHEMICAL WEDDING”, adquirido de barbada numa feira em Itapema/SC no verão de 1999 – eu já sabia, basicamente, o que esperar: um belo disco. E a música de abertura – KING IN CRIMSON – superou as minhas expectativas, pois se trata de uma composição melhor que todas as do “ACCIDENT OF BIRTH”, pelo menos para o meu gosto. Os caras conseguiram fazer uma música ainda mais pesada, mas dinâmica, com um belo riff que acompanha os versos, finalizados com uma descidinha neo-clássica bem ao estilo Blackmore no Rainbow (DEATH ALLEY DRIVER). A faixa-título tem um belo refrão. THE TOWER é uma boa música que acabou sendo representada ao vivo pela Burnin´ Boat (tratou-se de um dos poucos casos nos quais ficou decidido que determinada música seria tocada e a mim caberia apenas aprender o que os outros já sabiam). O dueto (em que pese o baixo também reproduzir o riff) após os solos é sensacional. KILLING FLOOR é bem pesada e parece ser uma música decente. BOOK OF THEL é uma baita composição, irmã-gêmea de DARSKIDE OF AQUARIUS (lembro que o Bruce - o da Burnin´ Boat/Wordlengine - , na época, se abriu bastante para essa). Tem uns bons mini-solos de bateria lá pelas tantas. GATES OF URIZEN tem um estilo bastante familiar, com introdução lenta, uma encorpada no decorrer, mas nada muito significativo. JERUSALEN traz de volta uma interpretação bastante própria de Dickinson ("Let it rain, let it rain...") - o cara é mestre em criar momentos marcantes nas faixas. A levadinha no violão, como geralmente ocorre nas composições do Roy Z, é bem fácil e legal. O peso volta com força em TRUMPETS OF JERICHO (estranhamente, contudo, para abrir o disco ao vivo "SCREAM FOR ME...". Seja como for, não há nada de errado nessa música, ao contrário do que ocorre com MACHINE MEN, que não traz nada de relevante para o disco - exceto o solo com wah. Os versos de THE ALCHEMIST, da forma como cantados por Dickinson, lembram muito o Black Sabbath com Ozzy. REALWORLD fecha o disco, mas se trata de uma música dispensável, aparentemente fora de sintonia com o resto do álbum.
Da forma como Bruce Dickinson saiu do Iron para retomar sua carreira solo faz com que seja inevitável a comparação dos 4 discos lançados com os 2 álbuns registrados pelo Iron com Blaze Bailey, e é fácil concluir que Dickinson se saiu muito melhor, pois no mínimo ACCIDENT OF BIRTH e THE CHEMICAL WEDDING (que podem ser considerados em conjunto, pois têm sonoridade muito próxima, assim como ROCK AND ROLL OVER e LOVE GUN, e DINASTY e UNMASKED do Kiss) são discos mais interessantes e com melhores composições (pelo menos quantidade de melhores composições) que THE X FACTOR (que eu curto) e VIRTUAL ELEVEN.
No início dos anos 2000, Bruce e Steve Harris acabaram se rendendo ao apelo comercial que renderia o retorno ao Iron Maiden, e após uma turnê promoveu-se o lançamento de BRAVE NEW WORLD. O vocalista ainda lançou um disco solo - TYRANNY OF SOULS -, que não conta com Adrian Smith (as guitarras são empunhadas exclusivamente por Roy Z), e os músicos de acompanhamento são outros.
TOP 5 - Bruce Dickinson
1. King in Crimson
2. Tears of a Dragon
3. Freak
4. 100 000 Points of Light
5. Sacred Cowboys

Quando Bruce Dickinson deixou o Iron Maiden em 1994, eu já estava familiarizado com discos como “FEAR OF THE DARK”, e lembro de quando a ZH publicou uma resenha do primeiro álbum solo lançado pelo vocalista nessa fase pós-Maiden, na qual se disse que “BALLS TO PICASSO” tinha pouco que diferenciasse do trabalho anteriormente desenvolvido na banda de Steve Harris. Ouvi o disco na época e dei muito pouca atenção, a não ser pelo fato de achar TEARS OF A DRAGON uma música “ok” – afinal, é inegável que se trata de uma balada com estilo radiofônico, além de que se me fosse dado escolher algo do vocalista para ouvir, eu iria de alguma coisa do “POWERSLAVE” ou do próprio “FEAR OF THE DARK”. No entanto, a Saraiva anda fazendo uma promoção legal de cds, de modo que pude recentemente tomar novo contato com o disco. Algumas músicas, desde ALIVE IN STUDIO A, eu já achava estupendas como 1000 POINTS OF LIGHT e SACRED COWBOYS, que têm bons riffs e bons refrões, que, geralmente, é o tanto quanto basta para se fazerem boas músicas. Mas se impõe reconhecer que se “BALLS TO PICASSO” representa alguma coisa como um disco no repertório de Bruce Dickinson, tal se deve grandemente por causa de TEARS OF A DRAGON, que, de fato, é uma baita música – simples, mas muito eficiente e poderosa. Talvez seja fazer pouco da música dizer que se trata de uma música “simples”, sobretudo porque começa com um dedilhado, incorpora algumas guitarras, ganha velocidade no expressivo solo, e tem uma parada tipo “reggae”, para depois voltar ao dedilhado e ao refrão. Mas a simplicidade se dá porque o terreno percorrido por Bruce nessa música é conhecido (não por acaso, o vocalista compôs a música sem a participação do valoroso Roy Z). Cumpre, ainda, destacar a excelente interpretação de Bruce, que ganha a música - o refrão é, como se diz hoje em dia, tudo de bom. Bem vistas as coisas, pois, TEARS OF A DRAGON é (a) um clássico da sua carreira solo; (b) muito melhor que a balada do Iron – WASTING LOVE; (c) e mesmo melhor que muitas coisas que o Iron compôs.
