sábado, 24 de maio de 2008

Ensaio - The Osmar-Band - O primeiro foi em 20.05.2008

Não posso deixar de registrar que na última terça-feira participei de um dos ensaios da Osmar Band, capitaneada pelo grande Marcelo M.A.B., depois de muito adiamento. Sobre o som dos caras, posso apenas dizer que é completamente diferente da Burnin´ Boat, e um pouco diferente de outras bandas que (bem ou mal) já participei; qualquer descrição com palavras é despicienda (para entender, tem que ouvir), e é por isso que logo na primeira vez que ouvi os caras disse que tinham os elementos do rock progressivo (embora esse não seja nem de perto o som dos caras).

A banda é composta por Marcelo nos vocais e na percussão (!), Marcão na bateria eletrônica e Alemão no Korg Triton. Esse Korg Triton é que é o negócio. Faz tudo (mesmo), só falta servir cafezinho, digamos assim. Fiquei deslumbrado com esse teclado, e ouvi timbres bem Derek Sherinian e Rick Wakeman - uma hora dessas vou querer tocar também. Além disso, tem lá um violão Yamaha com cordas de aço muito bom de tocar e com um baita som. O local dos ensaios também é muito legal - como definiu o Marcelo, trata-se de um bunker, no qual, apesar da proximidade, todos ficam confortáveis; há uma mesa de 4 canais e um amplificador onde todos os instrumentos saem - o volume é bem razoável.

Os caras já têm um repertório, que é incrementado a cada ensaio, pois, até onde sei, todas as composições nascem espontaneamente nos próprios ensaios (isso já estou bem acostumado a fazer, pois costumava fazer ensaios bastante criativos com o Bruce na Burnin´ Boat). Liguei a guitarra na Digitech RP-6 e me dispus a fazer o que sempre faço e gosto de fazer: tocar o tempo todo. Os caras recém tinham composto "Índio", e me pus a acompanhá-los. Mas foi a partir da música seguinte que peguei o jeito e toquei do jeito mais maluco na guitarra, utilizando bastante a alavanca e todos os truques guitarrísticos que conheço (ou pelo menos os que eu consigo tocar).

Fiquei satisfeito com algumas coisas que toquei - espero ouvir os mp3 para conferir o resultado. No final, os caras brincaram com a monumental coleção de cds do Alemão, segundo este composta de cds de jazz (será que tem algo de fusion?), e rolou o convite para participar do próximo evento. Isso tudo serviu para me pilhar ainda mais para incrementar meus equipamentos.

Formula 1 - GP da Turquia (5.ª etapa, 11.05.2008, 9h)

O GP da Turquia foi importante para dois dos três pilotos brasileiros: para Barrichello, marcaria a oportunidade rara de se tornar o recordista em GP´s disputados, ao largar pela 257.ª vez, ultrapassando o folclórico Riccardo Patrese (o italiano chegou a brincar dizendo que se conformava em perder a marca para o brasileiro, mas que se fosse Schumacher ele arranjaria um carro para alinhar novamente); para Massa, que venceu os últimos dois GP´s disputados no circuíto turco, seria a corrida para retomar a condição de postulante ao título de 2008.

Massa andou muito rápido nos treinos e fez o melhor tempo no treino classificatório. Hamilton surpreendeu e também ficou na primeira fila - o inglês adotou a estratégia de largar com pouco combustível e fazer uma parada a mais.

Na largada, Massa se manteve na frente, seguido por Hamilton, e abriu distância segura. Nos primeiros pits, Hamilton parou primeiro, Massa algumas voltas depois, mas o inglês apertou e assumiu a liderança, ameaçando brevemente a vitória do ferrarista (que retomou a frente quando Hamilton fez o terceiro pit-stop). A estratégia de Hamilton teria dado certo se tivesse conseguido passar de Massa e abrir distância antes da primeira parada. Tudo isso serviu para demonstrar que Massa está mais cerebral e que consegue correr pensando nos pontos e no campeonato, e a vitória foi decorrência disso.

Próximo GP é em Mônaco, e dessa vez não perco, como em 2007 (não escrevi nenhum artigo para a revista, e assim não vou acompanhar o congresso).

Turkish Grand Prix Results - 11 May 2008 - 58 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 58 1h26m49.451
2. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 58 3.779
3. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 58 4.271
4. Robert Kubica Poland BMW Sauber 58 21.945
5. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 58 38.741
6. Fernando Alonso Spain Renault 58 53.724
7. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 58 1m04.229
8. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 58 1m11.406
9. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 58 1m15.270
10. Jarno Trulli Italy Toyota 58 1m16.344
11. Jenson Button Britain Honda 57 1 Lap
12. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 57 1 Lap
13. Timo Glock Germany Toyota 57 1 Lap
14. Rubens Barrichello Brazil Honda 57 1 Lap
15. Nelson Piquet Brazil Renault 57 1 Lap
16. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 57 1 Lap
17. Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 57 1 Lap
R Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 24 Spin
R Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 1 Damage
R Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 0 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland Ferrari 20 1:26.506

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 35
2. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 28
LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 28
4. ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 24
5. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 20
6. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 14
7. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 10
8. FERNANDO ALONSO Spain Renault 9
JARNO TRULLI Italy Toyota 9
10. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 8
11. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 5
12. JENSON BUTTON Britain Honda 3
13. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 2

