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| Ensaio #3 - URSO (29.07.2010) |
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Ensaio URSO - Parte III (Complexo Master, 29.07.2010)
Ensaio The Osmar Band - "Achtunddreissig" 27.07.2010
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| 38.º ensaio The Osmar Band (27.07.2010) |
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Ensaio The Osmar Band - "Siebenunddreissig" 13.07.2010
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| 37.º ensaio The Osmar Band - 13.07.2010 |
sábado, 24 de julho de 2010
Ensaio URSO - Parte II (24.07.2010, Music Box)
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| Ensaio n.º 2 - URSO (24.07.2010) |
quarta-feira, 14 de julho de 2010
CDs do Kiss - Parte XXXVI - "Gods of Thunder" (1993)
Em termos de bootlegs do Kiss, a época da turnê do "Animalize" é uma das mais frutíferas. Já tive vários em casa (todos foram trocados por outros discos do Kiss nas bocas do disco), e mais recentemente (a partir de meados dos anos 2000) resolvi retê-los, toda vez que tivesse a oportunidade (evidentemente que com os programas de compartilhamento de arquivos essa situação foi amenizada). Já sabia que no acervo da Espaço Vídeo havia alguns bootlegs do Kiss, de maneira que corri rápido pra lá quando soube que eles estavam liquidando à moda "locação sem devolução". Fiz uma resenha mais ou menos nessa época, conforme segue:
Bruce Kulick ingressou efetivamente na banda para a turnê europeia do disco "Animalize", em 1984, ocupando a vaga de Mark St. John (RIP), e é notável como a substituição pouco se fez notar ou sentir, pois a banda parece tão bem ensaiada como se Kulick fosse o guitarrista solo há anos. É exatamente dessa época o bootleg "Gods of Thunder", que traz parte do show de 11.10.1984 em Ipswich, com excelente qualidade de som (soundboard), aparentemente transmitido por rádio FM na oportunidade. Particularmente, entendo que caberia um "Alive III" para registrar essa época, conquanto admita que as músicas estão com andamento bem mais rápido devido à levada forte de Eric Carr. O bootleg em questão é valioso por conter uma das poucas versões ao vivo de "I´ve Had Enough": é a minha favorita de "Animalize" e não entendo a razão pela qual essa música foi abandonada dos set lists, apesar de que "Under the Gun" é muito boa também. As 10 faixas coincidentemente estão bem distribuídas, pois há as antigas ("Detroit Rock City", "Cold Gin" e "Strutter"), as recentes ("Fits Like a Glove", "Heavens on Fire", "Under the Gun", "I´ve Had Enough") e as últimas da fase mascarada ("I Still Love You", "I Love It Loud", "Creatures of the Night").
quarta-feira, 7 de julho de 2010
CDs do Kiss – Parte XXXV - "Live in Japan 88"
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| Kiss "Live in Japan'88" |
O padrão do Kiss nos anos 1980 foi o de lançar um disco com faixas inéditas e promovê-lo com uma turnê caseira (EUA e Canadá) que não ultrapassa meia dúzia de meses. Em 1984 a banda voltou a visitar a Europa, face a boa acolhida do “Animalize” e seu single “Heavens on Fire”. Em 1985 veio o “Asylum”, concomitantemente a oficialização de Bruce Kulick, e um pequeno recesso para o retorno, em 1987, com o “Crazy Nights”. Este contou com a produção de Ron Nevison (guitarras polidas e teclados) e músicas feitas para arena (“Crazy Crazy Nights”, “Turn on the Night”, “Bang Bang You”, “Reason to Live”). Após a turnê tradicional, foi agendada uma turnê em solo japonês, que serviria como retorno após mais de uma década sem shows por lá. Os caras se reuniram para ensaiar um repertório com algumas alterações em comparação com o da turnê do “Crazy Nights” e fizeram shows espetaculares em meados de 1988.
