quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Melhores de 2008

Most Valuable Player: Doug Aldrich (Whitesnake)
Best New Talent: n/a
Best Guitarist: Doug Aldrich (Whitesnake)
Biggest Disappointment: Dream Theater, Megadeth, Joe Satriani, Scorpions e outros não se apresentaram em Porto Alegre.
Worst Band: são muitas...

BEST GUITAR ALBUMS OF 2008
Rock: "Good to Be Bad" - Whitesnake e "Black Ice" - AC/DC
Metal: "Death Magnectic" - Metallica

HALL OF FAME AWARDS
Best Guitarist: Tony Iommi
Best Album: "Made in Japan" - Deep Purple

Melhor DVD:
Melhor Show: Iron Maiden no Gigantinho e Whitesnake no Teatro do Bourbon Country
Banda nacional: n/d

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Recapitulando 2008 - Súmulas Vinculantes STF

Em 2008 o STF começou a utilizar uma nova e importante ferramenta destinada, como dizem, para estabilizar a interpretação constitucional a respeito de determinadas questões constitucionais; há quem cogite, e ainda não sei se há exagero ou não nisso, que essas súmulas vinculantes valem mais do que a lei produzida mediante o processo legislativo - seriam super-leis, pois o órgão que as edita é o próprio órgão encarregado de dar a interpretação do que a Constituição diz ou deixa de dizer. Como parte de eventuais estudos preparatórios para concursos, especialmente provas escritas, resolvi que seria um bom método para memorizar essas "SV´s" escrever resenhas, e o resultado, por ora, é o seguinte (faltam, ainda, as SV´s 9 a 13):

Súmula Vinculante n.º 1
Súmula Vinculante n.º 2
Súmula Vinculante n.º 3
Súmula Vinculante n.º 4
Súmula Vinculante n.º 5
Súmula Vinculante n.º 6
Súmula Vinculante n.º 7 - parte I, parte II, parte III, parte IV
Súmula Vinculante n.º 8 - parte I, parte II

Recapitulando - Ensaios The Osmar-Band

Em 2008 voltei a ensaiar regularmente com uma banda, no caso a Osmar Band. Tentei registrar todas as impressões e recordações desses momentos inspirados e inspiradores, conforme constou das resenhas abaixo.

1) 20.05.2008 - "O primeiro foi em 20.05.2008"
2) 29.05.2008 - "Em 29.05.2008 foi o n.º 2"
3) 05.06.2008 - "O n.º III foi em 05.05.2008" (sic)
4) 11.06.2008 - "#4"
5) 17.06.2008 - "Em 17.06.2008 pela quinta vez"
6) 08.07.2008 - "You are number six"
7) 25.07.2008 - "Seven deadly sins"
8) 31.07.2008 - "Eight days a week"
9) 05.08.2008 - "Cool #9"
10) 21.08.2008 - "Force Ten ou Ten Years Gone"
11) 05.12.2008 - "Eleventh Earl of Mine"

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Recapitulando 2008 - Jogos do Grêmio

Nos destaques estão as resenhas (com fotos e vídeos) dos jogos que meu pai e eu assistimos da campanha gremista de 2008.

