sábado, 11 de outubro de 2008

12.º show da Burnin´ Boat - 22.05.2004 Arsenal Pub

Após o show do Guanabara, voltamos a ficar meses só ensaiando eu e o Bruce, mas com freqüência cada vez menor. A partir do feriado de finados de 2003, cada vez mais eu me comprometi com o trabalho, e optei por abandonar a tarefa de empurrar a Burnin´ Boat para frente (afinal, ninguém mais parecia estar se importando).

Ponto positivo do show do Guanabara foi o contato que o Bruce manteve com o baixista da Silent Storm, o Luis Carlos (Lukee), um excelente sujeito com o qual o Bruce se encontrou na fila do show do Deep Purple. A partir daí, esse encontro frutificou em uma participação crescente do Luis Carlos em todos os projetos conhecidos do Bruce, e, eventualmente, até na Burnin´ Boat.

Ficamos sem ensaiar desde outubro de 2003 até maio de 2004, e só voltamos porque havia sido agendado um show no Arsenal em comemoração ao aniversário do Gilberto. O cara reservou o local e organizou a apresentação de duas bandas que ele estava conduzindo na época (Burnin´ Boat e uma outra de covers, a Firewall), além do primeiro projeto que tenho notícia envolvendo a então namorada (e futura esposa) do Bruce, a Cris. Nunca tinha reparado no Arsenal, na Av. Goethe, muito menos poderia imaginar que ali teria uma casa para abrigar shows, pois se trata de uma conhecida região que concentra bares com freqüência noturna.

O pai do Bruce já estava utilizando regularmente o nosso local de ensaios (o nosso “estúdio”), e então começamos a praticar em estúdios de verdade.

O Luciano havia feito uma viagem de vários meses para os Estados Unidos, e assim efetivamos o Gilberto como vocalista. Quando o Luciano voltou, pedimos para o cara fazer uma participação cantando algumas músicas.

Em relação ao set list, incorporamos uma música majestosa do Black Sabbath (“War Pigs”), e uma que toda banda cover do Iron Maiden toca (“The Evil That Men Do”), além de uma que é de uma banda que eu sempre gostei, mas não é do estilo da Burnin´ Boat (“Hunting High and Low” do Stratovarius). De última hora, para esse show, conseguimos o acréscimo do Vinícius, um tecladista excepcional que o Bruce (como sempre) conheceu pela internet, para tocar na música do Stratovarius e em “Perfect Strangers” do Deep Purple.

Foi a seguinte a resenha que escrevi sobre o show para neste blog:

“foi uma noite boa, na qual tudo deu certo. O local é pequeno, mas com boa acústica (não precisamos aumentar muito o volume dos amplis pra tomar conta do bar), e teve bom público. Além de presenças consagradas em shows da Burnin´ Boat – notadamente, Fernando & Vanessa, Ace e Minduim - , o show de sábado ainda foi acompanhado pelo grande Barboza (com qualificadas presenças femininas, que agitaram todo o show da banda do Dioberto – Firewall). A passagem de som, que rolaria às 21:00, na verdade, só ocorreu quase duas horas depois. Tocamos, então, HIGHWAY STAR e WAR PIGS.

Quem se apresentou primeiro foi o projeto capitaneado pelo Bruce, Insight, com versões acústicas de Evanescence, Mr. Big, Christina Aguilera, entre outros. Em seguida, “subiu” ao palco a banda do Dioberto (com Nílton no baixo) – Firewall – com introdução erudita (CARMINA BURANA), apresentando covers clássicos, empolgantes e, sobretudo, infalíveis: YOU GIVE LOVE A BAD NAME, IT´S MY LIFE, COCHISE foram as melhores – teve ainda ROCKIN IN THE FREE WORLD, LIKE A STONE, SMOKE ON THE WATER, ROCK AND ROLL ALL NITE, PLUSH, uma do Pearl Jam que não lembro o nome agora. A banda melhorou consideravelmente em relação ao outro show que eu tinha assistido antes (no aniversário do Dioberto do ano passado, no Guanabara) – estavam todos bem entrosados e ensaiados. Os guitarristas se valeram de invejáveis instrumentos – um com uma Ibanez preta modelo Steve Vai, e outro com uma Ibanez branca modelo Paul Gilbert. O Nílton esteve seguro como sempre, sem deixar de fazer palhaçadas durante todo o set. O Dioberto igualmente esteve bem, até na exigente COCHISE.

A essas alturas eu já estava desolado, pois havia assistido duas bandas tocando repertórios conhecidos, e muito bem ensaiadas. O público do local (pelo menos o pessoal que estava na parte de baixo) não era “metal”, e eu já estava prevendo as pessoas indo embora no meio do nosso show. Ademais, o show só começaria à 1h da manhã, e neste horário, depois de duas (boas) apresentações, realmente, é demasiado acreditar que as pessoas ainda vão ter pique de assistir uma banda tocando um som desconhecido e pesado até o final. Particularmente, prefiro ser uma das bandas intermediárias (mas essa parece ser uma opinião só minha).