Em 1994 ouvi um bootleg com registro de parte de um destes shows: trata-se do segundo volume do CD duplo “Dr. Love´s House”. O som não era muito bom, mas o repertório, fantástico: com “War Machine”, solo de Eric Carr, etc. Acredito, inclusive, que o solo de bateria de Carr é o melhor que já ouvi, e no youtube existem vídeos com a performance. Lá por 1997/1998 encontrei numa loja de CDs do Praia de Belas, no balaio, um bootleg contendo quase toda a apresentação do Kiss em Tóquio: “Live in Japan'88”.
Diferentemente de tantos outros bootlegs, aqui a qualidade de som é muito boa, direto da mesa de áudio. Além disso, a banda estava muito bem ensaiada e as performances de todos estava em alto nível, de maneira que bem podia ter sido lançado como um “Alive III” (lembrando que não contamos com nenhum “Alive” com Eric Carr, apesar dos tantos anos que ele serviu à banda).
O repertório contou com faixas antigas (“Love Gun”, “Cold Gin”, “Calling Dr. Love”, “Black Diamond”, “Shout It Out Loud”, “Strutter”, “Rock and Roll All Nite” e “Detroit Rock City”) e mais recentes (“Bang Bang You”, “Fits Like A Glove”, “Crazy Crazy Nights”, “No, No, No”, “Reason to Live”, “Heavens on Fire”, “War Machine”, “I Love it Loud”, “Lick It Up”), além de recuperar um clássico: “I Was Made For Lovin You”. A execução das músicas, como padrão da época, era bem acelerado (reparar em “Love Gun” e “Detroit Rock City”), então temos versões únicas e matadoras para “Lick It Up”e “Shout It Out Loud”, destacando-se os vocais de Paul Stanley (o cara estava no auge da fase “cantar tão alto a ponto dos olhos saírem da órbita”).
O tempo todo Paul e Gene Simmons interagem com a plateia, inclusive com frases em japonês (muito aplaudidas essas tentativas de comunicação na língua materna dos anfitriões). Praticamente todas as faixas são anunciadas previamente, e acho marcantes esses momentos: “I think is time for us to call the doctor... not just any doctor... a doctor for this! We need... DR. LOVE!” (introdução para “Calling Dr. Love”), “We´re goin´ to do a song now... this is a ballad... everybody loves a ballad... comes off... “Crazy Nights”... This song is called... ooooh (diz algo em japonês)... this song is called “Reason (pausa curta) to live” (introdução para “Reason to Live”).
Nesse CD não constam “War Machine” e o solo de bateria de Eric Carr, nem “No, No, No” e o solo de guitarra de Bruce Kulick (acompanhado em alguns momentos por Carr, numa referência à introdução de “Hot for Teacher” do Van Halen). Por outro lado, o solo de Gene Simmons (com participação de Carr) antecede “I Love it Loud”, na qual há uma desafinada de Gene na parte em que se exige o canto do público.
Esse bootleg fica muito bom especialmente a partir da metade do set list, quando são executadas as músicas antigas, sendo certo que as versões para “Lick it Up”, “Shout It Out Loud” e “Black Diamond” são grandes momentos da apresentação.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
CDs do Kiss - Parte XXXIV - "Sonic Boom" (2009)
Há pouco menos de 10 anos, Paul Stanley declarou que não seriam mais lançados discos de inéditas do Kiss. O cara estava decepcionado com (a) a baixa receptividade de “Psycho Circus” e (b) o fato de que os fãs sempre querem ouvir as antigas da fase mascarada, (c) a desunião da banda para a composição de novo material, e o recurso a compositores externos. Para Paul, não importaria o quanto fosse boa uma música como “Psycho Circus”, pois os fãs sempre diriam, “essa é ok, mas toca ‘Love Gun’ agora”. Nessas condições, de que adiantaria investir dinheiro e esforços numa tarefa inútil?
Evidentemente que os fãs de Kiss estão acostumados com a máxima “nada é sagrado e perpétuo”. É óbvio que, sob determinadas condições, quaisquer decisões em relação ao Kiss podem ser revistas. Encarei com naturalidade, então, o surgimento das primeiras notícias de que o Kiss havia retornado ao estúdio para gravar um novo disco de inéditas.