ACCIDENT OF BIRTH (1997)

Após o resultado mediano alcançado pelo lançamento seguinte – “SKUNKWORKS” – foi sem muito entusiasmo que eu aluguei na saudosa MadSound o cd “ACCIDENT OF BIRTH”, conquanto a (legal) capa do disco contivesse o traço de Derek Riggs, e à banda de apoio capitaneada pelo Roy Z se tenha feito ingressar o mítico guitarrista Adrian Smith (não estranho aos fãs de Iron Maiden). Mas foi só botar o cd pra rodar que fiquei positivamente surpreendido com as boas composições do álbum; a faixa de abertura – FREAK – é muito boa. De pronto se percebe que o som das guitarras está diferente, e aparentemente tal se deve à afinação dropped-D e a incorporação de cordas mais pesadas ao instrumento. Seja como for, sempre me pareceu difícil, na audição do disco, imaginar as notas e as posições dos riffs. STARCHILDREN também é uma boa faixa, com um refrão muito bem aproveitado pelo vocalista. TAKING THE QUEEN tem uma bela levada no violão, mas o clássico do disco é a música seguinte – DARKSIDE OF AQUARIUS -, que durante um bom tempo foi cogitada – e ensaiada parcialmente – para compor o repertório dos shows da Burnin´ Boat. A música é boa, e utiliza a afinação drop-D de maneira bastante interessante, sobretudo no riff que acompanha os solos. ROAD TO HELL não é das minhas favoritas – parece uma música fácil demais (o teminha de abertura não me emociona), e o refrão parece ser daqueles pré-fabricados. Segue-se uma balada com pianos e tudo mais – MAN OF SORROWS – do tipo que Bruce sabe cantar muito bem. A faixa-título é pesada e boa, com bom riff e me lembra um pouco o Iced Earth, sobretudo pelas guitarras harmonizadas durante o refrão. THE MAGICIAN é outro tipo de música que parece que os caras fizeram em 5 minutos – mas pelo menos está em drop-D. WELCOME TO THE PIT lembra, de certa maneira, o que o Kiss e o Bruce Kulick acabaram fazendo no disco “CARNIVAL OF SOULS”. THE GHOST OF CAINS, em que pese o teminha de abertura, tem um bom riff principal e, sobretudo, um refrão legal. Essas últimas músicas são todas bem razoáveis, mas nada marcantes. Até que chegam as duas últimas: OMEGA e ARC OF SPACE. A primeira tem uma levada tradicional de Roy Z no violão e ganha corpo com umas guitarras, mas é a performance de Bruce que faz valer a música. A segunda fica no violão, mas ganha um apoio no sempre bem cotado Mellotron. Bruce ganha mais uma vez no vocal, e o refrão, notavelmente, é bem emotivo (“In my heart I reach you...”). Aqui o solinho de violão é muito legal, também. Nesse disco, em todas as faixas, sobressai o trabalho competente e seguro do baterista David Ingraham. Não consigo visualizar até que ponto o disco seria diferente se não contasse com Adrian Smith – afinal a grande maioria das faixas foi composta por Dickinson e Z -, mas, no mínimo, as faixas ganharam mais credibilidade com a presença do guitarrista.
THE CHEMICAL WEDDING (1998)

Do próximo disco – “THE CHEMICAL WEDDING”, adquirido de barbada numa feira em Itapema/SC no verão de 1999 – eu já sabia, basicamente, o que esperar: um belo disco. E a música de abertura – KING IN CRIMSON – superou as minhas expectativas, pois se trata de uma composição melhor que todas as do “ACCIDENT OF BIRTH”, pelo menos para o meu gosto. Os caras conseguiram fazer uma música ainda mais pesada, mas dinâmica, com um belo riff que acompanha os versos, finalizados com uma descidinha neo-clássica bem ao estilo Blackmore no Rainbow (DEATH ALLEY DRIVER). A faixa-título tem um belo refrão. THE TOWER é uma boa música que acabou sendo representada ao vivo pela Burnin´ Boat (tratou-se de um dos poucos casos nos quais ficou decidido que determinada música seria tocada e a mim caberia apenas aprender o que os outros já sabiam). O dueto (em que pese o baixo também reproduzir o riff) após os solos é sensacional. KILLING FLOOR é bem pesada e parece ser uma música decente. BOOK OF THEL é uma baita composição, irmã-gêmea de DARSKIDE OF AQUARIUS (lembro que o Bruce - o da Burnin´ Boat/Wordlengine - , na época, se abriu bastante para essa). Tem uns bons mini-solos de bateria lá pelas tantas. GATES OF URIZEN tem um estilo bastante familiar, com introdução lenta, uma encorpada no decorrer, mas nada muito significativo. JERUSALEN traz de volta uma interpretação bastante própria de Dickinson ("Let it rain, let it rain...") - o cara é mestre em criar momentos marcantes nas faixas. A levadinha no violão, como geralmente ocorre nas composições do Roy Z, é bem fácil e legal. O peso volta com força em TRUMPETS OF JERICHO (estranhamente, contudo, para abrir o disco ao vivo "SCREAM FOR ME...". Seja como for, não há nada de errado nessa música, ao contrário do que ocorre com MACHINE MEN, que não traz nada de relevante para o disco - exceto o solo com wah. Os versos de THE ALCHEMIST, da forma como cantados por Dickinson, lembram muito o Black Sabbath com Ozzy. REALWORLD fecha o disco, mas se trata de uma música dispensável, aparentemente fora de sintonia com o resto do álbum.
Da forma como Bruce Dickinson saiu do Iron para retomar sua carreira solo faz com que seja inevitável a comparação dos 4 discos lançados com os 2 álbuns registrados pelo Iron com Blaze Bailey, e é fácil concluir que Dickinson se saiu muito melhor, pois no mínimo ACCIDENT OF BIRTH e THE CHEMICAL WEDDING (que podem ser considerados em conjunto, pois têm sonoridade muito próxima, assim como ROCK AND ROLL OVER e LOVE GUN, e DINASTY e UNMASKED do Kiss) são discos mais interessantes e com melhores composições (pelo menos quantidade de melhores composições) que THE X FACTOR (que eu curto) e VIRTUAL ELEVEN.
No início dos anos 2000, Bruce e Steve Harris acabaram se rendendo ao apelo comercial que renderia o retorno ao Iron Maiden, e após uma turnê promoveu-se o lançamento de BRAVE NEW WORLD. O vocalista ainda lançou um disco solo - TYRANNY OF SOULS -, que não conta com Adrian Smith (as guitarras são empunhadas exclusivamente por Roy Z), e os músicos de acompanhamento são outros.
