no CONTRA LEGEM. Na esteira dessa série de memórias sobre shows, achei algumas tranqueiras que materializam boa parte dos comentários que ando fazendo nos posts mais recentes.
Desse material "escaneado", destacam-se 1) a foto de capa da ZH do show do KISS; 2) a resenha do show do Tritone (também da ZH). Notem que em ambas eu e o Bruce aparecemos (na foto do KISS, eu já não consigo mais achar - mas na foto do Tritone tá lá eu e o popular Walmortz).
Tem ainda scans da resenha da ZH do show do Satriani, além dos ingressos do Tritone, Dr. Sin, e flyers de shows que eu acabei não indo (mas que assisti as respectivas bandas em outras datas) - Hibria, Hangar e Parasite.
terça-feira, 13 de abril de 2004
segunda-feira, 12 de abril de 2004
Shows IV - METALLICA - SEPULTURA (06/05/1999 - Jockey Club, Hipódromo do Cristal)
- algumas semanas depois do Kiss, outra banda memorável desembarcou em Porto Alegre. Não lembro da divulgação na imprensa, mas como o Metallica é uma banda em muito maior evidência, foi fácil lotar o Jockey Club.
Dessa vez, fomos em grupo reduzido, e com estratégia diferente: chegar no Jockey no final da tarde, pois não fazíamos questão de ficar lá na frente para sermos pisoteados e soqueados (tinha o show de abertura qualificado do Sepultura). Os ingressos foram também baratos e à venda nos postos Ipiranga.
Ao desembarcarmos do ônibus, na frente do Big Shop, nos deparamos com uma fila gigantesca - instaurou-se a dúvida: vamos pro final da fila, ou vamos pro COMEÇO da fila? Após alguma hesitação, fomos em frente, e contamos com a sorte que proporcinou um Momento "Lucky Strike" da noite: correria na fila, e um imenso buraco, onde nos enfiamos descaradamente, furando uns 800 metros.
Em seguida, prudentemente, nos posicionamos a salvo de incomodações com o público durante o show - queríamos VER e OUVIR as bandas. O Sepultura me impressionou pelo peso das músicas, potencializados pelos amplficadores - realmente parecia não ser possível que se tocasse som mais pesado que o produzido pela guitar do Andreas Kisser. Ao que parece, eles começaram com a música-título do álbum Against, o 1.º sem o Max. Mas a que nós queríamos ouvir foi TERRITORY e os caras mandaram muito bem.
O Metallica veio em seguida. THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY aumentou a expectativa de qual seria a 1.ª música - e os caras abriram com BREADFAN, uma paulada. Bah, foi destruidor. Pulei e gritei muito nessa hora (foi uma constante na noite), quase derrubei um tiozinho do isopor de ceva/refri (o cara passou pelo lado e, no meio da empolgação, dei um socão - acidentalmente - no isopor). Achei um site com o set-list, e tem um bootleg do show de Buenos Aires com as mesmas músicas e qualidade de som boa.
Ficamos intrigados quando tocou THE THING THAT SHOULD NOT BE. Foi a única que levamos um tempo para lembrar do nome da música e do disco respectivo (Master of Puppets). Surpreendeu a ausência de covers (era turnê do Garage Inc); só tocaram BREADFAN e DIE DIE MY DARLING. Do Master... tocaram quase todas. Poucas do Load/Reload. Teve ainda OF WOLF AND MAN. Enfim, o Metallica é banda que inova o repertório (e surpreende) a cada turnê.
Momento ouro foi o solo groovie do Jason Newsted - sem dúvida, o cara mais "parceiro" que poderia ter numa grande banda de rock.
Foi sensacional ver os caras no auge da forma musical (James já não estava mais com aquela voz do Black Album, mas mandou muito bem). Os caras tocaram muito, dominando totalmente os instrumentos. No final, restou aquela vontade de tocar todas as músicas dos caras.
No dia seguinte, aula do Aronne.