Em todo o caso, o show foi um dos melhores da banda. Tocamos o set com erros pequenos, que não atrapalharam o andamento das músicas (eu estava preocupado com WAR PIGS e o começo THE EVIL THAT MEN DO, que não estavam suficientemente bem ensaiadas). Abrimos, então, com WAR PIGS, e fomos bem. Seguimos com BLACK DRESSING SOUL, que teve um belo solo do Cláudio. Essa música ficou bem pesada, e está cada vez mais legal de tocar (realmente acho que foi uma dentro botar a guitar pra acompanhar o baixo nos versos). THE EVIL THAT MEN DO ficou bem empolgante (pra mim, pelo menos). O Cláudio fez o início sozinho, como havíamos combinado pouco antes do show.

Partimos, então, para a afinação dropped-D: NOISE GARDEN ficou muito legal, com peso e andamento perfeitos.

Havíamos combinado, previamente, com o Luciano Gillan que ele cantaria no show duas músicas: ACE´S HIGH e AUNT EVIL (as quais o Dioberto ainda não aprendeu as letras). Só que no momento de tocar HIDDEN, o Dioberto acabou chamando o Gillan ao palco, causando algum tumulto. Tentamos (eu e o Bruce), consertar a situação, pedindo para o Gillan cantar HIDDEN, e depois as outras duas combinadas; só que o Gillan revelou alguma resistência (provavelmente pelo estado etílico), e acabamos tocando ACE´S HIGH mesmo, que ficou muito legal (naquele momento eu toquei o riff de abertura com todo o vigor). Das músicas “novas” (assim entendidas aquelas que não estão no cd “Ignitin´”) essa é a minha favorita.

Ainda incertos quanto a ordem do set, tocamos HIDDEN, pois o Gillan acabou concordando em cantar essa. Mas aí o Dioberto voltou ao palco, e dividiram o vocal. Rolou tudo certo na jam do meio da música: riff White Stripes e o início de THE NUMBER OF THE BEAST (erramos comicamente o final). Essa versão de HIDDEN, na qual o Bruce muda o clima da música - ora aceleradíssimo, no estilo Lars Ulrich dos primeiros discos & St. Anger, ora stoner, somando-se a isso o refrão mais calmo tipo em algumas do System of a Down, onde há mudança brusca de andamento – é realmente bem interessante, e muito pesada.

Novamente só com o Gillan tocamos AUNT EVIL, que eu curti bastante. Acho que isso tudo mostra que o Luciano não perdeu o entrosamento que sempre tivemos (eu, ele e o Bruce), e tudo sempre dará certo quando todos lembrarem de suas partes nas músicas – ensaios são até desnecessários quando todos conhecem bem as músicas. Tanto é que ele cantou essas três sem nenhum ensaio, e se saiu bem.

De volta à afinação normal, tivemos o acréscimo qualificadíssimo do tecladista Vinícius (da banda Worldengine do Bruce), que se mostrou um verdadeiro Jordan Ruddess (tanto musicalmente, quanto na performance). Tocamos, então, BURN. Abdiquei do meu solo em seu favor, causando uma inusitada situação: o tecladista tocou o solo do Blackmore e o guitarrista, o do Jon Lord. Quem nos conhece sabe que isso é perfeitamente explicável. Em seguida tocamos HUNTING HIGH AND LOW, que ficou bem legal – achei muito melhor com o teclado acompanhando aquele riffzinho do começo. Nessas duas músicas eu me senti bastante seguro com o tecladista, o que sempre acontece quando há um músico de exceção tocando ao lado.

Já exausto (e com forte dor de cabeça), deixei o palco para os outros fazerem a jam que entendessem devida. PERFECT STRANGERS ficou muito boa. Tocaram várias ainda: WASTING LOVE, THE TOWER (com o Gillan), entre outras. Mesmo assim, fiquei até o final, pois meu equipamento havia sido requisitado e deveria estar lá disponível para quem quisesse tocar. O Dioberto, que havia orquestrado a jam, saiu logo no começo, o que me causou espécie. Certamente, um dos melhores momentos da jam foi CONFORTABLY NUMB, e gostei da hora em que o Nilton cantou alguns versos. A música teve dois solos de guitar: no primeiro, Cláudio se mostrou hesitante (acho que não era esse o solo que ele costumava tocar na Hard Times, ou outra banda/projeto em que esteve envolvido), mas no segundo solo ele tocou com firmeza e até algum feeling.

Foi uma bela noite, e agradeço a todos os que se fizeram presentes, especialmente ao grande Barboza (e suas alegres amigas – têm que levar elas em todos os shows!), e à Vanessa, que tomou conta da minha máquina para as fotos (só que a máquina não está comigo: ou não me foi devolvida – o que eu espero tenha ocorrido; quero crer que ela está segura nas mãos da Vanessa/Fernando/algum conhecido - , ou ficou esquecida no local, caso não tenha sido encontrada pelo Bruce). Burn the boats! “




Resenhas dos ensaios até este show:

1) 02.10.2003 - Dupla de dois
2) 16.10.2003 - We jam at night
3) 08.05.2004 - And then we were 5
4) 12.05.2004 - Café da manhã no estúdio (e com chuva)
5) 19.05.2004 - O último antes do show

terça-feira, 7 de outubro de 2008

CD - Rainbow "Bent Out of Shape" (1983}

Tarefa difícil é achar cds do Rainbow com preços razoáveis, sendo certo que a maior parte da discografia eu nunca achei em versão nacional. Então foi com grande satisfação que encontrei, semana passada, numa loja em Rio Grande dois discos da banda lançados nos anos 80 (usados, mas importados, com capa já descolorida; um por 8 pila e outro por 12). Já havia tomado contado com "Bent Out of Shape" (lançado em 1983) lá por 2001, inclusive fazendo um back-up com xerox colorido da capa (não lembro a fonte), então sabia bem o que estaria para ouvir.