Os fatores que viabilizaram esse retorno foram, em apertada síntese, os seguintes: (a) o lançamento de um disco solo de Paul Stanley (“Live to Win”), no qual o cara foi o responsável por todas as decisões, e se sentiu confortável, confiante e, acima de tudo, apto para o desempenho dessa tarefa; isso teve como consequência (b) a imposição de condições para um novo disco do Kiss, como a não intrusão de terceiros (todas as músicas seriam compostas pelos integrantes da banda), e a outorga de plenos poderes a Paul para produzir o disco e tomar todas as decisões a respeito (sem ter que dar importância para palpites alheios, muitas vezes motivados por questões diversas da artística).
Antes, porém, a banda resolveu selecionar um repertório com as mais conhecidas e regravou esse material com a formação atual, só que tentando reproduzir o “espírito” das gravações originais. Aparentemente, a banda poderia capitalizar com essas novas versões empregando-as em comerciais ou coisas do tipo. O resultado foi lançado inicialmente apenas no Japão, mas a banda resolveu incluí-lo no pacote do que viria a ser o CD bônus do “Sonic Boom”.
Quanto ao material efetivamente novo, Paul decidiu que as gravações se fariam como nos velhos tempos, com todos tocando ao vivo, sem manipulações digitais, tentando ser o mais orgânico possível. As contribuições foram de Paul, Gene e Tommy, que assumiu a tarefa de Bruce Kulick na composição de riffs e estruturação das músicas. Foram atribuídas faixas para todos cantarem, o que não acontecia desde “Dynasty” de 1979.
Previamente ao lançamento, foram muitas as manifestações de Gene dando conta de que o novo disco seria um clássico do tipo “Rock and Roll Over”, com 10 faixas diretas e roqueiras, sem baladas e sem viagens, e sem músicas pra encher linquiça (em bom português, as sem as “fillers”). A expectativa era a de satisfazer todos os fãs da época dos anos 1970.
Entretanto, não escapou a ninguém o fato de que, na verdade, o disco não tem tanto de “Rock and Roll Over” (a não ser a arte da capa, que é praticamente igual, visto que foi promovida pelo mesmo desenhista) quanto Gene queria fazer crer. Bem vistas as coisas, é possível identificar riffs e partes que não soariam mal em discos como “Lick It Up” e “Asylum”. Evidentemente que predomina o clima anos 1970, sobretudo se considerarmos que praticamente todas as faixas são baseadas nos mesmos acordes (observada a afinação padrão do Kiss, qual seja, meio tom abaixo): A, G, D, C, E e F.
Indiscutivelmente a melhor faixa é a de abertura, “Modern Day Delilah”. Pode-se dizer que é a única que tem um riff de guitarra, utilizando a 6.ª corda solta. É uma composição típica de Paul, com riff principal, acordes nos versos (como em “I´ve Had Enough”, “Exciter”, “The Oath”), ponte e refrão. Tommy tem a oportunidade de executar um solo de guitarra com a sua assinatura; apesar do cara se valer (com excesso até) dos licks de Ace Frehley, há um lick com uns bends de meio tom, tom e tom e meio que me parecem ser uma marca pessoal.
“Never Enough” tem um refrão com uma parada tipo “Never enough, never enough) que me lembrou muito o refrão de “Slide It In” do Whitesnake. “Stand” tem refrão grandioso, para ser cantado em arenas, e a letra é do tipo ufanista. “Danger Us” é boa (apesar da “sacada genial” do título) e “Say Yeah” não me parece tão boa para ser a segunda faixa eleita para ser executada nos shows.
Sabe-se que Gene coleciona títulos de possíveis músicas e se vale de anotações pessoais para eleger algumas que renderiam uma letra e uma música. Assim, sabemos que “Russian Roulette” é um título candidato a virar música desde 1978, pelo menos. Finalmente ganhou vida em “Sonic Boom”, com uma letra sem novidades para o padrão de Gene. O início engana, mas quando entra o riff dos versos percebemos que estamos no familiar terreno dos acordes A, D e G. Outra desse tipo é “Nobody´s Perfect” que virou “Yes I Know (Nobody´s Perfect)”, ficando claro que Gene juntou na mesma música dois refrões: o primeiro é “Nobody´s Perfect” e o outro é “Yes I Know”, que encerra a música. “Hot and Cold” tem direito a cow bell e um refrão legal que Gene sabe fazer bem (interação entre vocal principal e vocais de apoio). Tentando dar mais peso é “I´m An Animal”.