Dessa vez, fomos em grupo reduzido, e com estratégia diferente: chegar no Jockey no final da tarde, pois não fazíamos questão de ficar lá na frente para sermos pisoteados e soqueados (tinha o show de abertura qualificado do Sepultura). Os ingressos foram também baratos e à venda nos postos Ipiranga.
Ao desembarcarmos do ônibus, na frente do Big Shop, nos deparamos com uma fila gigantesca - instaurou-se a dúvida: vamos pro final da fila, ou vamos pro COMEÇO da fila? Após alguma hesitação, fomos em frente, e contamos com a sorte que proporcinou um Momento "Lucky Strike" da noite: correria na fila, e um imenso buraco, onde nos enfiamos descaradamente, furando uns 800 metros.
Em seguida, prudentemente, nos posicionamos a salvo de incomodações com o público durante o show - queríamos VER e OUVIR as bandas. O Sepultura me impressionou pelo peso das músicas, potencializados pelos amplficadores - realmente parecia não ser possível que se tocasse som mais pesado que o produzido pela guitar do Andreas Kisser. Ao que parece, eles começaram com a música-título do álbum Against, o 1.º sem o Max. Mas a que nós queríamos ouvir foi TERRITORY e os caras mandaram muito bem.
O Metallica veio em seguida. THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY aumentou a expectativa de qual seria a 1.ª música - e os caras abriram com BREADFAN, uma paulada. Bah, foi destruidor. Pulei e gritei muito nessa hora (foi uma constante na noite), quase derrubei um tiozinho do isopor de ceva/refri (o cara passou pelo lado e, no meio da empolgação, dei um socão - acidentalmente - no isopor). Achei um site com o set-list, e tem um bootleg do show de Buenos Aires com as mesmas músicas e qualidade de som boa.
Ficamos intrigados quando tocou THE THING THAT SHOULD NOT BE. Foi a única que levamos um tempo para lembrar do nome da música e do disco respectivo (Master of Puppets). Surpreendeu a ausência de covers (era turnê do Garage Inc); só tocaram BREADFAN e DIE DIE MY DARLING. Do Master... tocaram quase todas. Poucas do Load/Reload. Teve ainda OF WOLF AND MAN. Enfim, o Metallica é banda que inova o repertório (e surpreende) a cada turnê.
Momento ouro foi o solo groovie do Jason Newsted - sem dúvida, o cara mais "parceiro" que poderia ter numa grande banda de rock.
Foi sensacional ver os caras no auge da forma musical (James já não estava mais com aquela voz do Black Album, mas mandou muito bem). Os caras tocaram muito, dominando totalmente os instrumentos. No final, restou aquela vontade de tocar todas as músicas dos caras.
No dia seguinte, aula do Aronne.
sábado, 10 de abril de 2004
Shows III - KISS (15/04/1999 - Jockey Club, Hipódromo do Cristal)
- nunca esperávamos que o Kiss retornasse ao Brasil, muito menos que descesse até Porto Alegre. O evento era ainda mais inacreditável e fantástico porque se tratava, no meu caso particular, da banda do coração. O Kiss havia voltado com as maquiagens, com Ace e Peter, e lançado disco novo - Psycho Circus.
O show foi antecipado vários meses na imprensa, sem previsão de venda de ingressos ou data/local do show (Bruce: lembra quando estávamos andando pelo Iguatemi, cada um com sua respectiva camiseta do Kiss, quando fomos interpelados no meio da nossa marcha por uma gurizada perguntando se já sabíamos da venda de ingressos?). De qualquer maneira, os ingressos foram disponibilizados nos postos Ipiranga, por um preço extremamente barato - tipo uns 20 pila. A isso somou-se uma ampla divulgação nos meios de comunicação (ZH e rádio), e o Jockey Club reuniu grande público - que se dividia em fãs (como nós) e curiosos (a maioria). Nas rádios a música que tocava era WE ARE ONE, a mais improvável do disco recém lançado.