Trata-se do último disco do Rainbow antes de Blackmore e Glover voltarem ao Deep Purple com o Mark II para o lançamento de "Perfect Strangers" em 1984. Nessa época o que importava era fazer sucesso no mercado norte-americano, e para isso o som da banda deveria ser americanizado (o hard rock com letras fantasiosas da época com Dio deveriam ceder lugar a um rock mais orientado para o pop, com menos espaço para guitarras distorcidas e com vocais sentimentais e letras comuns). O Rainbow lançou quatro álbuns tentando seguir essa receita, e os discos com Joe Lynn Turner são os meus favoritos (até acho que o cara é o melhor vocalista do Rainbow... apesar de reconhecer que a banda com Dio é insuperável em algumas faixas como "Kill the King" e "Starstruck", por exemplo).

Definitivamente, o que me faz gostar bastante desse disco é o vocal de Turner; o cara tem uma interpretação muito legal para as letras, e isso serve tanto para as faixas hard como para as baladas. Com Turner parece que todos os "choruses" ficam matadores (conferir "Desperate Heart").

As melhores de "Bent Out of Shape" são a magnífica abertura com "Stranded" (riff e estrutura simples para um bom hard rock acelerado. Gostei desde a primeira vez que ouvi, e é tocada em um tom não muito usual em se tratando de Blackmore - riff com a 6.ª corda em E), "Fire Dance" (lembra mais a época de Dio - tem um solo de Moog com David Rosenthal que é massa, e conta com um riff lá no meio que depois seria reciclado por Blackmore para virar o riff principal da faixa-título do álbum "The Battle Rages On", anos mais tarde), "Desperate Heart" (introdução de violão clássico muito legal, e andamento típico de Blackmore nos versos). Alguns clichés são inevitáveis como "Drinking With the Devil", começando pelo nome da música (talvez fosse mais legal que o Hammond de Rosenthal ficasse mais alto na mixagem), o mesmo se podendo dizer de "Make Your Move". "Snowman" me pareceu como uma música do Genesis na época "Invisible Touch", provavelmente devido à bateria eletrônica que conduz a faixa (embora a faixa também me lembre Pink Floyd, tendo em vista os solos de Fender Stratocaster sobre uma base tocada por sintetizadores).

Particularmente sempre acho muito interessante ouvir Bobby Rondinelli nos discos do Rainbow no início dos anos 1980, pois o cara foi um dos finalistas do concurso promovido pelo Kiss para escolher o substituto de Peter Criss (e Rondinelli acabou perdendo para o mítico Eric Carr, e contou em desfavor para o primeiro o fato de já ter tocado com bandas famosas).

Convém dedicar um parágrafo para as baladas. "Can´t Let You Go" tem uma bela introdução de teclado de Rosenthal, segue umas guitarras bem simples e tradicionais de Blackmore (ouve-se no fundo uns sons legais de teclado). Quem ganha é Turner, mais uma vez, nos versos, no pre-chorus e no chorus. Mas de arrepiar é "Street of Dreams". Típica balada, mesmo com o andamento um pouco mais acelerado. O refrão é destruidor: "Do you remeeeember meeeeeeeeee ooon the streeet of dreeeams (...)".

As resenhas que andei lendo na www ressaltam a característica desse disco, de ter representado uma séria mudança de direção do Rainbow, consistente no abandono do hard rock para um som mais "soft". Bem, apesar de ainda conter uma ou outra faixa hard, é verdade que o som, no geral, é do tipo que se diz AOR, mas há muito pouco do que não gostar em "Bent Out of Shape" - é um dos meus favoritos desde a primeira audição.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

11.º show da Burnin´ Boat - 13/09/2003 Guanabara Bar

Em 2003 eu já estava formado e logo passei a me preocupar com o exame para entrar na ordem, e após ingressar no mercado de trabalho. Conseqüentemente, a banda passou para um segundo plano de preocupações, e foi o começo da dispersão de todos. Mesmo assim, ainda mantínhamos contato e ensaiávamos com regularidade, na medida do possível. A partir de julho de 2003, passei a manter um blog, no qual mantive anotações dos ensaios e dos shows que viriam.

Nessa época o Metallica recém havia lançado o controvertido cd “St. Anger”. Não ouvi o cd tanto quando deveria, mas foi o suficiente para receber certa influência no nosso jeito de tocar. O Bruce também ouviu e curtiu o cd, e teve idéias para modificar a execução de algumas músicas. O maior exemplo disso foi “Hidden”, que ficou mais brutalizada, especialmente nos versos (o Bruce se puxou na levada à la Ulrich). No refrão, o baterista sugeriu que baixássemos o volume e tocássemos no estilo System of a Down, e assim a influência new metal estava, de certa forma, consolidada. Essa versão passou a ser aperfeiçoada e desde então tocamos “Hidden” desse jeito, bastante diferente da versão gravada no cd.