TOP 5 - Bruce Dickinson
1. King in Crimson
2. Tears of a Dragon
3. Freak
4. 100 000 Points of Light
5. Sacred Cowboys
quinta-feira, 8 de março de 2007
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
domingo, 18 de fevereiro de 2007
DVD - Malmsteen

YNGWIE MALMSTEEN - "Far Beyond the Sun"
Sou favorável a que se lance em DVD todos os antigos VHS lançados no decorrer da carreira de artistas como Yngwie Malmsteen, de modo que foi em boa hora que a Universal resolveu lançar em DVD dois shows da época na qual o guitarrista sueco estava sob contrato de uma grande gravadora. O DVD Far Beyond the Sun traz um resumo de duas performances de Malmsteen: a primeira, no Japão em 1985, na época do grande disco Marching Out, com um “dream team” composto dos irmãos Johansson (Jens e Anders), do baixista fora-de-série Marcel Jacob, e do insuperável vocalista Jeff Scot Soto; a segunda, em Leningrad em 1989, na turnê de Odissey, com os mesmos irmãos Johansson, desta vez acrescidos do baixista Barry Dunaway e do carismático vocalista Joe Lynn Turner. Os repertórios de ambos os shows têm a virtude de apresentar músicas que já não são mais tocadas ao vivo por Malmsteen; mas, se no show de 1985, há um excesso de músicas do Alcatrazz (desgraçadamente ficaram de fora desse DVD as melhores músicas do Marching Out: Anguish and Fear, Don´t Let it End, Disciples of Hell), no show de 1989 o repertório fica quase exclusivamente sobre os discos Trilogy e Odissey. Mas vá lá, pelo menos os vídeos mostram Jeff Scot Soto e Joe Lynn Turner no auge da forma, e não faltam os clássicos I´ll See the Light Tonight, Far Beyond the Sun (melhor versão ao vivo que eu já ouvi, conquanto a versão de estúdio reste sem comparação), Rising Force, You Don´t Remember, I´ll Never Forget, Heaven Tonight e uma das melhores músicas obscuras do guitarrista, Riot in the Dungeons (com vários riffs legais).
domingo, 21 de janeiro de 2007
DVDs - Satriani e Vai
JOE SATRIANI - "Satriani Live!""Live in San Francisco", gravado durante a turnê do "Engines of Creation", parecia ser o registro definitivo das performances ao vivo de Satriani. O set list do DVD duplo compreendia toda a discografia do guitarrista e serviu para mostrar todo o seu arsenal de truques.
Após isso, Satriani lançou mais 3 cds de estúdio ("Strange Beautiful Music", "Is There Love in Space?" e "Super Colossal"). Pois no final de 2006 fui surpreendido quando me deparei com um CD e um DVD duplos ao vivo com registro de um show da turnê de Super Colossal. Nesses casos de lançamento de CD e DVD, entendo que o que vale a pena é comprar o último, pois os CDs ao vivo diferem pouco uns dos outros (as diferenças entre "Time Machine", "Live in San Francisco" e esse "Satriani Live!" é apenas de repertório e mesmo a diferença entre os músicos que acompanham Satriani é irrelevante).
O primeiro DVD traz o show inteiro. Satriani se faz acompanhar do seu baterista de sempre (Jeff Campitelli) e do lendário baixista Dave LaRue (Dixie Dregs, John Petrucci), bem como de um guitarra-base desconhecido (Galen Henson). O set list é decepcionante, pois enfatiza demais o Super Colossal (não tem nenhuma música de "Strange (...)" e "Is There (...)". Além disso, o guitarrista perdeu a oportunidade de recuperar músicas obscuras tipo "Back to Shalla-Ball" ou qualquer outra do "Joe Satriani" que não a boa mas batida Cool #9. E quem precisa de mais versões de Flying in a Blue Dream, The Extremist, Satch Boogie, The Mystical Potato Head Groove Thing?). Faltou também uma música do excelente "Crystal Planet", como a minha favorita Up in the Sky (que aparece apenas no DVD 2, num documentário bônus). Assim, o repertório não empolga (duvido que Redshift Riders, A Cool New Way, Just Like Lightnin, One Robot´s Dream, Ten Words, Made of Tears sejam tocadas nas próximas turnês). Os bons momentos ficam com Super Colossal e Crowd Chant.
O DVD 2 tem um longo documentário sobre a parte da turnê na Índia (o baixista foi Matt Bissonette) e uns podcasts sobre a turnê européia. É legal a parte que mostra a gravação de "Super Colossal", especialmente da música Crowd Chant - aparecem os ensaios do guitarrista com a galera que compareceu para fazer o "crowd chant").
STEVE VAI - "Live at the Astoria London"Essa apresentação de 2001, que ocupa o DVD 1, foi cobiçada por muito tempo pois, fundamentalmente, reúne uma das melhores bandas de apoio que se pode encontrar: Billy Sheehan, Virgil Donati e Tony Macalpine (acrescidos de Dave Weiner). O set list reúne clássicos como Erotic Nightmares, For the Love of God, Liberty, The Attitude Song, músicas excelentes como Giant Balls of Gold, The Crying Machine e Bad Horsie, e outras para mim desconhecidas como Chameleon, Down Deep Into the Pain, sem contar covers de Hendrix (Fire e Little Wing).
É sabido que Vai também é um autêntico performer - o cara faz poses o tempo todo enquanto toca, e consegue fazê-lo de um jeito legal. Mas acho que nenhum dos DVDs lançados pelo guitarrista fez jus a essa sua característica essencial - para mim, a melhor apresentação foi aquela que eu vi no Salão de Atos da UFRGS em março de 1998, na turnê do "Fire Garden".
O DVD 2 tem os bônus, com making of, ensaios em Los Angeles, entre outras tranqueiras, tudo muito mal aproveitado.