Paul compôs a faixa que foi atribuída a Eric Singer. Sabe-se que o baterista é um cantor competente, apesar da voz não muito forte, e o cara mandou bem em “All For the Glory”. O mesmo se pode dizer de Tommy Thayer, que se saiu excelente em “When Lightning Strikes” (tem uma parte que acho que deve ser difícil de cantar, no verso “I´m alive (...)”, pois o tom sobe e exige um pouco mais de voz). Porém, Tommy copia uns licks de Ace (“Parasite”) e o solo fica com cara de “já ouvi isso em outro lugar e com mais propriedade”.
Junto com o CD veio um disco bônus, conforme já antecipei, com regravações de algumas das principais músicas da banda. Poderia se dizer que corresponde a um set list. Em qualquer caso, essas versões novas não superam as originais, sobretudo nos casos de “Forever” e “I Love It Loud”.
Um 3.º disco compõe, ainda, o pacote: trata-se de um DVD contendo 6 músicas gravadas na Argentina, em 05.04.2009 (no festival Quilmes Rock).
Esse álbum não foi lançado no Brasil, e nos EUA parece que é vendido com exclusividade em uma cadeia nacional de lojas. Se lá o preço é mais barato que um CD simples, aqui foi vendido com preço de disco duplo importado. Só encontrei na Cultura (não pesquisei nas lojas do Centro).
Evidentemente que os fãs de Kiss estão acostumados com a máxima “nada é sagrado e perpétuo”. É óbvio que, sob determinadas condições, quaisquer decisões em relação ao Kiss podem ser revistas. Encarei com naturalidade, então, o surgimento das primeiras notícias de que o Kiss havia retornado ao estúdio para gravar um novo disco de inéditas.
Os fatores que viabilizaram esse retorno foram, em apertada síntese, os seguintes: (a) o lançamento de um disco solo de Paul Stanley (“Live to Win”), no qual o cara foi o responsável por todas as decisões, e se sentiu confortável, confiante e, acima de tudo, apto para o desempenho dessa tarefa; isso teve como consequência (b) a imposição de condições para um novo disco do Kiss, como a não intrusão de terceiros (todas as músicas seriam compostas pelos integrantes da banda), e a outorga de plenos poderes a Paul para produzir o disco e tomar todas as decisões a respeito (sem ter que dar importância para palpites alheios, muitas vezes motivados por questões diversas da artística).
Antes, porém, a banda resolveu selecionar um repertório com as mais conhecidas e regravou esse material com a formação atual, só que tentando reproduzir o “espírito” das gravações originais. Aparentemente, a banda poderia capitalizar com essas novas versões empregando-as em comerciais ou coisas do tipo. O resultado foi lançado inicialmente apenas no Japão, mas a banda resolveu incluí-lo no pacote do que viria a ser o CD bônus do “Sonic Boom”.
Quanto ao material efetivamente novo, Paul decidiu que as gravações se fariam como nos velhos tempos, com todos tocando ao vivo, sem manipulações digitais, tentando ser o mais orgânico possível. As contribuições foram de Paul, Gene e Tommy, que assumiu a tarefa de Bruce Kulick na composição de riffs e estruturação das músicas. Foram atribuídas faixas para todos cantarem, o que não acontecia desde “Dynasty” de 1979.
Previamente ao lançamento, foram muitas as manifestações de Gene dando conta de que o novo disco seria um clássico do tipo “Rock and Roll Over”, com 10 faixas diretas e roqueiras, sem baladas e sem viagens, e sem músicas pra encher linquiça (em bom português, as sem as “fillers”). A expectativa era a de satisfazer todos os fãs da época dos anos 1970.
Entretanto, não escapou a ninguém o fato de que, na verdade, o disco não tem tanto de “Rock and Roll Over” (a não ser a arte da capa, que é praticamente igual, visto que foi promovida pelo mesmo desenhista) quanto Gene queria fazer crer. Bem vistas as coisas, é possível identificar riffs e partes que não soariam mal em discos como “Lick It Up” e “Asylum”. Evidentemente que predomina o clima anos 1970, sobretudo se considerarmos que praticamente todas as faixas são baseadas nos mesmos acordes (observada a afinação padrão do Kiss, qual seja, meio tom abaixo): A, G, D, C, E e F.