Sempre gostei de tocar com afinação dropped-D, mas nessa época incrementamos a utilização dessa afinação alternativa, que conduziu a jams muito legais. Vários riffs bons foram compostos nessas ocasiões, mas infelizmente não pudemos nos concentrar neles o suficiente para produzir canções novas. Uma exceção foi um riff meio parecido com um do Van Halen (numa música que apareceu no “Best of” como nova composição com Sammy Hagar), ao qual agreguei uns acordes que lembram “Wherever I May Roam” do Metallica. Durante um tempo essa música foi executada sob uma letra do Gilberto que parecia encaiar perfeitamente (“Come Out and Play”), mas quando ele saiu da banda encaixamos uma letra minha que, na verdade, era para ser candata em outra música (“Heal My Soul”, não sem antes termos tentado a letra de “Jenna´s Revenge”).

A formação ainda contava com os dois vocalistas, mas dificilmente reunimos todos os integrantes para os ensaios. Era sempre o Bruce, eu, e mais um ou outro que se disponibilizasse para aparecer. Tentamos incorporar músicas do Dream Theater no repertório de covers, mas com a falta de ensaios regulares com todos os integrantes (e a falta de treino em casa) não foi possível.

Sobre o show, escrevi o seguinte neste blog, há cinco anos atrás:

“esse show foi completamente diferente de todos os outros. A "organização" foi a pior possível - não teve passagem de som, além de não ter sido divulgado o show. Em outras palavras: ninguém foi. Além de nós, se apresentaram a FIREWALL (covers do Dioberto), a SONICVOLT (stoner rock do Luciano) e a SILENT STORM (metal). E o público presente limitou-se aos integrantes das bandas e alguns agregados (valeu pelas fotos, Raquel).

A FIREWALL tocou primeiro (começou depois da meia-noite). Repertório exclusivo de covers, vários estilos. Os melhore momentos foram a participação do Luciano em SMOKE ON THE WATER (ele esteve brilhante também durante o show da Burnin´ Boat), o solo de guitar de JUMP, e a interpretação do Dioberto nas músicas do Pearl Jam e STP.

Minutos antes de subirmos ao palco, alteramos o set list: NEON KNIGHTS e HEARTBREAKIN foram excluídas em favor do medley Black Sabbath que fora muito bem sucedido no ensaio. De modo geral, posso dizer que a apresentação foi boa - os erros pontuais (e inevitáveis, diante da escassez de ensaios) foram contornados com tranqüilidade. Esse foi o show em que realmente nos permitimos IMPROVISAR no palco.

Havíamos combinado tocar um trecho de SHINE ON YOU CRAZY DIAMOND (Pink Floyd) no início, antes da 1ª música: mas na hora eu puxei outra da mesma banda: BREATHE. O show, propriamente, começou com ACE´S HIGH, seguido de HIDDEN. Nessa tocamos o riff de BLIND (Korn) e fizemos uma pequena jam, a qual serviria de base pro solo do Cláudio. Como ele não se ligou na hora, acabou que eu fiz o solo.

A partir de agora eu não lembro da ordem das músicas exata, pois fomos tocando sem seguir o set list elaborado pelo Dioberto. NOISE GARDEN ficou legal: baixei a sexta corda pra D(ré) depois de iniciada a música (antes do riff principal). E ficou muito afu o timbre pesadão. Falando em timbre, apanhei bastante do Marshall que tinha lá - a toda hora eu aumentava o volume, porque nem eu que tava na frente dele podia ouvir a minha guitar. Usei a própria distorção do ampli.

O cover de PERFECT STRANGER ficou bem legal, uma das melhores execuções que já fizemos dessa música. BLACK DRESSING SOUL também ficou legal e sem erros; não fosse pela apatia reinante pela falta de público, essa teria empolgado bastante. Lá pelas tantas o Dioberto chamou o medley Sabbath que começou bem com IRON MAN, até a parte do solo. Nesse momento, puxei CHILDREN OF THE GRAVE, que acabou ficando só no instrumental, pois nenhum dos vocalistas resolveu cantar. SWEET LEAF ficou legal. WAR PIGS me deixou arrepiado - nunca dei muita bola pra essa música, mas agora eu já estou revendo essa posição.

KILL THE KING (Rainbow) rolou depois desse medley e foi outro bom momento. Nessa música, depois dos solos, o Luciano (que já tava bem alcoolizado) passou o microfone pro Dioberto de forma bem rude - comecei a rir muito, até parei de tocar, e só voltei "a si" (SIC) no refrão. 2 MINUTES TO MIDNIGHT foi a última da noite, e o instrumental ficou perfeito. Os vocais só não renderam porque o pessoal não decorou a letra ainda. Quando acabamos, demos por terminado o show - na hora o Bruce lembrou que AUNT EVIL não tinha rolado; mas aí já era tarde. SPECTREMAN também ficou pra próxima.