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. FERRARI 63
2. BMW SAUBER 44
3. MCLAREN-MERCEDES 42
4. WILLIAMS-TOYOTA 13
5. RED BULL-RENAULT 10
6. RENAULT 9
TOYOTA 9
8. HONDA 3
9. TORO ROSSO-FERRARI 2

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Shows XXV - WHITESNAKE (11.05.2008, 20h, Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre/RS)

Há pelos menos dois meses soube da confirmação da apresentação do Whitesnake em Porto Alegre para o dia das mães (11.05.2008), mas foi só na semana passada que pude ter a certeza (e a felicidade) de que tudo estava em ordem para poder acompanhar o evento. Só que ao contrário do show do Whitesnake de 2005, no qual eles abriram para o Judas Priest, no Gigantinho, a banda está em divulgação do seu disco mais recente (o muito bom "Good to Be Bad") e contou com bastante divulgação. Nessas condições, no jornal de sexta saiu notícia sobre o show, dando conta de que os ingressos disponíveis eram apenas para pista e camarote (130 e 180 pila, respectivamente). Assim, pouco adiantava falar com a Fernanda (que conhecia o local e uma vez tinha dito que uma determinada posição - tipo mezanino, não lembro - era melhor e mais barato do que outra, que em princípio deveria ser mais cobiçada). Sem muitas opções, resolvi encarar o camarote, e escolhi um que me pareceu bem centralizado.

Apesar do lugar marcado, procurei chegar com antecedência, e antes das 19h já tinha assumido meu posto. Não era tão bom para tirar fotos como pensava, então comecei a planejar como faria para conseguir bons ângulos. No sistema de som rolou umas boas músicas antigas do AC/DC, além de outras nada empolgantes de bandas que não conheço.

Os caras ingressaram no palco na hora marcada, e abriram com uma do disco novo: "Best Years". O som estava perfeito, e as guitarras estavam uma paulada, especialmente a de Doug Aldrich, que é favorecida em comparação com a de Reb Beach. Já tinha lido umas resenhas no Whiplash, então sabia que a faixa seguinte seria uma das minhas favoritas, "Fool for Your Loving" (que não havia sido tocada na outra apresentação de 2005), e assim me posicionei para registrá-la. A versão que essa formação toca é mais parecida com a tocada originalmente por Mardsen/Galley, com os solos da versão de Steve Vai (que eu prefiro integralmente). De toda maneira, é uma baita música, pena que Coverdale deixa o microfone para o público cantar o primeiro e significativo verso: "I was born under a bad sign (...)".

Fool for Your Loving



Não demorou para Coverdale demonstrar todo o seu carisma e a notável competência para interagir com a galera; o cara elogiou o teatro (realmente, muito bonito), definido como um belo lugar para terminar a turnê pelo Brasil, e fez questão de dizer que as gaúchas são as mais bonitas e que nós somos os maiores f.d.p´s de sortudos (o que é inteiramente verdade). Seguiram, então, com uma das minhas favoritas de um dos melhores discos dos anos 1980: "Bad Boys" do disco 1987. O riff inicial é espetacular, e ficou magnífico na Les Paul de Aldrich. Os caras ainda fizeram aquela citação do riff de "Children of the Night" entre os solos. Baita empolgação com essa música pesada e bem virtuosa, isto é, perfeita.

Bad Boys



Coverdale começou a introduzir uma "dedicada a Mel Galley", quando foi avisado que ainda não era hora de tocar uma "das antigas", e sim uma do disco novo, a boa "Can You Hear the Wind Blow", na qual o destaque, mais uma vez, foi a guitarra de Aldrich.

Agora sim, em homenagem a Mel Galley (guitarrista da formação pré-1987, e que está numa situação não muito boa de saúde), rolou a clássica "Love Ain´t no Stranger", que é o tipo de música que não tem como não gostar.

Durante "Lay Down Your Love", resolvi fazer a minha parte e arranjei um lugar na primeira fila do camarote, sentado no chão com as pernas cruzadas, e apoiando as máquinas numa providencial "prateleira" de madeira. Coverdale pergunta se Porto Alegre ainda era a cidade do amor, e então seguiu-se "Is This Love", que sempre é tocada bem lenta, num andamento e numa execução comoventes (não por acaso, trata-se de uma das maiores baladas - power ballads - de todos os tempos).

Há espaço para o duelo de guitarras entre Aldrich e Beach, um pouco diferente do tocado em 2005, e um pouco longo (talvez), mas me ocupei o tempo todo. Segue-se, então, outra da melhor época da banda: "Crying in the Rain", com direito a solo de batera de Chris Frazier, que foi o único que não veio em 2005, pois na época quem empunha as baquetas era o famoso Tommy Aldridge. Bem, já estou farto de solos de bateria, e esse de Frazier foi bem fraco (pior que o do Aldridge), mas por outro lado, o cara é melhor para tocar as músicas do Whitesnake (bate forte, mas não é do tipo "marreta").