Data Hora Mandante Visitante
19/01 18h30 Grêmio 3 X 0 15 Novembro
23/01 21h45 Sapucaiense 1 X 1 Grêmio
26/01 18h30 Grêmio 1 X 0 Santa Cruz
02/02 16h00 Caxias 2 X 2 Grêmio
09/02 16h00 Grêmio 2 X 0 Novo Hamburgo
13/02 21h45 Jaciara - MT 0 X 1 Grêmio
17/02 16h00 Ulbra 0 X 1 Grêmio
21/02 21h45 Grêmio 2 X 1 Esportivo
24/02 16h00 Esportivo 1 X 2 Grêmio
27/02 20h30 Grêmio 6 X 0 Jaciara/MT
01/03 16h00 Grêmio 4 X 0 Ulbra
09/03 16h00 Novo Hamburgo 0 X 1 Grêmio
13/03 21h45 Grêmio 0 X 0 Caxias
16/03 16h00 Santa Cruz 2 X 3 Grêmio
20/03 17h00 Grêmio 2 X 0 Sapucaiense
26/03 21h45 15 Novembro 1 X 4 Grêmio
29/03 16h00 Juventude 1 X 2 Grêmio
02/04 21h50 Atlético GO 2 X 1 Grêmio
06/04 16h00 Grêmio 2 X 3 Juventude
09/04 21h45 Grêmio 2 X 1 Atlético GO
26/04 15h30 SC Ivoti 0 X 3 Grêmio
01/05 15h30 Ypiranga 0 X 3 Grêmio
03/05 15h30 Avaí 0 X 0 Grêmio
10/05 18h10 São Paulo 0 X 1 Grêmio
18/05 16h00 Grêmio 0 X 0 C.R.Flamengo
24/05 18h10 Grêmio 2 X 0 Náutico
31/05 18h20 Vasco 2 X 1 Grêmio
08/06 16h00 Grêmio 2 X 1 Fluminense
14/06 18h20 Goiás 0 X 3 Grêmio
22/06 18h10 Grêmio 3 X 0 Atlético PR
29/06 18h10 Grêmio 1 X 1 Internacional
06/07 18h10 Botafogo 2 X 0 Grêmio
09/07 21h45 Santos 1 X 1 Grêmio
13/07 18h10 Grêmio 2 X 1 Portuguesa
16/07 19h30 Sport 2 X 2 Grêmio
19/07 18h20 Grêmio 1 X 0 Cruzeiro
24/07 20h30 Figueirense 1 X 7 Grêmio
27/07 16h00 Grêmio 1 X 1 Palmeiras
31/07 20h30 Coritiba 0 X 1 Grêmio
03/08 16h00 Grêmio 2 X 0 Vitória
06/08 19h30 Grêmio 1 X 0 Ipatinga
09/08 18h20 Atlético MG 0 X 4 Grêmio
13/08 22h00 Internacional 1 X 1 Grêmio
17/08 16h00 Grêmio 1 X 0 São Paulo
21/08 20h30 Flamengo 2 X 1 Grêmio
24/08 18h10 Náutico 1 X 1 Grêmio
28/08 19h20 Grêmio 2 X 2 Internacional
31/08 16h00 Grêmio 2 X 1 Vasco
06/09 18h20 Fluminense 0 X 0 Grêmio
13/09 18h20 Grêmio 1 X 2 Goiás
21/09 16h00 Atlético PR 0 X 0 Grêmio
28/09 18h10 Internacional 4 X 1 Grêmio
04/10 16h00 Grêmio 2 X 1 Botafogo
08/10 22h00 Grêmio 2 X 0 Santos
19/10 18h10 Portuguesa 2 X 0 Grêmio
23/10 20h30 Grêmio 1 X 0 Sport
29/10 21h50 Cruzeiro 3 X 0 Grêmio
02/11 19h10 Grêmio 1 X 1 Figueirense
09/11 17h00 Palmeiras 0 X 1 Grêmio
16/11 19h10 Grêmio 2 X 1 Coritiba
23/11 17h00 Vitória 4 X 2 Grêmio
30/11 17h00 Ipatinga 1 X 4 Grêmio
07/12 17h00 Grêmio 2 X 0 Atlético MG

domingo, 28 de dezembro de 2008

Formula 1 - GP do Brasil (18.ª etapa, 02.11.2008, 14h30min)

Assim como ocorreu em 2007, a decisão do título de campeão de pilotos de 2008 teria como sede o autódromo de Interlagos, mas dessa vez um brasileiro era postulante ao título. A tarefa de Massa não era fácil, mas hoube uma espécie de mobilização nacional - a Formula 1 foi assunto durante a semana inteira na TV - na crença de que Hamilton falharia na hora decisiva.

O treino classificatório foi emocionante e o resultado satisfatório: Massa garantiu a pole, e Hamilton alinhou em 4.º; entre os dois ficaram Trulli e Raikkonen, com Kovalainen e Alonso em 5.º e 6.º lugares. O espanhol sugeriu que teria satisfação em ficar na frente de Hamilton para colaborar no título de Massa.

A largada ganhou um ingrediente inesperado de tensão, pois chovera forte e se impôs o seu adiamento por meia hora.