Como se tratava de um evento especial (se não me engano, foi uma quinta-feira), reunimos uma grande turma no Praia de Belas, e nos dirigimos ao Jockey às 14:00, e lá ficamos até a abertura dos portões perto das 18:00. Recebemos, na entrada, nossos óculos 3-D. Apesar da antecipação, não logramos alcançar posicionamento muito privilegiado, acho que pela numerosidade do nosso grupo, e também por uma atitude conservadora - talvez, se fôssemos mais agressivos, teríamos ficado mais à frente. Mas, enfim, a localização foi boa o suficiente pra acompanhar o show e não se incomodar.
Antes da apresentação do Kiss, ainda tivemos de agüentar a banda de abertura - os alemães do Rammstein. Totalmente desconhecidos para a maioria do nosso grupo, os caras até tinham algumas boas idéias nos riffs (pesados). Mas o som era repetitivo, sem maiores destaques, que não a performance de palco, de gosto extremamente duvidoso. No final, essa apresentação dos alemães foi o anti-clímax da noite.
Chegada a hora do Kiss, não houve surpresas - as músicas foram as de sempre. Paul estava em grande forma, e durante as músicas gritava o nome da cidade. Ace mandou bem. Peter foi patético, não tem pique nenhum para acompanhar as músicas. Mas isso tudo já sabíamos bem. O que valeu mesmo foi o momento histórico - o que emocionou foi o evento em si, muito mais do que o show propriamente dito. Estávamos ali como fãs, para ver Ace/Gene/Paul/Peter, e não para assistir a um simples show de rock. Cantamos as músicas (sim, eu cantei também).
Ao final, aquisição de uma camiseta da turnê (dos modelos à venda, as mais legais não estavam mais disponíveis - tive que comprar a mais ajeitada, do tamanho G, ou melhor, L).
No dia seguinte, aula do Aronne.
O show foi antecipado vários meses na imprensa, sem previsão de venda de ingressos ou data/local do show (Bruce: lembra quando estávamos andando pelo Iguatemi, cada um com sua respectiva camiseta do Kiss, quando fomos interpelados no meio da nossa marcha por uma gurizada perguntando se já sabíamos da venda de ingressos?). De qualquer maneira, os ingressos foram disponibilizados nos postos Ipiranga, por um preço extremamente barato - tipo uns 20 pila. A isso somou-se uma ampla divulgação nos meios de comunicação (ZH e rádio), e o Jockey Club reuniu grande público - que se dividia em fãs (como nós) e curiosos (a maioria). Nas rádios a música que tocava era WE ARE ONE, a mais improvável do disco recém lançado.
Como se tratava de um evento especial (se não me engano, foi uma quinta-feira), reunimos uma grande turma no Praia de Belas, e nos dirigimos ao Jockey às 14:00, e lá ficamos até a abertura dos portões perto das 18:00. Recebemos, na entrada, nossos óculos 3-D. Apesar da antecipação, não logramos alcançar posicionamento muito privilegiado, acho que pela numerosidade do nosso grupo, e também por uma atitude conservadora - talvez, se fôssemos mais agressivos, teríamos ficado mais à frente. Mas, enfim, a localização foi boa o suficiente pra acompanhar o show e não se incomodar.
Antes da apresentação do Kiss, ainda tivemos de agüentar a banda de abertura - os alemães do Rammstein. Totalmente desconhecidos para a maioria do nosso grupo, os caras até tinham algumas boas idéias nos riffs (pesados). Mas o som era repetitivo, sem maiores destaques, que não a performance de palco, de gosto extremamente duvidoso. No final, essa apresentação dos alemães foi o anti-clímax da noite.
Chegada a hora do Kiss, não houve surpresas - as músicas foram as de sempre. Paul estava em grande forma, e durante as músicas gritava o nome da cidade. Ace mandou bem. Peter foi patético, não tem pique nenhum para acompanhar as músicas. Mas isso tudo já sabíamos bem. O que valeu mesmo foi o momento histórico - o que emocionou foi o evento em si, muito mais do que o show propriamente dito. Estávamos ali como fãs, para ver Ace/Gene/Paul/Peter, e não para assistir a um simples show de rock. Cantamos as músicas (sim, eu cantei também).
Ao final, aquisição de uma camiseta da turnê (dos modelos à venda, as mais legais não estavam mais disponíveis - tive que comprar a mais ajeitada, do tamanho G, ou melhor, L).