Se tinha algo que não estava esperando era um momento acústico, e Coverdale e Aldrich ficaram sozinhos no palco para interpretar a bela "The Deeper the Love". Acho que Aldrich chegou a errar uns acordes no começo e no final, mas não comprometeu a execução dessa boa surpresa. Para minha felicidade, os caras não ficaram só nisso, e inseriram uma música extra no set list, mais adiante, com o resgate de uma das antigas, "Guilty of Love". Coverdale, ao final, disse "surpriiiise!", e durante a faixa, repetia "Rock in Rio", lembrando o histórico festival de 1985, no qual a banda foi uma das que se apresentaram (notável como teve banda boa nesse evento). As guitarras de Beach e Aldrich estava com o peso na medida certa, dando uma refrescada nesse bom rockinho acelerado.

The Deeper the Love



"Ain´t no Love in the Heart of the City" é outra das antigas, mas não é das minhas favoritas. Talvez seja uma boa para agradar o público feminino, por causa da sua levada mais sexy.

Bem, aí foi o momento de uma outra das melhores da banda, e um verdadeiro clássico do hard rock: "Give me All Your Love". É uma das minhas favoritas de todos os tempos, um baita hard rock. Gosto muito da versão do disco 1987, com o teclado bem marcante. Considero essa uma das músicas definitivas de hard rock, por esse teclado fazendo o riff dobrado com as guitarras, versos muito bem escritos ("When I first saw you babe, You took my breath away, I knew your name was Trouble, but my heart got in the way", ou então "I am blinded ´bout your smile, and crazy ´bout your walk, I shiver and shake when I hear your baby talk, I´m a fool for your lovin'"), e refrão pegajoso, sem contar o solo de guitarra muito inspirado de John Sykes (reproduzido com estilo pelo valoroso Aldrich). No show os caras fizeram uma versão matadora, que empolgou bastante a galera.

Give me All Your Love



Para liquidar, os caras tocaram outro clássico: "Here I Go Again", que ficou muito boa.

Após uma breve pausa, a banda voltou para uma versão arrasa-quarteirão do hino de sua época de ouro: "Still of the Night". Admito que nunca fui o maior fã dessa música, apesar de reconhecer que é uma baita composição; mas essa que eles tocaram em Porto Alegre foi a melhor versão que já vi/ouvi em todos os cds e vídeos que tive contato. Cara, essa versão de "Still of the Night" foi matadora do início ao fim. Felizmente tive a presença de espírito de registrá-la (ajudou ter ainda espaço na máquina para todas as faixas do bis).

Still of the Night



Um dos momentos que estava aguardando era o momento "a capella" de Coverdale para cantar "Soldier of Fortune", da época do Deep Purple (disco Stormbringer). Talvez fosse melhor com o violão acompanhando, mas ainda assim é sempre bom ter a oportunidade de ouvir a voz de Coverdale (o cara ainda manda muito bem, apesar dos anos de estrada). Seja como for, essa é uma música que considero muito especial e foi um verdadeiro privilégio ter tido a oportunidade de acompanhar uma das composições que sempre quis ver ao vivo.

Soldier of Fortune



Para finalizar, as músicas que tinham servido de abertura do show de 2005: "Burn", com parte de "Stormbringer" no meio, ambas da época do Deep Purple (a minha favorita, de 1974/1975). Aqui cabe registrar que Aldrich faz uma versão incrível do solo de guitarra de Blackmore, com direito a passagens extremamente virtuosísticas. Num dos raros momentos de destaque, o tecladista Timothy Drury fez um solo muito bom, lembrando bastante a versão de estúdio registrada por Jon Lord. Reb Beach é notoriamente um excelente backing vocal, além de exímio guitarrista, mas desta vez ele não repetiu o vocal estilo Glenn Hughes na parte "You know we have no time". Quanto ao baixista Uriah Duffy, bem, o sujeito fez o que se espera dele num elenco de estrelas: tocou corretamente todas as músicas, e ficou basicamente sem a atenção dos holofotes (Beach também não destaque... realmente, é Coverdale e Aldrich que dominam os spots).

Burn e Stormbringer



No final, estávamos todos muito satisfeitos e agradecidos pela excelente apresentação do Whitesnake. Um cara bem ao meu lado, mas que estava no outro camarote, resolveu fazer uma coisa que não tenho coragem de fazer, e conseguiu uma coisa que achei que jamais dariam para ele: o set-list dos caras da iluminação/som. Ele chamou a atenção e pediu para esses caras o set-list; o sujeito que estava embaixo não teve dúvidas e lançou a folha para cima. Pedi para tirar uma foto e dei os parabéns.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Formula 1 - GP da Espanha (4.ª etapa, 27.04.2008, 9h)

Palco dos testes durante todo o ano, o circuíto de Barcelona é bem conhecido por todas as equipes e pilotos. Agregando-se a isso a característica de ser pouco favorável à ultrapassagens, e de que dos últimos 11 GPs lá disputados, quem largou na pole position foi vencedor em 10 oportunidades, podia-se prever uma corrida enfadonha. E com o tempo ensolarado na Espanha, nem cogitei gravar o GP, apesar de ter conseguido acompanhar partes dos treinos livres.

Dito isso, a corrida se decidiu no treino classificatório de sábado. Raikkonen fez o melhor tempo, largou na frente no domingo e venceu de ponta-a-ponta. Alonso, correndo em casa, utilizou-se da tática de colocar pouco combustível para conseguir um bom tempo no treino, e alinhou em segundo. Na largada, Massa, o terceiro, mandou bem e fez o que lhe competia: passou Alonso antes da primeira curva e garantiu a dobradinha da Ferrari. Mais tarde o espanhol abandonaria com problemas no motor.