Massa andou na frente o tempo todo, então o que importava era acompanhar o rendimento de Hamilton. Faltando duas voltas para o fim, todos haviam parado para colocar pneus de chuva, pois as condições da pista haviam piorado significativamente. Timo Glock, no entanto, permaneceu com sua Toyota na pista e estava na 4.ª colocação, estatamente a frente de Vettel e Hamilton - esse resultado dava o título a Massa. O brasileiro finalizou a corrida, comemorou a vitória e o título, o box da Ferrari também, mas na última curva Glock não conseguia manter o carro na pista e perdeu muito tempo, e assim foi ultrapassado por Vettel e Hamilton, o que acabou dando o título ao inglês da McLaren.

Massa foi muito aplaudido e elogiado; por outro lado, não demorou para circularem notícias de que Glock teria facilitado para Hamilton, de olho em algum contrato com a McLaren, o que evidentemente não era o caso; o alemão simplesmente estava com o pneu errado para as condiçóes da pista, e resolveu adotar uma estratégia que acabou lhe favorecendo, pois ganhou posições em comparação com o rendimento que teria caso tivesse trocado de pneus como todos os outros.

A temporada 2008 foi bastante emocionante, com dois postulantes ao título com chances de se tornar campeão até a última curva. Além disso, outros pilotos e equipes conseguiram resultados significativos a partir da segunda metade da temporada, o que permite projetar um bom campeonato de 2009.

Brazilian Grand Prix Results - 2 November 2008 - 71 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 71 1h34m11.435
2. Fernando Alonso Spain Renault 71 13.298
3. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 71 16.235
4. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 71 38.011
5. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 71 38.907
6. Timo Glock Germany Toyota 71 44.368
7. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 71 55.074
8. Jarno Trulli Italy Toyota 71 1m08.433
9. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 71 1m19.666
10. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 70 1 Lap
11. Robert Kubica Poland BMW Sauber 70 1 Lap
12. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 70 1 Lap
13. Jenson Button Britain Honda 70 1 Lap
14. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 70 1 Lap
15. Rubens Barrichello Brazil Honda 70 1 Lap
16. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 69 2 Laps
17. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 69 2 Laps
18. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 69 2 Laps
R Nelson Piquet Brazil Renault 0 Accident
R David Coulthard Britain Red Bull-Renault 0 Accident
FASTEST LAP: Felipe Massa Brazil Ferrari 36 1:13.376

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 98
2. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 97
3. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 75
ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 75
5. FERNANDO ALONSO Spain Renault 61
6. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 60
7. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 53
8. SEBASTIAN VETTEL France Toro Rosso-Ferrari 35
9. JARNO TRULLI Italy Toyota 31
10. TIMO GLOCK Germany Toyota 25
11. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 21
12. NELSON PIQUET Brazil Renault 19
13. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 17
14. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 11
15. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 9
16. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Renault 8
17. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 4
18. JENSON BUTTON Britain Honda 3

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. FERRARI 172
2. MCLAREN-MERCEDES 151
3. BMW SAUBER 135
4. RENAULT 80
5. TOYOTA 56
6. TORO ROSSO-FERRARI 39
7. RED BULL-RENAULT 29
8. WILLIAMS-TOYOTA 26
9. HONDA 14

Formula 1 - GP da China (17.ª rodada, 19.10.2008, 5h)

Prefiro o horário da madrugada para acompanhar os GPs, mas esse disputado na China foi bem difícil para se manter acordado (sequer me dignei a assistir ao treino classificatório), vez que a transmissão se deu às 5h. E a corrida não colaborou, pois Hamilton venceu com tranqüilidade, seguido de Massa. O brasileiro largou em 5.º e teria de fazer mais uma daquelas corridas mágicas, pois Hamilton fez o melhor tempo no treino de sábado; o cara foi competente o bastante para se recuperar e chegar em 2.º. O problema é que um resultado como esse, a essa altura, significa que Hamilton conseguiu aumentar dois pontos de diferença na ponta da tabela, e assim, para Massa ser campeão, deveria vencer o GP do Brasil e torcer para Hamilton finalizar apenas em 6.º, ou chegar em 2.º e torcer para Hamilton ser apenas o 8.º.