No dia seguinte, aula do Aronne.
quinta-feira, 8 de abril de 2004
Shows II - STEVE VAI (16/03/1997 - Salão de Atos da UFRGS)
- poucas semanas depois do Purple, mal podia acreditar que Steve Vai se apresentaria em Porto Alegre. O cara estava no auge de sua forma, tendo recém lançado um cd (Fire Garden) com ampla repercussão nos EUA. Mas o cara veio (e retornaria uns 5 anos depois) e trouxe uma banda fantástica: Mike Kennealy (guitarras, teclados e chapéus esquisitos), Philip Bynoe (baixo) e o grande Mike Mangini (bateria).Comprei um dos últimos ingressos na bilheteria do Salão de Atos, com a poltrona localizada na antepenúltima fila lá do canto direito (esquerdo do palco). Mas a visão e a qualidade do som foram muito boas, não perdi nada.
O show atrasou no mínimo 2 horas, devido a problemas com horários de vôos de equipamento e banda. E ficamos todos na fila (enorme), esse tempo todo, do lado de fora do Salão de Atos da UFRGS. Em determinado momento, surgiu uma van, de onde sairam uns caras notadamente estrangeiros, e concluímos que eram os roadies da banda de Vai - na verdade, eram os próprios músicos, que passaram bem na frente dos nossos narizes ranhentos.
Na fila, encontrei o meu colega de colégio e grande guitarrista da Hibria Diego Kasper. Quando finalmente entramos, ainda deu tempo de adquirir uma camiseta da turnê (o vídeo era muito caro, não deu para concorrer a uma guitarra autografada).
O show começou com THERE´S A FIRE IN THE HOUSE, uma das minhas favoritas. Outras das minhas prediletas foram executadas - BAD HORSIE, TENDER SURRENDER - mas o momento da noite, não podia deixar de ser diferente, foi mesmo FOR THE LOVE OF GOD, acompanhada pela platéia inteira de pé. No meio da apresentação, o guitarrista ficou brincando com a banda - esta tentava acompanhar musicalmente os passos e gestos de Vai. Não satisfeito, o cara chamou ao palco um magrão da primeira fila pra comandar a banda - foi surpreendente e legal essa interação.
Enfim, Vai é isso aí mesmo - um exímio guitarrista e um baita showman. As músicas são só o fato gerador, o suporte fático de uma histeria guitarrística. E parece que nunca esgota os truques e efeitos - sempre tem um arpejo furioso ou uma escala inquietante, uma alavancada gloriosa ou um harmônico gritante. Trata-se de um músico completo e um guitarrista excepcional. Mas depois do show, levei meses para ouvir de novo um cd do Vai... não é a mesma coisa. A música de Vai é melhor apreciada ao vivo, ou em vídeo - no headphone ou na caixa de som fica faltando uma parte grande da expressividade e do alcance das músicas.Em tempo: durante uma música (acho que LIBERTY), Steve Vai tocou um trecho do Hino Nacional Brasileiro. Foi um momento belíssimo que emonionou ainda mais os presentes. Ninguém imaginava que um baita guitarrista como ele, americano, reconhecido internacionalmente, se preocuparia em agradar ainda mais os fãs (já satisfeitíssimos com a qualidade do show) tocando o nosso Hino.
Isso, entendo, só demonstra a grandiosidade de espírito do guitarrista, que é sensível o suficiente para entender que os símbolos nacionais de um país são muito importantes para qualquer população, sendo despiciendo, inoportuno e até indelicado enaltecer símbolos nacionais de outros países gratuitamente. Já ouvi, de outro lado, um bootleg do guitarrista na Argentina em que o guitarrista toca uma música tradicional do país no meio da mesma música (LIBERTY).