Se não por outra coisa, essa corrida ficou marcada pelo violento acidente de Kovalainen: o finlandês passou na zebra em uma curva, e quando se preparava para a seguinte a suspensão quebrou/pneu furou e o carro saiu reto, só parando sob a proteção de pneus. A imagem da câmera "on board" foi impressionante, e a equipe de resgate demorou para chegar, mas o piloto foi removido com sucesso do carro e saiu na maca, dando sinal de ok.

Piquet andou bem em todos os treinos, e alinhou em 10.º, mas não demorou para o cara sair da pista sozinho, e chocar-se com Bourdais numa tentativa de ultrapassagem (não concordei com quem achou que o brasileiro se precipitou). Barrichello se involveu num insólito acidente nos boxes com Fisichella. É bom que se diga que o italiano vem andando forte, na medida do possível, com a sua Force India.

Se por um lado no GP da Espanha muitas equipes apareceram com carros alterados aerodinamicamente (Honda e Renault ficarm muito legais, principalmente o segundo, que na parte de trás lembrou um carro dos anos 70/80), a Super Aguri quase não levou seus carros para a pista e tem o futuro incerto (um interessado na sua aquisição desistiu da compra, e Aguri Suzuki aparentemente está com problemas financeiros para manter a equipe).

Spanish Grand Prix Results - 27 April 2008 - 66 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 66 1h38m19.051
2. Felipe Massa Brazil Ferrari 66 3.228
3. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 66 4.187
4. Robert Kubica Poland BMW Sauber 66 5.694
5. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 66 35.938
6. Jenson Button Britain Honda 66 53.010
7. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 66 58.244
8. Jarno Trulli Italy Toyota 66 59.435
9. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 66 1m03.073
10. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 65 1 Lap
11. Timo Glock Germany Toyota 65 1 Lap
12. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 65 1 Lap
13. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 65 1 Lap
R Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 41 Engine
R Fernando Alonso Spain Renault 34 Engine
R Rubens Barrichello Brazil Honda 34 Damage
R Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 21 Accident
R Anthony Davidson Britain Super Aguri-Honda 8 Radiator
R Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 7 Damage
R Nelson Piquet Brazil Renault 6 Accident
R Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 0 Accident
R Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 0 Accident
FASTEST LAP: Kimi Raikkonen Finland Ferrari 46 1:21.670

Points standings (after 4 rounds)

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 29
2. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 20
3. ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 19
4. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 18
5. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 16
6. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 14
7. JARNO TRULLI Italy Toyota 9
8. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 8
9. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 7
10. FERNANDO ALONSO Spain Renault 6
11. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 5
12. JENSON BUTTON Britain Honda 3
13. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 2

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. FERRARI 47
2. BMW SAUBER 35
3. MCLAREN-MERCEDES 34
4. WILLIAMS-TOYOTA 12
5. TOYOTA 9
6. RED BULL-RENAULT 8
7. RENAULT 6
8. HONDA 3
9. TORO ROSSO-FERRARI 2

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Shows XXIV - HELLOWEEN & GAMMA RAY (Pepsi on Stage, 22.04.2008, 22h)

Posso dizer que depois do show do Symphony X agreguei uma motivação para assistir shows em Porto Alegre, que é fazer filmes e tirar fotos para registrar o evento. Valorizo bastante essas memórias (não por acaso, me empenho em fazer resenhas de todos os shows que assisto, para preservar o máximo de informações e sensações desses momentos únicos), e sempre que puder documentar, com fotos e vídeos, os shows, assim o farei.

Já tive oportunidade para assistir ao Helloween em 2001, no Opinião. A época era outra: a banda contava com Grapow e Kusch (que eu considerava os melhores músicos daquela formação), e a turnê era a de divulgação do The Dark Ride (que eu considerava "fraquíssimo" na época, e agora acho bem legal, especialmente por causa do peso das guitarras, e pelo fato de que os caras tentaram compor algumas coisas diferentes - em que pese algumas músicas-chavão tipo "Salvation", mas isso não vem ao caso agora). O Helloween retornou outras duas vezes em 2003 e 2006 (sempre no Opinião), mas não tive interesse em acompanhar, mesmo que em todas as ocasiões houvesse mudanças na formação e discos sendo promovidos. Para esse show, os alemães estão divulgando o Gambling With the Devil, e junto com os já conhecidos Andi Deris, Michael Weikath e Markus Grosskopf, vieram o guitarrista Sascha Gaerstner e o batera Dani Löble. Ouvi muito pouco esse disco, assim como praticamente desconheço as faixas de Rabbits Don´t Come Easy e da 3.ª parte do Keeper of the Seven Keys, e assim sabia que teria dificuldades para identificar parte do set list.

Há menos de um mês que soube da confirmação da rodada dupla Helloween & Gamma Ray, mas só comprei o ingresso quando tive a certeza de que não teria nenhum outro evento mais urgente e importante para acompanhar. Achei os preços bem razoáveis (pista: 40 pila; mezanino/louge: 60 pila), e mesmo sem saber exatamente a respeito do local, mas querendo sobretudo um lugar melhor possível para as providências referidas acima, resolvi tirar o escorpião do bolso e comprar o ingresso do mezanino.