Indiscutivelmente a melhor faixa é a de abertura, “Modern Day Delilah”. Pode-se dizer que é a única que tem um riff de guitarra, utilizando a 6.ª corda solta. É uma composição típica de Paul, com riff principal, acordes nos versos (como em “I´ve Had Enough”, “Exciter”, “The Oath”), ponte e refrão. Tommy tem a oportunidade de executar um solo de guitarra com a sua assinatura; apesar do cara se valer (com excesso até) dos licks de Ace Frehley, há um lick com uns bends de meio tom, tom e tom e meio que me parecem ser uma marca pessoal.
“Never Enough” tem um refrão com uma parada tipo “Never enough, never enough) que me lembrou muito o refrão de “Slide It In” do Whitesnake. “Stand” tem refrão grandioso, para ser cantado em arenas, e a letra é do tipo ufanista. “Danger Us” é boa (apesar da “sacada genial” do título) e “Say Yeah” não me parece tão boa para ser a segunda faixa eleita para ser executada nos shows.
Sabe-se que Gene coleciona títulos de possíveis músicas e se vale de anotações pessoais para eleger algumas que renderiam uma letra e uma música. Assim, sabemos que “Russian Roulette” é um título candidato a virar música desde 1978, pelo menos. Finalmente ganhou vida em “Sonic Boom”, com uma letra sem novidades para o padrão de Gene. O início engana, mas quando entra o riff dos versos percebemos que estamos no familiar terreno dos acordes A, D e G. Outra desse tipo é “Nobody´s Perfect” que virou “Yes I Know (Nobody´s Perfect)”, ficando claro que Gene juntou na mesma música dois refrões: o primeiro é “Nobody´s Perfect” e o outro é “Yes I Know”, que encerra a música. “Hot and Cold” tem direito a cow bell e um refrão legal que Gene sabe fazer bem (interação entre vocal principal e vocais de apoio). Tentando dar mais peso é “I´m An Animal”.
Paul compôs a faixa que foi atribuída a Eric Singer. Sabe-se que o baterista é um cantor competente, apesar da voz não muito forte, e o cara mandou bem em “All For the Glory”. O mesmo se pode dizer de Tommy Thayer, que se saiu excelente em “When Lightning Strikes” (tem uma parte que acho que deve ser difícil de cantar, no verso “I´m alive (...)”, pois o tom sobe e exige um pouco mais de voz). Porém, Tommy copia uns licks de Ace (“Parasite”) e o solo fica com cara de “já ouvi isso em outro lugar e com mais propriedade”.
Junto com o CD veio um disco bônus, conforme já antecipei, com regravações de algumas das principais músicas da banda. Poderia se dizer que corresponde a um set list. Em qualquer caso, essas versões novas não superam as originais, sobretudo nos casos de “Forever” e “I Love It Loud”.
Um 3.º disco compõe, ainda, o pacote: trata-se de um DVD contendo 6 músicas gravadas na Argentina, em 05.04.2009 (no festival Quilmes Rock).
Esse álbum não foi lançado no Brasil, e nos EUA parece que é vendido com exclusividade em uma cadeia nacional de lojas. Se lá o preço é mais barato que um CD simples, aqui foi vendido com preço de disco duplo importado. Só encontrei na Cultura (não pesquisei nas lojas do Centro).
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Resenhas de CD – Rolling Stones “Bridges to Babylon” (1997)
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| Rolling Stones “Bridges to Babylon” (1997) |
Não por acaso, as faixas citadas são as melhores do disco. “Flip of the Switch” é o rock acelerado (que nunca é despiciendo em discos de rock), “Saint of Me” e “Out of Control” têm bons refrões e “Thief in the Night” é uma bela música de Keith Richards. Todas elas, em especial as três últimas, me fazem crer e confiar que os Stones ainda conseguem compor um punhado de bons acordes e melodias.