Trata-se, realmente, de um espírito elevado, que tem consciência de que apesar de ser americano, e de os EUA serem o país mais poderoso e desenvolvido dos nossos tempos, tais fatos não são suficientes para ignorar o resto do mundo, tratando os territórios dos outros Estados como prolongamentos seus, como se fossem canteiros de obras ou uma mera província subordinada ao seu poderio.
terça-feira, 6 de abril de 2004
Shows I - DEEP PURPLE (05/03/1997 - Bar Opinião)

- depois de ter perdido o show do Rainbow, com Blackmore e Doogie White (turnê do Stranger in us All), no Bar Opinião, em 1996, eu me comprometi a nunca mais faltar a um show de qualquer grande banda de rock, especialmente, qualquer uma que eu tivesse pelo menos UM cd (todavia, acabou não dando muito certo, pois deixei de acompanhar bandas como Yes - turnê do Open Your Eyes, no Opinião -, Savatage, Rush, Eric Clapton, entre outros).
Enfim, comprei meu ingresso na C&A do Centro, e fui ao show desacompanhado de galera. O show foi bom e surpreendente - abriram com HUSH, e tocaram outras como NO ONE CAME, WHEN A BLIND MAN CRIES, PICTURES OF HOME, além das clássicas habituais.
Jon Lord fez seu solo, mas interrompeu-o abruptamente, ao meu sentir um pouco irritado com as manifestações do público, que não ficou quieto enquanto o cara destruia o hammond.
Fizeram-se presentes todas as "personalidades" da capital, desde o "Boca-do-disco" até os caras da Grammy (da Gal. Chaves). Na minha ingenuidade, não esperava que fosse lotar, tanto que cheguei uma hora antes da hora marcada para começar (o show não atrasou significativamente) e não tive uma visão muito privilegiada (só via Roger Glover quando este se punha mais à frente no palco).
Quanto ao show, propriamente, as performances não diferem muito do cd "Live at Olympia", nem dos dvd´s que foram lançados com essa formação (Gillan, Glover, Lord, Morse, Paice).
quarta-feira, 31 de março de 2004
G3 (Satch, Vai, YJM) - Rockin in the free world (cd 2)
- tem só três músicas, onde os guitarristas sobem ao palco para um duelo interminável, para deleite exclusivo dos apreciadores do instrumento. Duas do Hendrix (VOODOO CHILD - apropriada ao vocal limitado de YJM, e LITTLE WING - apropriada ao vocal limitado de Vai). A última faixa é ROCKIN IN THE FREE WORLD (Neil Young?).
Em todas quem inicia solando é YJM, seguido de Vai e Satch. Este é o único que tenta reproduzir um estilo mais contido, com licks que remetem ao próprio Hendrix, mas logo volta, com os demais, ao virtuosismo. Os duelos deixam ainda mais evidente o que todos já sabemos: YJM SÓ toca aquilo. Não tem truque nenhum - ou melhor, o truque é a palhetada rapidíssima. Vai e Satch possuem muito mais recursos - são guitarristas verdadeiramente completos. O dvd certamente deve ser mais interessante do que o cd nessa parte dos duelos, pois os caras (menos YJM) aparentemente fazem coisas incríveis com o Floyd Rose, além dos harmônicos artificiais (gritinhos), dentre outros truques.
No revezamento de solos, Vai e Satch apresentam licks e recursos novos em cada investida, enquanto que YJM repete todas as vezes aquele sobe-e-desce de escalas. Uma pena que não tenha insistido mais nos arpejos, que é o seu forte. Mas essa "limitação" não impede de reverenciar tremendamente o vibrato poderoso, que o distingue de todos os outros virtuoses do mundo. É o que confere o famoso "feeling", se é que o sueco tem algum (s.m.j., eu acho que tem - diferente do BB King, do Gilmour e do Brian May, mas tem).
Em todas quem inicia solando é YJM, seguido de Vai e Satch. Este é o único que tenta reproduzir um estilo mais contido, com licks que remetem ao próprio Hendrix, mas logo volta, com os demais, ao virtuosismo. Os duelos deixam ainda mais evidente o que todos já sabemos: YJM SÓ toca aquilo. Não tem truque nenhum - ou melhor, o truque é a palhetada rapidíssima. Vai e Satch possuem muito mais recursos - são guitarristas verdadeiramente completos. O dvd certamente deve ser mais interessante do que o cd nessa parte dos duelos, pois os caras (menos YJM) aparentemente fazem coisas incríveis com o Floyd Rose, além dos harmônicos artificiais (gritinhos), dentre outros truques.