Chinese Grand Prix Results - 19 October 2008 - 56 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 56 1h31m57.403
2. Felipe Massa Brazil Ferrari 56 14.925
3. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 56 16.445
4. Fernando Alonso Spain Renault 56 18.370
5. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 56 28.923
6. Robert Kubica Poland BMW Sauber 56 33.219
7. Timo Glock Germany Toyota 56 41.722
8. Nelson Piquet Brazil Renault 56 56.645
9. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 56 1m04.339
10. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 56 1m14.842
11. Rubens Barrichello Brazil Honda 56 1m25.061
12. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 56 1m30.847
13. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 56 1m31.457
14. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 56 1m32.422
15. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 55 1 Lap
16. Jenson Button Britain Honda 55 1 Lap
17. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 55 1 Lap
R Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 49 Hydraulics
R Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 13 Gearbox
R Jarno Trulli Italy Toyota 2 Damage
FASTEST LAP: Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 13 1:36.325

Standings

Points standings (after 17 rounds)
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 94
2. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 87
3. ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 75
4. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 69
5. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 60
6. FERNANDO ALONSO Spain Renault 53
7. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 51
8. SEBASTIAN VETTEL France Toro Rosso-Ferrari 30
JARNO TRULLI Italy Toyota 30
10. TIMO GLOCK Germany Toyota 22
11. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 21
12. NELSON PIQUET Brazil Renault 19
13. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 17
14. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 11
15. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 9
16. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Renault 8
17. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 4
18. JENSON BUTTON Britain Honda 3

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. FERRARI 156
2. MCLAREN-MERCEDES 145
3. BMW SAUBER 135
4. RENAULT 72
5. TOYOTA 52
6. TORO ROSSO-FERRARI 34
7. RED BULL-RENAULT 29
8. WILLIAMS-TOYOTA 26
9. HONDA 14

14.º show da Burnin´ Boat: 21.11.2004 - Coruja de Minerva

A mim parece que o Nilton já não estava mais na banda quando surgiu a oportunidade para mais um show, dessa vez no Coruja de Minerva, uma espécie de Guion (sem os cinemas) perto do Estádio Olímpico. Tocaríamos no Kant Bar. O Bruce se encarregou de fazer a divulgação, inclusive com um press release divulgado em site e no Whiplash, mas não houve cartazes pela cidade, nem flyers, nem inserção de qualquer espécie, de modo que tendo o show sido realizado no final de tarde de um domingo ensolarado, num local desconhecido, não houve condições de reunir público significativo.
Os contatos com o Vinícius estavam mais fortes, e dessa vez o cara, além de tocar uma música conosco, se apresentaria com a sua banda Hileia, da qual sabíamos que podíamos esperar muita técnica nos instrumentos. A nossa apresentação na Croco certamente teve algum efeito positivo sobre certas pessoas, dentre as quais o próprio Vinicius que revelou ao Bruce a vontade de tocar uma das nossas composições próprias; mas num incrível erro de comunicação, o Bruce entendeu que a música que o Vinícius curtira era “Hidden”, quando na verdade se tratava de “Ace´s High”.
Sem o Nilton, portanto, contaríamos mais uma vez com o Luis Carlos, o que era bom de certa maneira pois o cara é tão divertido quanto, e toca baixo com competência. Realmente fiquei muito satisfeito com a disponibilidade dele, e a sua vontade de tocar, além dos constantes elogios que ele fazia ao nosso som próprio (certa vez ele disse que o riff de “Heal My Soul” era viciante, e isso me alegrou imensamente). O Luis Carlos também tinha uma formação bem diferente; o cara era fã de hard rock farofa, e tinha bons conhecimentos sobre heavy metal tradicional, de modo que naturalmente tocamos e incorporamos “For Whom the Bell Tolls”, do Metallica, ao set list, além de “Crazy Train” do Ozzy Osbourne.

A resenha que eu fiz na época para o meu blog é a que segue:

“O local do show tem nome inusitado, mas se trata de um centro comercial no estilo do Guion (mal comparando), com vários bares com sinuca, salas de musculação, tatuagem e até uma com parede para prática de "alpinismo". O lugar é decente, perto do Estádio Olímpico, e tem uma parada de ônibus bem na frente (vimos várias linhas de ônibus e lotação passando por ali). Mas o horário, o belo tempo que fez neste domingo, e a distância em relação ao Centro e ao Bom Fim, afugentaram o público. De minha parte, fiquei honrado pelas presenças qualificadas do André e do Dieter.