A SONICVOLT acabou não se apresentando - os caras foram embora. Ficamos, então, pra ver a SILENT STORM, que tocou covers de Iced Earth (que ficaram bem bons até), Stratovarius (Break the Ice, do 2o disco dos caras - total surpresa), Gamma Ray (insuportável, "Heaven Can Wait"). Foi bem metal, retão, e eu me epolguei bastante.”


O baixista e vocalista da Silent Storm era o Lukee, que a partir do show do Deep Purple/Sepultura/The Hellacopters no Gigantinho, ainda naquele ano, viraria grande faixa do Bruce, e parceiro musical, inicialmente na Worldengine, e depois na própria Burnin´ Boat como baixista.

Resenhas dos ensaios até este show:

1) 10.07.2003 - Fistful of riffs
2) 25.07.2003 - Heaven Cafe Inc
3) 21.08.2003 - Até a pé nós iremos (com o Kiss)
4) 28.08.2003 - ...And Jenna for all
5) 10.09.2003 - Sabbath R Us

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Discos essenciais – Impellitteri “Screaming Symphony” (1996)

A MadSound era uma locadora de cds, aberta em 1993 (encerrou as atividades em 2004 ou 2005), bem perto de onde eu morava, que contava com um belo acervo de cds de rock de todos os tipos. O cara fazia uma promoção do tipo “leva 5 cds ou mais e fica uma por uma semana”, e o preço da locação durante um bom tempo foi bem barato; então fazia pacotes semanais, e me permitia levar para casa muitos cds só para conhecer o som, baseado em critérios “objetivos” como capa ou nome da banda, ou até nome das músicas. Foi assim que descobri o Stratovarius, e da mesma forma, em 1998, o Impellitteri.

O cd disponível era um bootleg duplo ao vivo, e, aliado ao fato de que na capa havia o próprio Impellitteri com uma Fender Stratocaster , e no track-list tinha um cover de Deep Purple (“Highway Star”), era razoável supor que o material seria na linha Blackmore/Malmsteen. De fato, as músicas eram muito boas, o guitarrista excepcionamente técnico, e o vocal (o lendário Rob Rock) muito competente e carismático.

Nessa mesma época, depois de uma aula da faculdade, passei na já extinta Megaforce (que ficava numa galeria na Av. Independência, perto da Santa Casa e da Praça Dom Feliciano), onde encontrei dois cds do Impellitteri, com preços não exatamente acessíveis, mas bons em se tratando de importados: o primeiro, “Screaming Symphony”, que continha muitas músicas que conhecia daquele bootleg ao vivo, e “Eye of the Hurricane”, que era duplo (o cd original mais um EP com 5 músicas).

Pois o “Screaming Symphony” é um cd com pouco mais de meia-hora de música. São 9 faixas, e é incrível como todas elas (com exceção de uma instrumental) seguem basicamente o mesmo padrão riff de hard rock, verso, ponte, verso ou refrão, refrão, ponte para o solo, solo, ponte ou refrão, refrão, riff de hard rock. É bom enfatizar que esse riff é sempre o riff típico e matador de hard rock, na linha de “Burn” do Deep Purple e “Spotlight Kid” e “Kill the King” do Rainbow. E o refrão é invariavelmente forte e marcante. Essa fórmula é muito manjada, e concebida, até onde posso aferir, por bandas como Rainbow (Blackmore) e seguida por Yngwie Malmsteen, Helloween, Stratovarius, etc. Mesmo sabendo disso, é inegável que o Impellitteri acertou em cheio em todas as faixas: todas contêm belos riffs de hard rock, vocais muito bons de Rob Rock, e instrumental competente, sendo certo que a gravação é excelente (o timbre da guitarra Fender Stratocaster é pesado mas cristalino – ouvem-se todas as notas). Na época li, na internet, um depoimento do Rob Rock no qual descreveu o som do Impellitteri como uma mistura de Malmsteen com Dokken (o que me motivou a conhecer o Dokken, conforme já escrevi aqui).

A minha faixa favorita deste disco é “Rat Race”, que me parece ser o melhor exemplar da fórmula de hard rock seguida pelo Impellitteri. Acho que aqui se encontra o melhor riff do cara. Cheguei a aprender com o Diego os arpejos executados durante o refrão; Impellitteri é esperto – uma guitarra faz os acordes do refrão, e a outra guitarra faz os arpejos seguindo as respectivas notas dos acordes.

Chris Impellitteri é dono de uma técnica de tocar rápido na guitarra mais ou menos ao estilo Yngwie Malmsteen; conforme o Diego constatou, Impellitteri é mais preciso na execução das notas, como se tivesse um metrônomo ligado o tempo todo, de modo que se ouvem todas as quiláteras, diferentemente do Malmsteen, cuja execução das notas rápidas é mais livre e tal (isso fica mais fácil de ver nas tablaturas/partituras dos solos dos caras). O melhor exemplo da técnica do guitarrista americano é na faixa instrumental “17th Century Chicken Picking”, que é isso mesmo, 4 minutos de palhetadas.

Esse “Screaming Symphony” é exclusivamente para quem gosta de um bom hard rock com riffs de guitarra típicos, solos virtuosos, e vocais agudos e dramáticos, e não se importa com um disco inteiro de músicas rigorosamente iguais (e boas).