Quanto ao restante de “Bridges to Babylon”, convém dizer que se trata de um disco no qual Mick Jagger tentou, mais uma vez, modernizar o som da banda, trazendo para produzir algumas faixas os famosos Dust Brothers. Então mais uma vez se assistiu ao conflito entre o “moderno” Mick Jagger e o “old school” Keith Richards. Achei o single “Anybody Seen My Baby?” uma das mais fracas do disco (realmente digno de “skip forward”), e “Already Over Me” não é tão boa como o Rough Guide quer fazer crer, embora admita que é uma das que mais se parecem com os Stones das antigas (sobretudo pelo vocal do refrão).
Gostei muito de uma das que mais sofreram tratamento dos Dust Brothers: “Might As Well Get Juiced” tem samplings e tal, mas curti bastante o som hipnótico que acompanha toda a faixa. Esse foi o caso de experimentalismo que deu certo, incluídos os vocais processados de Jagger.
Se “Bridges to Babylon” foi lançado apenas 3 anos depois de “Voodoo Lounge”, por outro lado, levou 8 anos para a banda voltar ao estúdio para gravar músicas inéditas (“A Bigger Bang”). Em todo o caso, “Bridges to Babylon” serviu para confirmar a minha predileção pela fase mais recente – que coincide com essas edições remasterizadas.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Discos Essenciais – Rush “Permanent Waves” (1980)
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| Rush “Permanent Waves” (1980) |
Detive maior atenção a esse álbum em meados de 2008, na mesma época em que ouvi o “Signals”; mas diferentemente deste, não encontrei o CD para venda nas lojas daqui. Em data recente a Cultura disponibilizou nas estantes vários dos Cds remasterizados do Rush, dentre os quais o “Permanent Waves”; apesar de importado, resolvi levar pra casa, pois não era do tipo com preço de importado proibitivo (acima de 50 reais).
Diz-se, então, que “Permanent Waves” foi o primeiro passo da banda em abandono dos discos conceituais, das faixas longas e das partes instrumentais complicadas que marcaram a fase anterior (talvez o maior exemplo seja o álbum “2112”); aqui o trio canadense se concentrou em faixas enxutas, sem prejuízo da orquestração sofisticada e das demonstrações virtuosísticas (em bom nome da música, sem gratuidade). Além disso, os caras se abriram para novos ritmos como o reggae (evidentemente que os caras não compuseram músicas estilo Bob Marley ou Jimmy Cliff; com talento a banda faz breves referências).
Não há quem não conheça “The Spirit of Radio”, ainda que não ligue o nome à pessoa (quem não lembra da abertura do Jornal do Almoço, por aqui, nos anos 1980). Trata-se de uma das melhores composições do Rush, e é a música que abre “Permanent Waves”. Particularmente foi muito legal lá por meados de 2008 ir para o trabalho ouvindo essa faixa cuja letra começa falando sobre a alegria do rádio (e das músicas que tocam no rádio) na vida das pessoas. Marcante é a introdução de Alex Lifeson, com um riff rápido e hipnótico, o qual segue um riff pesado dobrado pela guitarra e baixo de Geddy Lee, o qual, por sua vez, cede espaço para uma bela sequência de acordes: E, G#/B, A, B. Há espaço, ainda, para uma parada na música, na qual há uns acordes reggae e depois um solo de guitarra shred de Lifeson. É o tipo de música que não enjoa. Enfim, é perfeita.
Disco bom é aquele que abre com uma música espetacular e segue com outra paulada. No caso, os trabalhos seguem com “Freewill”, que tem uma letra do tipo sacada genial de Neal Peart (se você decidiu não decidir, ainda assim decidiu-se por alguma coisa: não decidir). É mais uma música perfeita, musical e tecnicamente.
O disco conta com duas faixas longas: “Jacob´s Ladder” e “Natural Science”. A primeira tem uma introdução marcial, e segue toda ela bem pesada e escura. A segunda, por seu turno, começa com acordes num violão de cordas de aço, simples mas muito melódicos. Seguem-se várias partes, inclusive com riffs pesados e vocais bem altos de Lee (no limite entre o expressivo e o irritante).