No revezamento de solos, Vai e Satch apresentam licks e recursos novos em cada investida, enquanto que YJM repete todas as vezes aquele sobe-e-desce de escalas. Uma pena que não tenha insistido mais nos arpejos, que é o seu forte. Mas essa "limitação" não impede de reverenciar tremendamente o vibrato poderoso, que o distingue de todos os outros virtuoses do mundo. É o que confere o famoso "feeling", se é que o sueco tem algum (s.m.j., eu acho que tem - diferente do BB King, do Gilmour e do Brian May, mas tem).
sexta-feira, 26 de março de 2004
G3 (Satch, Vai, YJM) - Rockin in the free world (cd 1)
- cd (e dvd) inesperado de um encontro de guitarristas quase inverossímil. Trata-se de um verdadeiro dream team, formado pelos 3 principais guitarristas surgidos desde os anos 80. Seria algo como reunir Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page nos anos 70, guardadas as proporções.Quanto à escolha do repertório para o cd, entendo que YJM se deu melhor - salvo a eleição de RED HOUSE, totalmente dispensável, uma vez que na parte do show com os 3 guitarristas reunidos já havia 2 músicas do Hendrix, além do fato que YJM não canta um ovo. Enfim, pelo menos em RED HOUSE há um belo solo de teclado (algo raro num show do sueco). BLITZKRIEG talvez seja a melhor música do cd, perdendo apenas para ALWAYS WITH ME, ALWAYS WITH YOU. Tem ainda a excelente (e empolgante) TRILOGY SUITE OP. 5. Nessa parte do YJM nota-se claramente que o seu show divide-se em duas partes perfeitamente distintas: 1) YJM solando com a banda; 2) YJM solando sem a banda. Felizmente, fomos poupados de outras versões das já manjadíssimas FAR BEYOUND THE SUN e BLACK STAR.
A parte de Vai é, seguramente, a mais fraca. Entendo que Vai escolheu 3 músicas inexpressivas do seu repertório - milhares de outras músicas mais interessantes me ocorrem. Vale mesmo pelo malabarismo que Vai sempre proporciona - mas fica chato depois de ouvir pela primeira vez. O som dos teclados, além de contar com um timbre datado e inconveniente, está exageradamente alto.
Satch selecionou músicas que destacam bastante alguns truques que ele se utiliza. THE EXTREMIST tem aqueles harmônicos artificiais altíssimos (os famosos "gritinhos"), além de mostrar o cara tocando uma harmônica (sem trocadilho). MIDNIGHT é inteira tocada com a técnica two hands. THE MYSTICAL POTATOE GROOVE HEAD THING tem uma parte fantástica com arpejos ligados (sem palhetada), que impressiona bastante. CRYSTAL PLANET dispensa comentários, assim como ALWAYS WITH ME, ALWAYS WITH YOU (uma das músicas mais bonitas já compostas).
terça-feira, 23 de março de 2004
Dr. Sin: 10 anos ao vivo
- a melhor banda de hard rock do Brasil (talvez a única...) lança um belo cd duplo (e dvd) comemorativo de 10 anos de atividade. O repertório traz músicas de todos os cds, sendo que a qualidade da gravação e a performance dos caras estão muito bem registradas.
As músicas que mais empolgam nesse duplo ao vivo, sem dúvida, são as do cd "Brutal". DOWN IN THE TRENCHES (com jam), KARMA, ISOLATED e FIRE (a melhor de todas) se destacam facilmente. YEARS GONE é surpresa - achei um pouco fraca, mas quem sabe no dvd fique melhor. As músicas do cd da época do Michael Vescera ficaram bem na voz do Andria Busic - a não ser TIME AFTER TIME. FLY AWAY não é das melhores músicas, mas tem um solo fantástico de Ardanuy no final.