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

CD bootleg – Deep Purple “Welcome Joe”

Até 2001/2002 não era tão fácil encontrar bootlegs nos programas de compartilhamento de arquivos, então adquirir bootlegs (em regra, mais caros que os lançamentos oficiais) era como ter preciosidades na coleção. Já sabia que Joe Satriani ingressou no Deep Purple, no lugar de Ritchie Blackmore, para completar a turnê de lançamento do disco “The Battle Rages On” (em comemoração aos 25 anos de atividades), mas nunca imaginei que um dia ouviria algo de um daqueles shows únicos, então quando vi o bootleg “Welcome Joe” (em alguma boca do disco como a Gal. Chaves, ou a Toca ou a própria Boca) tirei o escorpião do bolso e trouxe o disco para a casa.

Se, por um lado, ter um bootleg é legal, pelo conteúdo inestimável como é o registro de um show do Deep Purple com Joe Satriani na guitarra (pois o cara saiu logo em seguida, sem gravar um disco oficial, de estúdio ou ao vivo), por outro pode ser uma tranqueira, no caso da gravação ser ruim, ou o próprio show inexpressivo. Já tive muitos bootlegs do Kiss que acabei me desfazendo (mediante ruinosas trocas na Boca) justamente por essas razões. Esse “Welcome Joe” acabou resistindo no tempo. O som parece ser gravado da platéia, pois o som das palmas e dos comentários e gritos é bem alto – tem que aumentar bastante o volume para ouvir os instrumentos.

Para minha surpresa, o set-list é quase o mesmo do que seria se Blackmore fosse o guitarrista, e não com apenas as músicas conhecidas de Satriani – tipo as dos anos 70, até o “Machine Head”. Satch teve que aprender “Ramshackle Man”, “Anya”, “Knocking at your Back Door”. Em geral, o guitarrista reproduz as versões originais dos solos, notadamente nas músicas mais conhecidas, como “Highway Star”. A surpresa maior, no entanto, é a execução de “Satch Boogie”, uma das composições mais conhecidas do guitarrista, e que ganhou uma versão muito legal (afinal, a levada é bem típica do Ian Paice).

Ter um bootleg, mesmo com uma preciosidade dessas, não é mais tão emocionante; então vale a máxima do "não me arrependo de ter comprado, mas não compraria de novo".

Como se sabe, Blackmore teve um faniquito e saiu da banda, mais uma vez (e desta feita em bases permanentes), no meio da turnê; para completar as datas da turnê japonesa, Joe Satriani foi convidado. O cara é consagrado guitar hero, e recém havia lançado o bem-sucedido (e muito bom) "The Extremist" (já escrevi sobre os discos que tenho do Satriani aqui). Essa parte da turnê com Satch foi satisfatória a ponto de ser cogitado o seu ingresso no Deep Purple, o que foi recusado sob alegação de que não poderia se dedicar à banda em prejuízo de sua carreira solo (parece-me que, na verdade, o que deve ter impedido essa reunião fantástica foram questões contratuais). Essa movimentação deu ensejo ao ingresso de Steve Morse, consagrado guitarrista do Dixie Dregs e com carreira solo, e a gravação de um disco bem razoável ("Purpendicular").

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Formula 1 - GP de Cingapura (15.ª etapa, 28.09.2008, 9h)

Talvez seja exagero, mas não consigo pensar em outra corrida tão legal de assistir quanto esse GP de Cingapura. Tratou-se do primeiro GP noturno da história da Formula 1, e os caras acertaram na medida. É um circuito de rua, com spots de luz por todo o lado, e as imagens aéreas mostravam avenidas sobre o circuito, nas quais circulavam carros de passeio. O visual ficou muito diferente e mais interessante (os carros pareciam mais bonitos, e a transmissão toda ficou legal). O treino de classificação teve desfecho empolgante, pois Hamilton tinha o melhor tempo até que Massa, na última tentativa e com o tempo esgotado, conseguiu a pole. A vitória do brasileiro parecia garantida, e só não se confirmaria se se operasse algum caso fortuito ou de força maior. Pois Massa largou bem, manteve a ponta, abriu distância, mas Piquet bateu sozinho (foi irritante ouvir o cara no rádio para a equipe "Sorry, guys" - ele pisou na zebra e perdeu o carro). O carro-madrinha ingressou na pista, as diferenças na pista foram eliminadas, mas já era hora dos primeiros pits. Tão logo foram liberados os boxes, Massa parou para abastecimento e troca de pneus, como programado. Mas a mangueira do abastecimento ficou presa, e apesar disso foi dado ao brasileiro o sinal de partida (muito se criticou o sistema de sinaleira verde/vermelho da Ferrari, ao invés dos tradicionais homens-pirulito). Massa arrancou e levou consigo o mecânico e a mangueira, e assim teve que ficar na saída do pit, esperando os mecânicos fazerem a parada de Raikkonen para retirar a mangueira presa. O brasileiro voltou em último, sofreu punição (drive through), teve dificuldades para se recuperar, e não pontuou. Alonso, que no treino classificatório teve que abandonar devido a problemas com o seu Renault (e se dizia que ele tinha chances de fazer o melhor tempo), acabou fazendo tudo certo e conseguiu uma vitória inesperada. Vettel manteve a boa fase, finalizando em 5.º. Outro alemão teve atuação destacada: Glock da Toyota. Hamilton chegou em 3.º e agora abriu 7 pontos de diferença sobre Massa.