STEVE VAI - "Alien Love Secrets"Esse é outro DVD cobiçado há anos: aqui, Vai e banda interpretam o meu CD favorito do guitarrista (que dá nome ao DVD) na íntegra. Uma pena que a trilha sonora é a do CD, e não um registro da banda tocando as músicas uma depois da outra como o Metallica fez no DVD bônus de "St. Anger". Mesmo assim é possível ver que alguns efeitos de estúdio podem ser repetidos ao vivo, especialmente na bateria em Bad Horsie. O melhor momento é a interpretação de Tender Surrender, cujo tema principal, aparentemente, é um "rip-off" de um riff do Hendrix. O DVD vale por mostrar o virtuosismo de Vai - as alavancadas inacreditáveis, os harmônicos artificiais gritantes e os arpejos feitos com naturalidade impressionante (a palheta desliza com facilidade sobre as cordas).
domingo, 7 de janeiro de 2007
Discoteca Erga Omnes – Cds despiciendos
Nenhuma coleção de cds está livre da existência de algumas “maçãs podres”, i. é, discos ruins, imprestáveis; numa palavra, desprezíveis. Não vou incluir os cds ruins que fazem parte do catálogo de bandas como Kiss, Deep Purple, Black Sabbath, Metallica, Megadeth, Dream Theater, Yes e outras, pois pretendo me concentrar nos cds adquiridos isolada e impensadamente, para fins de mero incremento da coleção. Convém enfatizar que não é a intenção depreciar ou desmerecer imotivadamente os cds apresentados, mas apenas fazer uma resenha de alguns discos que estão deslocados na minha coleção.
ANGRA – “Rebirth World Tour – Live in São Paulo”
Trata-se de um disco duplo ao vivo lançado pelo Angra na turnê de lançamento do “Rebirth”. “Rebirth” marcou o início das atividades da nova formação da banda, e é um disco que acho muito bom, com algumas músicas muito boas – e boa parte do repertório do show gravado nesse cd é representado por músicas do “Rebirth”. Comprei esse disco ao vivo, por impulso, sem ouvi-lo previamente, no final de 2003, em Capão da Canoa (o preço era acessível para um cd duplo). O som da gravação não é muito bom, de modo que serve para atestar que os caras conseguem reproduzir ao vivo as músicas dos discos de estúdio, e também para mostrar que Edu Falaschi se dá bem com as músicas da época do André Matos (“Angels Cry”, “Nothing to Say” e “Carry On” ficaram bem legais). A última música é uma versão bem fiel de “The Number of the Beast” do Iron.
RUSH – “All the World´s a Stage”
Este eu adquiri há alguns anos no balaio da Boca do Disco. É o primeiro álbum ao vivo do Rush e tem os clássicos da banda à época: “Bastille Day”, “Anthem”, “2112”, “Working Man/Finding My Way”. Entretanto, não me considero fã incondicional da banda; assim, o vocal um tanto prejudicado de Geddy Lee incomoda um pouco na audição. Melhor são os discos ao vivo lançados posteriormente, já com as músicas do excelente disco “Moving Pictures” (acho até que os lançados mais recentemente são melhores – há vários para escolher).
APOCALYPSE - “Live in USA”
No inverno de 2000, a Apocalypse se apresentou gratuitamente no Salão de Atos da UFRGS a fim de promover este cd duplo gravado no ProgDay99, nos Estados Unidos. Todos nós da Burnin´ Boat combinamos de acompanhar esse show, que se deu num domingo às 18h; Sabrina e eu fomos os primeiros a chegar e imediatamente eu adquiri este cd – confiava cegamente que seria um show espetacular. Seja como for, o público foi bom e todos os figuras compareceram: Bruce, Raquel, Carol, Nilton, Cláudio, Jorge Gordo (que fez uma brincadeira impagável durante “Corta”), Diego, entre outros tantos. O palco com os instrumentos impressionava pela presença de um arsenal de teclados e sintetizadores. Após as primeiras 2 ou 3 músicas do show, a gurizada começou a galinhagem, fazendo comentários jocosos sobre (a) as letras das composições, (b) o vocal, (c) os insistentes harmônicos artificiais da guitarra. Várias pessoas pediram covers de músicas do Yes, Emerson, Lake & Palmer, Genesis e Rush (“Xanadu”). E nós pensávamos mesmo que ia rolar um cover de alguma dessas bandas. Mas a Apocalypse resumiu seu repertório às composições próprias, o que eu considerei um desperdício (os caras deviam ter aproveitado aquele monte de teclados do Eloy Fritsch e mostrar um belo cover de alguma música intrincada de progressivo). Eu fui um dos únicos que saiu do evento querendo acreditar que as músicas eram muito boas, apesar do vocal e das letras – não ficamos para o bis, pois a banda optou por repetir uma das músicas tocadas anteriormente, em que pesem as insistentes solicitações para uma cover. Após esse show, jamais ouvi o cd por inteiro em casa. A música de abertura (“Carmina Burana – rock version”) é legal, mas as composições próprias se ressentem do vocal fraco e das letras em português que não parecem combinar com o som. Assim, a banda se sai melhor nas músicas instrumentais como “Clássicos – rock version”, na qual são tocados vários trechos de músicas eruditas em formato rock (“In the Hall of the Mountain King”, “Sinfonia n.º9” de Beethoven, “Minueto” de Bach, “Rondo Alla Turca” de Mozart, “Dança Russa” de Tchaikovsky). É imperioso enfatizar que o cara da banda é o tecladista Eloy Fritsch que utiliza como ninguém o Minimoog – geralmente os melhores momentos das músicas da banda são quando o Minimoog é acionado. O baterista Chico Fasoli também é muito bom. Enfim, tenho grande respeito pela Apocalypse; não tive oportunidade para assistir a outro show, mas há algum tempo atrás estava na Livraria Cultura, no 2.º andar, e percebi que uma banda estava se apresentando e diferentemente do que geralmente ocorre nessas ocasiões, o som era bem interessante e o vocal era excelente – após alguns instantes reconheci a banda pela sonoridade inconfundível dos teclados e obtive a confirmação com o cartaz do show realizado no auditório da livraria. Não lembro de ter visto divulgação da apresentação na ZH, de modo que foi uma pena não ter podido acompanhar a nova formação.