Antes do show de Porto Alegre, as bandas se apresentaram em Curitiba e no Rio de Janeiro, e assim pude conferir as resenhas que saíram no Whiplash. A esperada reunião das bandas para tocar umas músicas clássicas do Helloween só aconteceu no Rio, de modo que não era possível saber se haveria repeteco por aqui.

Ninguém entrou em contato para combinar nada, e a não ser uma breve troca de idéias com o Rinaldo, não procurei parceria. Dirigi-me ao local depois das 21h30min, e cheguei com bastante tranqüilidade (fica exatamente na frente do aeroporto); o estacionamento é terceirizado e caro (15 pila), mas muito organizado e bastante conveniente tanto para entrar como para sair. A revista foi breve, recebi a pulseira da área "privilegiada", e logo fui buscar a melhor posição possível, enquanto rolava nos telões o recente show do Iron Maiden no Gigantinho. O local é muito amplo, e assim não lotou. Mas o público foi muito bom - se fosse no Opinião, teria lotado. Todo mundo teve espaço sossegado, e por todas as razões estou considerando o Pepsi on Stage o local preferido para shows (apesar do Opinião ser bem perto e tradicional).

Não demorou e em seguida o Gamma Ray iniciou sua apresentação. Reconheço que não sou familiarizado com o repertório da banda de Kai Hansen, de modo que uma avaliação individualizada das músicas fica prejudicada. Mas os caras abriram com uma bem boa, e de cara me abri para o som excelente do Pepsi on Stage, sobretudo o som das guitarras - a combinação Gibson Flying V e parede de Marshalls de Hansen ficou muito legal (na hora pensei como deve ser boa a sensação de tocar uma composição própria, com um equipamento de qualidade e volume afu - talvez tenha experimentado isso no show da Burnin´ Boat na Croco).

No decorrer do set list do Gamma Ray fui perdendo interesse no som da banda, e me concentrei nas fotos. Um dos melhores momentos foi quando foi interpretada uma música do Helloween, da época de Hansen: a rápida "Ride the Sky". Fiz valer a prerrogativa do ingresso e me desloquei pelo local inteiro, na pista e no mezanino. Lá pelas tantas encontrei a Hadige, com um cara que também era do Sévigné, e logo em seguida o Sávio, ex-batera da Hibria (da turma eles mantêm contato apenas com o famigerado Jorge Gordo).

Apesar de não ser fã das composições do guitarrista, reconheço que Kai Hansen (a) é um excelente frontman; (b) toca guitarra muito bem; (c) canta bem (discordo de quem diz que o cara não manda bem no vocal); (d) bem ou mal conseguiu montar uma banda, que se não é tão bem-sucedida quanto o Helloween que ele ajudou a fundar, pelo menos é bem reputada dentro do "metal melódico" e conta com uma carreira consolidada. O cara ainda teve um momento para mexer com a galera durante "Heavy Metal Universe", e mostrou-se carismático. Além dele, os músicos de apoio são bem competentes (não os conheço o suficiente para saber quem é da formação original ou não).

O Gamma Ray se despediu rapidamente e as atividades foram interrompidas por uma meia-hora. Aí lembrei do set list do Helloween no show de Curitiba, e sabendo que música de abertura seria a que dá nome à banda (que tem 10 minutos - daria tempo para um monte de fotos), e a segunda seria "Sole Survivor" (uma das minhas favoritas), me programei para fazer as fotos durante a primeira na pista, e o vídeo da segunda na parte de cima.

Aí foi isso: os caras entraram após a música introdutória e executaram "Halloween". Depois dos muitos riffs e solos, subi para o mezanino e me preparei para "Sole Survivor". Não me decepcionei: a música é excelente e a performance dos alemães, matadora. O som ambiente é muito bom, e deu para ouvir claramente todos os instrumentos e o vocal.

Sole Survivor



Seguiu-se, então, uma das antigas e obscuras, "March of Time", com a qual não era muito familiarizado. Deris anunciou o single do novo álbum, "As Long As I Fall", que achei muito fraca. Depois os caras tocaram outra que não é das minhas conhecidas, "A Tale That Wasn´t Right", que não me animou muito. Resolvi, então, descer e fui avançando até chegar bem do lado esquerdo do palco.

Rolou um solo de bateria absolutamente dispensável, tanto mais quando se sabe o que é um bom solo de bateria após ver um solo de Eric Carr (RIP), como aquele memorável de 1988 no Japão (Dani Löble solou, ainda, sobre uma base pretensamente samba, e aí a coisa piora, porque o melhor solo nesse esquema é o de Ivan Busic, registrado no disco Brutal com o nome "Kizumba"). Avancei mais um pouco e fiquei bem perto do Weikath (não sabia que o cara era tão magro e medonho), e aproveitei o momento para registrar a próxima, um clássico do metal melódico: "Eagle Fly Free". Não tinha ângulo para enquadrar o palco inteiro, então resolvi mirar nos que ficavam mais perto do canto (sobretudo o próprio Weikath).