Encontramo-nos diretamente no local às 16h (o show estava previsto para 18h). Como a nossa seria a primeira banda, fizemos a passagem de som por último. Tocamos apenas a metade de HIDDEN com o Vinícius. Rolou, após, uma pequena jam (alguns riffs nossos) entre eu, Bruce e Márcio (guitarrista da Hiléia). O show começou pouco depois das 19h.

O set-list foi tacitamente determinado por mim, em atenção às trocas de afinações e à participação do Vinícius: ACE´S HIGH, BLACK DRESSING SOUL, NOISE GARDEN, HEAL MY SOUL, CRAZY TRAIN, FOR WHOM THE BELL TOLLS, HIDDEN e PERFECT STRANGERS - e SPECTREMAN. De modo geral, a execução das músicas foi boa. Rolou alguma empolgação em ACE´S HIGH (por ser a primeira, e por ser boa). Aparentemente, segundo o Bruce ao final do show, era essa que o Vinícius havia pedido para tocar; mas, em razão de uma falha na comunicação entre os dois, acabou tocando em HIDDEN. CRAZY TRAIN, como era de se esperar, foi outra que empolgou (um dos presentes posicionou-se bem a frente do Cláudio na hora do solo).

A participação do Vinícius, mais uma vez, foi muito boa. Ele, efetivamente, tirou os riffs de HIDDEN e ainda solou naquela parte lenta da versão de estúdio, que não tocávamos há bastante tempo, e que foi resgatada exclusivamente para esse show. PERFECT STRANGERS foi perfeita - é daquelas extremamente chatas de tocar nos ensaios, só com as guitarras, mas altamente compensadoras quando executadas ao vivo, com o acréscimo dos teclados.

Em seguida subiu ao palco a Hiléia. Todos os integrantes possuem invejável técnica. Abriram com ANOTHER DIMENSION do Liquid Tension Experiment, tocaram um pouco do riff de AS I AM do Dream Theater e emendaram com uma composição própria (THE WORST DAY OF YOUR LIFE), se não estou enganado. Mas o melhor momento da noite, para mim, foi quando eles tocaram EROTOMANIA do Dream Theater. É, seguramente, o melhor instrumental do DT, que exige muito do guitarrista. E o Márcio, que confidenciou que a banda não havia ensaiado para o show, desempenhou brilhantemente o papel de John Petrucci - o cara tem uma palhetada muito boa, e é muito ágil na mão esquerda. Sem contar que alcançou timbres decentes da pedaleira Digitech 7 (eu tenho a 6, e não uso mais). Rolou um cover de MASTER OF PUPPETS. Quando deram por encerrado o show, exigimos que tocassem um Rush. Luke sugeriu YYZ, que foi perfeitamente executada.

A Silent Storm fechou com vários covers de clássicos do metal e uma composição própria (bem melhor que Gamma Ray). Abriram com KILL THE KING do Megadeth (bela música). Em geral as execuções foram bem aceleradas - mas não vejo nada de errado nisso, pois acabou até sendo positivo, uma vez que reprisaram FOR WHOM THE BELL TOLLS e MASTER OF PUPPETS. Tocaram um Iced Earth que é muito bom (não lembro o nome da música), um Iron (TRANSYLVANIA), outro Metallica (SEEK AND DESTROY), e outro Megadeth (SYMPHONY OF DESTRUCTION). O guitarrista solo tem boa técnica, mas o timbre não ajudou. O Luke mandou bem no baixo e nos vocais (é afinado, e compensa alguma falta de alcance da voz com uma presença de palco altamente carismática - o lance do "Concurso garota Silent Storm" foi hilário).

De modo geral, considerei positivo o show, pois não houve problemas com o som (que muitas vezes esteve bem alto) e nem com a organização. A falta de público é mesmo um problema crônico, que só será resolvido quando se fizer propaganda mais agressiva, como cartazes nas ruas, inserções nas rádios e até apresentação em programas tipo Radar e aquele da TV COM, além de consolidar o Coruja de Minerva (que nome!) como local para shows de som pesado.”