SCHOCKMACHINE – “Schockmachine”
De tempos em tempos o dono da já extinta Mad Sound fazia promoções com os cds encalhados; numa dessas eu adquiri esse projeto paralelo capitaneado pelo então baixista do Helloween Markus Grosskopf (com participação do então baterista da mesma banda, o fenomenal Uli Kusch). Os desconhecidos (para mim) Olly Lugosi e Rolly Feldmann cuidam, respectivamente, de vocais e guitarras solo. Todas as músicas foram compostas por Grosskopf (letra e música, ou letra ou música), e aparentemente são sobras do Helloween (Roland Grapow fez a mesma coisa e lançou uns 2 cds com músicas não aproveitadas – algumas bem melhores das lançadas em discos como “The Dark Ride”). De pronto ressalta o vocal à moda Blaze Bailey (piorado) de Lugosi, que compromete o resultado da maior parte das composições. A primeira música, “Dreamers”, tem um belo riff, assim como “Never Exist” e “The Once Forgotten” (compostas por Kusch). “Running” tem uma boa levada. Entretanto, não há nenhuma música memorável de modo que o álbum é um excelente item para fãs do Helloween (o disco tem, ainda, participações do então guitarrista do Helloween Roland Grapow).
DIO – “Killing the Dragon”
Tenho grande respeito por Dio e gosto de várias músicas da sua época no Rainbow e no Black Sabbath. Mas admito que não acompanho com grande entusiasmo sua carreira solo. Recentemente li num site nacional especializado em rock pesado que o guitarrista Doug Aldrich (ou foi o Craig Goldy?) explicou que discos com músicas lentas como “Angry Machines” e “Magica” são tomados em alta conta por Dio – tipo, o cara gosta mesmo das músicas daquele jeito. “Killing the Dragon” é um pouco melhor e eu adquiri na Mad Sound em uma das promoções de cds “da parede” (os disponíveis para locação). A faixa-título é bem legal. “Along Comes a Spider” tem clima hard rock anos 80. Se “Scream” tem algo de “Heaven and Hell” no riff principal, “Better in the Dark” tem algo de Rainbow em toda ela e “Rock and Roll” tem riff parecido com algo do Led Zeppelin (“Kashmir”?). “Push” é bem decente, mas parece que a letra não encaixa legal na música.
KING DIAMOND – “The Graveyard”
Diferentemente das bandas acima, sou grande fã do Mercyful Fate e dos riffs compostos por King Diamond. Adquiri a habilidade de abstrair das músicas os vocais exagerados de Diamond, pois a qualidade dos riffs e das músicas do Mercyful Fate valem ouro. Mas a carreira solo de King Diamond é realmente difícil de acompanhar. Todos os discos são conceituais, as guitarras são esmagadas pela produção típica dos anos 80, e o timbre do vocalista é bem irritante. A situação mudou parcialmente quando ouvi a versão remasterizada de “Them” que conta com duas faixas-bônus que valem o cd inteiro: tratam-se de duas demo instrumentais, com King Diamond e Andy La Roque tocando as guitarras em um ensaio (numa das faixas eles erram e começam de novo – é bem legal). Ouvi mais alguns discos e resolvi adquirir toda a coleção, assim como havia feito com o Mercyful Fate. Não consegui cumprir meu objetivo pois me deparei com algumas bombas incríveis como esse “The Graveyard” que é, de fato, “inescutável” (adquiri no balaio de uma loja da Gal. Chaves).
ANGRA – “Rebirth World Tour – Live in São Paulo”Trata-se de um disco duplo ao vivo lançado pelo Angra na turnê de lançamento do “Rebirth”. “Rebirth” marcou o início das atividades da nova formação da banda, e é um disco que acho muito bom, com algumas músicas muito boas – e boa parte do repertório do show gravado nesse cd é representado por músicas do “Rebirth”. Comprei esse disco ao vivo, por impulso, sem ouvi-lo previamente, no final de 2003, em Capão da Canoa (o preço era acessível para um cd duplo). O som da gravação não é muito bom, de modo que serve para atestar que os caras conseguem reproduzir ao vivo as músicas dos discos de estúdio, e também para mostrar que Edu Falaschi se dá bem com as músicas da época do André Matos (“Angels Cry”, “Nothing to Say” e “Carry On” ficaram bem legais). A última música é uma versão bem fiel de “The Number of the Beast” do Iron.
RUSH – “All the World´s a Stage”Este eu adquiri há alguns anos no balaio da Boca do Disco. É o primeiro álbum ao vivo do Rush e tem os clássicos da banda à época: “Bastille Day”, “Anthem”, “2112”, “Working Man/Finding My Way”. Entretanto, não me considero fã incondicional da banda; assim, o vocal um tanto prejudicado de Geddy Lee incomoda um pouco na audição. Melhor são os discos ao vivo lançados posteriormente, já com as músicas do excelente disco “Moving Pictures” (acho até que os lançados mais recentemente são melhores – há vários para escolher).