Singapore Grand Prix Results - 28 September 2008 - 61 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Fernando Alonso Spain Renault 61 1h57m16.304
2. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 61 2.957
3. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 61 5.917
4. Timo Glock Germany Toyota 61 8.155
5. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 61 10.268
6. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 61 11.101
7. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 61 16.387
8. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 61 18.489
9. Jenson Button Britain Honda 61 19.885
10. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 61 26.902
11. Robert Kubica Poland BMW Sauber 61 27.975
12. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 61 29.432
13. Felipe Massa Brazil Ferrari 61 35.170
14. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 61 43.571
15. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 57 4 Laps, Accident
R Jarno Trulli Italy Toyota 50
R Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 49 Accident
R Mark Webber Australia Red Bull-Renault 29
R Rubens Barrichello Brazil Honda 14
R Nelson Piquet Brazil Renault 13 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland Ferrari 14 1:45.599

Standings
Points standings (after 15 rounds)
DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 84
2. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 77
3. ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 64
4. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 57
5. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 56
6. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 51
7. FERNANDO ALONSO Spain Renault 38
8. SEBASTIAN VETTEL France Toro Rosso-Ferrari 27
9. JARNO TRULLI Italy Toyota 26
10. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 20
TIMO GLOCK Germany Toyota 20
12. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 17
13. NELSON PIQUET Brazil Renault 13
13. RUBENS BARRICHELLO Brazil Honda 11
15. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 9
16. DAVID COULTHARD Britain Red Bull-Renault 8
17. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 4
18. JENSON BUTTON Britain Honda 3

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. MCLAREN-MERCEDES 135
2. FERRARI 134
3. BMW SAUBER 120
4. RENAULT 51
5. TOYOTA 46
6. TORO ROSSO-FERRARI 31
7. RED BULL-RENAULT 28
8. WILLIAMS-TOYOTA 26
9. HONDA 14

Formula 1 - GP da Itália (14.ª etapa, 14.09.2008, 9h)

Caiu um dilúvio sobre Monza, mas nem assim se poderia esperar um grid tão diferente nesta temporada. Afinal, Sebastian Vettel, da Toro Rosso, fez o melhor tempo, e os líderes do campeonato, Massa e Hamilton, ficara para o meio do pelotão. A largada foi atípica, com os carros em movimento, após umas três voltas, e Vettel conduziu-se de maneira perfeita. E a vitória do alemão foi significativa pois (a) tornou-se o piloto mais jovem a vencer corridas na Formula 1; (b) foi a primeira vitória da Toro Rosso (ou STR); (c) bem vistas as coisas, foi a primeira vitória da Minardi na Formula 1 (no site grandprix.com se diz que boa parte dos mecânicos trabalhava na equipe italiana adquirida pela Red Bull, e tiveram seus anos de lealdade finalmente recompensados). Hamilton fez uma das tradicionais corridas de recuperação que todos os grandes pilotos invariavelmente tem que cumprir, e conseguiu finalizar uma posição atrás de Massa, e assim a distância no campeonato de pilotos diminui para 1 ponto em favor do inglês.

Italian Grand Prix Results - 14 September 2008 - 53 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 53 1h26m47.494
2. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 53 12.512
3. Robert Kubica Poland BMW Sauber 53 20.471
4. Fernando Alonso Spain Renault 53 23.903
5. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 53 27.748
6. Felipe Massa Brazil Ferrari 53 28.816
7. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 53 29.912
8. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 53 32.048
9. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 53 39.468
10. Nelson Piquet Brazil Renault 53 54.445
11. Timo Glock Germany Toyota 53 58.888
12. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 53 1m02.015
13. Jarno Trulli Italy Toyota 53 1m05.954
14. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 53 1m08.635
15. Jenson Button Britain Honda 53 1m13.370
16. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 52 1 Lap
17. Rubens Barrichello Brazil Honda 52 1 Lap
18. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 52 1 Lap
19. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 51 2 Laps
R Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 11 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland Ferrari 53 1:28.047

Formula 1 – GP da Bélgica (13.ª etapa, 07.09.2008, 9h)