Pouco depois desse show, fizemos mais três ensaios no final de 2004, todos eles com o Luis Carlos no baixo, e apenas o primeiro com o Cláudio na guitarra. Resolvemos baixar a afinação das guitarras em um tom, que era uma tendência já revelada há algum tempo. Esses ensaios foram totalmente descompromissados, e no segundo deles tivemos a oportunidade de fazer um dos mais divertidos de todos os tempos, no qual o Bruce, eu, o Luis Carlos e o Luciano (além do Sebastian, dono do estúdio), fizemos covers de uma porção de músicas de várias bandas diferentes. Após o terceiro ensaio, resolvi não agendar o próximo encontro, pois não queria me vincular naquele final de ano. Mal sabia eu que aquele seria o nosso último encontro antes de tocarmos mais uma vez um ano depois, em janeiro de 2006.

Em 2005, cada um foi para um lado. O Cláudio arranjou um belo trabalho na Finlândia, e assim passaria 2006 fora do Brasil. Em janeiro de 2006 resolvemos fazer um ensaio de despedida, e assim nos reunimos com o Gilberto e o Luciano nos vocais, além do Nilton no baixo.

Apenas em março de 2007 o Bruce e eu voltamos a nos reunir para uma sessão de gravações, na qual registramos algumas músicas há tempo compostas (“Sluts of Justice”, “Heal my Soul”), revitalizamos um bom riff (“Oblivious”) e ainda juntamos idéias em torno de um dedilhado estilo Opeth que havia criado no final de 2004 (que o Bruce denominou de “Hollow”). De todas a melhor é essa última, e a sua criação foi bastante inusitada e o resultado foi bem satisfatório. Apesar do meu plano de fazer esse tipo de sessão uma atividade mensal, acabei sucumbindo a outros afazeres inadiáveis, de modo que mais uma vez a banda ficou inativa.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Recapitulando 2008 - Discos essenciais

No início de outubro de 2004 resolvi escrever sobre alguns discos que formam parte da minha coleção por considerá-los essenciais. Na oportunidade, enfatizei que "Os discos abaixo enumerados são fundamentais, essenciais e muito inspiradores. Aguçam o espírito e atiçam a alma. São, realmente, inquietantes. Mas SÓ eu os considero assim."

A tônica, pois, dos discos essenciais é que se tratam de álbuns que por alguma razão só eu (isto é, não conheço ninguém mais que goste deles, ou os considere excelentes) considero marcantes a ponto de considerá-los fundamentais, ou essenciais.

Até o presente, esta lista conta com os seguintes discos:

1) Steve Vai - "Alien Love Secrets"
2) Black Sabbath - "The Eternal Idol"
3) Yes - "Relayer"
4) Yngwie Malmsteen - "Alchemy"
5) Mercyful Fate - "Into the Unknown"
6) MD. 45 - "The Craving"
7) Kiss - "Animalize"
8) Azymuth & Marcos Valle - "O Fabuloso Fittipaldi" (esse é o único que nunca vi para vender em cd ou vinil; conseqüentemente, é o único que não tenho em casa)
9) AC/DC - "Flick of the Switch"
10) Jean Michel Jarre - "Les Concerts en Chine"
11) Symphony X - "The Divine Wings of Tragedy" (admito que esse disco é tido como um dos melhores da discografia da banda... para mim, durante muito tempo, foi o melhor do Symphony X, mas particularmente não é o mais inspirador - acho que "Twilight in Olympus" ocuparia melhor esse posto)
12) Winger - "Pull" (pelo menos há um tempo atrás o Bruce também curtia bastante esse disco)
13) Impellitteri - "Screaming Symphony"
14) Queen - "News of the World"
15) Judas Priest - "Jugulator"
16) Mahavishnu Orchestra - "The Inner Mounting Flame"
17) Stratovarius - "Visions"
18) Black Sabbath - "Cross Purposes"
19) Kiss - "Alive V Obras Revenge - Live at Obras Sanitarias 5/9/94"
20) Black Sabbath - "Seventh Star"

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

CD - Black Sabbath “Forbidden” (1995)

Seja qual for a motivação, o fato é que Tony Iommi manteve o Black Sabbath em atividade lançando discos regularmente entre a segunda metade dos anos 1980 e a primeira metade dos anos 1990. Sem o apelo de Ozzy ou Dio, e com o domínio de bandas grunge (já em declínio, mas ainda não se falava em nu-metal), é provável que as vendas dos discos na época já não fossem expressivas, mas isso não impediu o cara a lançar “Forbidden”.