APOCALYPSE - “Live in USA”No inverno de 2000, a Apocalypse se apresentou gratuitamente no Salão de Atos da UFRGS a fim de promover este cd duplo gravado no ProgDay99, nos Estados Unidos. Todos nós da Burnin´ Boat combinamos de acompanhar esse show, que se deu num domingo às 18h; Sabrina e eu fomos os primeiros a chegar e imediatamente eu adquiri este cd – confiava cegamente que seria um show espetacular. Seja como for, o público foi bom e todos os figuras compareceram: Bruce, Raquel, Carol, Nilton, Cláudio, Jorge Gordo (que fez uma brincadeira impagável durante “Corta”), Diego, entre outros tantos. O palco com os instrumentos impressionava pela presença de um arsenal de teclados e sintetizadores. Após as primeiras 2 ou 3 músicas do show, a gurizada começou a galinhagem, fazendo comentários jocosos sobre (a) as letras das composições, (b) o vocal, (c) os insistentes harmônicos artificiais da guitarra. Várias pessoas pediram covers de músicas do Yes, Emerson, Lake & Palmer, Genesis e Rush (“Xanadu”). E nós pensávamos mesmo que ia rolar um cover de alguma dessas bandas. Mas a Apocalypse resumiu seu repertório às composições próprias, o que eu considerei um desperdício (os caras deviam ter aproveitado aquele monte de teclados do Eloy Fritsch e mostrar um belo cover de alguma música intrincada de progressivo). Eu fui um dos únicos que saiu do evento querendo acreditar que as músicas eram muito boas, apesar do vocal e das letras – não ficamos para o bis, pois a banda optou por repetir uma das músicas tocadas anteriormente, em que pesem as insistentes solicitações para uma cover. Após esse show, jamais ouvi o cd por inteiro em casa. A música de abertura (“Carmina Burana – rock version”) é legal, mas as composições próprias se ressentem do vocal fraco e das letras em português que não parecem combinar com o som. Assim, a banda se sai melhor nas músicas instrumentais como “Clássicos – rock version”, na qual são tocados vários trechos de músicas eruditas em formato rock (“In the Hall of the Mountain King”, “Sinfonia n.º9” de Beethoven, “Minueto” de Bach, “Rondo Alla Turca” de Mozart, “Dança Russa” de Tchaikovsky). É imperioso enfatizar que o cara da banda é o tecladista Eloy Fritsch que utiliza como ninguém o Minimoog – geralmente os melhores momentos das músicas da banda são quando o Minimoog é acionado. O baterista Chico Fasoli também é muito bom. Enfim, tenho grande respeito pela Apocalypse; não tive oportunidade para assistir a outro show, mas há algum tempo atrás estava na Livraria Cultura, no 2.º andar, e percebi que uma banda estava se apresentando e diferentemente do que geralmente ocorre nessas ocasiões, o som era bem interessante e o vocal era excelente – após alguns instantes reconheci a banda pela sonoridade inconfundível dos teclados e obtive a confirmação com o cartaz do show realizado no auditório da livraria. Não lembro de ter visto divulgação da apresentação na ZH, de modo que foi uma pena não ter podido acompanhar a nova formação.
SCHOCKMACHINE – “Schockmachine”De tempos em tempos o dono da já extinta Mad Sound fazia promoções com os cds encalhados; numa dessas eu adquiri esse projeto paralelo capitaneado pelo então baixista do Helloween Markus Grosskopf (com participação do então baterista da mesma banda, o fenomenal Uli Kusch). Os desconhecidos (para mim) Olly Lugosi e Rolly Feldmann cuidam, respectivamente, de vocais e guitarras solo. Todas as músicas foram compostas por Grosskopf (letra e música, ou letra ou música), e aparentemente são sobras do Helloween (Roland Grapow fez a mesma coisa e lançou uns 2 cds com músicas não aproveitadas – algumas bem melhores das lançadas em discos como “The Dark Ride”). De pronto ressalta o vocal à moda Blaze Bailey (piorado) de Lugosi, que compromete o resultado da maior parte das composições. A primeira música, “Dreamers”, tem um belo riff, assim como “Never Exist” e “The Once Forgotten” (compostas por Kusch). “Running” tem uma boa levada. Entretanto, não há nenhuma música memorável de modo que o álbum é um excelente item para fãs do Helloween (o disco tem, ainda, participações do então guitarrista do Helloween Roland Grapow).
DIO – “Killing the Dragon”Tenho grande respeito por Dio e gosto de várias músicas da sua época no Rainbow e no Black Sabbath. Mas admito que não acompanho com grande entusiasmo sua carreira solo. Recentemente li num site nacional especializado em rock pesado que o guitarrista Doug Aldrich (ou foi o Craig Goldy?) explicou que discos com músicas lentas como “Angry Machines” e “Magica” são tomados em alta conta por Dio – tipo, o cara gosta mesmo das músicas daquele jeito. “Killing the Dragon” é um pouco melhor e eu adquiri na Mad Sound em uma das promoções de cds “da parede” (os disponíveis para locação). A faixa-título é bem legal. “Along Comes a Spider” tem clima hard rock anos 80. Se “Scream” tem algo de “Heaven and Hell” no riff principal, “Better in the Dark” tem algo de Rainbow em toda ela e “Rock and Roll” tem riff parecido com algo do Led Zeppelin (“Kashmir”?). “Push” é bem decente, mas parece que a letra não encaixa legal na música.
KING DIAMOND – “The Graveyard”Diferentemente das bandas acima, sou grande fã do Mercyful Fate e dos riffs compostos por King Diamond. Adquiri a habilidade de abstrair das músicas os vocais exagerados de Diamond, pois a qualidade dos riffs e das músicas do Mercyful Fate valem ouro. Mas a carreira solo de King Diamond é realmente difícil de acompanhar. Todos os discos são conceituais, as guitarras são esmagadas pela produção típica dos anos 80, e o timbre do vocalista é bem irritante. A situação mudou parcialmente quando ouvi a versão remasterizada de “Them” que conta com duas faixas-bônus que valem o cd inteiro: tratam-se de duas demo instrumentais, com King Diamond e Andy La Roque tocando as guitarras em um ensaio (numa das faixas eles erram e começam de novo – é bem legal). Ouvi mais alguns discos e resolvi adquirir toda a coleção, assim como havia feito com o Mercyful Fate. Não consegui cumprir meu objetivo pois me deparei com algumas bombas incríveis como esse “The Graveyard” que é, de fato, “inescutável” (adquiri no balaio de uma loja da Gal. Chaves).
domingo, 31 de dezembro de 2006
Melhores de 2006
- categorias do "Reader´s Poll" da revista Guitar World.
Most Valuable Player: Mike Portnoy
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Mattias "IA" Eklunch (Freak Kitchen)
Biggest Disappointment: n/a
Worst Band: são muitas...
BEST GUITAR ALBUMS OF 2006
Rock: n/a
Punk/Alternative: n/a
Metal: "A Matter of Life and Death" - Iron Maiden
HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: John McLaughlin
Best Album: "1984" - Van Halen
Melhor DVD: "Score" - Dream Theater
Melhor Show: n/a
Banda nacional: n/a
Most Valuable Player: Mike Portnoy
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Mattias "IA" Eklunch (Freak Kitchen)
Biggest Disappointment: n/a
Worst Band: são muitas...