Na Hungria, Massa fez uma largada espetacular, liderou quase toda a corrida, mas ficou a pé faltando poucas voltas para o final. Em Valência foi perfeição: pole e vitória de ponta-a-ponta. Para o GP da Bélgica, no lendário circuito de Spa Francorchamps, o brasileiro alinhou em 2.º; o líder do campeonato Hamilton fez o melhor tempo no treino de classificação. Mas pelo histórico recente, acreditava que Massa bem podia assumir a liderança já na primeira volta. O final de semana foi chuvoso, a pista estava úmida, e na largada Hamilton tracionou melhor e segurou a ponta; Raikkonen deu uma de Massa - saiu da 4.ª posição, ultrapassou Raikkonen, forçou para cima do brasileiro na reta que vem depois da Eau Rouge, e logo em seguida passou Hamilton. Aparentemente, o finlandês estava determinado a não perder a condição de postulante ao título, e andou forte. A chuva só veio nas últimas voltas. E serviu para modificar totalmente o resultado da corrida. Hamilton vinha descontando a vantagem de Raikkonen até conseguir a ultrapassagem numa manobra que gerou dúvidas sobre sua regularidade na hora: o piloto da McLaren retardou a freada, conseguiu a ultrapassagem, mas o fez perdendo a curva, e nessas condições seria obrigado a devolver a liderança; mas o cara deu uma leve diminuída no acelerador, deixou Raikkonen passar, mas pisou fundo em seguida e retomou a ponta. A leve chuva modificou as condições da pista, Raikkonen conseguiu se aproveitar e passou Hamilton, para na reta seguinte rodar sozinho e bater no muro. Massa vinha atrás, bem na manha, e assegurou a 2.ª colocação. Bourdais vinha num inacreditável 3.º lugar, mas na última volta vários pilotos entraram nos boxes para colocar pneus intermediários; a diferença de rendimento entre pilotos com pneus de pista seca e pilotos com pneus intermediários era tão grande que Heidfeld enfileirou várias ultrapassagens e finalizou em 3.º, seguido por Alonso – Bourdais chegou em 7.º. Barrichello abandonou com problemas na 6.ª marcha, e Piquet pisou na linha branca molhada, rodou e caiu fora quando estava em 11.º. A vitória de Hamilton com a 2.ª colocação de Massa deixava o inglês na liderança com 8 pontos de vantagem sobre o brasileiro. Ocorre que a corrida não acabou com a bandeira quadriculada, pois os comissários deliberaram sobre a manobra de Hamilton e decidiram pela sua punição: perda de 25s. Assim, Hamilton caiu para 3.º, Massa venceu, Heidfeld ficou em 2.º, e agora a diferença entre Hamilton e Massa ficou em apenas 2 pontos. Próximo GP é fim-de-semana que vem, em Monza, circuito tipicamente ferrarista.

Belgian Grand Prix Results - 7 September 2008 - 44 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 44 1h22m59.394
2. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 44 9.383
3. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 44 10.539*
4. Fernando Alonso Spain Renault 44 14.478
5. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 44 14.576
6. Robert Kubica Poland BMW Sauber 44 15.037
7. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 44 16.735
8. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 44 42.776
9. Timo Glock Germany Toyota 44 1m07.045**
10. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 43 1 Lap
11. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 43 1 Lap
12. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 43 1 Lap
13. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 43 1 Lap
14. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 43 1 Lap
15. Jenson Button Britain Honda 43 1 Lap
16. Jarno Trulli Italy Toyota 43 1 Lap
17. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 43 1 Lap
18. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 42 2 Laps, Accident
R Rubens Barrichello Brazil Honda 19 Gearbox
R Nelson Piquet Brazil Renault 13 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland Ferrari 24 1:47.930
* Hamilton penalised 25 seconds for cutting the chicane.
** Glock penalised 25 seconds for ignoring waving yellow flags.

Formula 1 – GP da Europa (12.ª etapa, 24.08.2008, 9h)

Esse ano, Valência sediou o GP da Europa. Depois da decepção que foi o resultado do GP da Hungria, Massa e Ferrari vieram com tudo para circuito espanhol: o brasileiro marcou a 4.ª pole da temporada e venceu de ponta-a-ponta. No mais, a corrida foi sonolenta.

European Grand Prix Results - 24 August 2008 - 57 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 57 1h35m32.339
2. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 57 5.611
3. Robert Kubica Poland BMW Sauber 57 37.353
4. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 57 39.703
5. Jarno Trulli Italy Toyota 57 50.684
6. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 57 52.625
7. Timo Glock Germany Toyota 57 1m07.990
8. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 57 1m11.457
9. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 57 1m22.177
10. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 57 1m29.794
11. Nelson Piquet Brazil Renault 57 1m32.717
12. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 56 1 Lap
13. Jenson Button Britain Honda 56 1 Lap
14. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 56 1 Lap
15. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 56 1 Lap
16. Rubens Barrichello Brazil Honda 56 1 Lap
17. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 56 1 Lap
R Kimi Raikkonen Finland Ferrari 45 Engine
R Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 41 Accident
R Fernando Alonso Spain Renault 0 Damage
FASTEST LAP: Felipe Massa Brazil Ferrari 36 1:38.708

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

10.º show da Burnin´ Boat - 17/05/2003 Guanabara Bar

Poucas memórias sobre esse primeiro show que fizemos em 2003 no Guanabara Bar (local que foi palco para um homicídio, alguns meses depois, numa festa hip hop). O Valmor Senior se fez presente, assim como o Bernard e o Gabriel, ambos ex-Bed Reputation; o último era o baixista da banda do Dioberto (Firewall), e ele, juntamente com o tecladista da mesma banda, foram os responsáveis por conseguir um bom público (parecia o recreio do Rosário). O show foi organizado exclusivamente pelo próprio Dioberto, em comemoração ao seu aniversário, de modo que ele tocou com sua banda de covers, e depois fomos nós (não lembro se teve outra no meio). O repertório não deve ter diferido muito do que executávamos na época: uns covers de Deep Purple, Black Sabbath, talvez algum Iron Maiden.

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