Os pontos fracos ficam com as músicas da época do cd "Insinity": LEAVING AND LEARNING e ZERO. FUTEBOL, MULHER & ROCK´N´ROLL, pelo contrário, ficou sensacional. REVOLUTIONS é legal pelo refrão - mas fica um pouco prejudicada pelo clima excessivamente Led Zep.
SOMETIMES tem uma intro totalmente Rush anos 80, mas com vantagem para o Dr. Sin, que faz a música ficar interessante com o acréscimo de riffs pesados (na parte "I´m on my own..." e tal) entre outras passagens legais.
A participação de André Mattos na música FIRE foi desprezível. O cara já não tem mais voz "limpa", de modo que não dá pra entender nada do que ele canta (a não ser nos agudos de "Fireeeeeeeee" que "salvam" a performance).
O dvd provavelmente é mais recomendável para aquisição, porque o Ardanuy manda muito na guitar (é o melhor guitarrista de rock do Brasil, e um dos melhores em atividade no mundo), com uma baita técnica e belo timbre (além da famosa "pegada").
As músicas que mais empolgam nesse duplo ao vivo, sem dúvida, são as do cd "Brutal". DOWN IN THE TRENCHES (com jam), KARMA, ISOLATED e FIRE (a melhor de todas) se destacam facilmente. YEARS GONE é surpresa - achei um pouco fraca, mas quem sabe no dvd fique melhor. As músicas do cd da época do Michael Vescera ficaram bem na voz do Andria Busic - a não ser TIME AFTER TIME. FLY AWAY não é das melhores músicas, mas tem um solo fantástico de Ardanuy no final.
Os pontos fracos ficam com as músicas da época do cd "Insinity": LEAVING AND LEARNING e ZERO. FUTEBOL, MULHER & ROCK´N´ROLL, pelo contrário, ficou sensacional. REVOLUTIONS é legal pelo refrão - mas fica um pouco prejudicada pelo clima excessivamente Led Zep.
SOMETIMES tem uma intro totalmente Rush anos 80, mas com vantagem para o Dr. Sin, que faz a música ficar interessante com o acréscimo de riffs pesados (na parte "I´m on my own..." e tal) entre outras passagens legais.
A participação de André Mattos na música FIRE foi desprezível. O cara já não tem mais voz "limpa", de modo que não dá pra entender nada do que ele canta (a não ser nos agudos de "Fireeeeeeeee" que "salvam" a performance).
O dvd provavelmente é mais recomendável para aquisição, porque o Ardanuy manda muito na guitar (é o melhor guitarrista de rock do Brasil, e um dos melhores em atividade no mundo), com uma baita técnica e belo timbre (além da famosa "pegada").
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004
Livraria da OAB
- tá rolando uma promoção forte lá na Livraria da OAB (prédio aquele na Andradas, 4.º andar): uma sala inteira de livros com 70% de desconto. Naturalmente, não há lançamentos - só edições até 2000. Mas já é bem melhor que qualquer sebo. Eu dei conta de fazer minha parte: adquiri os tomos 5, 6 e 7 do Tratado das Ações do PONTES, o volume II (Obrigações) das Instituições do CAIO MÁRIO, e dois volumes dos Comentários ao CPC da Forense (o volume do EGAS DIRCEU MONIZ DE ARAGÃO sobre atos processuais, e o volume do ALVARO DE OLIVEIRA & GALENO LACERDA sobre procedimentos especiais). Por cada uma dessas obras, não paguei mais do que 20 e poucos reais (vale dizer que só o preço de um dos volumes do Tratado do PONTES é R$ 100,00, aproximadamente). Além disso, tinha quase todos os volumes dos Cursos do SÍLVIO RODRIQUES, WASHINGON DE BARROS, MARIA HELENA DINIZ, o volume III do Curso de Processo Civil do ERNANE FIDÉLIS, bem como outras tranqueiras para penalistas e trabalhistas.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
Top 5 - tecladistas
1) Jean Michel Jarre
2) Rick Wakeman
3) Vangelis
4) Kevin Moore
5) Derek Sherinian
2) Rick Wakeman
3) Vangelis
4) Kevin Moore
5) Derek Sherinian
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