BEST GUITAR ALBUMS OF 2006
Rock: n/a
Punk/Alternative: n/a
Metal: "A Matter of Life and Death" - Iron Maiden
HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: John McLaughlin
Best Album: "1984" - Van Halen
Melhor DVD: "Score" - Dream Theater
Melhor Show: n/a
Banda nacional: n/a
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Biblioteca ERGA OMNES - KISS

Quero dar conta de um livro excelente que trata da biografia "autorizada" do KISS, não por acaso a minha banda favorita de todos os tempos. A melhor parte é a parte final, com comentários faixa-a-faixa de todos os discos da banda feitos por seus integrantes, co-autores, empresários e demais envolvidos. Realmente é o tipo de coisa que me interessa grandemente. Mas, impõe-se reconhecer, a primeira parte do livro é surpreendente: trata-se de um texto produzido em 1979 por um repórter que entrevistou a banda individualmente durante a turnê do Dynasty; a partir dos relatos dos músicos é possível acompanhar o início da formação musical de Ace, Gene, Paul e Peter, bem como os primeiros tempos (toscos) da banda.
domingo, 22 de outubro de 2006
Fórmula 1 – GP do Brasil (18.ª etapa, 22/10/2006, 14h)
No último GP da temporada, o título já estava praticamente decidido em favor de Alonso. Bastava um ponto ao espanhol; a única chance de Schumacher seria vencer e Alonso não pontuar.
O treino classificatório foi empolgante: Schumacher teve problemas e não participou da última parte, ficando com a 10.ª posição do grid. Massa, sedimentando a superioridade da Ferrari, fez o melhor tempo, seguido de Raikkonen, Trulli e Alonso.
As posições se mantiveram na largada, e o melhor momento foi protagonizado por Schumacher que após a reta oposta ultrapassou as duas BMW, por dentro, na curva. Em seguida, Rosberg, que havia tocado em Webber, saiu reto, bateu, e ensejou a entrada do carro-madrinha. (A partir daí, não pude mais acompanhar a corrida, pois nos dirigimos ao Estádio Olímpico para assistir a Grêmio x São Paulo.)
Após a relargada, Schumacher passou Fisichella, mas o italiano roçou de leve o pneu traseiro esquerdo do carro do alemão, que furou. Schumacher caiu para último, antecipou o 1.º pit stop, e fez corrida de recuperação (chegou em 4.º)que serviu para mostrar que o alemão parou no auge da técnica - passou Fisichella com um autêntico drible: no final da reta dos boxes, o alemão fez a clássica pressão de sugerir uma manobra de ultrapassagem; Fisichella caiu na armadilha e errou a freada fazendo a curva lento e aberto; Schumacher não perdoou. Mais ao final, Schumacher forçou para cima de Raikkonen na mesma curva (início do S do Senna), e o finlandês não resistiu.
Rubinho andou muito, fez várias voltas rápidas, esteve boa parte do tempo na frente de Button, mas finalizou em 7.º - o inglês, em 3.º. Alonso vinha em 4.º e conquistou as posições de Button e Raikkonen nas paradas. Sato fez uma corrida excepcional chegando em 10.º. Até nova ordem, Kubica é só Kubica mesmo (não mais Kubitza).
A alegria brasileira foi comandada por Massa, que correu como nunca e venceu de forma incontestável. Alonso é o campeão, mas com a aposentadoria de Schumacher, Massa se credencia a ser um dos postulantes ao título de 2007.
A Renault confirmou o título de construtores. A Williams decepcionou, especialmente após o promissor início de ano de Rosberg (pontuou bem na primeira prova da temporada). Rubinho destruiu a previsão do Gilberto e minha de que o brasileiro exerceria natural predominância sobre Button; o que se deu foi exatamente o contrário. Mas é imperioso se dar crédito ao Gilberto, que há umas 5 corridas, quando Schumacher disparou no campeonato com vitórias e resultados melhores que Alonso, afirmou que o espanhol seria bicampeão.
Para 2007, Raikkonen e Massa dividirão a atenção da Ferrari, que terminou 2006 em alta. O bicampeão Alonso terá como companheiro na McLaren o inglês Lewis Hamilton. É provável que esses sejam os pilotos que andarão na frente ano que vem. Heiki Kovalainen dividirá a Renault com Fisichella e já se antecipa que Nelsinho Piquet ganhe a posição de titular do italiano no decorrer da temporada.
Brazilian Grand Prix Results - 22 October 2006 - 71 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT TIRE LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 71 1h31m53.751
2. Fernando Alonso Spain Renault 71 18.658
3. Jenson Button Britain Honda 71 19.394
4. Michael Schumacher Germany Ferrari 71 24.094
5. Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 71 28.503
6. Giancarlo Fisichella Italy Renault 71 30.287
7. Rubens Barrichello Brazil Honda 71 40.294
8. Pedro de la Rosa Spain McLaren-Mercedes 71 52.068
9. Robert Kubica Poland Sauber-BMW 71 1m07.642
10. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 70 1 Lap
11. Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 70 1 Lap
12. Robert Doornbos Netherlands Red Bull-Ferrari 70 1 Lap
13. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 70 1 Lap
14. Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 70 1 Lap
15. Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 69 2 Laps
16. Sakon Yamamoto Japan Super Aguri-Honda 69 2 Laps
17. Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 63 Accident
R David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 14 Gearbox
R Jarno Trulli Italy Toyota 10 Suspension
R Ralf Schumacher Germany Toyota 9 Suspension
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 1 Damage
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 0 Accident
FASTEST LAP: Michael Schumacher Germany Ferrari 70 1:12.162
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 134
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 121
3. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 80
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 72
5. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 65
6. JENSON BUTTON Britain Honda 56
7. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 30
8. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 26
9. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 23
10. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 20
11. PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 19
12. JARNO TRULLI taly Toyota 15
13. DAVID COULTHARD BritainI Red Bull-Ferrari 14
14. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 7
MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 7
16. ROBERT KUBICA Poland Sauber-BMW 6
17. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 4
18. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 2
19. VITANTONIO LIUZZI Italy Toro Rosso-Cosworth 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. RENAULT 206
2. FERRARI 201
3. MCLAREN-MERCEDES 110
4. HONDA 86
5. SAUBER-BMW 36
6. TOYOTA 35
7. RED BULL-FERRARI 16
8. WILLIAMS-COSWORTH 11
9. TORO ROSSO-COSWORTH 1
O treino classificatório foi empolgante: Schumacher teve problemas e não participou da última parte, ficando com a 10.ª posição do grid. Massa, sedimentando a superioridade da Ferrari, fez o melhor tempo, seguido de Raikkonen, Trulli e Alonso.