Acho notável o trabalho da banda nesse álbum: fazer músicas com as características que consagraram a banda, e torná-las assimiláveis e enxutas. Mesmo faixas de 7 a 9min tem audição tranquila, sobretudo num ambiente no qual as faixas anteriores eram composições espetaculares como “The Spirit of Radio” e “Freewill”. Nada destoa, portanto. As faixas restantes, “Entre Nous” e “Different Strings” são boas mas não se destacam, servindo para manter as coisas num bom patamar.
“Permanent Waves”, enfim, é o primeiro da trinca dos meus discos favoritos do Rush.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Copa do Mundo 2010 - Brasil 3x1 Costa do Marfim (20.06.2010, Joanesburgo, jogo II, 1.ª fase)
Na segunda rodada da primeira fase quem se deu bem foi a Argentina, o Uruguai (encaminhou classificação aplicando 3x0 na anfitriã África do Sul, de Parreira), a Holanda (vitória magra sobre o Japão) e o Paraguai (vitória sobre Eslováquia encaminha classificação). Itália, com mais um empatezinho, Alemanha, com derrota surpreendente para a Sérvia, França, com derrota de 0x2 para o México, e Camarões, com derrota, de virada, de 1x2 para a Dinamarca, foram os destaques negativos. A França, particularmente, tem feito um papelão: Anelka foi cortado da delegação por ter ofendido o técnico Domenech; e o resto do time se recusou a treinar no dia seguinte. É evidente que o time francês vai embora mais cedo em 2010.
Eu, como tantos, esperava um jogo complicado do Brasil contra a Costa do Marfim. Afinal, passado o nervosismo da estreia, a segunda rodada é decisiva, sobretudo para o time liderado por Drogba que não havia passado de um empate sem gols contra Portugal. Só que o time de Dunga facilitou as coisas para si próprio e o Brasil jogou muito e ganhou por 3x1 num jogo duro. Luís Fabiano abriu o placar com um gol típico de artilheiro (fosse outro teria chutado a bola no goleiro). No segundo tempo, Luis Fabiano, em jogada individual e irregular (utilizou o braço para ajeitar a bola duas vezes, e ainda há quem diga que cometeu falta), ganhou de três defensores marfinenses e fez um golaço. Elano, antes de sofrer uma falta violenta e ser substituído, fez o seu segundo gol em Copas. Drogba aproveitou bobeira da defesa brasileira (Felipe Melo olhou para a bola e não acompanhou o atacante que vinha as suas costas) e fez o gol de honra. Os jogadores da Costa do Marfim não se preocuparam em jogar futebol tanto quanto deveriam e não mereceram maior sorte. Bateram nos jogadores brasileiros, que não pouparam protestos contra as faltas recebidas. O árbitro francês não coibiu a violência e ainda expulsou Kaká (o capitão brasileiro estava possuído e reclamando muito; num lance bizarro, um adversário esbarrou nele, caiu pretextando uma cotovelada ou algo do tipo, e provocou a expulsão de Kaká – 32 câmeras no estádio comprovaram que o brasileiro não fez nada, a não ser ter ficado de pé).
O jogo foi quente também depois do apito final: na entrevista coletiva, Dunga se envolveu em uma desinteligência com um jornalista, e não conteve xingamentos em voz baixa, captados pelos microfones. Particularmente, tenho achado muito divertido ver Dunga enfrentando dessa maneira os jornalistas, sem concessões e sem preocupação com boas opiniões a seu respeito. Dunga está dando uma de Jackass ou de Pânico (das antigas, quando diziam as coisas – muitas vezes indelicadas - na cara das pessoas). É evidente que Dunga não precisava criar e cultivar inimigos desse jeito – as coisas podiam ser feitas de maneira diferente e low profile -, mas enfim, todos conhecemos o Dunga e quem não gostar vai ter que engolir, como dizia o Zagallo (que disse “vocês vão ter que me engolir” e não lembro de ninguém dizendo o quanto ele era impróprio para o cargo que ocupava).
Próximo jogo, final pela primeira rodada: Portugal.