Eagle Fly Free



Mesmo antes daquele momento já tinha ficado claro que os caras estão em excelente forma, dominando completamente o repertório. O novato Sascha é tão agitador quanto o Grosskopf, e achei legal o entusiasmo de Deris, que interpretou as músicas o tempo todo enquanto cantava (e o cara mandou muito bem no vocal), além de se dirigir à cidade ("Porto Alegreei") e arranhar um espanhol.

A próxima foi uma do disco novo que achei absolutamente brilhante: "The Bells of the Seven Hells". Trata-se de uma baita composição, com belos riffs e um invejável refrão fácil de assimilar, do tipo "simples mas sofisticado". Lá pelo meio tem um riff mais "moderno", não muito típico do Helloween, e foi aí que entendi o que o Weikath quis dizer numa entrevista para o Whiplash que os caras procuravam sempre evoluir (ao invés de sempre fazer o mesmo tipo de disco), inclusive incorporando sons mais novos para "agradar os filhos do Deris". Compreendi perfeitamente o recado e fiquei satisfeito com essa disposição para evoluir, pois nada mais aborrecedor do que ouvir versões para músicas já consagradas pelos caras nos discos mais antigos.

Ainda durante "Eagle Fly Free", mas sobretudo a partir dessa "Bells of the Seven Hells", comecei a sofrer os efeitos da exposição prolongada às caixas de som com volume brutal (cada pedalada no bumbo parecia um soco no peito). Bem perto do palco como eu estava o som estava alto, mas estava bom e não havia como se afastar dali.

No mesmo esquema de "composições novas = músicas boas", seguiu uma do disco anterior, a 3.ª parte do Keeper of the Seven Keys: "King for a 1000 Years". Trata-se de uma música bem longa, mas muito boa.

Começava a me afastar da beira do palco, quando Deris anunciou uma do disco Dark Ride; nessa hora, sabia que se tratava de "If I Could Fly", que diferentemente da opinião de outros, acho uma bela música (mais lenta, espécie de balada com peso).

If I Could Fly



Os caras encerraram o set list regular com outro clássico indispensável da época de Hansen: "Dr. Stein". É notável isso de terem certas músicas infalíveis para tocar durante o show. Essa, em especial, certamente, era uma das favoritas de todos os que estavam presentes. Os caras foram muito inteligentes no bom-humor da letra e na levada quase rocker, e isso é bastante difícil de alcançar (nos discos há exemplos de como isso não deu certo).

Tão rápido quanto se retiraram, os músicos voltaram para um medley de boas músicas: "Perfect Gentleman", "I Can" (de um dos meus discos favoritos, Better Than Raw, que só eu considero essencial - ainda vou acrescentar à lista), "Where the Rain Grows" (mais uma bela faixa do Master of the Rings), novamente "Perfect Gentleman" (com a tradicional participação da platéia), "Power" (verdadeiro hino, do excelente disco Time of the Oath), e "Keeper of the Seven Keys".

O show, até aqui, já tinha sido muito bom, apesar de que, para o meu gosto, uma banda como o Helloween, que tem vários discos lançados, deveria montar um repertório no qual contivesse, no mínimo, uma música de cada disco (afinal, se cada disco lançado "é o melhor do que os anteriores", nada mais justo do que incluir uma faixa por disco para dar uma espécie de satisfação àquele que, eventualmente, comprou determinado cd). Seja como for, para aguardar a provável reunião Gamma Ray & Helloween para o grande final, resolvi subir de volta ao mezanino.

E assim, sem maiores introduções, o batera chamou no hi-hat e do backstage os caras começaram a tocar "Future World". Hansen e Deris dividiram os vocais de forma bem equilibrada, e os quatro guitarristas destruiram ao fazer os "duetos" simultaneamente.

Future World



Sem tempo para respirar, emendaram outra da época de Hansen, "I Want Out".

I Want Out



Finalmente os quatro guitarristas, dois baixistas, um vocalista e um baterista se despediram, e rapidamente deixaram o palco.

Agora espero que se confirmem outras atrações em Porto Alegre, como Symphony X, Scorpions, Megadeth, entre outros, e espero ainda que estejamos todos em ordem até lá.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Formula 1 - GP do Bahrein (3.ª etapa, 06.04.2008, 8h30min)

Ano passado Massa venceu o GP do Bahrein, e passou a figurar como postulante ao título. Em 2008, uma vitória no mesmo circuito se impunha, a fim de estancar as críticas e desconfianças que recaíram fortemente sobre o brasileiro. Na semana prévia ao GP, noticiou-se a existência de fotos e vídeos comprometedores envolvendo o presidente da Fia, Max Mosley, o que acabou afastando o foco sobre os pilotos.

Seja como for, Massa foi o mais rápido nos treinos livres, mas Kubitza conseguiu marcar o melhor tempo no treino classificatório, graças a um carro com menos combustível e a um pequeno deslize do brasileiro na zebra de uma curva. Barrichello e Piquet alinharam no pelotão intermediário (após a 10.ª colocação).

Na largada, Massa conseguiu pular na frente do polonês, que algumas voltas depois perdeu a 2.ª posição para Raikkonen. Diferentemente do GP da Malásia, Massa conseguiu abrir e manter uma distância segura em relação ao finlandês, e assim não foi ultrapassado nos pits. Sempre que Raikkonen pareceu ameaçar a liderança, Massa "pisava no da direita" e consolidava a liderança. A vitória foi tranqüila e serviu para marcar seus primeiros pontos na temporada.