As posições se mantiveram na largada, e o melhor momento foi protagonizado por Schumacher que após a reta oposta ultrapassou as duas BMW, por dentro, na curva. Em seguida, Rosberg, que havia tocado em Webber, saiu reto, bateu, e ensejou a entrada do carro-madrinha. (A partir daí, não pude mais acompanhar a corrida, pois nos dirigimos ao Estádio Olímpico para assistir a Grêmio x São Paulo.)
Após a relargada, Schumacher passou Fisichella, mas o italiano roçou de leve o pneu traseiro esquerdo do carro do alemão, que furou. Schumacher caiu para último, antecipou o 1.º pit stop, e fez corrida de recuperação (chegou em 4.º)que serviu para mostrar que o alemão parou no auge da técnica - passou Fisichella com um autêntico drible: no final da reta dos boxes, o alemão fez a clássica pressão de sugerir uma manobra de ultrapassagem; Fisichella caiu na armadilha e errou a freada fazendo a curva lento e aberto; Schumacher não perdoou. Mais ao final, Schumacher forçou para cima de Raikkonen na mesma curva (início do S do Senna), e o finlandês não resistiu.
Rubinho andou muito, fez várias voltas rápidas, esteve boa parte do tempo na frente de Button, mas finalizou em 7.º - o inglês, em 3.º. Alonso vinha em 4.º e conquistou as posições de Button e Raikkonen nas paradas. Sato fez uma corrida excepcional chegando em 10.º. Até nova ordem, Kubica é só Kubica mesmo (não mais Kubitza).
A alegria brasileira foi comandada por Massa, que correu como nunca e venceu de forma incontestável. Alonso é o campeão, mas com a aposentadoria de Schumacher, Massa se credencia a ser um dos postulantes ao título de 2007.
A Renault confirmou o título de construtores. A Williams decepcionou, especialmente após o promissor início de ano de Rosberg (pontuou bem na primeira prova da temporada). Rubinho destruiu a previsão do Gilberto e minha de que o brasileiro exerceria natural predominância sobre Button; o que se deu foi exatamente o contrário. Mas é imperioso se dar crédito ao Gilberto, que há umas 5 corridas, quando Schumacher disparou no campeonato com vitórias e resultados melhores que Alonso, afirmou que o espanhol seria bicampeão.
Para 2007, Raikkonen e Massa dividirão a atenção da Ferrari, que terminou 2006 em alta. O bicampeão Alonso terá como companheiro na McLaren o inglês Lewis Hamilton. É provável que esses sejam os pilotos que andarão na frente ano que vem. Heiki Kovalainen dividirá a Renault com Fisichella e já se antecipa que Nelsinho Piquet ganhe a posição de titular do italiano no decorrer da temporada.
Brazilian Grand Prix Results - 22 October 2006 - 71 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT TIRE LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 71 1h31m53.751
2. Fernando Alonso Spain Renault 71 18.658
3. Jenson Button Britain Honda 71 19.394
4. Michael Schumacher Germany Ferrari 71 24.094
5. Kimi Raikkonen Finland McLaren-Mercedes 71 28.503
6. Giancarlo Fisichella Italy Renault 71 30.287
7. Rubens Barrichello Brazil Honda 71 40.294
8. Pedro de la Rosa Spain McLaren-Mercedes 71 52.068
9. Robert Kubica Poland Sauber-BMW 71 1m07.642
10. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 70 1 Lap
11. Scott Speed United States Toro Rosso-Cosworth 70 1 Lap
12. Robert Doornbos Netherlands Red Bull-Ferrari 70 1 Lap
13. Vitantonio Liuzzi Italy Toro Rosso-Cosworth 70 1 Lap
14. Christijan Albers Netherlands MF1-Toyota 70 1 Lap
15. Tiago Monteiro Portugal MF1-Toyota 69 2 Laps
16. Sakon Yamamoto Japan Super Aguri-Honda 69 2 Laps
17. Nick Heidfeld Germany Sauber-BMW 63 Accident
R David Coulthard Britain Red Bull-Ferrari 14 Gearbox
R Jarno Trulli Italy Toyota 10 Suspension
R Ralf Schumacher Germany Toyota 9 Suspension
R Mark Webber Australia Williams-Cosworth 1 Damage
R Nico Rosberg Germany Williams-Cosworth 0 Accident
FASTEST LAP: Michael Schumacher Germany Ferrari 70 1:12.162
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. FERNANDO ALONSO Spain Renault 134
2. MICHAEL SCHUMACHER Germany Ferrari 121
3. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 80
4. GIANCARLO FISICHELLA Italy Renault 72
5. KIMI RAIKKONEN Finland McLaren-Mercedes 65
6. JENSON BUTTON Britain Honda 56
7. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 30
8. JUAN PABLO MONTOYA Colombia McLaren-Mercedes 26
9. NICK HEIDFELD Germany Sauber-BMW 23
10. RALF SCHUMACHER Germany Toyota 20
11. PEDRO DE LA ROSA Spain McLaren-Mercedes 19
12. JARNO TRULLI taly Toyota 15
13. DAVID COULTHARD BritainI Red Bull-Ferrari 14
14. JACQUES VILLENEUVE Canada Sauber-BMW 7
MARK WEBBER Australia Williams-Cosworth 7
16. ROBERT KUBICA Poland Sauber-BMW 6
17. NICO ROSBERG Germany Williams-Cosworth 4
18. CHRISTIAN KLIEN Austria Red Bull-Ferrari 2
19. VITANTONIO LIUZZI Italy Toro Rosso-Cosworth 1
CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. RENAULT 206
2. FERRARI 201
3. MCLAREN-MERCEDES 110
4. HONDA 86
5. SAUBER-BMW 36
6. TOYOTA 35
7. RED BULL-FERRARI 16
8. WILLIAMS-COSWORTH 11
9. TORO ROSSO-COSWORTH 1
Assinar:
Postagens (Atom)