Brasil 3x1 Costa do Marfim: primeira fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul - Grupo G, 20/06/2010, Domingo, 15h30
Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves), Gilberto Silva, Kaká, Luís Fabiano, Robinho (Ramires).
Costa do Marfim: Barry, Kolo Touré, Siaka Tiéné, Eboué (Romaric), Zokora, Tiote, Yaya Touré, Demel, Kalou (Keita), Drogba, Dindané (Gervinho)
Estádio: Soccer City em Joanesburgo
Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)
Gols: Luis Fabiano aos 25 minutos do primeiro tempo, Luis Fabiano aos 5 minutos do segundo tempo, Elano aos 17 minutos do segundo tempo e Drogba aos 24 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Kaká, Tiéné, Tioté, Keita. Cartões vermelhos: Kaka.
Eu, como tantos, esperava um jogo complicado do Brasil contra a Costa do Marfim. Afinal, passado o nervosismo da estreia, a segunda rodada é decisiva, sobretudo para o time liderado por Drogba que não havia passado de um empate sem gols contra Portugal. Só que o time de Dunga facilitou as coisas para si próprio e o Brasil jogou muito e ganhou por 3x1 num jogo duro. Luís Fabiano abriu o placar com um gol típico de artilheiro (fosse outro teria chutado a bola no goleiro). No segundo tempo, Luis Fabiano, em jogada individual e irregular (utilizou o braço para ajeitar a bola duas vezes, e ainda há quem diga que cometeu falta), ganhou de três defensores marfinenses e fez um golaço. Elano, antes de sofrer uma falta violenta e ser substituído, fez o seu segundo gol em Copas. Drogba aproveitou bobeira da defesa brasileira (Felipe Melo olhou para a bola e não acompanhou o atacante que vinha as suas costas) e fez o gol de honra. Os jogadores da Costa do Marfim não se preocuparam em jogar futebol tanto quanto deveriam e não mereceram maior sorte. Bateram nos jogadores brasileiros, que não pouparam protestos contra as faltas recebidas. O árbitro francês não coibiu a violência e ainda expulsou Kaká (o capitão brasileiro estava possuído e reclamando muito; num lance bizarro, um adversário esbarrou nele, caiu pretextando uma cotovelada ou algo do tipo, e provocou a expulsão de Kaká – 32 câmeras no estádio comprovaram que o brasileiro não fez nada, a não ser ter ficado de pé).
O jogo foi quente também depois do apito final: na entrevista coletiva, Dunga se envolveu em uma desinteligência com um jornalista, e não conteve xingamentos em voz baixa, captados pelos microfones. Particularmente, tenho achado muito divertido ver Dunga enfrentando dessa maneira os jornalistas, sem concessões e sem preocupação com boas opiniões a seu respeito. Dunga está dando uma de Jackass ou de Pânico (das antigas, quando diziam as coisas – muitas vezes indelicadas - na cara das pessoas). É evidente que Dunga não precisava criar e cultivar inimigos desse jeito – as coisas podiam ser feitas de maneira diferente e low profile -, mas enfim, todos conhecemos o Dunga e quem não gostar vai ter que engolir, como dizia o Zagallo (que disse “vocês vão ter que me engolir” e não lembro de ninguém dizendo o quanto ele era impróprio para o cargo que ocupava).
Próximo jogo, final pela primeira rodada: Portugal.
Brasil 3x1 Costa do Marfim: primeira fase da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul - Grupo G, 20/06/2010, Domingo, 15h30
Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan, Michel Bastos, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves), Gilberto Silva, Kaká, Luís Fabiano, Robinho (Ramires).
Costa do Marfim: Barry, Kolo Touré, Siaka Tiéné, Eboué (Romaric), Zokora, Tiote, Yaya Touré, Demel, Kalou (Keita), Drogba, Dindané (Gervinho)
Estádio: Soccer City em Joanesburgo
Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)
Gols: Luis Fabiano aos 25 minutos do primeiro tempo, Luis Fabiano aos 5 minutos do segundo tempo, Elano aos 17 minutos do segundo tempo e Drogba aos 24 minutos do segundo tempo. Cartões amarelos: Kaká, Tiéné, Tioté, Keita. Cartões vermelhos: Kaka.
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