Hamilton teve uma corrida complicada: começou com uma má largada (o carro ficou imóvel por instantes), caiu para 10.ª posição, perdeu o bico num choque com Alonso (na transmissão se disse que era o Piquet), caiu para último e partiu daí fazendo algumas ultrapassagens.

Piquet teve o desempenho prejudicado pelo carro ruim (nem Alonso vem conseguindo correr com regularidade), já denunciado na conversa pelo rádio com a equipe na volta de apresentação, quando ficou patente um problema com o câmbio. Barrichello levou o carro até o final e nada mais. A Toyota vem conquistando pontos importantes com Trulli, Kovalainen manteve a regularidade, assim como a BMW e seus pilotos (a equipe lidera o campeonato de construtores).

Bahrain Grand Prix Results - 6 April 2008 - 57 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Felipe Massa Brazil Ferrari 57 1h31m06.970
2. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 57 3.339
3. Robert Kubica Poland BMW Sauber 57 4.998
4. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 57 8.409
5. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 57 26.789
6. Jarno Trulli Italy Toyota 57 41.314
7. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 57 45.473
8. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 57 55.889
9. Timo Glock Germany Toyota 57 1m09.500
10. Fernando Alonso Spain Renault 57 1m17.181
11. Rubens Barrichello Brazil Honda 57 1m17.862
12. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 56 1 Lap
13. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 56 1 Lap
14. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 56 1 Lap
15. Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 56 1 Lap
16. Anthony Davidson Britain Super Aguri-Honda 56 1 Lap
17. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 56 1 Lap
18. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 56 1 Lap
19. Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 55 2 Laps
R Nelson Piquet Brazil Renault 40 Gearbox
R Jenson Button Britain Honda 19 Damage
R Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 0 Accident
FASTEST LAP: Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 49 1:33.193

Standings
Points standings (after 3 rounds)

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 19
2. NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 16
3. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 14
ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 14
HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 14
6. FELIPE MASSA Brazil Ferrari 10
7. JARNO TRULLI Italy Toyota 8
8. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 7
9. FERNANDO ALONSO Spain Renault 6
10. MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 4
11. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 3
12. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 2

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. BMW SAUBER 30
2. FERRARI 29
3. MCLAREN-MERCEDES 28
4. WILLIAMS-TOYOTA 10
5. TOYOTA 8
6. RENAULT 6
7. RED BULL-RENAULT 4
8. TORO ROSSO-FERRARI 2

sexta-feira, 28 de março de 2008

CD - Queen: Queen (1973)

É possível dizer que todas as boas bandas de rock receberam um cd tributo produzido seja pelos caras da Schrapnel, seja pelo Bob Kulick. Achei o tributo ao Queen na extinta CD Express, em meados de 1999/2000, e levei para casa pela enorme quantidade de artistas conhecidos e bons como Glenn Hughes, James Labrie, Marty Friedman, Chris Impellitteri, John Petrucci, Jeff Scott Soto, Eric Singer, entre muitos outros. Uma das melhores versões era de uma música que ainda desconhecida para mim na época: “Keep Yourself Alive”. O Yngwie Malmsteen se aproveitou muito bem do riff com a 6.ª corda solta e gravou uma versão cavalar, acompanhado do competente Mark Boals. Na TV3 tinha um VHS com a apresentação do Queen no primeiro Rock in Rio de 1985 e pude conferir a performance da banda tocando a mesma faixa.

Assim, resolvi procurar o cd em que contivesse essa faixa, e quando as Americanas ofereceram o cd por um preço muito convidativo, resolvi arriscar. Trata-se do primeiro cd da banda, entitulado simplesmente “Queen”, e “Keep Yourself Alive” é a primeira faixa. É evidente que a versão original não tem o mesmo peso da versão cover de Y. Malmsteen, mas a música é muito boa (riff legal, letra bem escrita e bem cantada, refrão marcante), acompanhada no disco por uma porção de outros rocks, dentre os quais “Liar”, já conhecida por constar de um VHS com várias apresentações da banda, de várias épocas.

Mas o que me surpreendeu foi a variedade das músicas, imprimindo desde já uma marca da banda, conquanto seja tranqüilo dizer que esse primeiro disco não distoa do som que bandas britânicas de hard rock faziam na época (o peso das guitarras denuncia isso claramente). As músicas desse disco têm muitas partes, e em geral se pode perceber a tendência do grupo para compor em vários estilos diferentes. Pelo que li do Wikipedia, o disco foi gravado com pouco tempo e orçamento, e assim só a partir do disco seguinte as características da banda realmente ficariam evidentes.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Formula 1 - GP da Malásia (2.ª etapa, 23.03.2008, 4h)

Depois do resultado desastroso na etapa inicial da temporada 2008, os pilotos da Ferrari (e a própria equipe) foram bastante pressionados durante a semana prévia ao GP da Malásia, afinal a escuderia conta com o atual campeão do mundo e com um postulante direto ao título deste ano. No nosso modo de encarar a competição, é evidente que as atenções recaem sobre os brasileiros, e acompanhamos detalhadamente a campanha do Massa, contra o qual já se disse que poderia dar lugar a Vettel (ou até a Alonso) na temporada de 2009. Então, tudo indica que esse ano é tudo ou nada para Massa, e a corrida em Kuala Lumpur seria a oportunidade para o cara deslanchar.