Trata-se do último disco com participação de Tony Martin. Além dele tocou o lendário Cozy Powell, e o baixista foi Neil Murray no lugar de Geezer Butler (a formação é a mesma que gravou "Tyr" em 1990). O single, que teve boa rotação na MTV daqui, era “Get a Grip” (o vídeo era todo em desenho animado). E é lícito dizer que se trata da melhor música do disco, pois conta com mais um belo riff de Iommi (simples e com notas cromáticas), refrão adequado, e uma acelerada no final - espécie de outro (muda o riff para um ainda mais simples, com power chords) - o efeito ficou muito legal. A música é interessante, pois. Mas o disco comporta ainda outros bons momentos.

Sou dos caras que acham que Tony Martin canta bem, então “Can´t Get Close Enough” é uma baita composição. Começa com um dedilhado e voz que vão criando a tensão que se resolve num riff arrasa-quarteirão de Iommi. Sobre ele são cantados os versos, seguindo-se o refrão. A fórmula é conhecida e se repete mais uma vez com sucesso.

A faixa-título tem um dos melhores refrões do Sabbath, cantado sobre o riff principal. A guitarra está com afinação bem pesada e toda a estrutura da música é perfeita. Durante os versos Iommi toca uns riffs no estilo start-stop ou call-response, e não faço a idéia de como reproduzir isso na guitarra. Dia desses li a letra da música e fiquei com a impressão (posso bem estar enganado) de que é um desabafo de Martin a respeito dos que desgostam do seu trabalho no Sabbath.

Gosto de "I Won´t Cry for You", que tem estrutura parecida com "Can´t Get Close Enough" (por causa do início com dedilhado), mas admito que não tem tanto impacto pela ausência de um riff forte. Em todo o caso, o vocal de Martin é muito bom.

Lamentavelmante esse é o último disco de estúdio com músicas inéditas do Black Sabbath - há 13 anos, portanto. Pelo menos vivemos com a notícia de que Iommi, Butler, Dio e Appice pretendem lançar um disco novo em 2009.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

DVD - Deep Purple "Heavy Metal Pioneers"

No inverno de 1995 já conhecia o Deep Purple, especialmente pelo “Made in Japan”, mas ainda tinha resistência para ouvir o material do Mark III com David Coverdale e Glenn Hughes. Nessa época foi importante para mudar esse pré-conceito assistir ao documentário “Heavy Metal Pioneers”, disponível em VHS na TV3. Trata-se de uma das melhores maneiras de conhecer a historia da banda, contada por parte dos seus integrantes – os principais depoimentos são de Jon Lord, Ian Paice e Roger Glover, com aparições breves de Ritchie “I don't like funky blues” Blackmore, Ian Gillan e Joe Lynn “I'm not Ian Gillan” Turner. O vídeo foi produzido na época do disco “Slaves and Masters” (um dos poucos da banda que ainda não tenho), de 1990, único registro do Mark V. Em pouco menos de uma hora ficamos sabendo a origem do nome da banda, como os integrantes da formação original se conheceram, o que desencadeou a formação do Mark II e a gravação de “Deep Purple in Rock”, a consagração definitiva com “Machine Head”, “Made in Japan” e a origem de “Smoke on the Water”, a desintegração do Mark II e a passagem para o Mark III, o memorável show no “California Jam” em 1974, a saída de Blackmore após a turnê de “Stormbringer”, o ingresso de Tommy Bolin e o Mark IV, o encerramento das atividades da banda em 1976 e o retorno em 1984 do Mark II. Não há explicações sobre o recrutamento de Turner, mas sabemos que o cara foi vocalista do Rainbow no inicio dos anos 1980, e e uma pena que ele não tenha tido sorte de encontrar o Purple em uma época inspirada. Particularmente foi bastante impressionante as imagens do “California Jam”, e nesse vídeo foi a primeira vez que ouvi o riff de “Burn”, que desde logo me soou familiar. A partir daí procurei ouvir o “Made in Europe” e foi como se descobrisse uma outra banda, ainda melhor. Com o youtube bombando, a aquisição de alguns DVDs acaba se tornando desnecessária, mas achei esse “Heavy Metal Pioneers” por menos de 10 pila nas Americanas, então me pareceu um bom acréscimo para a coleção.

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