Vi o primeiro treino livre, e neste assim como nos demais, o brasileiro não decepcionou e andou forte o tempo todo, eventualmente conquistando a pole position no treino classificatório (que eu não acompanhei), seguido de Raikkonen e Kubitza (Kovalainen e Hamilton perderam cinco posições cada por terem prejudicado a volta rápida de Alonso e Heidfeld - valeu Giba). Barrichello e Piquet alinharam no meio do pelotão, com seus respectivos companheiros de equipe mais a frente.

Na largada, Massa teve de fazer uma manobra sobre Raikkonen para não perder a primeira posição logo na primeira curva. Hamilton pulou de 9.º para 5.º. Glock abandonou ainda na volta inaugural, assim como Bourdais, e Rosberg chocou-se com Vettel. Ainda nas primeiras voltas, Heidfeld promoveu uma espetacular ultrapassagem sobre Coulthard e Alonso, simultaneamente (Alonso abriu para passar pelo escocês pela direita, e o alemão manobrou para a esquerda passando os dois e retardou a freada na curva). Os ferraristas trocavam voltas mais rápidas, e Massa não conseguiu abrir muita distância sobre Raikkonen, perdendo, assim, a liderança no primeiro pit stop. O finlandês disparou, e o brasileiro acabou errando na metade da corrida: rodou e parou na caixa de brita, abandonando o GP.

Pessoalmente, perdi o interesse em acompanhar o resto da corrida pois sabia que as posições dificilmente se alterariam a partir dali. Assim, faltando 20 voltas, resolvi me recolher pois enfrentaria a estrada poucas horas depois. E não deu outra: o finlandês conquistou a primeira vitória na temporada para a Ferrari e deposita sobre os ombros de Massa uma carga maior de pressão, que não estou certo se o brasileiro é capaz de suportar. Kubitza e Kovalainen completaram o pódio, e destaco a boa abertura de temporada do finlandês da McLaren, que vem andando forte, no mesmo ritmo do Hamilton, que finalizou em 5.º e lidera o campeonato.

Malaysian Grand Prix Results - 23 March 2008 - 56 Laps
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT LAPS TIME/RETIRE
1. Kimi Raikkonen Finland Ferrari 56 1h31m18.555
2. Robert Kubica Poland BMW Sauber 56 19.570
3. Heikki Kovalainen Finland McLaren-Mercedes 56 38.450
4. Jarno Trulli Italy Toyota 56 45.832
5. Lewis Hamilton Britain McLaren-Mercedes 56 46.548
6. Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 56 49.833
7. Mark Webber Australia Red Bull-Renault 56 1m08.130
8. Fernando Alonso Spain Renault 56 1m10.041
9. David Coulthard Britain Red Bull-Renault 56 1m16.220
10. Jenson Button Britain Honda 56 1m26.214
11. Nelson Piquet Brazil Renault 56 1m32.202
12. Giancarlo Fisichella Italy Force India-Ferrari 55 1 Lap
13. Rubens Barrichello Brazil Honda 55 1 Lap
14. Nico Rosberg Germany Williams-Toyota 55 1 Lap
15. Anthony Davidson Britain Super Aguri-Honda 55 1 Lap
16. Takuma Sato Japan Super Aguri-Honda 54 2 Laps
17. Kazuki Nakajima Japan Williams-Toyota 54 2 Laps
R Sebastian Vettel Germany Toro Rosso-Ferrari 39 Hydraulics
R Felipe Massa Brazil Ferrari 30 Spin
R Adrian Sutil Germany Force India-Ferrari 5 Hydraulics
R Timo Glock Germany Toyota 1 Damage
R Sebastien Bourdais France Toro Rosso-Ferrari 0 Spin
FASTEST LAP: Nick Heidfeld Germany BMW Sauber 55 1:35.366

Standings
Final 2008 points standings (after 2 rounds)

DRIVERS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS DRIVER NATIONALITY ENTRANT POINTS
1. LEWIS HAMILTON Britain McLaren-Mercedes 14
2. KIMI RAIKKONEN Finland Ferrari 11
NICK HEIDFELD Germany BMW Sauber 11
4. HEIKKI KOVALAINEN Finland McLaren-Mercedes 10
5. ROBERT KUBICA Poland BMW Sauber 8
6. NICO ROSBERG Germany Williams-Toyota 6
FERNANDO ALONSO Spain Renault 6
8. JARNO TRULLI Italy Toyota 5
9. KAZUKI NAKAJIMA Japan Williams-Toyota 3
10. SEBASTIEN BOURDAIS France Toro Rosso-Ferrari 2
MARK WEBBER Australia Red Bull-Renault 2

CONSTRUCTORS CHAMPIONSHIP POSITIONS:
POS CONSTRUCTOR POINTS
1. MCLAREN-MERCEDES 24
2. BMW SAUBER 19
3. FERRARI 11
4. WILLIAMS-TOYOTA 9
5. RENAULT 6
6. TOYOTA 5
7. TORO ROSSO-FERRARI 2
RED BULL-RENAULT 2

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